História Elementum (Interativa) - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Fênix, Interativa, Romance, Sereias, Sobrenatural
Exibições 37
Palavras 1.955
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Fluffy, Hentai, Lemon, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


E aí povo? Tudo bem com vocês?
Desculpa a demora para postar o capítulo, na verdade ele estava pronto desde a semana passada, contudo a beta do capítulo estava em provas e ela tinha que estudar.
Algum dos leitores fez o ENEM esse ano? Para quem fez, o que vocês acharam do tema? Eu achei incrível, finalmente estão colocando temas que faz parte da realidades de todos e que devemos pensar ou repensar nas nossas atitudes, bom desviei muito do caminho, então aqui está o capítulo.

Capítulo 7 - O caminho dos guerreiros da terra


Elfos. Estes seres tão caracterizados por serem incríveis no manejo das armas e ainda assim são lindamente agraciados com a beleza natural das florestas. Embora fossem os melhores no uso e produção de armas de guerra, são totalmente contra. A terra deles é dividida em vários reinos, com todos vivendo em perfeita harmonia, sendo os mais poderosos Áurea e Liteah. O primeiro é especializado em construções, principalmente com o uso da madeira, e o segundo em magia da terra. Tais habilidades eram invejadas por outras raças, principalmente pelas sereias e pelas fênix, que viviam guerreando.

No reino de Áurea vive um rei que prefere a cultura dos seus antepassados, por isso, ofereceu a mão de Lyel, sua única filha de 15 anos, em casamento à Calion, filho de um rei aliado. Mesmo estando contra os atos de seu pai, Lyel não podia ir contra às ordens de seu pai, pois sabia que se não casasse poderia começar uma guerra que destruiria os dois reinos. Seu refúgio era o seu amigo Marshal, um general com a mesma idade de Lyel. Ela contava para ele tudo o que seu pai planejava depois que ela cumprisse com o seu destino. A princesa possui uma estatura média, com cabelos curtos e rosados, assim como seus lábios, os olhos azuis e a pele clara; já o seu general tem o cabelo branco e a pele albina, a única coisa que destoa da brancura são seus olhos, tão escuros quanto a escuridão da noite, em suas orelhas élficas estão pequenas argolas douradas e usa  luvas em suas mãos para protege-las no momento em que empunha sua arma preferida, arco e flecha.

- Você acredita? Eu tenho 15 anos e meu pai quer que eu me case logo, apenas para formar uma aliança mais forte com o reino de Liteah. Aposto que o filho do rei deve ser um cara gordo e feio como o pai. – resmungava sem parar e tendo como ouvinte apenas o pobre general.

-Você não deve falar desse jeito. Ele pode ser diferente, você nunca o viu pessoalmente. – aconselhou. – Está agindo como uma criança agora. – no momento estavam sentados no meio da floresta, no alto de uma árvore.

- Estou agindo como alguém da minha idade que está sendo forçada a um casamento arranjado. –falou emburrada. Enquanto despetalava uma flor que encontrou na copa.

- Acredito que você está sendo infantil, Lyel. Você nem conhece o seu noivo, talvez depois que conhecê-lo pode acabar apaixonada por ele. – respondeu tentando não ser grosseiro.

- Como posso casar com alguém se já amo outra pessoa? Você já sabe dos meus sentimentos e ainda fica falando isso para mim? Você é realmente estúpido. – gritou, pulou da árvore e saiu correndo para o lado contrário à vila.

-Lyel, espera! –disse enquanto via sua amiga afastar-se de si.

“Por que ninguém me entende?”, essa é a frase que passava pela cabeça da Lyel enquanto ela corria sem parar para o único lugar que conhecia em que seu coração poderia agir apenas como Lyel e não como a Princesa Lyel, a primeira. A Floresta de Enman pertencia a todos os reinos, nela era proibido qualquer tipo de briga. Nela também existe um lago mágico, cuja lenda afirma que se um casal jurar amor em frente a ele, ficarão juntos para sempre e que o Deus Misha protegerá o amor deles eternamente.

- O que eu faço? Não acredito que até o Marshal quer que eu me case forçadamente. Eu aguentava enquanto era somente o meu pai, mas agora o meu amigo também fala que eu devo me casar. Acredita nisso? – resmungava enquanto andava em torno do lago.  – Ei, você está me ouvindo? – falou ao olhar para cima, numa das árvores perto do lago.

- Estou te ouvindo faz muito tempo. Você fala muito alto, Lyel. – respondeu um garoto que estava em cima da árvore. Ele possui o cabelo mais branco que do Marshal, por mais incrível que pareçesse, alto e seus olhos, diferente do general, também eram brancos.

- Você é muito chato. Deveria sorrir mais. – falou olhando para cima.

- Se me acha chato, deveria ir embora e não ficar vindo aqui sempre. –respondeu friamente. –Se você está cansada deles reclamando com você, deveria aceitar logo o casamento. Assim eles irão parar de reclamar.

- É claro que eu não irei aceitar o casamento. É um acordo estúpido e sem sentido, ainda mais no tempo em que estamos. – falou enquanto sentava debaixo da árvore em que o homem estava. – E você também, quando é que vai começar a ir às aulas de magia?

- Como se fosse importante. O povo élfico depende muito da magia, eles já não conseguem viver sem ela. – falava enquanto lia um pergaminho, que Lyel suspeitava ser de táticas de guerra.

- Mas a magia também é importante, para nós elfos a magia é como uma extensão do nosso corpo. E sem ela, não saberemos como continuar a viver. – explicava. A magia vive no corpo dos elfos, ele é como o sangue que se parar de correr, o lado mágico do ser para e ele se torna um “caído”. Os caídos são seres mágicos que perderam a parte mais importante, para os sereianos é a cauda, isso acontece quando eles não conseguem mais transformar as pernas na nadadeira; para as fênix são suas asas, eles conseguem esconder suas asas, por isso dificilmente acontecia deles perderem; para os lobos são os seus caninos permanentes, mas ao contrário dos outros seres, eles viram lobos; para os elfos é a magia, isso acontecia quando eles esgotavam totalmente a magia do corpo ou nos casos mais raros, paravam de usar por um longo tempo; e para as fadas, é quando perdiam as suas asas. – Por isso você deveria ao menos usar um pouco por dia.

- Eu uso de vez em quando. Normalmente quando vou lutar. – explicou rapidamente.

- Só tome cuidado. – respondeu olhando para o lago e por isso não percebeu o olhar que repousava sobre si.

- Qual é a idade que seu pai pretende te casar? – perguntou repentinamente ao descer da árvore e sentar ao lado de sua amiga.

- Sabe, eu gostaria que você me avisasse quando for mudar de assunto. – falou fazendo uma careta pela surpresa da pergunta.

- Perdoe-me, eu estava pensando isso desde que você chegou. – respondeu olhando para o lago.

- Você é incrível, conseguiu conversar comigo, enquanto lia um pergaminho e ainda pensava em outra coisa. – falou escondendo uma risada. – Bom, meu pai quer que eu me case antes de completar 16 anos.

- Entendo, então no seu reino você sai em busca da flor aos 16 anos? Incrível.

- Eu já encontrei a flor. Eu e o Marshal encontramos ela quando decidimos sair em busca quando tínhamos 13 anos. É claro que foi em épocas diferentes. – falou como se fosse a coisa mais comum do mundo.

- Entendo, vocês foram com 13 anos. É bem cedo. Eu saí em busca quando tinha 15 anos. – respondeu com calma, mas internamente ficou bem surpreso afinal era uma prova física e psicológica, pois não poderia voltar para casa até encontrar a flor e por isso muitos acabavam desistindo e viravam nômades, ou acabavam se matando.

- Mas por que você perguntou isso? – questionou-o.

- É simples, é só você desafiar o noivo para uma batalha, se ele vencer vocês se casam, mas se ele perde, você pode cancelar o casamento.

- Ele não vai aceitar. Por que aceitaria?

- Homens gostam de desafios, sem contar que se ele fugir vai provar para todos que é um covarde e teme perder para uma mulher. Você é uma princesa forte, vai conseguir superar essa prova que a vida te colocou. – incentivou acariciando a cabeça da princesa.

- É bom você estar certo. Se não estiver, venho aqui para te bater. – falou ao se levantar. – Bom, estou indo. Tchau Carl.

--------------------------------------00—00------------------------------------------------------

Depois de receber o conselho do amigo, Lyel fez o que ele recomendou, conversou com o seu pai e falou que iria se casar somente com o nobre se ele ganhasse dela no arco e flecha, arma que ela é imbatível. Como o rei não queria que um cara fraco casasse com sua filha, aceitou e pedido e no mesmo dia enviou o desafio.

- Se ele ganhar, você irá se casar com ele. – falou o rei para sua filha.

-Sim, eu irei. Mas se eu ganhar, irei escolher o homem com quem me casarei e você não poderá se opor. –respondeu no mesmo tom. Ela sabia que com o avanço dos outros povos, o seu reino acabaria se estagnando e futuramente sofreria um ataque brutal dos outros reinos, tanto dos elfos quanto das outras raças. – falou indo para uma das várias portas da grande sala.

- Espero que perca e seu marido te ensine a agir como uma... – foi interrompido pela entrada de seu general por outra porta.

- Com licença, senhor. Venho interromper para avisar que o Rei Viktor chegou com o príncipe e desafiante Calion. – falou enquanto se curva diante o rei.

- Pode deixá-los entrar. – respondeu grosseiramente.

- Rei Julian, há quanto tempo. A última vez que nos vimos foi na última reunião. – falou abraçando-o.

- Verdade, vocês poderiam vir aqui mais vezes. Nossas portas sempre estarão abertas para vocês. Infelizmente nosso reencontro foi por causa de um infortúnio causado pela minha filha. – falou desgostoso com a atitude da própria filha.

- Não fale isso, você sabe que para um bom guerreiro é necessária uma mulher forte ao seu lado, sem contar que assim o meu filho poderá saber como é “domar” uma mulher selvagem. Contudo sabemos que certas mudanças futuras ocorrerão e talvez as mulheres terão direito aos mesmos trabalhos que os homens. – falsamente falou percebendo a personalidade de seu “amigo”. Ele sabia do sofrimento das mulheres do reino vizinho e para que pudesse futuramente mudar as coisas, pretendia casar seu filho com a princesa de Áurea, contudo nunca esperou o desafio que a noiva de seu filho mandou, mesmo sabendo da personalidade dela pelo próprio. Infelizmente para que o casamento ocorresse, ele teria que enganar o outro rei agindo como misógino.

- Não diga besteiras. Desde tempos antigos nossa raça viveu assim, não é por causa de uma mudança no reino dos lobos que quer dizer que devemos mudar também. Isso é um absurdo, todos sabemos que o bom das mulheres é apenas para cuidar da casa e de seus maridos. – respondeu convicto de sua frase.

- Concordo que foi uma mudança brusca, mas se não mudarmos junto com o povo, eles podem fazer uma revolta e nos tirar de nossos cargos. – falou sabiamente. Ele mesmo era um desses a favor de mudanças, mas não poderia falar isso.

- Verdade. Se o povo rebelar, não teremos mão de obra para as construções.

- Ser Rei é como um jogo. – falou. – Apenas temos que saber usar as peças certas nos momentos certos.

- Bom, mudando de assunto. Até quando deseja ficar em minha casa, Viktor?

- Estava pensando em mudar uma regra do desafio. Meu filho pediu duas coisas, o primeiro é que ele deseja não mostrar o rosto durante a competição e o outro é para o casamento ser logo após a vitória dele. O que acha? – questionou.

- Entendi o segundo pedido, mas por que não mostrar o rosto?

- Ele sofreu uma queimadura muito grave que nem nossa magia conseguiu restaurar o seu rosto. É apenas um capricho dele. – tentou convencer o outro.

- Tudo bem, aceito os pedidos. Então já vou falar para as empregadas começarem com os preparativos para o casamento. Irei chamar algumas outras para levarem-no para os seus aposentos. – falou saindo do grande salão.

***Continua***


Notas Finais


Bom, aqui está a surpresa desse capítulo. Ao invés de escolher somente um líder e um general para os elfos, decidi escolher dois. Recebi quatro fichas e por coincidência foram 2 para líderes e 2 para generais. Então decidi colocar os dois. Queria fazer isso com os outros, mas recebi muitos para os lobo e fênix, então decidi colocá-los no meio futuramente, apenas participações especiais.
Agora as perguntas do capítulo:
-O que vocês acharam sobre o casamento forçado?
-E sobre o Rei Julian? Gostaram dele?
-Quem vocês acham que será vencer a competição?
-Quem será que a pessoa que a Lyel gosta?
-O que vocês acham que irá acontecer no próximo capítulo?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...