História Elephant - Capítulo 41


Escrita por: ~ e ~LunnaSla

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Abo, Baekyeol, Chanbaek, Exo, Hunhan, Kray, Xiubaek, Xiuchen
Visualizações 209
Palavras 8.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EHHH
Este capítulo não foi revisado então me deem um desconto kk


Obrigada por todos comentários, aos favoritos e pra quem entrou no grupo <3 Não é aquela coisa super animada mas gosto bastante de interagir com vocês <3

SÓ VAI
BOA LEITURA <3

Capítulo 41 - Vampiros


Fanfic / Fanfiction Elephant - Capítulo 41 - Vampiros

Jongin andava calmamente pelo corredor extenso do segundo andar deixando seu quarto para trás indo direção às escadas ao passo que terminava de ajeitar o fim das mangas da camisa social que trajava. Estranhou de início o silêncio instalado na casa, estava tão acostumado com toda aquela gritaria e confusão.

Observou-se no espelho do centro do corredor passando os dedos entre os cabelos ajeitando para o lado e desceu ao se dar por satisfeito com o que via. Puxou o celular do bolso checando as horas, discou o número de um dos seus empregados e levou o celular até a orelha.

– Traga-me. - ordenou num tom calmo, sem precisar descrever o que queria por já ter conversado e dado instruções para a pessoa do outro lado da linha mais cedo.

Foi em direção à sala onde seus sapatos formais recém ilustrados lhe esperavam, sentou em uma das poltronas de frente para o sofá maior e começou a calçar os sapatos com calma admirando o silêncio da casa aproveitando por estar sozinho. Levantou-se e girou os calcanhares partindo para a cozinha, abrindo a geladeira, tirando alguns dos potes de comida que haviam guardado e abriu o fundo falso da geladeira revelando uma garrafa de bebida alcoólica.

Não uma bebida qualquer, mas uma especial antiga que conseguia deixar qualquer vampiro embriagado como um mero humano ou lobo. Mantinha ela escondida, não por ser exatamente "especial", qualquer um que não fosse vampiro e tomasse aquilo teria o mesmo efeito de outra bebida em dobro, mas aquela era a única que surgia efeito sobre si e caso outra pessoa encontrasse e até mesmo conseguisse decifrar as palavras antigas escritas em outra língua no rótulo saberia que era um produto direcionado para vampiros. A última coisa que queria agora era arrumar confusões com Sehun, pois após adentrar seu escritório, mexer em algumas papeladas e ver que estava na cola dos negócios de Jungkook começou a ser mais cauteloso.

Encheu um copo com dois dedos, bebeu de uma só vez, deixou na pia para quando uma das suas empregadas fossem lá, como sempre faziam quando a casa estava vazia, arrumavam e limpavam tudo, guardou de volta a garrafa no fundo falso e rumou para fora de casa, não se surpreendendo ao encontrar uma das suas ferraris, La Italia na cor preta estacionado em frente à casa. Em seguida, dirigiu até um dos maiores restaurantes de Seul que havia marcado um encontro com Kyungsoo sendo impecavelmente pontual.

Portanto, se Jongin tivesse sido mais atencioso teria visto que um pedaço do fundo falso não encaixou completamente e ficou com uma das pontas debaixo para fora, solta.

 

[...] 

 

– Sabão crá crá, sabão crá crá, não deixa os cabelos do saco enrolar! - Tao cantava entrando na casa, bateu à porta principal com força usando o pé e rumou em direção à cozinha.

– Sabão cré cré, sabão cré cré, não deixa os cabelos de saco de pé! - continuava abrindo a geladeira e retirando a vasilha com uns pedaços finais do bolo que havia visto Jongdae comer nos últimos dias.

Onde Chen ia, tinha comida.

– Sabão cri cri, sabão cri cri não deixa os cabelos do saco cair...

Cantarolou deixando sua voz falhar diminuindo ao visualizar algo estranho que chamou sua atenção no fundo da geladeira. Curvou-se colocando a cabeça para dentro querendo ver melhor o que era aquilo e puxou a ponta com dificuldade, fazendo o fundo falso cair na prateleira.

– Ai meu Deus, acabei de estragar a geladeira do Sehun. - murmurou fazendo careta, olhou para trás confirmando se realmente estava sozinho e voltou a olhar para frente. – Mais uma coisa para lista.

Realmente havia feito uma lista das coisas que tinha que comprar já que havia quebrado do alfa, e a geladeira viria em 11 colocação.

– O que é isso? - indagou em voz alta confuso retirando a garrafa, trazendo para perto do rosto e semicerrando os olhos por não ter nenhuma marca que ajudasse a identificar o que era. – Estranho.

Abriu a garrafa aproximando do nariz e cheirando, logo o aroma característico de bebida alcoólica veio e Tao sorriu de canto malicioso. Adorava experimentar bebidas novas e seria um prazer aquela desconhecida que lhe atraiu. Recorda-se que em uma das festas viu Taemin com uma garrafa na mão parecida e que estava tão bêbado quanto Sehun quando dá de louco, porém, o loiro raramente ficava embriagado. Então, perguntou-se aquela bebida era tão boa assim.

E de fato era, sentia sua garganta rasgar com o líquido descendo num gole rápido e apertou os olhos com força levantando uma das sobrancelhas em resposta. Era forte, e aquilo lhe agradou ainda mais, enchendo meio copo e bebendo.

Não demorou mais de 10 minutos e Tao via tudo ao seu redor rodar, ria sozinho e piscava os olhos rapidamente em poucos segundos. Guardou a bebida de volta no lugar, tampou o fundo falso da geladeira e saiu da cozinha em passos incertos, soluçando e gargalhando feliz. Ah, o que seria de Huang sem as bebidas alcoólicas?

– Luhan filha da puta, me abandonou para ir dar para aquele alfa maldito - balbuciou as palavras formando uma carranca ao tocar no nome do irmão quando viu um retrato do mesmo sobre uma das prateleiras no canto da sala com alguns livros.

Escutou um som do portão abrindo e um motor de carro próximo, instantemente olhou pela janela por uma brecha nas cortinas brancas notando que era o carro de Sehun e escondeu-se no espaço vazio embaixo da escada. Ouviu a porta ser aberta e passos pesados do alfa seguidos do som da sola dos seus sapatos ecoando no cômodo extenso, chocando contra os degraus da escada enquanto subia. Ao confirmar que ele estava no segundo andar após escutar minimamente o ranger de uma das portas dos corredores, o chinês saiu do seu esconderijo indo para o lado de fora da casa, deu a volta na casa por trás do jardim e parou na garagem encontrando o carro do maior do lado de fora.

– Achei que iria sair com Luhan - revirou os olhos em tédio, passou pelo veículo deslizando a mão no mesmo, puxando a maçaneta da porta de trás ao tropeçar, quase caindo e só então notando que havia deixado destrancado. – Interessante.

Deu a volta voltando para trás do veículo e encarando fixamente seu porta malas, estava cansado, não queria ir para casa e muito menos ficar ali então não viu nenhum problema em tirar um cochilo no local, aliás, por estar embriagado não conseguia raciocinar direito. Com um sorriso bobo estampado no rosto abriu o porta malas do maior, entrou com um pouco de dificuldade fechando minimamente e acomodou-se melhor, sendo iluminado por uma pequena fresta que deixou aberto.

Sehun ao terminar de trocar de roupa para sair com seu pequeno, olhou no relógio do pulso e praguejou por ver que teria que correr para ainda comprar suas flores e chegar no horário marcado. Abandonou a casa correndo, trancou rapidamente a porta principal, correu em direção ao seu carro arrumando seus fios, semicerrando os olhos desconfiado por ver ao longe a porta de trás aberta e o porta malas um pouco levantado.

Lembrava de ter aberto o carro todo procurando por seus documentos pela fechadura da maleta ter quebrado por ter batido ela em algum canto no meio da sua correria após a visita em uma imobiliária que foi fechar o acordo das casas, contudo, achava que tinha fechado o carro antes de entrar em casa, mas deu de ombros por não ter uma memória tão boa assim, fechou o carro antes de entrar no banco do motorista e dirigir até a floricultura mais próxima.

Luhan e Sehun voltavam da praia em direção ao veículo estacionado na calçada quando o alfa o destrancou um pouco afastado ainda e ficou assustado por assistir seu porta malas remexer atrás, em seguida ser aberto por dentro e Tao descer do mesmo com uma cara emburrada.

– Você tinha que passar em tantos buracos assim? Não sabe dirigir não? - resmungou arrumando seus fios e observando onde estava bocejando. – Ainda estamos na Coreia? Aqui é tão bonito.

– Por que você sequestrou o Tao? - Luhan perguntou confuso de cenho franzido e com os braços cruzados encarando seu marido de cara feia.

– Eu não sequestrei ninguém não, eu nem sabia que ele estava no meu porta malas! - Sehun falava exasperado, tentando defender-se com os olhos arregalados incrédulo.– Aliás, que diabos você estava fazendo lá dentro esse tempo todo Huang?

– Tirando uma soneca, o que mais eu ia fazer dentro do seu carro? - revirou os olhos incrédulo bufando. – Fazer cosplay de Baekhyun e seguir Kyungsoo? – sussurrou a última parte, não sendo ouvido pelo casal que lhe olhava como se fosse um louco. – Tira foto que dura mais, beijos amores.

Tanto Luhan quanto Sehun ficaram estáticos no lugar assistindo o chinês andar meio atrapalhado, correr de um gato que tentou avançar para cima de si e sumir ao virar uma esquina sem antes esbarrar no poste e ficar encarando-o por alguns segundos parecendo não entender o que aconteceu.

– Ele vai ficar bem - Luhan tranquilizou umedecendo os lábios dando a volta e entrando no banco do carona.

Tao perambulava pelas ruas cantarolando baixo com as mãos guardadas no bolso da calça observando o bairro ao redor, era bem bonito e bastante iluminado durante a noite. Haviam vários casais passeando pelo bairro e crianças alegres admiradas com todas decorações expostas nas diversas lojas diferentes. Suspirou pesado adentrando o centro da praça com várias barracas de comida e sentiu um cheiro característico da sua preferida, procurando ao redor e entrando na fila da barraquinha simples após encontrar sentindo sua barriga roncar.

Guardou as mãos no bolso da calça inspirando fundo sentindo seu nariz entupido pelo tempo frio e deu mais uma olhada em volta, pousando os olhos na silhueta de uma garota que lembrava-lhe alguém, só não recordava de quem exatamente.

Continuou olhando atentamente a menina de costas para si até o momento em que ela virou-se e conseguiu identificar seu rosto, era Meiling sua sobrinha. Franziu a testa e olhou para o lado que ela acenava, encontrando Baekhyun com um homem desconhecido ao seu lado junto com outras crianças. Saiu em passos lentos da fila que estava ao passo que encarava fixamente o loiro ao lado do Byun sentindo uma pequena nostalgia, tinha certeza que já havia visto o rosto do homem em algum local mas não recordava-se de onde.

Assistiu atentamente os movimentos dele despedindo-se das crianças, do Byun e logo dando as costas indo embora. Esperou mais alguns segundos até a silhueta sumir na multidão de pessoas no centro da praça e foi em passos incertos até seu sobrinho. Viu ele ir levando as crianças até um banco mais afastado com a vista para um rio que cortava o bairro e sentou ao seu lado na beirada chamando sua atenção.

- Zitao? Oi, o que está fazendo aqui? - Baek perguntou confuso semicerrando os olhos e rapidamente olhando para os meninos sentados do seu lado ambos comendo em silêncio assimilando serem uns anjinhos.

- Passeando por aí pensando na vida. - segredou baixo sincero e mostrando pela primeira vez um dos seus lados para o ômega.

- Entendo, as vezes faz bem mesmo. - Baek suspirou pesado logo o rosto de Chanyeol vindo na sua mente e aliança de noivado que Chanseok carregava no dedo anelar.

- E no que você pensa? - franziu a testa, ambos conversavam baixinho agora ouvindo apenas os grilos distantes na margem do rio.- Você é novo ainda, o que que te preocupa tanto?

- Eu descobri com quem eu estou predestinado e... Eu não sei o que fazer agora.

- Já se conhecem? - Byun concordou com um balanço de cabeça. - Ele é casado? Namora?

- Era casado, mas era um casamento arranjado.

- Então por que tanto receio? - Huang o encarou firme tentando achar o motivo de tudo nos olhos tristes alheios.

- Porque... É o meu tio.

E Zitao entendeu tudo, nunca havia cogitado aquela chance ainda mais com Chanyeol. Vez ou outra notava como os dois se olhavam quando um estava distraído numa conversa e como eram ciumentos, pois Baek sempre ficava sério ou com uma expressão triste no rosto quando via Sandara andando pelos corredores atrás do Park. Porém, achou que era nada demais então foi uma surpresa para si ouvir aquilo. Analisou ele pelo canto do olho, viu pressionar os lábios cabisbaixo e brincar com os dedos nervoso sobre seu colo, deveria ser difícil encarar sua realidade.

- Alguém já sabe disso?

- Só você.

E Baekhyun semicerrou os olhos encarando seus pés. Jongin sabia. Tinha certeza que o mais velho também sabia, aliás, os dois vampiros dividam a mansão e pareciam bastante próximos. Sorriu torto triste, Kai provavelmente não sabia como contar e jogou as dicas e deixou que descobrisse por si próprio.

- Para quem você acha que devo contar?

- Converse com o Luh, ele vai te entender e te ajudar como resolver isso com Chanyeol. - sugeriu num tom sério sorrindo minimamente ao ser retribuído.

Byun permitiu-se inspirar fundo soltando o ar preso dos pulmões com o peito mais leve e um sorriso sincero desenhado nos lábios finos. Tao sequer em um segundo demonstrou estar descontente com a situação ou estar julgando-o, ao contrário, foi compreensivo consigo e mostrou um dos caminhos para solução.

- Aliás - comentou fazendo lhe olhar atento. - Quando for dar a notícia a Sehun, quero estar presente. Não só eu, mas com todos ao seu lado que apoiarem o relacionamento de vocês, indiferente de serem tio e sobrinho.

- Obrigado Tao pela ajuda - sorriu sincero o abraçando fortemente de lado.

- Estou falando sério. Sehun vai querer voar no pescoço do irmão assim que souber, e entre nós, não quero te ver triste novamente. Só de ter no mínimo Jongin, Kyungsoo, Luhan ao lado já é mais seguro. Não sabemos como irá reagir, sabe que ele tem uma grande proteção com você e ciúmes de Meiling.

- Tem razão - Baekhyun concordou deitando a cabeça no ombro do beta e virando o rosto assistindo as crianças irem até a margem do lago.

O chinês seguiu seu olhar sorrindo por ver sua sobrinha feliz com as outras crianças com idades próximas, porém, ao visualizar duas que não conhecia franziu o cenho confuso observando melhor.

- Quem são aqueles outros dois?

- Hum? - Baek indagou olhando por baixo logo notando que referia-se aos filhos de Jungkook que estavam sob seus cuidados. - Jimin e Hoseka, estou como babá deles.

- Ah sim. A propósito, quem era aquele homem que lhe acompanhava antes? Sinto que já conheço e seu cheiro fraco foi um pouco familiar.

- É meu psicólogo, Suho hyung. Mas também atua como médico e levei Mei para fazer alguns exames consigo. - Inclinou melhor a cabeça expondo seu pescoço pálido. - Ele me abraçou, então...

Huang assentiu e deitou-se por cima do ombro passando o nariz pela pele leitosa inspirando fundo o cheiro impregnado de Suho no loiro. Ao reconhecer, arregalou os olhos incrédulo. Era ele. O tal homem que conheceu numa boate, pagou bebidas para si, agarram-se no banheiro e pelo estado deplorável ao menos lembrava seu nome e rosto, esquecendo do homem que havia apaixonado-se, tendo apenas a lembrança de como era seu cheiro doce.

- Tem o número dele?

 

 ~*~*~

 

- Como está? - Jongin perguntou educado após limpar os cantos da boca no guardanapo e bebericar um pouco do vinho enquanto fitava o lobo sentado à sua frente.

- O jantar está ótimo Kai - Kyungsoo foi sincero, deslizando o dedo indicador pela borda da sua taça pensativo.

- O que tanto pensa, meu pequeno? - indagou encontrando a mão do moreno, entrelaçando os dedos e acariciando a mão menor com o polegar.

- Sehun logo vai descobrir quem está por trás dos negócios ilegais e em breve vai chegar em mim. Estou organizando as coisas para ir para o Japão.

- Comprou algum apartamento?

- Comprei um pequeno com dois quartos em Hamamatsu, próximo do comércio num bairro tranquilo. Quero criar meu filho num lugar calmo longe de toda essa confusão sem precisar ficar me escondendo da polícia, vou cuidar das coisas de longe e quando for preciso eu volto.

- Me passa o endereço e peço as empregadas para limparem o apartamento - Jongin pediu doce, levando a mão pálida quente do ômega próximo ao seu nariz, inspirando fundo e engolindo em seco ao ouvir o sangue doce correndo pelas veias do lobo.

- Kai, quando teremos nosso filho? - D.O perguntou baixo num sussurro, os olhos pesados e tristes provocando um incômodo no maior, este que jurou que se estivesse vivo sentiria seu peito doer no instante.

- Quando você quiser meu bem - selou com carinho a palma pálida. - Estou louco para te encher de filhotes- sussurrou a última parte fitando-o por cima,  trazendo a taça aos lábios exibindo um sorriso malicioso e um olhar sexy, causando arrepios no outro.

- Ah é, amor?- sorriu de volta piscando inocente e erguendo seu joelho até encaixar entre as pernas do vampiro e começar a esfregar contra o membro do outro por cima dos panos.

- Está me provocando Soo... - Jongin alertou umedecendo os lábios, a boca entreaberta deixando escapar algumas arfadas quando ele colocava mais força e os olhos sérios atentos nas expressões do causador daquilo tudo.

- É tão fraco assim Kai? Vai ser assim também quando formos para cama? - arqueou a sobrancelha num sorriso de lado enquanto bebia seu vinho e via o moreno afastar seu joelho.

- Você que pediu, então agora aguente - ditou usando um tom frio, levantando-se da mesa e aguardando Kyungsoo fazer o mesmo.

- Para onde vamos? Ainda são 21h, já vai me levar para casa?

- Mudança de planos. Você me obrigou a fazer isto.

Deram as mãos saindo do restaurante - pelo moreno já ter pago a conta adiantado enquanto aguardava Kyungsoo terminar sua bebida - e seguiram direção ao carro importado estacionado do outro lado da calçada entre dois carros pretos com janelas escuras impedindo que tentassem ver o lado de dentro, portanto, Kai ao menos importou-se com ambos veículos por saber que eram seus seguranças.

O ômega adorando provocar não resistiu e resolveu ir adiante. Sob os olhos atentos do mais velho pelo retrovisor, gemeu baixo abrindo lentamente os botões da camisa um por um, deslizando sem pressa pelos braços exibindo a pele leitosa com marcas da última vez que estiveram entre quatro paredes, deixando cair sobre o banco de couro.

Kai não conseguiu evitar um rosnado baixo deixando as presas afiadas tornando se visíveis passando a língua entre elas umedecendo os lábios, vidrado nas marcas de mordidas que deixou no amado. Perdendo sua calma sentindo-se sensível e incômodo com o membro pulsando apertado dentro da cueca, cruzou a avenida mandando mensagem para seus seguranças pedindo para manterem uma distância e adentrou um bairro antigo buscando por uma rua antiga deserta para estacionar e foder o menor no banco de trás como ele merecia.

Estacionou no final de uma rua sem saída com poucos postes iluminando, verificou as casas da vizinhança notando que algumas pareciam vazias e outras já com os donos adormecidos, sem nenhuma claridade vindo das janelas. Respirou fundo puxando o ar para dentro dos seus pulmões apesar de não precisar, antes de virar-se e deparar com D.O se tocando gemendo despudoradamente enquanto passava a ponta da língua nos lábios inchados pelas mordidas constantes.

- Kai... - chamou manhoso, revirando os olhos pendendo a cabeça para trás ao que apertava seu próprio membro com mais força por cima dos tecidos e sentia sua entrada começar a liberar sua lubrificação natural e escorrer pelas pernas melando sua calça.

- Meu ômega quer seu macho, quer? - sussurrou baixo sorrindo despudorado ao que passava para o banco de trás e posicionava-se entre as pernas dos de cabelo pretos. Deitou por cima ficando apoiado nos braços de cada lado no corpo alheio prendendo-o enquanto encarava fixamente seus lábios, admirando a boca entreaberta.

- Quer- deixou a voz morrer ao que sentiu os lábios grossos do maior passarem levemente pelo seu abdômen fazendo contrair-se involuntariamente e assoprar contra seus mamilos rígidos antes de chupá-los com pressão. - Filha da puta.

- Shh, quietinho bebê - pediu gentil baixo, porém Kyungsoo sabia que era uma ordem.

Jongin levou os lábios até o pescoço pálido à medida que deslizava as mãos pelas suas curvas, cravando as unhas com possessividade na sua cintura e adentrando sua mão por dentro da calça social, logo desfazendo depressa dela juntamente com a cueca, deixando-o completamente despido sob seus olhos.

Passou os braços por baixo das costas e o trouxe para seu colo, semicerrando os olhos deixando arfados escaparem da própria boca ao que Kyungsoo começou a rebolar em cima do seu pau com as mãos firmes nas coxas servindo de apoio. Entrelaçou os dedos nos fios pretos da nuca e puxou com força para si, deixando os rostos próximos roçando os lábios. Kai contornou com a ponta da língua o contorno dos lábios macios alheios descendo até seu maxilar, prendendo a pele entre os dentes, puxando e soltando. Rumou para seu pescoço inspirando o cheiro adocicado do ômega raspando as presas na pele enquanto descia as mãos fortes até suas nádegas enchendo a mão com a carne e estapeando com força, deixando marcas vermelhas da sua mão.

- Eu sei que você gosta, minha putinha.

Deleitava-se com os gemidos sôfregos do mais novo como a bela melodia, sorrindo sádico ao que esfregava a ponta do dedo na entrada cuzinho guloso dele melando na lubrificação e sentindo contrair-se desesperadamente querendo-o lhe engolir. Numa ação rápida, Jongin fincou as presas no seu pescoço com força enquanto afundava seu dedo dentro do interior macio, sentindo seu membro endurecer mais pelo aperto fodido e pela pressão enorme em volta do seu dedo. D.O gemeu mudo formando um arco com as costas arranhando os ombros largos do vampiro, que agora saboreava seu sangue com gosto, contribuindo para aumentar seu tesão.

- Me diz o que quer, me diz Soo - Kim falou jogando seu corpo contra o banco deitando-o, puxando para si pelas canelas e as erguendo no ar, lambendo os próprios lábios com a visão que tinha da sua entrada piscando para si.

- Eu quero você... Desgraçado- rosnava ao que ele mordia suas coxas na parte de trás. - Enfia esse pau no meu cu logo!

- Fala então que sou melhor que qualquer outro alfa - ordenou apertando um lado das suas bandas para em seguida desferir um tapa forte, deixando a marca da sua mão. - Fala pra mim Kyungsoo - mordeu com força no mesmo local.

- Você é melhor que qualquer outro alfa - falou alto, as pálpebras fechadas aguardando pelo outro tapa na outra banda, este que não demorou a vir. - Kai! - deixou um grito de surpresa escapar da boca ao sentir ele passar a lamber sua entrada segurando firme em sua cintura.

 - Calado!

Jongin deu uma última lambida afastando-se apenas para retirar suas últimas peças de roupa, voltando rapidamente permanecendo por cima e esfregando seus paus  duros enquanto dedicavam-se em marcar a pele do outro, Jongin com mordidas e Kyungsoo com chupões e arranhões.

- Você fica tão lindo assim- Kai segredou afastando-se minimamente apoiando nos braços para apreciar a bagunça que era o mais novo.

Os cabelos pretos bagunçados e alguns fios grudados na testa pelo suor, a boca inchada e vermelha escapando alguns gemidos manhosos, os olhos brilhando a luxúria dilatados, as bochechas coradas pela excitação que sentia, o corpo pálido agora com marcas suas, marcando-o como seu e sua respiração acelerada.

- Eu te amo - Jongin segredou baixo iniciando um beijo profundo porém sem conter malícia, explorando a cavidade toda do menor ao que Kyungsoo arranhava suas costas puxando seus fios da nuca enquanto o vampiro masturbava os dois membros juntos. Separaram-se apenas quando o ar fez falta, deixando beijos molhados pela face corada.

Levantou seu tronco sentando no estofado e ajudou o ômega sentar no seu colo, cobriu sua boca com uma mão e com a outra segurou em seu membro posicionando na entrada do lobo, enfiando-se completamente numa única estocada forte sentindo ele cravar as unhas em seu ombro e gemer mudo. Permaneceu parado esperando, segurou em seu queixo e retornou a beijá-lo com as línguas se acariciando e explorando ambas bocas, mas não durando muito.

- Está doendo, amor? - Kai sussurrou no pé do seu ouvido, mordendo o lóbulo da sua orelha e deslizando as mãos levemente por suas costas até as duas covinhas que tinha à cima do bumbum num carinho, sentindo arrepiar-se com seu toque arqueando as costas.

- Só espera mais um pouquinho...- D.O foi interrompido pelo próprio celular tocando perdido entre as peças de roupas largadas ao lado no banco.

Alcançou sua calça com dificuldade, puxou o aparelho de um dos bolsos e após ver o nome de quem ligava no visor do celular, olhou para o vampiro e suspirou antes de atender levando a orelha.

- Jungkook? Algum problema? - Kyungsoo rosnou a última fala segurando um gemido quando o moreno começou a estocar lentamente enquanto sorria de canto malicioso.

- Nada grave, portanto, não encontro os papéis dos gastos do mês. Sabe onde colocaram?

- Eu ped-di para Siwon deixar na última gaveta da mesa do seu escritório junto com os arquivos que con-conseguimos - dialogava com os olhos fechados tentando lembrar das coisas e gemendo baixinho rebolando contra o pau do maior, sentindo ele ir mais fundo dentro de si e ajudando a cavalgar segurando em seu quadril. Tão gostoso...

- Encontrei! Obrigado. - ouviu agradecer e encerrou a chamada.

- Seu filho da mãe...

Jongin sorriu em resposta, jogou o corpo menor deitado no banco e passou a estocar mais rápido enquanto masturbava seu membro esquecido, assistindo Kyungsoo vez ou outra abrir a boca gemendo mudo e arranhar o couro do banco quando atingia sua próstata.

- Vamos Soo, você fica tão bonito gemendo meu nome - sussurrou em seu ouvido distribuindo beijos pela extensão do pescoço.

- Kai, me fode porra- revirou os olhos atrás das pálpebras puxando os fios da nuca do outro enquanto sua barriga descia e subia rapidamente denunciando que não demoraria muito para gozar.

- Você é só meu Kyungsoo- rosnou e ficou as presas no pescoço do ômega ao mesmo tempo que sentia ele desmanchar-se entre seus dedos, parando devagar de masturbá-lo. - Tão fraquinho meu bebê- estalou a língua no céu da boca, sorrindo de lado notando como o lobo estava ofegante.

- O que é isso? É pra engolir ele todinho amor - Jongin esbravejou fingindo tristeza após ver uma linha de gozo escorrendo pelas coxas do menor, logo recolhendo com o dedo e enfiando dentro da entrada do menor. - Sabe... Eu ainda não terminei.

Depois de Kai pronunciar as últimas palavras, Kyungsoo sorriu malicioso ajeitando-se melhor no banco por saber o que viria a seguir. Em poucos segundos o moreno já estava sentado sobre seu peito sem colocar todo seu peso, fodendo sua boca pequena com força indo até a garganta, segurando nos seus fios comandando os movimentos.

- Tão guloso... Engole tudinho, uh? E eu te dou seu filhote - tirou o pênis para fora batendo contra as bochechas do ômega, deslizando a cabecinha contra seus lábios grossos apenas para enfiar-se com tudo novamente e sorrir vendo D.O se engasgar. - Me chupa bem gostoso vai, que te dou um agrado depois.

 As palavras pareciam ter causado impacto no ômega pois logo ele chupava com gosto como se fosse seu doce favorito. Tirava da boca deslizando a língua pelo falo grosso, demorando mais na glande para logo enfiar na boca chupando com força e bater nos próprios lábios enquanto sorria observando as expressões do vampiro. Voltou a estocar com força a boquinha inchada do menor e quando sentiu que iria gozar, afastou-se apenas para sujar o rosto delicado do outro e deliciar-se com a cena que era dele recolhendo sua porra com os dedos e sugando com gosto enquanto o encarava malicioso.

- Vem cá, vem - Kim pediu sentando atrás do menor, deixando um tapa fraco em uma das bandas de bunda e apertando a carne com força antes de deitar-se de bruços empinando na sua direção. - Pisca pra mim, pisca.

- Assim? - indagou inocente contraindo a entrada provocando o vampiro, mordendo o lábio assistindo por cima dos ombros o moreno umedecendo os lábios carnudos lentamente.

- Assim mesmo meu amor - inclinou-se beijando sua coluna descendo e parando no seu cuzinho, onde deu uma lambida e iniciou um beijo grego no ômega, rindo abafado ao que ouvir um grito soar pela surpresa. - Mesmo eu te fodendo quase todo dia, você ainda continua tão apertado bebê.

- Eu te amo Kai, mas que tal você calar a porra da boca e continuar me chupando? - D.O ordenou, ganhando um olhar sério do outro que voltou a chupar com gosto saboreando sentindo a entrada contrair-se na sua língua.

 

[...]

 

- Te odeio Kim Jongin! - Kyungsoo esbravejou irritado sentindo seu corpo exausto e dolorido após ter seu segundo orgasmo com o beijo grego minutos atrás.

- E eu te amo, meu lindo -  ajudou a sentar no seu colo e distribuiu beijos ternos pelo seu ombro. - Está tão cansado assim? - indagou ao vê-lo bocejar e aninhar em seu peito, rindo fraco pela manha do lobo e acariciando seu cabelo.

- Só um pouquinho... - e fechou as pálpebras em um suspiro.

- Kyunggie, preciso falar uma coisa antes séria - estalou a língua e viu ele abrir os olhos afastando-se minimamente para lhe encarar prestando atenção no que iria dizer. - Enquanto você vai lá ver seu apartamento, vou para China resolver uns assuntos pendentes e eu estou um pé atrás com isso.

- Com o que exatamente? - semicerrou os olhos tomando uma expressão séria.

- Digamos que meus negócios tenham causado uma diminuição de lucros pros outros e tem uma outra máfia que quer negociar comigo. - falou incerto puxando o canto dos lábios frustrado antes de continuar. - Você sabe que eles não gostam de mim e sei que já vieram atrás de mim, ver onde estou e com quem estou para caso eu não concorde com algo.

- Acha que eles irão fazer algo então como ameaça?

- Provável. Por isso vou precisar de você, não vou poder concordar com tudo que colocarem sobre aquela mesa e caso eu desconfie de algo, vou lhe mandar uma mensagem.

- Mas o que vai querer que eu faça? - comprimiu os lábios formando uma linha suspirando derrotado.

- Avise ao Sehun, se eu disser alguma coisa à ele, a primeira coisa que ele vai fazer é vir atrás de mim e com vocês sendo primos, fica mais fácil. Depois invento uma desculpa, mas só se mantenha atento, eu avisarei quando estiver indo para o encontro.

- Tudo bem então - selou seus lábios aos do vampiro que tomou um semblante neutro e estranhou. - O que foi?

- Ainda não gosto da ideia de você trabalhando como braço direito do Jungkook - Kai segredou com uma expressão neutra porém um olhar intenso.

- Não é como se eu tivesse outra escolha. Ta, é sujo? É, mas eu não chego perto da essa partes de assassinatos ou troca de tiros. Só tiro o pessoal do Jeon perto das polícias graças aos papéis que Sehun deixa no escritório dele e faço uma isca para que as autoridades irem em tal lugar enquanto as coisas realmente aconteçam em outro- contou fitando a rua escura por cima do ombro do maior através da janela. - E você e ele são praticamente iguais, ambos chefes de máfias.

- Shhh, eu sou aposentado, não dou mais ordens, deixei os negócios sobre as mãos do meu braço direito, só volto quando acontecem problemas ou negociações como esta que surgiu e agora sou dentista - estalou a língua e apertou mais o ômega entre seus braços fortes torneados.

- Percebi - gargalhou fraco e beijou com carinho o maxilar do Kim antes de voltar a fechar os olhos caindo no sono no colo do outro.

 

~*~*~

Minseok ao chegar em casa após pegar um táxi no fim do compromisso que tivera com Sandara depois do encontro com Chen, pagou a corrida e fitou a porta de entrada principal da sua casa enquanto sentia as lágrimas descerem em singelo pelo rosto delicado borrando sua maquiagem enquanto ouvia o veículo distanciar-se.

Não acreditava que iria ter que fazer aquilo, que seu amado irmão mais novo estava correndo perigo e sua única opção era sujar suas mãos. Não queria! Não queria! Odiaria fazer aquilo. Não era você, não seria mais você depois que fizesse aquilo. Não reconheceria-se mais a si mesmo partir do momento que comprir a tarefa.

Quando voltou sua atenção dos pensamentos, só então notou que estava em prantos soluçando alto, ambas mãos tampando a face e caído de joelhos na calçada com o coração apertado. Agradecendo pela rua estar vazia, sem ter aqueles vizinhos fofoqueiros querendo saber e pela manhã ficar comentando.

- Me perdoa Chen... Me perdoa - implorava pendendo a cabeça para trás olhando o céu estrelado e mordendo o lábio inferior, controlando os soluços. - Espero que compreenda meu lado.

~*~*~

Dois dias depois...

 

Byun permanecia deitado em sua cama fitando o teto imenso branco pensativo em silêncio enquanto sentia os olhos pesados da beta deitada ao seu lado sobre seu corpo.

- Baek... Eu sei que é difícil para você, mas vai ter que fazer algo a respeito - Taeyeon afirmou desviando seu olhar para o teto em seguida, admirando os mais simples reflexos de luz do dia que passava pela brecha das persianas.

- O que você quer que eu faça então? - indagou em um suspiro frustrado.

Tinha receio e medo da reação do maior quando contasse para o mesmo sobre tudo.

- Vá atrás dele. Ou você prefere ficar chorando se lamentando enquanto ele está com outra? Tanto você, eu e Winwin sabemos você ficou quando ele foi embora para China e voltou casado - esbravejou irritada sentando-se rapidamente no colchão revirando os olhos.

- Tem razão... Mas o que eu falo? Como eu vou contar para ele? - Baekhyun sentou-se também de ombros caídos e olhos pequenos cheios de lágrimas semicerrados, doendo o coração da loira por ver o amigo daquele estado. - Eu não posso simplesmente chegar e falar "Chanyeol, temos que resolver nossa relação porque estamos prometidos um para o outro e a cometer incesto."

- Você pode. Só conte logo para ele tudo que você sabe. - disse com a mão sobre o ombro do ômega e puxou-o para um abraço em seguida. - Acredite, é melhor agora que ele está sozinho do que mais tarde, porque nós sabemos... Chanyeol deixa muitas com a calcinha molhada por onde passa.

- Safada - riu junto com a amiga.

- Tá esperando o que? Vai logo atrás daquele homem! - Taeyeon gargalhou vendo-o assentir rápido, levantar da cama e trocar de roupa apressado atrapalhado.

E por alguns segundos enquanto assistia-o se arrumar, pensamentos sobre sua irmã Tiffany invadiram sua cabeça. Engoliu em seco arfando frustrada, precisava deixar ela bem longe dos dois até que se resolverem, sentia que ela estava tramando algo mas todas suas tentativas de saber o que, eram falhas.

 

[...]

 

 

Byun tocava impaciente a campainha do apartamento do maior que havia pego o endereço com Sehun. Aguardava impaciente batendo os pés ansioso e após minutos esperando, cogitou ir embora acreditando que ele não devia estar em casa quando em meio a um giro pronto para voltar pelo corredor, ouviu a porta sendo destrancada e seu nome ser pronunciado pelo alfa confuso.

- Baek? Aconteceu alguma coisa? - era visível a preocupação na voz grave e seu rosto amassado denunciava que dormia durante aquela tarde tranquila.

Sorriu perdido em devaneios agradecendo mentalmente por ele estar em casa dormindo e não agarrando outras ômegas por aí. Realmente, havia perdido a cabeça e querendo ou não, naquele instante ignorava ele o fato dele ser seu tio, o via como um homem, um alfa e seu companheiro predestinado.

E movido por uma coragem que ele jamais soube de onde veio, andou em passos firmes ao corpo maior com os olhos cravados no dele e movido por impulso, levou a destra até sua nuca enchendo a mão com seus fios para em seguida puxá-lo com pouca força investida enquanto erguia-se ficando na ponta dos pés e juntava os lábios num simples selo rápido.

- Você me aconteceu Channie.

Para a surpresa de Baekhyun, Chanyeol não afastou-se ou lhe empurrou pelos ombros. Diferente disso, segurou em sua cintura com possessividade e voltou a juntar seus lábios com uma saudades que nenhum dos dois sabiam de onde vinha, mas ambos corações sentiam naquele simples contato repleto de carinho que nutriam pelo outro.

- Baek, precisamos conversar sério - Park sussurrou contra os lábios rosados, colando as testas e mantendo os olhos fechados. - Eu encontrei meu ômega, me perdoe por isso.

- Co-como? - Byun gaguejou se afastando repentinamente do alfa com uma expressão confusa estampada no rosto.

- Sinto muito por ter demorado para descobrir isso, desculpa por ter sido tão lerdo - Chanyeol ergueu os olhos, estes que possuíam um brilho triste.

- Quando ia me contar? Quando descobriu? - indagou num fio de voz, sentindo seus olhos arderem e apertando os punhos com força controlando a vontade imensa que tinha de chorar ali..

- Descobri nesta semana e ia te contar no final de semana - murmurou mantendo os olhos pressionados, encarando o menor e aguardando apreensivo por alguma reação dele.

- Bem… Sejam felizes então… Desculpe por isso...

Baekhyun após pronunciar suas últimas falas, que saíram com tanta dificuldade por fazer que não saísse embargada denunciando seu estado, deu as costas prestes a voltar correndo para casa quando ao dar dois passos teve seu corpo envolvido num abraço por trás. Arrepiando-se involuntariamente ao ter a respiração do mais velho se chocando na sua nuca e respirando fundo ao vê-lo pelo canto do olho aproximar-se, colando os lábios na sua orelha.

- Eu preciso de você para ser feliz. Baekhyun, você é meu ômega. Sempre foi. Meu lugar sempre foi ao seu lado, nunca deveria ter ido para China e muito menos casado com Sandara, sinto muito por tudo. Mas agora que sei o que eu quero depois de tantos anos perdidos, não vou desistir tão fácil assim e Baekhyun, eu quero você.

 

 

 

~*~*~

Enquanto isso num bairro próximo dali...

 

Luhan cantarolava seguindo para casa após fazer uma pequena compra das coisas que estavam faltando em um mercado do bairro, mas, ao meio do trajeto no retorno resolveu passar entre um parque pequeno que havia à cinco quarteirões de casa para aproveitar sua tarde. Era seu caminho, não havia pressa no momento e seria bom para si relaxar um pouco respirando ar fresco.

Procurou um banco para sentar deixando as poucas sacolas que carregava na ponta e indo ao outro lado da trilha entre a grama para comprar sorvete no carrinho pequeno que vendia ali, logo retornando para o banco e saboreando o doce gelado do seu sabor preferido, baunilha, como não fazia a tempo. Ao entardecer iria buscar Meiling e Yoongi na casa de Chanyeol, e por volta das 20h sairia para dar uma volta com Sehun a pedido do mesmo.

Distraiu-se por um instante ao pensar no seu alfa com um sorriso pequeno nos lábios enquanto levava sua mão para seu pescoço deslizando os dedos sobre a marca que ligava alma de ambos, mas que apenas o alfa conseguia sentir suas emoções através dela. Jamais se arrependeria de ter entregado-se ao mais velho de corpo, alma e coração. Amava-o demais e para Xiao, não existia lugar melhor do mundo do que estar entre os braços torneados do loiro possessivo durante a manhã fria após terem feito amor na madrugada passada. Alargou ainda mais o sorriso descendo a mão para sua barriga acariciando, agora carregava um fruto do amor do casal e riscava que dessa vez viria um lindo menininho, mas ainda amaria mesmo se fosse mais uma menina para família.  

Suspirou terminando de tomar o sorvete e passando os olhos pelo local admirado por ir ali depois de tanto tempo, desde que aceitou a morar com Sehun e ajudá-lo a cuidar do Byun quando estava numa fase difícil. Percorria os olhos até pousar numa silhueta conhecida muito bem por si, distante fora do parque do outro lado da rua na calçada que logo adentrou em um prédio alto. Franziu a testa confuso e pensou consigo mesmo:

‘’O que Sehun estaria fazendo naquele prédio? Era tão longe de casa.’’

Foi interrompido por pensamentos ao ouvir risadas escandalosas chamando sua atenção, um grupo de mulheres formado por ômegas e betas, porém, sua atenção focou mais nas suas roupas decotadas curtas e onde entraram. No mesmo prédio que Sehun entrou antes. Luhan rosnou involuntariamente e movido por impulso seguiu até o outro lado da rua esquecendo das suas compras no banco.

Adentrou a entrada vendo como era extensa e seguiu em direção a recepção, semicerrando os olhos confuso ao que o recepcionista lhe desejava boa tarde dizendo seu sobrenome e informava que o Sr.Oh havia subido para sua sala no último andar. No início ficou inerte sem compreender mas apenas assentiu e seguiu para os elevadores sentindo olhos pesados sobre si mas não virando-se para ver por cogitar ser o recepcionista, portanto, não era e sim um ser parecido de cabelos cinzas. Aquilo tudo era bastante estranho, porém, nunca havia visitado antes a empresa que Sehun gerenciava então limitava-se a conhecer primeiro o local e comentar depois.

 

[...]

 

Ao chegar no último andar, saiu do elevador entrando no extenso corredor branco extenso que levava à uma única direção com as paredes enfeitadas apenas por alguns quadros de paisagens mortas - os tais quadros de mãe que Luhan dizia -. Seguiu cauteloso, virando o corredor e surpreendendo-se ao encontrar um lugar amplo com uma cafeteira e bebedouro a sua direita e na esquerda uma mensa comprida perfeitamente organizada com vários objetos que julgou na hora pertencer a uma secretária, porém, ficou confuso ao ver duas cadeiras. Havia duas secretárias então?

Deu de ombros ignorando aquilo e notou ao final do cômodo duas portas compridas com uma placa prateada pregada com algo gravado que não conseguiu ler pela distância, então aproximando-se curioso e rindo fraco anasalado ao que leu ‘’Sr.Oh’’. Olhando daquela forma Luhan considerava que parecia que Sehun era um chefe autoritário, reservado e gritava com seus funcionários.

Balançou a cabeça dissipando aqueles pensamentos e ergueu a mão pronto para bater na porta inspirando fundo para logo bater duas vezes levemente mas o suficiente para que o ouvisse. A voz mais grave que normal abafada soou rapidamente do outro lado do cômodo permitindo sua entrada, de início desconfiou o timbre do alfa mas deduziu ter pego um resfriado pelo tempo frio.

Girou a maçaneta percorrendo os olhos pela brecha na porta e infiltrou-se no cômodo arregalando os olhos tanto por estar vazio quanto por ser diferente do que imaginava. As paredes eram tingidas de um cinza escuro, havia uma mesa comprida de madeira ilustrada no meio da sala com uma cadeira de couro, um pequeno armário à esquerda próximo da mesa e chutaria dizer que era onde guardavam arquivos, um tapete felpudo branco longo e o que mais lhe chamou atenção foi uma parede completamente de vidro atrás da mesa do alfa dando total visão de uma parte da cidade, inclusive do parque e um pedaço do prédio onde morava.

Andou lentamente até o meio em passos cautelosos deixando a porta aberta e estava prestes deixar o escritório quando a mesma bateu com força num baque e Luhan instintivamente apertou os olhos com força pensando se alguém na empresa havia ouvido aquilo.

- Você é igualzinho à ele, eu esperava mais de você - uma segunda voz soou no local e Luhan voltou a abrir os olhos encontrando as costas de Sehun trajando um terno e um chapéu. - Me enganei, ambos têm a mesma personalidade, mas admito, ele é mais agressivo.

- Do que está falando Hun? - indagou confuso encarando o alfa que mexia nos papéis agachado no armário.

- Você é burro ou lerdo mesmo? - riu irônico fraco.

- O que deu em você, Sehun? - ficou surpreso pelo modo que chamou-o ficando desconfiado e um pouco chateado.

- Não me chame assim - esbravejou ordenando entre os dentes num rosnado, de repente todo ar da sala ficou tenso e Luhan inspirava fundo tentando controlar seu coração palpitando forte. - Não me compare com ele.

- De que merda você está faland-

Foi interrompido repentinamente quando sentiu seu corpo ser pressionado contra a mesa e preso por um corpo maior, segurando seus pulsos e as respirações próximas. Luhan sentia seu coração bombear rápido ao ponto que parecia que explodiria a qualquer instante igual quando Kyungsoo irritava-se consigo e Tao, e sem perceber, mantinhas as pálpebras fechadas.

- Ainda não percebeu que eu não sou Sehun ou é tão difícil assim Xiao? - a voz grave pronunciou e o chinês atreveu a abrir as pálpebras.

Virou lentamente seu rosto e o encarou arregalando os olhos ficando incrédulo com o que via. Era uma basicamente uma cópia perfeita do seu alfa, porém, possuindo algumas diferentes gritante no que estava à sua frente. Os fios tingidos de preto, lábios ressecados, a voz mais grave e seca, presas pontiagudas, longas e afiadas saindo entre as fileiras de dente e, principalmente o que mais chamou sua atenção, as íris das orbes vermelhas.

Tão vermelhas. A cor parecia um líquido guardado a sete chaves em frascos quem eram seus olhos no ser belo, para o chinês era vermelho como rosas destacando-se na primavera, mas, para o vampiro era como o sangue das suas vítimas escorrendo das suas presas e sendo refletidas pelo brilho da lua durante a madrugada. E sua pele, tão pálida assimilando-se a neve e até de um cadáver prestes a ser levado para seu túmulo.

- Quem é você? - similou com os lábios sem por som, mas que ele entendeu e logo respondeu umedecendo os lábios e expondo um sorriso de canto malicioso.

- Ji Suk, a segunda parte de Sehun, ele sendo um lobo e bem… Eu sou a parte mais interessante.

- É um vampiro - confirmou ainda estático.

Luhan jamais estivera na presença de algum, na verdade sim, mas não sabia sobre a verdade de Kai como Kyungsoo, Baekhyun e Winwin sabiam. E estar de cara com um que era idêntico ao seu alfa, era um tanto perturbador e assustador para si.

- Exato e como você sabe, vampiros bebem sangue dos vivos - mordeu o lábio inferior com força antes de continuar. - E adivinha? Estou com fome e já que você veio até mim, não vou ter tanto trabalho hoje de ir atrás de uma vítima. Só peço que me desculpe caso eu beba seu sangue até não sobrar mais uma simples gota correndo por suas veias. Agora se me permite - passou a ponta da linguá sobre suas presas sorrindo malicioso. - estou com fome.

Xiao nem percebeu quando suas lágrimas começaram a rolar pelo rosto, um sentimento de pavor surgir tomando conta do seu corpo e provavelmente assustando Sehun que já devia sentir aquilo também, estava com medo e aterrorizado. Então morreria, assim? Ali? Carregando ainda um filho, tendo coisas pendentes para resolver com Sehun e sem ao menos poder ver o futuro dos seus filhos? Tudo foi tão repentino que mal compreendia, não tinha tanta noção. Agora entendia, era Ji Suk que viu no casamento do Byun flertando e confundiu com Oh, sentindo-se um estúpido por ter desconfiado de Sehun.

Portanto, começou a soluçar alto ao ver as presas vierem para perto de si, as mãos gélidas do maior agarrar em seu pescoço firme apertando com força obrigando Luhan parar de tentar se soltar. Em meio aos prantos, chamou pelo seu alfa desesperado, chamou rezando para que o mesmo lhe ouvisse e quase gritou quando a porta foi aberta brutalmente. Sua salvação. Mas ao dirigir sua atenção e enxergar a pessoa com dificuldade pela visão embaçada por conta das lágrimas, paralisou completamente e por um momento jurou que ia desmaiar.

Era ele ali. Outro Luhan, porém, deveria dizer que pela mesma aparência que Ji Suk tinha, um vampiro também mas que confrontava o mais alto através do olhar agressivo. Loiro, pele pálida, os fios cinzas e a boca rachada. Viu quando Suk sorriu irônico sendo fuzilado pelo outro vampiro e soube, ambos tinham um relacionamento complicado e perturbado.

 


Notas Finais


AGORA VAI CHANBAEK
O que acharam do LEMON KAISOO<3 ? Muito ruim? kkkk
XIUMIIN ME CONTA QQ TU FEZ MENINO TuT

Até o próximo <3


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