História Eles nunca sabem. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O
Tags Chanbaek, Exo
Exibições 41
Palavras 2.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, hauahua, então, esses dias tava comentando com minhas amigas sobre como em toda fanfic yaoi os meninos parecem garotas. Quis escrever uma em que eles mantivessem o lado masculino deles. Serão gays, beleza, mas ainda assim serão como garotos, como eu acho que garotos devem ser. Mostrei para algumas amigas e elas gostaram, então resolvi postar. Também tive ajuda de uma amiga que me ajudou a corrigir o capítulo em si e deu ideias e essas coisas. Melhorou coisas meio estranhas, kkkk, ela sabe quem é e agradeço pela ajuda! :P. Enfim, espero que gostem porque eu amei escrever. KKK, bj bj bj!
P.S. Cada capítulo não vai ter uma capa porque eu realmente não sei fazer essas coisas, como vocês irão notar na capa da história, kkkkk, então esse é o motivo, beijinho!

Capítulo 1 - A primeira orelha, digo, a primeira vista.


- Em 10 minutos estarei passando aí. É melhor que esteja na porta de sua casa... A menos que queira ir andando para a faculdade, é claro.

Enviei a mensagem para meu amigo Kyungsoo, já o conhecendo muito bem, conhecendo também sua mania de estar sempre atrasado.

Uma vez Kyung me fez o esperar tanto tempo que de fato fui embora e o deixei por sua própria sorte. Não preciso descrever a torrente de gestos obscenos e palavrões que o menino despejou sobre mim quando me viu.

Vesti a primeira calça que encontrei no amontoado de roupas sujas de uns três dias no canto de meu quarto. Sim, sou uma pessoa ocupada, não tenho tempo para ficar todo dia lavando minhas roupas e foda-se, ninguém vai me cheirar mesmo. Corrigindo, ninguém que não conheça os costumes de Byun Baekhyun aqui.

Nem me olhei no espelho, já sabia que ia estar tudo uma desgraça. Sabia que quando Taeyeon me visse ia ouvir a mesma ladainha de sempre sobre precisar ser mais higiênico, que se ela quisesse namorar um porquinho, compraria um porquinho de fato. O mesmo blá blá blá de sempre.

Pego as chaves do carro e da casa em cima da mesa, coloco meu óculos de sol e saio para uma manhã ensolarada e irritante. Chegando na casa de meu amigo vejo que ele começou a dar ouvidos às minhas ameaças, o que acho muito sensato da parte dele.

Ao entrar no carro Kyung começa a falácia de sempre. Ele fala tanto, tanto, tanto mesmo que eu já tive várias vezes uma vontade absurda de jogar ele do carro em movimento.

- Cara, sério! Você não vai acreditar em como foi fácil conseguir o número daquela gostosa! – Meu amigo se gaba.

- Muito pelo contrário, meu amigo, acredito sim. Ela é tão rodada que poderia se chamar rodízio. – Comento e rio do meu próprio trocadilho ruim.

- Puta que pariu! Você se superou agora! Para esse carro ali na ponte Jamsu que eu preciso me jogar rapidinho depois de ouvir isso. – Meu amigo diz com a mão no rosto e balançando a cabeça em um gesto de reprovação.

Apenas rio, ele não tem a capacidade para apreciar um trocadilho inteligente como esse. Depois de 20 minutos ouvindo sobre seu flerte com Chae Seo Jin, estaciono o carro no campus, por sorte, consigo uma das primeiras vagas.

Mal coloco os pés fora do carro e Taeyeon já pula em cima de mim. A abraço de volta, mas abruptamente sou afastado, olho para seu rosto querendo entender o que fiz de errado, mas ela apenas faz careta e tapa o nariz com os dedos, como se sentisse algum fedor.

- Amor, acho que tem algum peixe morto no seu carro! – A loira diz abanando a mão como quem afasta um odor.

- Como?! Nunca nem um peixe chegou perto desse carro! – Digo, mas sou ignorado enquanto Tay segue para o interior do veículo e começa a procurar a origem do tal odor desagradável.

Depois de dois minutos procurando o nada em meu carro, minha namorada volta com a expressão confusa. Retribuo seu olhar com ainda mais intensidade.

- Amor, você está louca, eu não sinto nada. – Digo me aproximando dela.

-AAAAAAAAAAAAH! EU NÃO ACREDITOOOO! – Taeyeon grita e aponta o dedo para mim. – É VOCÊ! BYUN BAEKHYUN! MEU DEUS!

Tento me cheirar, mas no que consigo não sinto odor algum. Olho para Kyung e ele dá de ombros sem entender nada.

Quando vou retrucar sinto as mãos da loira em meu ouvido. Minha namorada me puxa de volta para meu carro pela orelha. Alguns alunos que passam por ali veem a cena e soltam risadinhas. Sinto meu rosto queimar de vergonha e para piorar Taeyeon começa a gritar em alto e bom som.

- BYUN BAEKHYUN, VOCÊ VAI VOLTAR AGORA PARA SUA CASA, TOMAR UM BANHO E VESTIR ROUPAS LIMPAS. MAIS TARDE CONVERSAMOS.

- Não seja boba! – Respondo soltando seu aperto em minha orelha e saio do carro novamente. – Vou à aula.

- MAS NÃO VAI MESMO! – Taeyeon grita e me puxa pela orelha de novo.

Reviro os olhos.

 Mais uma vez solto suas mãos de minha orelha, levanto-me do banco do carro e saio.

- BYUN BAEKHYUN, SE VOCÊ NÃO VOLTAR AGORA PARA ESTE CARRO E IR PARA SUA CASA TOMAR UM BANHO, SAIBA QUE VAI ESTAR TUDO ACABADO ENTRE NÓS. – Taeyeon grita seu veredito.

Confesso que fico um pouco tentado a ouvi-la. Porém, vejo que um grupinho de estudantes parou para observar a cena, alguns riam enquanto outros tentavam segurar o riso. Se eu a ouvisse iria aparentar que ela realmente tinha razão e eu estava fedendo a peixe morto, o que não era verdade.

Ignoro-a já sabendo que iria me arrepender. Mas sei que foi um comentário em meio à raiva, não era a primeira vez que Taey ameaçava terminar comigo, só era mais uma dor de cabeça desnecessária e um puta trabalho para fazermos as pazes depois. Kyungsoo me acompanha e tenta inutilmente prender o riso. Fuzilo-o com os olhos e isso é o estopim para que ele comece a gargalhar.

- Vou te dar 1 minuto para calar a boca antes que eu te dê um soco. – Ameaço e sou respondido com mais risadas ainda.

Acelero o passo e deixo meu amigo para trás. Kyungsoo não me segue, sabe que a ameaça era brincadeira, mas também conhece meu humor totalmente volátil.

Olho meu relógio e vejo que ainda faltam 30 minutos para a aula começar. Sigo para a área ao lado do refeitório onde costumo ir para ficar sozinho e fumar em paz.

Apesar do sol, a manhã em Seul é fria, um frio agradável. Deito-me no banco de pedra no gramado, ligo meu ipod  e fecho os olhos. Não penso em nada, apenas curto a melodia dramática que toca.

Taeyeon costuma dizer que esses são meus momentos de ‘’emo baitola’’, sempre ri muito dessa expressão.

Taeyeon pode ser irritante às vezes, okay, na maioria das vezes, mas se tem uma coisa que eu gosto nela é a criatividade que ela tem para criar esses rótulos.

A ideia de ir para lá me acalmar não funcionou muito bem, pensar em Tay me fez lembrar da discussão ridícula que tivemos e começo a ficar mais estressado do que estava inicialmente.

Solto um suspiro frustrado, levanto-me e resolvo ir para a sala, a esta hora o professor Kim já deve estar lá.

Como esperado, meu professor de anatomia já estava realmente em sua mesa. Ele levanta brevemente o olhar para ver quem entrou na sala e volta a enfiar o rosto em papéis quando vê que sou eu.

Sigo para o fundo da sala e sento na última cadeira, ao lado da janela com visão para o estacionamento da faculdade. Algumas cabeças aos poucos vão preenchendo as mesas dispostas pelo ambiente.

Faltando 5 minutos para a aula vejo alguém em uma Harley Davidson estacionar em uma vaga distante três carros do meu. Confesso, fiquei pilhado, sempre tive vontade de ter uma, porém, minha condição financeira não me permitia esse luxo.

Fico namorando de longe a moto até ouvir a voz de meu professor dando início a aula. Estava tão distraído ainda pensando sobre a moto que nem percebo a figura ao seu lado.

Não há toda aquela baboseira de ensino médio em que professores humilham os alunos quando pedem que se apresentem para a sala e blá blá blá. Sr. Kim apenas entrega uns papéis para o estranho e indica com a mão que ele se sente.

O moreno caminha por entre olhares curiosos e noto que se aproxima de minha mesa, acabando por se sentar à mesa ao meu lado.

Percebo que o garoto é muito alto e orelhudo. Meu Deus, com uma orelha daquele tamanho eu estava temendo que ele pudesse ouvir até meus pensamentos. Dumbo? Yoda? Aposto que foram todos inspirados nele.

Fico encarando aquele par de orelhas tão intensamente que quase não ouço um – Algum problema?

Antes que eu possa controlar minha boca, solto - Você tem orelhas do CARALHO, cara! Quando eu crescer quero ter orelhas iguais às suas! – Digo fazendo sinal de positivo com as mãos.

Por um momento acho que ele vai dar um murro na minha cara, porém, para minha surpresa, ele apenas ri, isso mesmo, ri.

Fico totalmente desnorteado pelo fato de realmente não levar um soco, mas forço um sorriso.

- Prazer, chamo-me Park Chanyeol. – O orelhudo diz estendendo a mão.

Aperto sua mão e sorrio.

- Prazer, Byun Baekhyun.

Nosso contato não passa disso. Volto a prestar atenção no senhor Kim e após 40 minutos, ao término da aula, pego minhas coisas e checo meu celular à procura de alguma mensagem da minha namorada pirada. Sim, não terminamos. Taeyeon pirava sempre.                

Vejo que não há sinal dela. Solto um suspiro exasperado, e sigo para fora da sala, porém, ouço uma voz grossa chamar meu nome.

- Beakhyun?

Ao me virar dou de cara com Park Chanyeol. Imediatamente fico nervoso, ele deve estar querendo me dar o soco que não deu mais cedo, é isso. Fico em uma postura defensiva e pergunto  - Pois não?

- Você almoça por aqui? – Yoda pergunta coçando a cabeça.

Acho estranha a pergunta, mas a respondo mesmo assim. – Sim, almoço, sempre há um risco de você morrer envenenado por aquela gororoba que servem no refeitório, mas sim, é uma opção mais rápida e mais barata.

- HAHA! Entendi. – O orelhudo responde e parece pensar por um momento.

Depois de 1 minuto em silêncio esperando algum sinal de que Chanyeol vá prosseguir a conversa e realmente perguntar o que quer - Fala sério! Ele não me chamou só para perguntar se eu iria comer aqui - desisto e sigo aminha direção inicial.

Mal dou dois passos e Dumbo me chama novamente. – Baekhyun?

Solto um suspiro de irritação antes de virar para dar atenção a ele.

- Diga. – Respondo e forço um sorriso.

- É que sou novo por aqui, como você bem sabe, pensei que talvez você pudesse me mostrar o caminho até o refeitório mais tarde. – Chanyeol responde dando um meio sorriso.

Quando abro a boca para responder sinto meu celular vibrando em meu bolso. Faço um sinal com o indicador para que Chanyeol espere um momento, pego o aparelho e vejo no visor que é Taeyeon.

- Amor. – Atendo o celular e ouço soluços do outro lado da linha.

- Baekkie! – Mais soluços.

- Tay, amor, o que houve? – Pergunto já preocupado.

- Baekkie, eu preciso de você, vem pra cá? Por favor! – Minha namorada pede com a voz chorosa.

- Onde você está? – Pergunto já procurando minhas chaves em meio à bagunça em minha mochila.

- Em casa, por favor, vem logo. – Responde Tay.

Desligo o telefone e quase esqueço a presença de Chanyeol. Porém, ele fala enquanto procuro a chave do carro.

- Vejo que surgiu um imprevisto. – Dumbo diz.

- Me desculpe, sim, surgiu, minha namorada está precisando de mim. - Respondo.

- Ah, tudo bem então. Fica para outra hora. – Chanyeol responde.

- Me desculpe mesmo, mas pode perguntar para qualquer aluno que ele saberá te informar onde fica o refeitório, boa sorte! – Digo já correndo para o estacionamento.

- Amanhã almoçamos então! – Ouço Dumbo gritar ao longe.

Acho estranho o comentário, pois não combinamos de almoçar, porém o ignoro, não tenho tempo para decifrar mensagens ocultas por trás das falas do mestre Yoda.

40 minutos depois, chego na casa de Taeyeon. Estaciono o carro no meio-fio e corro para sua porta, toco a campainha, espero por uns 2 minutos, mas não há sinal de minha namorada.

Bato na porta com força e Taeyeon ainda não aparece, dou chutes  a fim de derrubá-la.

Ouço o barulho da fechadura sendo arrombada. A porta abre com força e bate na parede. Temo que os vizinhos achem que sou um assaltante mas não tenho tempo nem para isso. Corro escada a cima e ao chegar no quarto de Tay a vejo deitada na cama chorando.

Ao me ver, ela corre para me abraçar.

Afago seu cabelo e pergunto – O que houve? Taeyeon?

- Fica comigo, não me deixe, eu surtei, é a tpm, eu não quero que terminemos, Baekkie! – Minha namorada diz transtornada.

Inicialmente fico muito confuso, afinal, quem havia ‘’terminado’’ nosso namoro tinha sido ela. Aos poucos vou me acalmando e a irritação toma o lugar da preocupação.

- Você fez esse escândalo todo por isso? Não me diga que foi, por favor. – Falo fechando os olhos na tentativa de me acalmar.

- Me desculpe. – Taye diz baixando a cabeça e escondendo seu rosto em meu peito.

- Por que não atendeu a porta quando apertei a campainha?? Você sabia que eu arrombei sua porta? Quando você podia ter ido abri-la?! – Falo e minha voz sai rouca devido à irritação.

- Eu estava com medo que você visse que eu estava bem e fosse embora. – A loira diz chorosa.

Tento muito me acalmar, mas a situação absurda pela qual minha namorada me fez passar não me permite isso em um primeiro momento.  Afasto-me aos poucos de Taeyeon, ela tenta prender-se mais a mim, suspiro, afasto-a novamente.

Já a uma distância de 1 metro de minha namorada, falo – Vou voltar para a faculdade, tenho um trabalho importante para apresentar. Mais tarde conversamos.

- Ah, deveria chamar alguém para consertar sua porta. – Acrescento.

Ouço seus protestos, mas os ignoro, sigo para meu carro ainda chocado com a falta de bom senso de minha namorada. 3 anos de namoro e ela ainda conseguia me surpreender.

40 minutos mais tarde estaciono no campus. Vejo que perdi apenas 10 minutos da minha aula de química I, então corro para o prédio 4. Vejo meu professor escrevendo algo no quadro, entro silenciosamente e me sento como de costume na cadeira ao fundo.

Jogo minha mochila no chão, encosto-me na cadeira, fecho os olhos e massageio as têmporas.

Fico assim por aproximadamente 5 minutos, até que ouço uma voz que já estava se tornando familiar para meus ouvidos.

- Parece que vamos almoçar hoje, afinal.

 

 


Notas Finais


Estarei postando a continuação logo, só isso mesmo. Bj bj bj!


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