História Elise - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Bissexualidade, Drama, Escola, Família, Heterossexualidade, Juventude, Romance, Sexo
Exibições 3
Palavras 1.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Josei, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! Essa é uma história original minha. Espero que gostem.
Se encantem com Elise e que vocês sejam infectados com seu estilo de viver intensamente. :)

Capítulo 1 - Desabrochar


Fanfic / Fanfiction Elise - Capítulo 1 - Desabrochar

Estou muito nervosa, tenho que admitir para vocês. Escola nova, cara! Quem não estaria? Primeiro ano do Ensino Médio numa escola católica. Dizem que nessas escolas rola muita sacanagem dentre os cantos, vai saber. Espero que me recebam super bem. Que bom que o Ben está comigo, pois eu ficaria com muita dificuldade de me encaixar sem ele. Logo no primeiro dia de aula, ônibus lento e tempo nublado, MARAVILHA! Às 6 da manhã dentro de um ônibus com esse tempo que soa bastante terrificante. Será que o Ben está confortável? Ele está sentado na janela do ônibus com um olhar tão longe.

—Ben? —Chamei a atenção dele

—Elie?... Algo errado?

—Não, estava apenas te testando. Tá nervoso, né?

—Sei lá, mais ou menos. Esse tempo nublado não ajuda com o nervosismo.

—Estava pensando isso também!  —Rimos juntos. —Que droga... Ao menos estamos juntos.

Eu já estou de saco cheio. Essa viagem de ônibus é tão demorada que já estava sem o que comentar com o Ben. Já falamos até mesmo de colegas do antigo colégio e o quanto sentiremos falta deles. Lógico que também citamos aqueles que nem um pouco. Liberdade de alguns demônios!  
Já que essa viagem está longe de acabar, vou falar um pouquinho sobre mim. Meu nome é Elise, mas todos me chamam apenas por Elie, tenho 15 anos e estou no primeiro ano do ensino médio, espera, isso vocês já sabem... Eu sou mais uma garota apaixonada que ainda está descobrindo o mundo. Nossa, que horror... Essa frase foi um clichê muito escroto, mas não menti, já que realmente estou descobrindo o mundo. Eu tento transparecer a ideia de “garota marrenta” e talvez eu seja um pouco, mas ao mesmo tempo sou a garota que chora quando tem o coração partido. Lógico que eu não falo isso pra ninguém, por favor, né?
Meu primeiro beijo foi com 11 anos com o irmão do garoto que eu queria pegar, na verdade ainda quero, quero muito, mas a possibilidade de chover suco de morango é maior, te juro. Ah, Caleb! Que saudades dos seus abraços, gostaria de ter beijado tanto ele que... Me desculpem, acho que me empolguei, mas o ele é minha maior tentação, sem sobra de dúvidas. Queria tanto ter pegado esse menino, mas só consegui pegar o irmão dele, e ainda foi meu primeiro beijo, cara! Continuando, o Caleb é minha paixão desde a 6ª série, sim, cara, isso soa triste porque eu entrei no colegial e nem ao menos fiquei com ele, enfim, sou do signo de virgem, sou muito boca suja, moro com meus pais e meu irmão, sou bonita, legal, uso óculos. Pois é, nem todo mundo é perfeito. Não que eu seja uma cegueta completa, mas meus óculos são úteis na maior parte do tempo. Certo, não consigo mentir pra vocês, meu grau é bem forte, por sorte meus óculos dão um charme perfeito. Terminei um namoro recentemente porque meu namorado era um grande desgraçado. Ele queria me forçar a... Vocês sabem... Transar. Não me arrependo nem um pouco, ele era um completo babaca. Foi meu primeiro namoro em casa e, depois que eu terminei, meus pais nem querem saber de eu arrumar outro garoto. É, isso foi um resumo sobre minha vida, foi mais rápido do que eu pensei, vish. Contarei mais quando lembrar.

—Puta merda, Ben! Cala a boca, música desgraçada dos infernos! –Reclamei no ônibus

Esse garoto... Sempre cantando uma música chiclete. Ninguém merece ficar com um refrãozinho na mente a semana toda né? “Won’t you let me be your heartbreaker, heartbreaker, yeah!”. Certo, chega! Ah, vou falar um pouco sobre ele. Benjamin é meu amigo há muitos anos, para não dizer a vida toda. Por mais que sejamos tão diferentes nos damos muito bem. O conheço desde sempre. A casa dele é exatamente em frente à minha e estudamos juntos desde... Sempre? E estamos novamente juntos, dessa vez indo para uma escola católica fazer um ensino médio integrado com curso pedagógico. Uau! Parece até que foi ontem que estávamos correndo nos campeonatos escolares com aquelas blusas grafitadas com nossos nomes, o time dele tinha até a mesma cor da blusa do meu time. Branca. Os dois times brincavam com a seguinte frase: “O Poder do branco” devido às vitórias de ambos os times nos campeonatos masculinos e femininos, risos. Ele era do time do Caleb, ai... Só de lembrar dele com aquela blusa branca correndo na quadra, fazendo gols... Ah, droga, eu mudei de assunto de novo! O Benjamin também é virginiano, ele nasceu alguns dias depois de mim. Ele é uma pessoa muito confiável Eu até me assusto com o nível de confiabilidade desse garoto. Se ele disser que guardará segredo, morre com ele. Ele sempre foi o garoto inteligente do colégio antigo, nunca foi de correr atrás de garotas ou coisas do tipo, normal, para garotos, mas ele não ligava pra futebol. Videogame, essa é a paixão dele. Mas fico feliz porque ele tenta sempre me animar quando estou triste, puta da vida, mesmo que seja com ele, ele tentará me fazer rir para perder completamente a moral, entende? Opa, chegamos ao nosso destino.

—Finalmente! Que demora. —reclamou—Minha bunda está doendo de tanto ficar sentado.
—Ah, faça-me o favor... —Respondi e continuamos conversando enquanto caminhávamos em direção à escola, com certo frio na barriga.

Estrutura bem antiga do colégio, mas bem preservada até certo ponto. Procuramos nossa sala, não tivemos tanta dificuldade de achar.
Agora é sério, não vou mentir. Eu realmente levei um susto quando os colegas de classe nos cercaram. Será que vou sobreviver com tanto calor humano tão cedo? Socorro!

Eram tantas perguntas que eu nem sabia qual responder “Qual seu nome” “Quantos anos você tem?” “Você é lésbica?”. Também encheram o Ben de perguntas, coitado. Fiquei feliz, todos nos recepcionaram muito bem. Nós entramos já em março no colégio, ou seja, as aulas já tinham começado há um mês, e nesse meio tempo o pessoal já se dava muito bem, fiquei feliz de não me sentir deslocada. Duas meninas vieram me cumprimentar.

—Bem vinda! Meu nome é Hannah, sou a representante da classe, espero que a gente se dê muito bem. Menina, por falar nisso o loiro do seu cabelo está tão lindo!

—Ah, obrigada. —Fiquei muito sem graça, mas adorei o elogio. —O seu cabelo também está maravilhoso.

—Eu sou a Anne, vice-representante. Pode arranjar um lugar perto da gente. Bom que você já vai se adaptando.

—É um prazer! Sou Elise, podem me chamar de Elie. Muito obrigada. —Respondi da forma mais simpática e sorridente, tentando disfarçar um pouco da surpresa.

Parece que o Ben já se encaixou muito bem, ele sentou lá trás com uma menina muito bonita. Ela tá dando muito mole pra ele e não tem nem 20 minutos, Jesus... Queria eu ter a ousadia dessa menina.  
Aos poucos chegaram novos alunos além de nós, superlotando a sala, fomos transferidos para uma sala maior, amém! Por sorte estavam todos sentados.

Um professor bonitão entrou na sala de aula. Sei que não era a única que pensava isso, pois até a aura da sala mudava com a presença do cara. Aquela barba, a jaqueta de couro e o jeans velho. Não me julguem, afinal o ensino médio já começou e quem perdoa é Deus! Se eu estou aqui é para aproveitar. Falei como se eu realmente fosse atacar o professor, né? Não vai acontecer. Mas se ele fizesse isso, eu não ligaria nem um pouco.

Hannah e Anne me passavam tanta informação sobre trabalhos já passados que eu fingi entender tudo o que diziam. Já na segunda semana teria uma avaliação... Que desgraça.

Mas tenho que admitir que, num geral, o primeiro dia de aula bem light. O professor bonitão, e que chegou atrasado ainda, apenas passou algum documentário sem noção sobre índice de obesidade nos estados unidos. Ai, ai, quando é que esses professores vão usar algo que esteja presente na nossa realidade? Enfim, não tenho o que reclamar. Com certeza esses próximos três anos prometem, e eu estou com fome de promessas.


Notas Finais


Já deixo claro, haverá continuação? Sim! Agora, terá uma boa frequência? Podem ter certeza que não. Tentarei postar os capítulos semanalmente, até porque, no momento estou focado em uma Fanfic. Mas por eu amar TANTO "Elise", prometo que vou finalizá-la. Certo? Espero que gostem, comentem, e nos veremos em breve.
Cya


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