História Elmarf - Capítulo 14


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bem, Castelos, Guerreiros, Heróis, Luta, Mal, Medieval, Princesas, Reinos, Reis
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Palavras 2.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


No capítulo anterior, Rafaela voltou a Elmarf com Laís, Alex e Valquíria Scott. A rainha resolve alguns problemas entre Alessandra e Vitória, em seguida Alessandra conta sobre as alianças feitas. Depois do jantar, Rafaela se encontra com Lucca por enquanto que Valquíria e Alessandra discutem. Em seguida as três vão na casa dos pergaminhos, onde a porta se abre trazendo a nevasca para dentro, que apaga a luz.

Capítulo 14 - I Have Only You


POV. Laís

De um lado haviam guerreiros com armaduras prateadas e do outro haviam guerreiros com armaduras negras, todos corriam para se enfrentar. No meio de todos aqueles guerreiros prateados, corria com uma armadura da mesma cor, porém um tanto diferente. Minha armadura tem mais detalhes, como as ombreiras que são do formato de cabeças de lobos, além de ter uma capa vermelha.

Por enquanto que corria com todos aqueles guerreiros, conseguia ver Emerson e Manuela correndo junto com os guerreiros inimigos. 

Ryan: O que faremos?

Laís: Apenas defendam Elmarf, sejam heróis!

Continuamos correndo, até que nos encontramos com o outro reino, a guerra havia começado. Diferentes guerreiros se atacavam, já não conseguia mais ver Emerson, porém Manuela vinha em minha direção com sua catana. Já me preparo para me defender, ela avança tentando cortar meu pescoço e eu defendo colocando a espada verticalmente na minha frente.

Laís: Só é isso que sabe fazer?

Ela sorri e tenta me acertar novamente, mas desta vez nas pernas. Coloco novamente a espada na frente do seu ataque. Ela aproveita que minha espada está abaixada junto a sua catana, me dá um chute na barriga, me derrubando no chão. Vejo Alex ao meu lado, ele me olhava sem preocupação. Manuela ia descer sua catana em meu rosto.                        

Laís: Alex me ajude!

Alex: Eu estou do lado dela.

Alex sorri para Manuela e ela desce sua espada por enquanto que eu estava em choque diante do que escutei.

***

Acordo assustada, sento-me e olho ao redor do meu aposento. É grande, no lado direito tem uma estante marrom com muitos livros, de frente para cama tem um baú velho e empoeirado, além de vários vasos de flores que ficam por todas as extremidades. As paredes são verdes com marrom, o piso é de madeira, na janela que fica do lado direito tem uma cortina branca de seda, quase transparente. Na parede esquerda tem algumas armas que mais utilizava em confrontos.

Observo que Alex não estava ao meu lado na cama, lembro do sonho, por um momento penso que... Não, estou sendo infantil, Manuela apenas nos ajudou a fugir de Blooth por ter virado amiga dele, nossa rivalidade ainda continua e estou certa que Alex estará do lado de Elmarf quando ocorrer a grande guerra.     

Levanto-me e tomo um banho demorado e relaxante, nos dias que estive em Blooth não tive todo esse luxo. Acabo e coloco um vestido branco simples, como os usados por qualquer mulher do reino. Prendo meu cabelo, fazendo um rabo de cavalo, saio do meu aposento, começo a descer as escadarias seguindo para a sala de jantar.

Assim que chego vejo Rafaela e Alessandra sentadas a mesa, elas me olham um tanto surpresas por enquanto que me aproximo.

Laís: Bom dia.

Sento-me e vejo que sobre a mesa tem diversos cereais.

Alessandra: Bom dia.

Rafaela: Bom dia.

As duas trocam olhares.

Rafaela: Por que usas o vestido?

Desvio o olhar da panela com papa, que cobiçava, e olho pra minha irmã.

Laís: Não posso?

Rafaela: Claro que pode, porém...

Laís: Sei que é raro usar vestidos, principalmente no frio desse inverno. Mas resolvi usar hoje, gosto de vestido simples. Sempre usar roupa de guerreira, como armadura, é legal, porém resolvi diversificar.

Alessandra: Claro...

As duas voltam a comer, eu boto um pouco de papa em meu prato.

Laís: Onde está Valquíria Scott?

Alessandra bufa com  raiva.

Rafaela: Está na casa dos pergaminhos.

Laís: E Dora?

Rafaela: Não sei... Devia ser uma impostora.

Laís: Ela não estava lá?

Rafaela: Bem...

Alessandra: A porta se abriu, a nevasca entrou e todas as velas apagaram. No completo escuro conseguimos escutar barulhos, alguém estava ali e procurava algo.

Laís: Acha que foi Dora?

Alessandra: Não sei, mas o livro que Valquíria mexia, antes das velas apagarem, sumiu.

Laís: O que tinha no livro?

Rafaela: Não sabemos, Valquíria disse que era isso que iria ver antes dele sumir. Aquele livro nunca esteve ali na época que morava naquela casa.

Laís: Mas se Dora não cuida dos pergaminhos, o que ela faz? Por que fingiria fazer o papel de Valquíria?

Rafaela: Isso não importa, deve ser apenas uma idosa sem família que queria arranjar uma distração.

Alessandra arqueia a sobrancelha.

Alessandra: Eu discordo, tem algo que me incomoda nessa Dora.

Voltamos a comer e tudo ficou em silêncio por um tempo.

Rafaela: Dormiu bem?

Ela me olha com um sorriso de canto.

Laís: Sim.

Menti, não me sentiria confortável se contasse o sonho.

Laís: Onde está Alex?

Alessandra sorri.

Alessandra: Acabei de perceber o porquê de estar de vestido hoje, além de ter prendido o cabelo que deixa sempre solto.

Laís (corada): Bem... Eu...

Olhei para Rafaela e ela não sorria mais, não gostava da ideia de eu namorar alguém que ela não conhecesse bem.

Rafaela: Ele não veio tomar café conosco.

Laís: Ainda não comeu?

Rafaela: Escutei ele descendo as escadaria assim que acordei.

Me levanto, já havia terminado de comer.

Rafaela: Aonde vai?

Laís: Já terminei a comida, irei atrás dele.

Corro para descer mais escadarias, irei atrás de Alex.

Rafaela: Espere, ainda nem escovou os dentes!

Alessandra olha para ela e ri.

Rafaela: O que foi?

Alessandra: Deixe-a em paz.

Corro para fora do castelo, olha ao redor vendo as casas que rodeiam o castelo. Onde Alex poderia estar? 

Lembro que tem uma casa abandonada por ali, talvez tenha ido para lá, quem sabe pretendesse morar em Elmarf e não quisesse ficar no castelo?

Vou até a casa, é a primeira casa a direita da passagem pelo muro que rodeia a vila e o castelo. Dentro era tudo empoeirado, parecia que ninguém entrou ai a anos. Entro no quarto e vejo que era pequeno, havia um cama de casal quebrada e um berço velho. Tinha uma cômoda também quebrada e uma janela que parecia nunca ter sido aberta. Abro as janelas e consigo ver tudo melhor, o que me chama mais atenção é uma grande mancha de sangue que estava no chão. Vou até o berço e vejo uma boneca de madeira dentro dele, pego e fico observando pensativa. Escuto passos atrás de mim, não me viro, porém sei que é Rafaela, apenas ela me seguiria até aqui.

Laís: Foi aqui, não foi?

Viro-me para ela que me olhava com tristeza.

Laís: Era aqui que morava? Foi aqui que minha mãe morreu?

Rafaela: Sim.

Vou até o berço e coloco a boneca onde estava.

Laís: Esta era minha boneca e este meu berço, esta era minha casa.

Meus olhos enchem de lágrimas.

Laís: Como soube de tudo? Quem te contou?

Rafaela: Nosso pai, Klaus.

Laís: Por favor conte-me tudo.

Rafaela: Tudo começou em uma invasão, eu tinha apenas dois anos e você ainda tinha meses.

***

Klaus estava com Rafaela nos braços e Katherine sorria ao lado deles.

Klaus: Está crescendo rápido, não é mesmo?

Katherine: Sim, cada vez mais linda nossa pequena filha.

Klaus dá um beijo dos esquimós em Rafaela, depois Katherine segura ela e vai até a janela.

Katherine: Klaus! Querido, venha cá!

Klaus corre até a sua esposa.

Klaus: Algum problema com nossa filha?

Katherine: Não, mas veja aquilo.

Katherine aponta para fora dos muros que envolvem a vila, vários guerreiros se aproximavam correndo.

Klaus: Não pode ser, mais uma invasão.

Ele se vira e corre até a porta, mas antes que pudesse ir embora, ele vira e olha para Katherine.

Klaus: Se proteja com a nossa filha, corra para outro lugar, ficar nos aposentos reais é muito obvio.

Klaus desce as escadarias gritando, para que todos os guardas aparecessem. Katherine sobe as escadarias levando Rafaela para o quarto mais alto, da torre mais alta.

Klaus sai do castelo junto com dezenas de guardas. O rei percebe que aqueles guerreiros já haviam derrotado os guardas e estavam invadindo as casas.

Klaus: Guardas! Ataquem os invasores e salvem nosso povo!

Todos correm para defender o reino. Klaus ia correr quando uma mulher corre até ele.

Jayne: O que está acontecendo aqui?

Klaus: Uma invasão, corra para dentro do castelo e se proteja!

Jayne: Não pode ser! Meu marido não está aqui em Elmarf, quem irá proteger minha...

A mulher corre desesperada, Klaus ia segui-la mas um guerreiro corre em sua direção.

Jayne entra em sua casa e corre para o quarto, ela vê que sua bebê ainda estava viva. Ela suspira aliviada e pega sua filha nos braços.

Jayne: Está tudo bem, minha linda e doce filha. Tirarei você daqui e encontraremos seu pai.

Jayne se vira para porta do quarto, mas antes de sair um guerreiro entra em sua casa e sorri maliciosamente para ela.

Jayne: Por favor, é apenas um bebê.

Ela chorava por enquanto que o guerreiro levantava a espada. Klaus escutava tudo, pois um guerreiro lhe prendia na parede da casa. Ele chuta a barriga do guerreiro e depois corta sua barriga. Rapidamente corre para dentro da casa, onde consegue ver o guerreiro morto no chão e Jayne caída também, chorava com a mão esquerda na barriga, de onde saia muito sangue. Ela soluça olhando para sua filha que segurava com a mão direita, em seguida olha para Klaus.

Jayne: Por favor... Meu rei...

Ela continua soluçando em meio ao choro.

Jayne: Leve-a com você lembre a ela que... tudo que aconteceu hoje foi por amor. E... se fosse preciso... daria minha vida para salvar a dela todo dia... Diga a ela que a amo e que nunca... Que nunca ficará sozinha.

Klaus pega a pequena a bebê nos braços.

Jayne: Eu te amo... Maria Helena.

A respiração de Jayne para e ali ela deixa a vida, ainda com os olhos abertos. Klaus se abaixa e fecha os olhos dela e enxuga a última lágrima que escorre em seu rosto. Maria Helena começa a chorar, o rei balança ela tentando animá-la, por mais que até ele estivesse com lágrimas nos olhos.

Klaus: Está tudo bem, até que seu pai apareça eu cuidarei de você.

Klaus faz carinho no rosto da bebê e depois olha para Jayne.

Klaus: Prometo que cuidarei dela como se fosse minha filha.

***

Eu chorava e Rafaela também.

Laís: Então esse era meu nome? Maria Helena?

Enxugo minhas lágrimas, por mais que não adiantasse muito já que novas lágrimas surgiam.

Rafaela: Sim, esse foi o nome que seu pai escolheu.

Laís: Por que mudaram... Por que mudaram meu nome?

Rafaela: Esse nome trazia más lembranças ao nosso pai, trazia as lembranças daquele dia em que sua mãe morreu. Quando percebeu que seu pai não apareceria, ele quis trocar seu nome e nossa mãe escolheu chamá-la de Laís.

Enxugo as lágrimas novamente.

Laís: Por que ele nunca apareceu? O meu pai... Elton.

Rafaela: Nosso pai, Klaus, escutou histórias envolvendo ele. Há muitos anos, quando eu tinha 16 anos, pouco antes do nosso pai morrer, ele me contou tudo que te disse, inclusive sobre Elton.

***

Rafaela estava sentada em uma poltrona de frente para poltrona em que Klaus estava.

Rafaela: Tudo o que diz é verdade?

Klaus: Infelizmente sim, mas não quero que sua irmã saiba, não ainda.

Rafaela: E o verdadeiro pai dela?

Klaus: Eu sou o verdadeiro pai dela, o verdadeiro pai não é o que tem o mesmo sangue, e sim o que cuida e dá amor. O pai biológico dela nunca apareceu, na verdade algumas pessoas dizem terem o visto vir aqui. Ele entrou em sua casa e viu o sangue, presumiu que sua esposa estivesse morta e sua filha também, então correu chorando e sumiu por vários anos. Pessoas o procuraram mas ninguém o encontrou, alguns dizem que ele era o líder dos Guerreiros Pissaruz e nem mesmo seus guerreiros conseguiram encontrá-lo quando ele sumiu. Não sei se hoje em dia ainda se encontra sumido, muitos acham que se matou.

Rafaela: Que triste...

Klaus: Certamente, mas não diga nada a Laís. Ela ainda é muito jovem, 14 anos é cedo demais, quando ela estiver 18 irei contar pessoalmente.

***

Rafaela: Infelizmente ele morreu no mesmo ano que me disse aquilo, coube a nossa mãe, Ketherine, contar a você. Ela não conseguiu e depois que morreu essa responsabilidade passou para mim.

Cada palavra parecia me fazer chorar mais.

Laís: Quando iria me contar?

Rafaela: Não sei... Mas sei que sua mãe lhe amava, ela gostaria que soubesse isso.

Rafaela me abraça e me deixa chorar em seu ombro.

Laís: Queria ter a conhecido.

Rafaela: Acredite em mim, não sabe o quanto eu faria para poder realizar esse seu desejo.

Solto Rafaela e ela enxuga minhas lágrimas.

Laís: Me desculpe.

Rafaela: Por quê?

Laís: Por ter fugido, ter sido presa e fazer com que arriscasse sua vida para me salvar.

Rafaela: Laís, lembre do que nossa pai me disse, o verdadeiro não é o que tem o mesmo sangue, mas sim o que cuida. Eu sou sua irmã mais velha e é de verdade, sempre arriscarei minha vida para te proteger, assim como sua mãe biológica e nossos pais fariam.

Abraço ela novamente, depois me afasto e dou as costa saindo da casa.

Rafaela: Onde está indo?

Laís: Falar com Alex.

Saio da casa e vejo que Alex está perto, ele observa a floresta de Elmarf encostado no muro. Vou até ele, parecia pensativo, tanto que não percebeu minha aproximação.

Laís: Está tudo bem?

Ele me olha um pouco surpreso.

Alex: Sim.

Ele abaixa a cabeça e observa a neve.

Alex: Na verdade não.

Laís: Seja o que for... Pode me contar, estarei ao seu lado dando apoio, não importa o que for.

Seguro não mão dele e ele me olha, era notável sua tristeza, quase como se quisesse chorar.

Alex: Quando você apareceu... Eu achei você incrivelmente linda e você ainda lutava, era realmente impressionante já que poucas mulheres lutam. Havia muitos anos que não via nenhuma mulher e quando você apareceu com todas as suas qualidades... Acabei não resistindo em...

Laís: Se apaixonar?

Solto uma leve risada.

Alex: Sentir atração.

Fico um pouco inconformada com seu comentário.

Laís: Sentir atração?

Alex: Sim. Desde quando cheguei em Blooth, Manuela ficou me vigiando. Ela era antipática e mal-humorada, mas via algo diferente nela, não sei, em seus olhos.

Dou um passo pra trás, o encarando com expressão de espanto.

Alex: Gostaria de dizer que não, mas...

Laís: Está apaixonado por ela?!

Alex: Sim, mas quero que entenda...

Laís: Entender? Alex, eu arrisquei minha vida andando por três dias consecutivos até Blooth, fui presa, maltratada, acabei colocando a vida da minha irmã em perigo também, fiz Emerson ir atrás de mim e ficar do lado inimigo, salvei você e o trouxe em segurança para me dizer que não me ama?

Não sabia se estava triste ou com raiva, acho que sinto ódio. Comecei a chorar, mesmo que não quisesse demonstrar minha fragilidade emocional.

Alex: Por favor, não quero que tenha raiva.

Laís: Eu não tenho raiva de você, tenho ódio!

Alex: Suplico que me escute.

Ele olha para mim e segura minha mão, mas me solto.

Laís: Não acredito que meu sonho estava certo!

Alex: Seu sonho? Do que falas?

Laís: Você é um leigo! Além de ser um completo desvalido!

Alex: Laís, por favor me ouça.

Laís: Nunca mais dirija a palavra a mim, nunca mais apareça na minha frente e nunca mais venha para Elmarf!

Empurro ele, que cai na neve sentado e me observa sair correndo e chorando.

Alex: Laís...

Ele levanta triste e vai andando cabisbaixo em direção a floresta. Rafaela o observava de longe, ela corre até seus aposentos, pega uma capa, pega o arco e flechas e corre para fora do castelo.

Ryan: Rainha, aonde vai?

Rafaela: Resolver um problema, voltarei em breve. Peço que apenas não conte isso a ninguém.

Ele assenti com a cabeça e ela corre até a floresta.

Rafaela: Perdoe-me Alessandra, mas tenho que sair do reino novamente.

 

 

 

Continua...


Notas Finais


No próximo veremos Manuela saindo de Blooth sem permissão.


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