História Em busca... - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Yoo meus caros leitores, tudo bem com você? Desculpa o sumiço, mas vou tentar compensar ele com uma fic nova e talvez mais capítulos depois, bom, não posso demorar porque tô indo viajar agora. Espero que gostem e boa leitura.

Capítulo 1 - O começo de tudo


                   Anos antes, passado, 1997
Era uma noite fria, não só de temperatura, meu coração estava frio, meu estômago gelava enquanto eu via meu pai fazendo as malas:
- Pai?
Onde você vai?
- Ju, minha filinha, vou para outra cidade, na casa de sua tia, vou a trabalho, quando eu conseguir um bom emprego e um pouco de dinheiro eu volto para te buscar, seja uma boa garota e não dê trabalho para a sua mãe.
- Promete que vai voltar papai?
- Prometo minha filha, eu prometo.
Ele saiu pela porta, o tempo se passou, e ele até hoje, nunca mais, nunca mais, voltou para me buscar. Eu ainda esperei muito por esse dia, mas creio que hoje não é possível mais.

             19 anos depois, atualidade, 2016

 São seis e meia da manhã, acordei meia hora depois do meu despertador novamente, já está virando rotina, levantei e fui até o banheiro, lavei o rosto, escovei os dentes e vesti meu uniforme escolar. Na escola eu não tenho muitos amigos, só o Meireles, além do meu irmão. Por meu irmão ser mais velho a gente não se dá muito bem no colégio, mas em casa somos super grudados, isso é muito pelo fato de eu não gostar muito dos amigos dele.
Por falar nisso, eu sou Carlos Eduardo, tenho quinze anos, estou no primeiro ano do ensino médio, moro com minha mãe e meu irmão, meu melhor amigo é o Gabriel Meireles e não, não tenho uma namorada.
Meu irmão se chama Lucas, tem dezoito anos, está no último ano do ensino médio e namor a Gabi, no tempo que ele tem livre ele trabalha  para ajudar a mãe nas despesas de casa.
Minha mãe é a Juliana, ela tem trinta e dois anos, ensino médio completo e exerce a profissão de detetive, daqueles particulares que ficam investigando a vida dos outros,ela não é casada e nem namora, eu nunca conheci meu pai mas Lucas sempre fala bem dele pra mim.
Terminei de me arrumar, peguei minha mochila, fui até a cozinha e lá estava minha mãe e meu irmão tomando café da manhã.
- Não ouviu o despertador de novo né cadu?
- Deveria ter me chamado Lucas, a gente não divide um quarto atoa.
- Você tem que aprender a viver por si mesmo.
- Você deveria fazer isso pra pagar a estadia no meu quarto.
- Quando você nasceu aquele quarto já era meu, ou seja, ganhei a disputa.
- Eu paguei pela casa por tanto o quarto é meu, a cozinha é minha e tudo isso que estão vendo. Então?
Quem ganhou?
- Você mãe!
- Eu sei disso -  diz ela rindo.
- Enfim, não tenho tempo pra conversar, tô atrasado, vou encontrar o Meireles e a Gabi la no portão da escola.
- Lucas, não dá pra levar seu irmão lá?
- Se esperar eu terminar de comer te levo na minha moto cadu.
- Pode ser. Valeu!
Recentemente Lucas comprou uma moto, geralmente ele passa em outros lugares antes de ir para a aula então nunca me leva, sempre vou a pé. Mas sempre que ele pode, ele faz de tudo para ser o melhor irmão.
Enquanto Lucas foi até a garagem tirar a moto eu ajudei minha mãe a tirar a mesa do café. Lucas começou a buzinar então peguei a mochila e corri. Andar de moto com ele é como voar só que na velocidade de um raio porque puta que pariu o moleque que corre.
Chegando na escola, avistei Meireles e Gabi. Eles estavam sentados no banco da praça me esperando, pareciam entediados.
- Até que enfim chegou em cadu!
- Mals a demora é que errei horário.
- Oi amooor!
- Oi minha linda!
Logo após os comprimentos eles se beijaram.
- Você não tem nojo de ver esses dois juntos Cadu?
- Tenho, e muito.
Gabriel Meireles e Gabriela Meireles são irmãos gêmeos, ambos tem quinze anos de idade, estão no primeiro ano do ensino médio, Meireles não tem namorada, já a Gabi namora o Lucas.
- Meireles, Gabi, temos que ir.
- Tchau Lucas.
- Tchau cunhadinho.
- Tchau amor, até mais tarde.
- Tchau minha princesa, até mais.
- Tchau Luke, valeu pela carona.
- Tchau cadu, se precisar estamos aí irmãozinho.
Eu, Gabi e Meireles entramos pra sala de aula, Lucas provavelmente foi para sua sala também. Ao entrarmos na sala, Gabi deu um beijo na testa de Meireles e foi conversar com suas amigas, ela é a garota mais popular do colégio, não só por ser linda ou coisa do tipo, mas por namorar o cara mais popular, Lucas.
Eu e Meireles não somos tão populares, acho que somos os mais excluídos da classe. Sentamos nos nossos lugares de costume e ficamos jogando conversa fora enquanto não chegava o professor:
- Cara, você  gosta mesmo daquela amiga da sua irmã?
- Da Coller?
- Isso!
- Diana Coller?
- Ela mesmo caraio!
- Até parece que você não sabe, gosto dela desde a quarta série.
- Pergunta idiota a minha né?
- Dizem que a pergunta é igual a quem a faz.
- Eei!
O que você quis dizer com isso?
- Nada cadu. - ele riu e disse novamente - nada.
O professor Coller, de matemática, entrou na sala e todos calaram e se sentaram.
- Quero ver os deveres, começando por Diana.
- Não consegui fazer o dever pai.
- Aqui sou seu professor de matemática, não seu pai. Falando como professor, você é uma garota burra que não aprende nunca. Falando como pai, você é uma garota burra que só me dá desgosto.
Não fez o dever não ganha ponto.
E assim a aula dele prosseguiu, dando ponto a quem fez o dever e anulando os pontos de quem não fez. Todos já estavam acostumados e aviam aceitado o jeito que o professor tratava os alunos, menos Meireles. Ele parecia meio bravo, após uns minutos da bronca que Diana levou ele viu que ela abaixou a cabeça na mesa e chorou. Meireles levantou e gritou ao professor:
- Ei, Marcos Coller, não deveria falar assim com sua filha.
- Professor Coller para você. Aqui Diana é minha aluna e não filha.
- E desde quando isso é jeito de tratar um aluno?
- Eu sou professor e falo como bem entender.
- Errado, você é professor e fala o que bem entender nas suas limitações, tratando assim de ter certeza que não ofendeu ninguém. Além de ser um professor que ninguém gosta, consegue ser o maior motivo de tristeza da sua filha, o desgosto aqui é você, não ela. Agora eu vou nessa, não sou obrigado a ficar na aula de um professor que só sabe ofender os alunos.
Meireles pegou a mochila e saiu da sala, foi a primeira vez que vi ele bravo, não, primeira vez que vejo ele bravo desde o dia em que ele salvou Diana.

Flashback, anos antes, passado, 2009

Tinham os cerca de oito anos, uma garota estava correndo de outros garotos toda suja, gritando e caiu. Eu e Meireles estávamos passando por perto e presenciando a cena, ele correu até ela e perguntou:
- Porque você tá chorando?
- Aqueles garotos mais velhos, querem me bater.
- E porque?
- Só porque sou menor e porque eles me acham feia.
Então os três garotos que estavam correndo atrás dela, ambos de dez anos se aproximaram e disseram.
- Sai da frente pirralho, ou vamos bater em você também.
Meireles não pensou duas vezes, só ouvi ele gritar " Nunca se deve bater em uma garota" e chutar o garoto no meio das pernas, os outros dois quando viram encheram ele de porrada, eu fui ajudar e só acabei apanhando, logo depois meu irmão chegou e separou a briga. Essa garota era Diana, desde o dia em que ele a salvou é que ele a ama.

Atualidade, presente, 2016

A aula chegou ao fim, sai da sala e Meireles estava sentado no pátio.
- Bora pro MC Meireles?
- An?
- Ta viajando em mano.
- To mesmo cara, o que tu disse?
- Te chamei pra ir almoçar comigo no MC. Nem adianta negar, já falei pra Gabi que tu ia.
- Me pegou cara, vamos lá.
Chegamos ao MC e enquanto eu via o que pedir ele começou com a dizer seus pensamentos:
- Cadu, já imaginou cara, se existe  um lugar onde as pessoas vivem em paz?
- Como assim?
- Não sei bem cara, um lugar onde não exista, discussões , preconceito e muito menos desigualdade.
- Tipo o paraíso?
- Algo assim, porém aqui na terra mesmo.
- Tu tá meio louco cara.
- Cadu, eu vou procurar esse lugar, e se ele não existir, eu vou criar ele. Vou embora daqui, em busca de alguma coisa, eu sinto que aqui não é onde deveríamos estar.
- Nossa Meireles, vai abandonar tudo?
Escola, amigos, família, Diana, tudo?
- Se for preciso, se isso vai me fazer bem, então eu vou.
Ele se levantou da cadeira pegou a mochila se despediu e foi para casa. Com todo esse papo dele eu perdi a fome só pedi um milk shake e fui para casa.
Quando cheguei, não avia ninguém. Lucas e mãe provavelmente estavam trabalhando, Meireles que tinha o costume de ir pra minha casa depois da aula tinha ido pra casa e eu não sou tão próximo da Gabi quanto parece, fiquei em casa desenhando e fazendo dever e acabei entediado, então resolvi visitar a minha avó.
Quando cheguei ela não estava, então fiquei lá mexendo com umas coisas velhas no porão. Tinha uma caixa de madeira, uns quadros antigos e até mesmo móveis, telefones que já não se usam mais, fax e até um toca discos. De repente, sinto uma mão no meu ombro e uma voz diz:
- Não fique aí tocando nas coisas do seu avô, vai perder a poeira natural.
Era a vovó, toda meiga e fofa como sempre.


Notas Finais


Então é isso pessoal, obrigado por terem lido e espero que tenham gostado qualquer erro de escrita ou coisa do tipo só me avisar deixem a opinião de vocês nos comentários beijos e tchaaau.


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