História Em Busca de Uma História - Camren - Capítulo 2


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Categorias Fifth Harmony, Ian Somerhalder, Originais
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Exibições 15
Palavras 1.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Lauren Jauregui


Fanfic / Fanfiction Em Busca de Uma História - Camren - Capítulo 2 - Lauren Jauregui

Ele entrou na picape e saiu, acenei e pensei se estraria na loja, quais eram as possibilidades da mulher que me encarou ser a Ann? Na realidade? 0%, mas pelo jeito... Minha historia começou com aquela foto.

            Entrei e logo percebi do que o rapaz falava, um rock pesado soava pelos alto falantes, por sorte tinha algumas pessoas na loja então minha presença não foi tão notada assim, afinal, se Lauren era a dona ela não iria me atender.

Procurei pelas prateleiras certas e logo me esqueci dela e me distrai com tantos gibis, a musica não era tão ruim, até mesmo combinava. E então o meu próximo sinal de azar aconteceu, esbarrei em uma mesa e quando me virei para pedir desculpas a quem estava sentado nela, me deparei com ela em pessoa, a encaradora.

            (“Encaradora” combina mais que “Lauren”)

-Desculpe. - Eu falei. 

-Você aqui? - Ela voltou a me encarar, com os olhos que agora próxima dela eu vejo, são extremamente verdes e lindo.

-Eu poderia dizer o mesmo. Me desculpe.- Eu respondi. Porque ela tem que soar tão ignorante?

            Eu me virei e ia saindo até que ela falou:

-Oque esta procurando?

-Gibis.

-Isso é obvio. Só vendemos Gibis aqui. 

-... (merda, verdade) ... Pois. Eu me acho. –Ela se levantou e empilhou os gibis que estava na mesa e colocou na mesa um pacote de sacos plásticos.

-Eu ajudo, assim você vai embora e não derruba nada. - Ela falou.

-Eu saio se me disser oque estava fazendo. –Apontei para os gibis.

-Encapando horas... – Se sentou- Tchau.

-Meu pai. Ele tinha uns gibis que brilhavam na foto.

-Que bom, ele é cuidadoso com os deles. -Ela respondeu revirando os olhos verdes. 

-Eu pesquisei gibis com capas platinadas e ... algo assim mas ele estava só encapando eles?

-Olha... –Ela olhou pra mim- Oque você quer?

-Olha eu sei que você tem oque fazer, mas eu preciso achar os gibis que meu pai tinha.

-Quais eram?

            Puxei uma cadeira e coloquei minha bolsa em cima da mesa. Comecei a procurar a foto.

- Você é bem atrapalhada. - Ela falou.

-Eu estou agitada, Pare de me olhar.- Reclamei.

-Ok – Ela desviou o olhar para o lado.

-Ainda sinto você me olhar. - Eu de fato senti minha pele queimar pelo olhar dela sobre mim... Porque olhos tão impactantes ?

-Você esta na minha frente caramba.

            Respirei fundo e cerca de um minuto depois consegui achar a foto.

-É eu e meu pai, ta vendo ai atrás? Os gibis dele.

-Ta bom, agora sei que era uma criancinha linda, pena que não é mais. Mas eu perguntei quais eram os gibis.

-Eu não sei. Mas eram raros e no ano de 1994.

O telefone tocou e ela atendeu. Pediu licença e desligou um tempo depois.

-Volta aqui amanhã ou depois e eu vejo se tenho as da época.

-Eu não vou poder. Não moro aqui.

-Então você liga pra cá daqui uns dias.

            Ela se virou e saiu da revistaria. Pela grande porta de vidro vi uma mulher com o rosto muito triste, como se fosse chorar a qualquer minuto, as duas entraram no carro e saíram. Peguei o cartão da livraria e sai, entrei no meu carro e rodei atrás de alguma lanchonete. Comi alguma coisa e peguei a estrada de volta para a casa. Esperei passarem 3 dias, e sim eu contei. Eu queria saber oque tinha acontecido.

-Revistaria cidade de papel boa tarde.

-Boa tarde, eu queria falar com a Lauren.

-Qual seu nome?

-Camila. 

-Só um minuto Camila.

            Começou a tocar uma musica típica de serviços de espera telefônica.

-Alô.

-Oi, Lauren?

-Eu, quem fala?

-Camila, a garota do pneu furado. – A voz dela estava tão estranha.

-Ah, claro. Desculpa, eu... Não procurei. Esqueci. –Tinha algo errado, eu podia sentir.

-Não tem problema.

-E-eu vou procurar, hoje mesmo.

-Não precisa. Eu vou ai no próximo final de semana e procuro.  

-Se eu achar eu deixo separado.

-Ok, obrigado.

-Por nada.

            E então ela desligou. Algo de ruim tinha acontecido... Eu podia sentir que ela não estava bem. 

Trabalhei os próximos dois dias no escritório, o frio tomou conta da cidade que moro e os jornais diziam que ia chover e muito.  Quando sábado chegou, esperei a chuva de tarde passar e as 18h eu peguei a estrada até a cidade de Lauren... Não.

Até a livraria.

Estou indo atrás dos gibis.

Não da Lauren. 

O céu escurecia com velocidade então também aumentei a minha para chegar antes da chuva. Quando estacionei na revistaria a chuva já havia chegado e estava forte, corri até a porta de vidro e abri. Limpei meus pés no tapete da entrada e meus olhos logo procuraram por ela, mas vi apenas uma operadora de caixa. Fui até ela.

-Olá. –Ela disse para mim com um sorriso.

-Oie, a Lauren esta?

-Qual seu nome?

-Camila, eu liguei aqui a uns dias.

-Eu me lembro. Eu vou ligar na sala dela.

            Me afastei um pouco e ela pegou o telefone, pouco tempo depois ela me chamou e disse que eu podia subir. Ela me mostrou uma escada nos fundos da revistaria que levava até o escritório, subi e logo estava dentro da sala de Lauren, ela estava de costas no telefone então fiquei na porta e esperei. Olhei pelo escritório, a mobília era branca, as paredes pretas com gesso entre o teto e as paredes, branco, diversos quadros, muitos da Marvel, alguns da DC, revistas por toda parte e uma caixa escrita “Camila”. Seria que ela achou as revistas?. Então ela se virou e me mandou entrar com um sinal de mão. E apontou para a cadeira. Entrei e me sentei.

-Eu sei disso Mãe. – Ela me olhou e moveu os lábios em um “Desculpe”, sorri e ela continuou ouvindo o telefonema, de sua mãe.- Eu sei que você esta sozinha agora, mas eu não consigo ir ai mãe.... Por que ele morava ai, por que todas as vezes que eu ia até a casa onde eu cresci eu via meu pai e agora não... Não você não é motivo suficiente pra mim entrar ai outra vez. Mãe... Eu te amo, mas eu não entro no lugar onde meu pai morreu nem que me pague. Não sei como você consegue morar ai. Eu tenho que desligar, tenho coisas para fazer mãe, beijos, eu te amo.

            Ela desligou o telefone e respirou fundo e fechou os olhos.

-Esta tudo bem?

-Não. -Ela respondeu rápido. 

-Se quiser eu..

-Você não vai voltar outro dia- Ela abriu os olhos- Você ir embora gora não mudaria.

-Sinto muito.

-Claro. Enfim, eu achei algumas coisas. E imprimi algumas capas pra você ver se reconhece. –Ela se sentou e começou a procurar em uma gaveta.

-Não tem como eu reconhecer.

-Ele pode então.

-Meu pai faleceu. –Ela parou e me olhou, e então me senti na disputa novamente de olhares. Ela não desviava e nem piscava.

-O meu também- A voz dela estava tão baixa- No ultimo dia que esteve aqui.

-Eu sinto muito Lauren, de verdade.

-Obrigado- Ela encostou-se à cadeira e limpou uma lagrima que desceu dos olhos dela, e então ligou o abajur e se abaixou para pegar as folhas, colocou em cima da mesa e empurrou até ficarem na minha frente, comecei a folhear, e ela se levantou.

-Gosta de café?

-Muito.

Eram tantos heróis, qual seria o preferido do meu pai? Ela voltou com duas xícaras e sentou ao meu lado.

-Lóren!- Gritaram da escada.

            Alguém subia as escadas, pela voz era um homem. Olhei para Lauren, ela não se mexeu, continuou sentada bebendo café.

 

-hey, você de novo.

            Desviei o olhar de Lauren e encontrei quem devia ser amigo dela, o homem que concertou meu pneu.

 

-Bem que eu achei aquele carro familiar. -Ele disse rindo. 

-Olá- Sorri e ele me cumprimentou com um beijo na bochecha e em seguida bagunçou o cabelo de Lauren e deu um selinho nela. Desviei o olhar por que agora parecia tudo mais claro, eram namorados.

            Oque é isso que estou sentindo? Decepção? Ele sentou na cadeira de Lauren. Pegou um porta retrato em cima da mesa.

-Que saudade. –Guardou.- Ainda tem café?

-Sim.

-Então pega mais lá. 

            Ele pegou a xícara da mão de Lauren e bebeu.

-Eca. -Ele engoliu a força fazendo uma cara de nojo. 

-Adoro o fato de gostarmos de café de jeitos diferentes. – Ela pegou de volta. 

-Açúcar foi criado para ser usado. -Ele falou.

-e café também, só que café é mais divino. -Ela respondeu.

            Ele se levantou e foi buscar seu café.

-Lauren, você tem essas revistas aqui?-Perguntei.

- Algumas.

- Nunca vou saber quais eram as dele.

- Isso é muito difícil. -Ela falou...

-Oque aconteceu? –Ele voltou pra mesa de Lauren com a xícara dele na mão.

- Meus pais faleceram em um acidente de carro em 1995, e descobri que ele colecionava gibis, meus avós venderam e eu queria recuperar. -Resumi a história. 

- 1995? –Lauren perguntou.

-Sim.

-Lóren, isso me lembra uma historia...- Ele falou e ficaram se olhando.

-Vamos lá em casa. Agora. – Lauren falou enquanto me olhava com aqueles olhos penetrantes e verdes...

 

 



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