História Em Busca de Uma História - Camren - Capítulo 6


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Categorias Fifth Harmony, Ian Somerhalder, Originais
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Exibições 10
Palavras 1.838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Delegacia


 

 

Lauren estava linda como sempre, afinal, não sei se era possível ela ficar feia, aqueles olhos verdes agora estavam se destacando mais do que nunca, o rosto, pálido, os olhos estavam fundos, ela parecida cansada. No braço tinha uma bolsa de sangue. E sua boca parecia ressecada. Seus olhos foram direto em mim, eu parei de andar, e então parei de ouvir a risada e desviei o olhar dela. Havia uma mulher, sentada no sofá, cabelos castanhos, olhos igualmente castanhos. Muito bonita por sinal. Ela se levantou e veio cumprimentar Ian, me deu um beijo na bochecha.

-Prazer, Lucy. Qual seu nome?

-Camila.

-Prazer Camila.

-O prazer é meu.

            Ela cumprimentou Dinah e se apresentou também, e voltou a sentar. Ian beijou Lauren na testa e bagunçou seu cabelo. Lauren continuou me olhando, e depois vi que ela olhava pra minha mão e me lembrei que estava de mãos dadas com Dinah... Não! Soltei na mesma hora e andei até a cama dela.

-Oie Lauren. – Beijei sua bochecha.

-Camila.

-Essa é minha amiga, Dinah, Dinah essa é Lauren.

            Elas deram as mãos e não sei como mas minutos depois eu sai junto com a Lucy para comprar café para todos.

-Então – Lucy começou a falar- Conhece Laur a muito tempo?

-Não, na verdade ela esta só me ajudando com algumas revistas.

-Ah claro, Lauren e suas revistas.

-Você não gosta?

-Não é isso. Ela é obcecada. Por isso que terminamos. Ela passava horas durante a madrugada empacotando revistas. E se eu namoro alguém, eu quero dormir com esta pessoa, e não acordar de madrugada sozinha na cama.

-Você terminaram?

-A mais de um ano. Já estou em outro namoro.

-Ela me disse que vocês estavam namorando.

-Hum... É do costume dela. Mas... Porque ela quer te afastar?

-Não sei... Quem disse que ela quer?

-Ela já fez isso antes, mil e umas outras garotas que ela quis afastar.

Pedimos os cafés, dissemos o quarto e começamos a voltar.

-Então ela quer me afastar...

-Como é seu nome mesmo?

-Camila.

-Com c?

-Sim.

-Então você é a C.

- C?

-Ela me falou de você.

-Oque ela disse?- Lucy sorriu.

-Segredo. Nunca confiou segredos com a ex?

-Lauren é a primeira garota que ... Você sabe.

            Ela parou de andar, olhei o quarto e era o de Lauren.

-Isso pode ser bom, ou ruim. – Ela olhou pra mim e depois entrou. Segurei a porta e entrei atrás dela. Isso pode ser bom ou ruim? Como assim? Foi só uma noite... Não tem nada do que ser... Deixa. Cerca de uns dois minutos depois duas mulheres chegaram com os cafés e ai então eu percebi que todos pegaram exceto eu e Lauren. Peguei o que restou e levei até ela.

- Não posso.

-E vai todo mundo beber e deixar você olhar? – Ela deixou escapar um sorriso.

-Sim.

-Então pelo menos eu não vou beber.

           Eu ia voltar pro meu lugar ao lado do Ian, mas Dinah já tinha sentado lá então eu olhei envolta e tinha um lugar atrás de mim, do lado da cama de Lauren, sentei. E então ficou eu de um lado e Lucy de outro. Não muito tempo depois Lucy foi embora, ganhou um abraço de Lauren e me abraçou, se despediu de Ian e de Dinah com abraço também e saiu. Pouco tempo depois eu e Dinah também tínhamos que sair, ela se despediu e saiu do quarto com Ian

-Eu disse pra você não vim.

-Não costumo obedecer muitas ordens fora da cama Lauren, mas mudando de assunto, você mentiu.

-Eu menti?

-Mentiu. Lucy não é sua namorada.

-E oque isso importa pra você?

-Eu me importo com as pessoas Lauren, Eu me importo com você, não por aquela noite, mas por você ser um ser humano e estar doente. Eu sou assim. Eu sofro junto com as pessoas.

-Você é tola então?

-Ou será que a tola é você Lauren? Tem tantas pessoas em hospitais que nunca recebem visitas. Nem mesmo da família. E você afastante pessoas que querem seu bem? Quem será a tola? A que admite ter um coração, ou a que finge não ter um?

            Peguei minha bolsa e meu café e fui em direção a porta.

-Esse café já esta frio Camila. 

-Vê se não morre Lauren. – Abri e sair.

            Deus... Estou tão orgulhosa de mim, enfrentei Lauren e seus olhos verdes acusadores e hipnotizantes. Quando sai do hospital eu dei de cara com Dinah encostada no meu carro e Ian com o braço apoiado perto da cabeça dela. Me escondi um pouco e fiquei observando pela porta, sabia que no vidro havia insulfilm então eles não me viam. Ian continuou se aproximando dela, o assunto deveria estar engraçado, nunca vi Dinah com um sorriso verdadeiro por tanto tempo. E então eles pararam de rir, Ian estava bem próximo e aconteceu oque eu estava esperando, eles se beijaram me senti uma irmã mais velha com a irmãzinha caçula vivendo o primeiro amor. Só depois percebi que eu estava em pé em frente a recepção com a cabeça inclinada e sorrindo. Me arrumei e esperei eles terminarem, e quando o clima ficou um pouco pesado e estranho entre eles eu sai, olhando pro celular como se não tivesse visto nada. Eu deveria ter sido atriz.

            Ian foi um cavaleiro e foi com seus carro nos guiando até a saída da cidade, agradeceu por termos visitado Lauren e logo eu voltei a pensar na sociopata da irmã dele. Seguimos nossa viagem tranquila até a casa de Dinah, a conversa foi pouca mas nenhum assunto foi Ian ou Lauren. Estacionei em frente a casa dela.

-A gente se vê amanha? – Ela me perguntou, tirando o cinto e pegando sua bolsa no banco traseiro.

-A gente tinha combinado? Eu não lembro.

-Não. Mas... Você precisa me contar umas coisas.

-Eu? – Serio? Eu? Segurei o riso.

-Sim, coisas do tipo “Meu primeiro amor lésbico”.

-Pare de inventar.

-Ta, você já dormiu de lingerie comigo na sala da casa dos meus pais, e o olhar de ninguém fez você para de me agarrar com seus abraços exagerado no meio da população, porem, hoje, Lauren olhou pra sua mão e você logo largou a minha. Então sim, você tem coisas para me contar.

-Ta, talvez, mas e o Ian?

-Eu disse que você tem coisas para contar, não disse nada sobre eu não ter. -  Ela apontou pra mim e cerrou os olhos. – Aha. Te peguei gata.

            Era impossível ela me ver e não me fazer rir. Marcamos um almoço e ela desceu do carro. Segui para a orla da cidade, já estava de noite, a brisa gelada, estacionei e desci. Fiquei descalça e olhei pro mar.

            Estou surpresa comigo mesmo. Deitei um pouco na areia fria e depois fui visitar meus avós.

-Então filha- Sempre amei minha avó me chamar de filha, estávamos as duas na cozinha, eu no balcão enquanto ela fazia um chá. Como sempre. –Um policial ligou. Ele queria falar com você.

-Sobre?

-Era confidencial. Ele pediu para você ir a delegacia da cidade na quarta.

-Esta bem. Eu vou, seja lá oque for.

-Esta envolvida em algo errado Camila?

-Não vó. – Ri muito disso. Tomei o chá, afinal se eu saísse sem beber um gole que fosse ela não me deixava voltar depois.

 

           

           

            Adiantando um pouco a história... Contei tudo a Dinah, e ela me contou tudo, ela e Ian estavam se gostando, mas nada serio não. E só oque rolou de emocionante mesmo tinha sido o beijo e eu já sabia por que estava de intrusa lá. Contei sobre Lauren e Dinah passou a odiá-la. Toda hora se referia a Lauren como “Monstra”. E sinceramente... Até que ajudava um pouco, tudo ficou mais fácil. Ian me passava noticias e assim eu não precisava falar com ela, ela já havia saído do hospital, mas estava de repouso em casa. Fui até a delegacia e descobri que era sobre o caso do acidente do meu pai.  Ele pediu para que eu esperasse, fiquei lá por cerca de 50 minutos até que Ann chegou. Serio que estou esperando ela? Esse tempo inteiro? Ela me viu, mas seguiu em frente, passou direto para a sala do policial e eu continuei esperando. A espera durou mais 5 minutos até que ele saiu em frente a porta e me mandou entrar.         

            Entrei em sua sala e me sentei na única cadeira disponível , que era ao lado de Lauren. Ele se apresentou, pegou uma caixa com a data do acidente escrita e começou a retirar alguns papeis. Disse que decidiu reabrir o caso, que Lauren poderia estar certa e que eu poderia ser indenizada por terem fechado o caso como um acidente se não tiver sido. Ele falou um monte de outras coisas com termos muitos formais, tão formais que ficava difícil de entender qualquer coisa que ele estivesse falando. Escutei sem realmente ouvir. Lauren parecia morta em sua cadeira, não se mexeu nenhuma vez e eu queria olhar para ela e ver se ela estava sem piscar também, mas não. O telefone dele tocou e então ele calou a boca, atendeu e saiu da sala. Cruzei as pernas e peguei meu celular. Mandei mensagem para Dinah. Coloquei o telefone na mesa e alguns segundo depois Dinah ligou. Só então vi um movimento da parte de Lauren que se inclinou e olhou o visor do meu celular, peguei da mesa e atendi, ela voltou a sentar.

-Porque a Monstra ta ai?

-Porque o policial é amigo dela, ele esta fazendo um favor.

-Favor?

-Sim. Lauren acha que mataram meu pai.

-Mas mataram.

-Não... Sem ser acidente, propositalmente. Para roubar uma revista que na época custava 15 mil reais.

-Uma revista?

-Pois é, só uma revista.

            Lauren me olhou, olhar feio, olhar bravo.

-Que horas volta?

-Não devo demorar. Nem sei oque estou fazendo mais aqui. Dome lá em casa hoje?

            Outro olhar feio.

-Está bem. Eu preciso levar roupa ou ainda tem minha roupa lá?

-Não. Não leve roupas.

            Lauren se levantou.

-Até a noite.

-Até.

            Desliguei o telefone e guardei na bolsa.

-Esta tendo um caso com ela né?

-Que? Ta louca Lauren?

-Eu sei do que estou falando.

-Não sabe não. Ela é namorada do seu irmão.

-Não é.

-É quase, e além de tudo minha melhor amiga. Eu a conheço a muito tempo.

-Isso não muda nada. Todos se apaixonam por uma amiga um dia.

-Todos?

-Que eu saiba sim.

-E quem foi a amiga que se apaixonou por você? Ou você por ela. –Olhei na cara dela pela primeira vez o dia inteiro e ela riu brevemente e voltou a ficar séria.

-Eu não me apaixono.

            O policial amigo de Lauren entrou na sala e voltou a falar baboseiras por mais um minuto. Sinceramente, descobrir isso não vai mudar as coisas, meus morreram. Nada os traz de volta.

Ele me liberou e Lauren ficou na sala com ele. Fora da delegacia encontrei Ian, falei um pouco com ele e fui embora. 

 

 



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