História Em Busca de Uma História - Camren - Capítulo 9


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Categorias Fifth Harmony, Ian Somerhalder, Originais
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Visualizações 29
Palavras 1.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Tomás Cabello


 

 

            Mais um tempo se passou. Lauren falava comigo no mínimo umas 3 vezes durante o dia. Ela tinha razão era um menino, estava muito bem de saúde, grande e gordinho. Eu já estava com 8 meses, minha barriga enorme. Eu dormia sentada na poltrona do meu quarto. E foi em uma das minhas sonecas durante a madrugada que quando acordei levei o maior susto. Um homem alto, moreno de barba grande me olhando, ele tinha martelos e fitas métricas amarradas na cintura.

-Quem é você?

-Camila Cabello?

-Oque você ta fazendo na minha casa?

-Lauren Jauregui me mandou. Vinhemos montar os móveis do quarto do bebê.

-Que móveis? Como entrou?

-Uma mulher estava de saída e me mandou entrar.

-Dinah?

-Não sei.

-Móveis? Eu não comprei móveis.

-Só sei que tenho uma entrega para este endereço e você parece ser Camila Cabello.

-Sou eu mas...

-Senhora. Pode assinar e me mostrar onde monto?

-Ta.

            Ele me ajudou a levantar e eu abri a porta do quarto ao lado. Peguei meu celular enquanto eles faziam seu trabalho e liguei para Lauren.

-Alô.

-Porque fui acordada por homens com madeiras nas mãos?

-Já foram montar? Que dia é hoje?

-19.

-Foram antes do previsto.

-Não é isso que importa Lauren. Você comprou os móveis?

-Claro que comprei.

-Lauren.

-Você vai por essa criança no mundo e não falta muito tempo para isso.

-Lauren isso saiu caro.

-Como você sabe?

-Porque sim. Porque pesquisei os preços, eu sei que é caro.

-Apenas me faz um favor e confere se são todos seguros como pedi. E as medidas.

-Você comprou planejados? LAUREN!

-Ow, não grita não. Só confere. Só deve ter quina nas partes que encostam o chão ok? Beijos até.

            Ela desligou na minha cara. Fiquei na cozinha esperando. Até me chamarem para ver.

            Eu chorei, eu admito que chorei. Era lindo. O quarto fera todo branco. Ela colocou um tapete azul felpudo por todo o chão, era a única cor mais escuro, o resto era todo azul bebê e branco. O guarda roupa ia até o teto, todas as pontas eram arredondadas. O berço podia virar cama, e subir e descer o colchão, tinha um ventilador de teto, uma poltrona branca com uma mesinha do lado também branca. Tinha ficado simplesmente lindo. Assinei o ultimo papel que faltava e eles foram embora. Mandei uma mensagem para Lauren, “Pode vim aqui a noite?”, ela não respondeu. Fechei a porta do quarto se não eu não pararia de chorar e Tomás já começava a se remexer por causa de tanto choro. Sim, esse foi o nome que escolhi. Lauren deu a ideia. Tomás.

 

            A noite chegou, fiz o jantar e esperei. Coloquei um filme na sala, logo Dinah chegou do trabalho e foi tomar banho.

-CAMILA VEM AQUI.

-Mas nem se me pagar;

            Ouvi ela descer correndo as escadas.

-O que aconteceu com o quarto? Porque não me disse? Eu queria ter ajudado a pagar criatura.

-Isso porque eu também não sabia. Lauren comprou tudo e mandou entregar.

-A monstra não esta tão monstra assim.

-É, ela mudou muito. Mas mesmo assim. Ela não deveria ter feito isso.

-Eu acho que ela gosta de você.

-Lauren não gosta de ninguém.

-Ela deve ter sentimentos em alguma parte dela. E eu acho que estão direcionados a você.

            A campainha tocou.

-Ela não morre mais. –Dinah me ajudou a levantar e foi tomar banho. Abri a porta e Lauren estava no telefone.

-Eu sei. Cancela. Não vou. – Ela entrou e  fechei a porta- Transfere pra amanhã de manhã ou vai até a revistaria.-Pausa- Cancela então. –Desligou.

-Oi.

            Ela sorriu pra mim e me abraçou. Nunca tinha ganhado um abraço antes. Se abaixou e beijou minha barriga.

-Recebi sua foto hoje Tomás. Sua mamãe ta muito brava hein?

-Não. Mas to brava Lauren.

-Vamos lá ver o quarto.

            Meu coração nunca acelerou tanto assim em subir uma escada, Lauren estava logo atrás de mim e segurando minha mão, sentia seu anel frio encostar na minha mão que suava agora. De umas semanas pra cá ela estava usando ele... Porque será?

Chegamos no quarto e ela abriu a porta.

-Ficou lindo, mas ainda falta uma coisa.

-Oque?

-Não acha que essas paredes tão todas muito brancas?

-Não sei. Não ficou ruim assim.

-Já consigo ver ele rabiscando todas.

-Verdade

-Eu comprei uma coisa.

-Mais uma não.

-Por favor.

-Oi gente. –Dinah estava na porta.

-Oi. Ela não quer me deixar comprar nada Dinah.

-Camila. Deixa, assim é menos coisas pra madrinha comprar.

            Dinah me abraçou por trás e ficou fazendo carinho na barriga, o rosto de Lauren já mudou na mesma hora.

-Então eu vou no carro pegar.

           ...

-Você sabe. Ela tem ciúmes.

-Ahhhh to nem ai.

            Sentei na poltrona. Dinah abriu o guarda roupa.

-Nós nem alcançamos a parte de cima.

-É para colocar bolsas ou fraldas que ainda estão grandes.

-Tem varias divisões. Isso é bom.

-Sem nenhuma quina. Nada de ponta.

-Nossa. Isso seria nosso “Adeus poupança”. Você não disse que ela é dona de uma revistaria?

-Tem em vários lugares. Vários estados.

-Revistas em quadrinhos vende bem.

-Parece que sim.

            Ouvi os passos de Lauren na escada. Logo ela apareceu na porta com uma grande sacola.

-Comprei papel de parede.

-Vai ficar bom. –Dinah falou indo ajudar ela com a sacola.

-Mas não é pra parede inteira. É só uma parte.

-Sei qual é.

            Dinah abriu a sacola, curiosa como sempre e foi abrir o pacote.

-Que lindo.

            Tinha cerca de 15 centímetros de largura, tinha ursos, aviões, carros, helicópteros, barcos, trens, todos os ursos tinham o nome dele.

-É lindo.

-Ótimo porque o pessoal da loja está sem funcionários então vamos ter que instalar nós mesmas.

-Isso vai dar merda.

-Dinah. Olha a boca.

-Não falei alto o suficiente pro bebê ouvir. Mas enfim, vamos comer e ai a Lauren dorme aqui e faz isso.

-Não. Eu não posso dormir aqui.

-Não pode? –Por que não? Tinha alguém em casa esperando?... Talvez outra pessoa com anel.

-Te emprestamos roupas ou pode ir buscar. E meu quarto vai ficar livre.

-Como assim seu quarto vai ficar livre?

-Vou dormir fora querida, ta difícil de entender as coisas depois que ficou grávida. Cansei de me mandar esquentar o prato na geladeira. Vou sair pra jantar com o Ian.

-E porque ta mandando irmos jantar?

-Porque eu não gosto dos restaurantes que ele costuma me levar.

Acabamos jantando e quando Ian veio buscar Dinah, trouxe as roupas de Lauren. Ela foi para o quarto de Dinah se trocar. Peguei um short velho e uma blusa igualmente velha e larga que eu tinha, vesti e percebi que já não fica nem um pouco larga. Gravidez pode levar a mulher à depressão...

Quando entrei no quarto do Tomás, Lauren estava de calcinha e camiseta.

-Desculpa. Culpa do Ian.

Tussi antes de responder. – Não tem problema. - Sentei na poltrona.

-Vai ficar sentada? –Ela riu?

-Hey, eu posso.

-Ta bom.

            Fiquei olhando pra sua bunda enquanto ela se curvava pra pegar as coisas dentro da sacola. Era muito injusto ela ter os olhos claros, ser morena, ter o cabelo tão liso e ainda tem uma barriga lisinha maravilhosa acompanhada de seios fartos e uma bela bunda. Quando os pais dela fizeram capricharam e muito bem. Ela pegou a cola, pegou pincel e um pote.

-Eu passo na parede e depois coloco o papel, ou passo no papel e daí coloco ele na parede?

-Não faço a mínima ideia.

-Então ta. Vamos marcar primeiro onde vai ficar. Pode me ajudar?

-Sim, me ajuda a levantar.

            Ela me deu a mão e fizemos pequenas marcas na parede com um lápis e uma régua. Abrimos o papel de parede e ela começou a preparar a cola. Voltei a sentar e olhar ela passara a cola na parede. Depois pegou o papel e começou a colocar. Cortou reto onde parou, pegou de novo o pincel e passou mais cola na parede.

-Os funcionários devem ter se demitido.

-Porque?

-Porque é um saco fazer isso.

-Vou ajudar, mas não acostuma não.

-Obrigada.

            Levantei da poltrona com ajuda dela de novo e ajudei segurando o papel assim não tinha que cortar. Colocamos nas duas paredes até que nos deparamos com o guarda-roupa.

-Eu deveria ter pensado nisso.

-Eu não vou arrastar isso ai não.

-Acho que não vai dar.

-Eu acho que quero sentar.

            Ela me ajudou a sentar. Tomás estava se mexendo como se estivesse dançando algum tipo de rock pesado. Minhas costas estavam doendo e muito.

-Você esta pálida.

-Eu to com dor.

            Ela ficou de joelhos entre minhas pernas e ficou conversando com minha barriga. Fechei os olhos e respirei fundo. De repente senti a mão de Lauren no meu rosto, seu anel tocou minha bochecha. E então eu estava sonhando? Deve ser sonho, senti sua boca na minha, seus dentes rasparam meu lábio inferior enquanto me beijava. E então eu apaguei...

 

 



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