História Em busca de uma Rainha. - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Seleção
Tags Ataques, Brigas, Rivalidades, Romance
Exibições 94
Palavras 1.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Sentiram saudades?
Desculpa a demora, mas está meio difícil usar o computador que tem os arquivos da fic.
Obrigada por cada favorito e comentário.

Capítulo 28 - Diferentes realidades


{Kylie}

 -As garotas são: Abigail Masturdy, Yara Boncy, Amanda Clarine, Wanda Gibller, Sandra Layca e Dina Sulgass. –Matteo disse e Carol e Luiza estavam com cara de espanto.

 Eu não acreditava que ele ia mandar Abigail embora, mas ele a mandou. E a loira estava revoltada com isso.

 -O que foi gente? –perguntei.

 -A gente é amiga da Amanda e da Sandra. Elas vieram com a gente no avião. –contou Luiza.

 Corremos atrás de Amanda e Sandra quando elas atravessaram a porta do grande salão.

 -Meninas! –Lu gritou e as duas se viraram em prantos- Vai ficar tudo bem.

 Luiza as abraçou e até mesmo Carol estava um pouco esquisita com aquela situação.

 -Está tudo bem. –Sandra sorriu um pouco- Eu já percebia que não tinha nada entre a gente. Ficávamos sem assunto e o silêncio reinava.

 -Pois é. Matteo e eu nos tornamos amigos, mas no dia do ataque... Eu... Eu não daria conta de tudo o que a rainha passa. –falou Amanda tentando ser positiva- E Kylie... Boa sorte para você, eu acho que você se tornará uma boa rainha.

 -Obrigada... –disse sem graça.

 Em seguida, as duas abraçaram mais uma vez a Lu e foram embora. A frase de Amanda ficou repetindo-se em minha cabeça. Eu gostava bastante de Matteo, mas eu teria capacidade de ser rainha? Eu nunca havia pensado por esse lado, já que sempre pensei que nunca ganharia.

 Não que eu tenha certeza que vá ganhar, mas... Isso pode acontecer não é? Afinal eu sou bem próxima de Matteo... E até onde sei sou a única que ele já beijou.

 -Vocês acham que eu vou ganhar? –perguntei.

 -Sei lá, Kylie. –Carol disse- Você é a mais próxima dele por enquanto, mas nunca se sabe o que pode acontecer.

(...)

 Mais tarde eu fui ao jardim com o Guilherme e ficamos conversando enquanto caminhávamos debaixo do sol ensolarado.

 -Você acha que eu vou ganhar? –perguntei e ele fez uma careta- Não que eu ache isso, mas uma selecionada comentou que eu ia ser uma ótima rainha... E eu fiquei pensando. E se eu não for boa o bastante?

 -Kylie. –ele segurou meus ombros e sorriu- Você é incrível. Você é capaz de tudo o que quiser. Você pode ser uma rainha maravilhosa.

 -Obrigada.

 -Matteo gosta muito de você, mas espero que não fique exibida por conta disso. As coisas estão bem agora, mas nunca se sabe o que vai acontecer amanhã. E além do mais... Nem chegamos á Elite. Foco no presente.

 -Tem razão. Eu só fiquei com isso na cabeça por conta da selecionada que disse como se ele já tivesse declarado que se casaria comigo.

 -Entendo. –e voltamos a caminhar- Eu te conheço á pouco tempo, mas Matteo não é burro. Eu confio nele e por isso sei que você é forte e se batalhar pelo o que quer vai conseguir.

 -Sabia que eu me inscrevi só por inscrever? Eu nunca imaginei que estaria realmente aqui, que ficaria por tanto tempo e que seria tão próxima do príncipe.

 -As melhores pessoas são aquelas que nos encontram de surpresa. Ele não te esperava e você não esperava por ele.

 -Já pensou que se eu tivesse desistido de me inscrever...

 -Você nunca conheceria o Matteo?

 -É. Não só ele. Eu também não te conheceria, não conheceria as minhas amigas... –o abracei de lado- Você é um grande amigo, sabia?

 -Obrigada.

 -Kylie! –ouvi Gabriella gritando e me virei para vê-la correndo em minha direção.

 -Quanto tempo, pequena. –disse a carregando no colo.

 -Muito, muito, muito. Vamos brincar? Primo Gui você também pode, se quiser. –ela disse sendo fofa, como sempre é.

 -Por que não? –Guilherme disse sorrindo e bagunçando os cabelos da princesinha.

(...)

 Eu estava na varanda do quarto, já era fim do dia e eu via o por do sol. O vento bagunçava meus cabelos e me refrescava do dia quente em Angeles. Eu sentia falta da minha casa. Meus irmãos correndo pela casa, eu e minha mãe cantando por aí, meu pai sentado no estúdio sorrindo ao nos ouvir... Decidi escrever uma carta.

 “Família,

 Estou com muitas saudades de todos. Eu tive um dia ótimo por aqui e amanhã vou tirar a botinha do meu pé. Finalmente poderei andar direito. Hoje algumas meninas foram eliminadas, vocês devem ter ficado sabendo. Estou com saudade das cartas de vocês, por favor, não parem de mandar.

 Não vi Matteo hoje, mas passei um tempo com Guilherme e a princesa Gabriella. Gui é realmente um ótimo amigo e Gabriella... Fofa como sempre. Eu estou realmente feliz. Nunca imaginei que estaria assim presa nesse castelo. O ataque foi praticamente apagado da cabeça de todos, como se a rainha tivesse proibido as pessoas daqui de comentarem sobre. Ou talvez seja algo tão normal que já não necessita mais falar sobre.

 Um beijo enorme a todos,

 Kylie.”

 Coloquei a carta num envelope e coloquei na escrivaninha do quarto. Ouvi uma batida na porta e me virei vendo Bernardo entrando.

 -Oi. –ele disse visivelmente sem-graça- Olha... Será que a gente pode começar do zero?

 -Não sei. –disse cruzando os braços- Eu não gosto de arrogantes.

 -Olha... –ele jogou a cabeça para trás e depois ficou encarando os próprios pés- Eu tenho tudo o que eu quero, sempre. E eu só queria que você me tratasse como trata meu irmão e meu primo.

 -A vida é mais dura do que você pensa, Bernardo. Se o fato de eu não te querer por perto já foi como uma derrota para você... Não consigo te imaginar passando pelo o que a minha família passa todos os dias. Sabe qual era minha casta antes daqui não sabe?

 -Sei. Por favor, me dê mais uma chance. Isso é uma coisa nova para mim.

 -Bernardo... Eu...

 -Vamos conversar. Me conte como era sua vida antes da Seleção. Eu vou gostar de ouvir. –sorri e ele passou na minha frente indo em direção a sacada e se sentando em uma das poltronas- Onde estão suas criadas?

 -Costumo dispensa-las. Elas se divertem mais fazendo meus vestidos, se eu quiser chama-las basta puxar uma corda. –apontei para a corda- Vou chama-las, quero um sorvete.

 Bernardo riu e eu o olhei confusa.

 -Você e Matteo são muito parecidos mesmo. Matteo é apaixonado por sorvete. Nunca vi ninguém gostar tanto de sorvete como ele.

 -Eu nunca tinha tomado sorvete antes de vir a Seleção, mas me apaixonei assim que coloquei a primeira colher na boca. Chocolate é o melhor sabor. –e puxei a cordinha, as criadas chegariam em alguns minutos.

 -Eu prefiro creme.

 -Sorvete é a melhor sobremesa. –disse enquanto me sentava na poltrona ao seu lado.

 -Matteo pensa o mesmo. Eu, no entanto, prefiro uma boa torta de morango.

 As criadas entraram e eu pedi um sorvete enquanto ele pediu uma torta de morango. Rimos e eu sorri ao perceber que ele tinha um lado bom, no final das contas.

 -Me conta da sua vida. Eu quero saber.

 -Ta bom. É bem diferente. Não temos muitas roupas chiques como esses vestidos. As melhores são preservadas para nossas apresentações. A comida é difícil, mas estamos melhores do que muitas famílias. Ás vezes eu não comia para deixar para meus irmãos menores.

 -Isso é triste.

 -Minha irmã amaria sorvete. Acho que mesmo com o dinheiro da Seleção ela nunca ia provar isso. Me sinto até culpada se estar comendo um.

 -Eu sinto muito.

 -Uma vez um menino apanhou por ter roubado comida. -disse ao me lembrar das marcas do pequeno Theodor, um seis de uma família amiga nossa.

 -Mas ele roubou!

 -Você sabe o que é sentir fome? Fome mesmo, não apenas aquela entre o almoço é o lanche da tarde. –perguntei sentindo lágrimas formarem em meus olhos- Quando você não tem mais do que três grãos de arroz para cada pessoa da sua família e você escuta o estomago dos seus pais, dos seus irmãos e de todos roncando de fome. E você quer fazer alguma coisa, não é?

 -Kylie... –eu estava me exaltando, e não ligava para isso.

 -Feche os olhos e se imagine sem conseguir cair no sono por causa do ronco do seu estomago e da sua fome. Ele fez isso por que chegou num ponto que não dava mais. Ele PRECISAVA daquela comida e ele apanhou por isso. Ele apanhou em praça pública porque queria sobreviver.

 Bernardo começou a chorar, se levantou e saiu correndo do quarto trombando nas criadas. Eu enxuguei algumas lágrimas e quando as criadas perguntaram o que havia acontecido disse que apenas queria ficar sozinha. 


Notas Finais


Quero muito saber a reação de vocês!! Não deixem de comentar!!


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