História Em busca de uma Rainha. - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Tags Ataques, Brigas, Rivalidades, Romance
Exibições 93
Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


A parte do squad e anti-squad ficou meio ruim, mas espero que entendam e gostem.
Eu espero que estejam gostando da história.
Não deixem de comentar.

Capítulo 29 - Descobertas


Eu fiquei deitada na cama pensando no que acontecera. O que ele pensou? Eu fui muito má com ele né? Eu devia saber que ele não estaria preparado para isso. Sempre tive medo de contar essas histórias para Matteo, por não saber sobre a reação dele... Como eu tive coragem para dizer tudo aquilo?

 -Berenice. –a chamei que estava tirando poeira da escrivaninha.

 -Sim? –ela disse sorrindo ao ouvir seu nome.

 -Pode enviar uma mensagem ao Guilherme?

 -Guilherme? –ela perguntou curiosa- Porque ele?

 -Acho que ele é o melhor para eu conversar agora.

 -Posso pedir a criada dele que leve um bilhete.

 -Certo. –me sentei na cama e peguei uma caneta que estava no criado-mudo.

 -Pegue. –ela me entregou uma folha que estava na cadeira da escrivaninha.

 “Gui, Eu preciso conversar. Pode vir aqui depois do jantar? Kylie.”

 -Aqui está. –entreguei o papel para Berenice.

 -O jantar é agora. Quer ajuda nas escadas?

 -Não precisa. Vá entregar esse bilhete. Os guardas já sabem que devem me ajudar.

 -Certo. –ela saiu do quarto e eu me olhei no espelho.

 Ajeitei um pouco meu cabelo que havia se bagunçado e retoquei um pouco da maquiagem. Ajeitei também o vestido antes de sair do quarto.

 -Abigail foi embora. Você não está nem aí para isso? –ouvi Thaís e parei antes de sair dando um passo para trás.

 -Não. Ela era escandalosa demais e chata. Ela nem escondia a raiva de Kylie. Ela não sabe jogar. –ouvi a voz de Yasmin, elas eram amigas?

 -Tá, mas era sua amiga! –dessa vez era Crystal.

 -Ela pensava que éramos amigas, mas ela era apenas mais uma concorrente. E eu tinha que me afastar dela para ter o respeito de Matteo. –Yasmin disse como se fosse obvio- Ela me fez ir falar com ele sobre o tempo que ele passa com Kylie e eu passei a maior vergonha, porque ele estava ajudando-a já que está com aquela bota no pé.

 -Kylie se achando como sempre. Ela tem atenção de todos! Guilherme, Bernardo, Matteo... Todos! –Thaís disse indignada- E eu concordo com você, Yas. Abigail era escandalosa demais, porém ainda era nossa amiga. O problema agora será Âmbar... Aquela garota era a cadelinha da Abi.

 -Precisamos nos separar. Não podem saber que eu sou amiga de vocês. –era Yasmin.

 As três passaram pelo quarto e as vozes ficaram mais baixas e pude ouvir seus saltos nas escadas. Esperei por um tempo e Manu passou na frente do meu quarto. Agarrei seu pulso e a puxei para dentro.

 -O que é isso?! Quer me matar de susto?! –coloquei o dedo sobre os lábios pedindo silêncio e fechei a porta- O que foi?

 -Crystal, Thaís e Yasmin são amigas.

 -O quê? Eu pensei que eram grupos separados...

 -Eu também!

 Contei tudo o que ouvi para ela.

 -Nossa... Gente... Eu jurava que a Yasmin não tinha nada haver com essas garotas! Então ela também é do anti-squad?

 Explicando uma coisa: squad era o meu grupo de amigas, ou seja, eu, Manu, Carol e Lu. O anti-squad é o grupo de meninas que aparentemente me odeiam por algum motivo não muito claro. Até então o anti-squad era Crystal, Abigail, Thaís e Âmbar. Abigail e Âmbar eram de um grupo enquanto Thaís e Crystal de outro, mas estavam todas juntas no anti-squad. É um pouco confuso...

 -Como não pensamos nisso antes?

 -Devia ter suspeitado. Ela era estranha... Quieta...

 -Ta... Ta... Vamos jantar. Depois falaremos isso com Carol e Lu. Ok? –Manu disse abrindo a porta do quarto e saindo- Estou morta de fome.

 -Não posso. Depois do jantar eu vou conversar com o Guilherme, pelo menos eu espero. –disse ao chegarmos à escada e receber ajuda de um dos guardas pra descer- Mal espero para tirar essa bota do meu pé.

 Chegando no fim da escada uma criada pediu licença e me entregou um pequeno papel.

 “Kylie, te vejo no seu quarto ás 20h. Gui.”

 Sorri com isso e segurei o papel, o escondendo dentro da mão fechada ao entrar no grande salão. Fizemos uma reverencia a toda família real presente e troquei sorrisos com Guilherme. Matteo estava comendo e analisando alguns papéis ao mesmo tempo.

 Sentamos ao lado de Carol e Lu. Manu disse que precisaria falar com elas depois do jantar e eu contei sobre o Guilherme. Percebi os olhares desprezíveis pesarem sobre mim, mas mantive a cabeça erguida.

 -Ela se acha, não é? Ela é próxima de todos os meninos da família real. –ouvi uma comentar.

 -Aposto que é mentira.

 -Menina exibida essa. E chata, por sinal. Podia ir embora.

 -Não liga para as invejosas. –Carol disse colocando a mão no meu ombro sorrindo.

 -Nunca liguei.

(...)

 Era 20h. Minhas criadas vieram correndo para me arrumar antes de Guilherme chegar, mesmo que eu dissesse que era apenas o Guilherme e não Matteo.

 -Ele é da família real! Precisa estar magnífica. –Clarice disse retocando minha maquiagem.

 -Sabem que eu não vim aqui para me casar com ele, né? –brinquei e as três riram.

 Eu fiquei conversando com as minhas criadas até ouvir uma batida na porta. Me levantei para abrir a porta, mas Tiana foi mais rápida.

 -Alteza. –e as três fizeram uma reverencia.

 -Obrigada, meninas. –ele disse- Podem agir... Normalmente.

 -Obrigada, alteza. –Tiana ficou meio desconcertada, ela era a mais nova das criadas e eu vi um brilho diferente em seus olhos quando Gui entrara.

 -Querem alguma coisa? –Berenice disse acertando a postura.

 -Sorvete. –falamos praticamente juntos.

 -Você também? –disse rindo- Pensei que era apenas eu e Matteo que éramos viciados.

 -Segredinho de estado... –ele disse se aproximando do meu ouvido- Eu que viciei o Matteo em sorvete.

 Rimos juntos e eu percebi o desconforto das criadas.

 -Duvido. Ele é mais velho.

 -Pois é... Ele era chatinho. Acho que a culpa era dos pais dele, mas foi só passar uma temporada comigo que viciou.

 -Qual o sabor? –Berenice perguntou.

 -Chocolate. –disse sorrindo.

 -Para mim de chocolate branco.

 -Nossa... Chocolate branco... Qual o preconceito com o chocolate normal?

 -Nenhum, mas chocolate branco é meu favorito.

 -Já vamos trazer. –Berenice disse puxando as outras duas criadas para fora do quarto e sussurrando em seguida- Vamos deixar os dois sozinhos.

 -Olha... –eu disse me sentando na cama e o convidando a se sentar também- Bernardo te contou o que aconteceu mais cedo?

 -Não. –ele ficou sério- Eu só o vi no jantar e ele estava quieto. Muito quieto... O que aconteceu?!

 -Calma, não foi nada muito sério.

 Eu contei tudo o que havia acontecido e quando acabei as criadas trouxeram nossos sorvetes. Agradeci.

 -Oh Kylie... –ele colocou o braço sobre meu ombro, me abraçando- Não precisa se preocupar. Ele logo vai ficar bem. Ele só deve ter ficado surpreso ou imaginado algo bem ruim.

 -Ele saiu chorando... Eu fiquei preocupada.

 -Ele é dramático e ficou assustado. Não devia saber que isso acontecia. Eu sabia, mas quando descobri também não fiquei muito bem.

 -Porque não contou ao seu irmão?

 -Meu pai não permite... Ele... –ele desviou o olhar para o chão- Ele consegue ser bem mau quando precisa...

 -O que você quer dizer com isso?

 -Ele é doido! –ele gritou se levantando e os olhos ficando cheio de lágrimas- Tudo tem que ser como ele quiser e se não é... Ele parte para a agressão. Eu sofro com isso, minha mãe sofre... Meu irmão nem tanto, porque ele é o queridinho. Afinal, ele é o futuro rei.

 -Gui... –me levantei, coloquei o pote de sorvete na escrivaninha junto com o dele e o abracei que começou a chorar- O que esse homem faz?

 -Não queira saber. Eu tento fazer tudo certo para evitar, mas... Meu irmão faz muitas coisas e praticamente não acontece nada com ele. No máximo uma gritaria.

 -Você podia morar aqui! Fugir dele... Você não merece isso.

 -Não posso... Minha mãe... Ela precisa de mim. Não posso deixa-la passar por isso sozinha.

 -Não vai passar até ele morrer, Gui. Vocês dois podiam fugir para cá talvez...

 -É impossível. Não podemos. Você não entende como foi bom vir para cá. Eu só queria ter trago minha mãe junto.

 -Gui... Eu quero te ajudar...

 -Você está ajudando. –ele disse enxugando uma lágrima- É bom ter uma amiga com quem desabafar.

 -Se eu for à escolhida... Não estou dizendo que vou... Eu prometo que vou trazer você e sua mãe para cá. Ou pelo menos você, já que ter um a salvo é melhor do que nenhum.

 -Obrigada... –e ele, que havia se afastado, passou as mãos pela minha cintura e me abraçou tão forte que até me carregou- Você não tem noção de como você é importante para mim. Obrigada, por tudo.

 -Eu te devo. Você escuta todos os meus desabafos desde que você chegou. Já devia ter começado a fazer o mesmo por você.

 -Eu... Vou lavar o rosto... Se não se importa... –ele disse entrando no meu banheiro.

 -Tudo bem. –e eu peguei meu pote de sorvete para terminar de comê-lo.

 Guilherme é uma das melhores pessoas que eu já havia conhecido. Ele não merece isso. Eu queria tanto poder acabar com o sofrimento dele. Pelo menos aqui ele está seguro e longe daquele monstro que ele tem que chamar de pai.


Notas Finais


Quem não queria ter um Guilherme?
ME ABRAÇA FOFO!!


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