História Em busca do marido perfeito! - Capítulo 22


Escrita por: ~, ~Emeraude e ~Imymemine

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Carolnara, Drama, Naruto, Romance, Sasunaru
Visualizações 569
Palavras 4.862
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie! ^^

Depois de meio século, olha quem voltou!!! \o/ *joga serpentina*

Bem, bem, longas férias eu sei. Aliás, todas nós sabemos. Em nome do trio, gostaria de pedir desculpas pela demora na atualização... na verdade pelo sumiço de todas nós, de verdade. Acredito que quando as meninas virem postar os capítulos delas, vão comentar também. Mas já falo logo. Sabem como é a vida, né?! E sei que como pessoas maravilhosas e compreensivas, vocês vão entender. :*

A boa nova, é que penso eu, agora vai voltar ao normal, já que estávamos escrevendo mesmo assim, agora falta só dois capítulos para serem concluídos, então espero que ocorra tudo bem daqui para frente, sem novos atrasos. Oremos!

Obs: Capítulo narrado pelo Sasuke, vlw!

Boa Leitura! *-*

Capítulo 22 - O meu não namorado...?!


 

Levantei da cama ainda meio zonzo pelo sono, caminhando meio trôpego pelo quarto até chegar à janela e puxar a cortina, sentindo a luz do começo do dia entrar e quase me cegar. Sabem? Eu simplesmente odiava acordar cedo e mais ainda levantar da cama, coisa que nos últimos dias eu tenho feito, e por incrível que pareça, com uma enorme satisfação.

Não pude conter meu sorriso ao vê-lo sair de casa, já arrumado e lindo como sempre, com uma expressão pensativa. Sim, me referia a Naruto. E sim, vergonhosamente, eu toda manhã acordo cedo simplesmente para vê-lo sair para o trabalho, pois era o único momento que conseguia ter algum acesso a ele. Pode ser estúpido, mas eu ficava com um sorriso idiota o dia inteiro só por conta desse momento.

Assim como me sentia culpado também. Pois apesar de ter voltado a trabalhar, e perecendo ter retomado sua rotina, eu sabia que ele não estava mesmo bem. Notava pela sua faceta sempre séria e um tanto distante, sem sorrisos… algumas vezes abatido demais. Eu notava isso, porque Naruto é transparente demais, e algumas semanas atrás, saía dessa casa parecendo com aquelas princesas de contos de fadas, saltitando, balançando o vestido e cantando com passarinhos…

Não que ele usasse um vestido e balançasse… ah vocês entenderam a comparação! Ele estava feliz… pelo menos era o que parecia.

Mas quando a culpa já estava no seu auge, eu lembrava que podia fazer alguma coisa para diminuí-la e tentar trazer aquela alegria de volta. Eu tinha que conseguir isso, era o meu único objetivo na vida; Fazer o Naruto feliz. E não pouparia esforços para tal!

Suspirei depois que ele saiu do meu campo de visão. Voltando-me para o meu quarto, pensando que não adiantaria mais voltar para cama, até porque logo mais teria que encontrar Sakura. Resolvi arrumar tudo e ir me vestir, não demorando muito para está na cozinha fazendo meu café e dando a comida do Boss.

– E então? Vai, não tem como você não ter gostado do espaço. – disse a rosada sorrindo, parando no meio da sala, que seria o consultório.

– Tá, esse tá bom… melhor do que os outros pelo menos. – murmurei e ela fechou a cara, me encarando afrontada – Gostei da localização. – emendei rapidamente.

– Espero que sim, você está me dando muito trabalho com isso. – ficou pensativa por alguns minutos e se voltou curiosa – E por falar em trabalho… o que te leva a fazer isso? Pois que eu saiba, você sempre quis fugir de qualquer atividade que pudesse te “estressar”.

– Ironicamente passei por estresse maior por causa disso. – murmurei e ela me olhou confusa, sorri e dei de ombros – Estou tentando impressionar uma pessoa. Um rapaz que gosto…

– E gosta muito pelo visto, para te fazer trabalhar?! Hum… nunca vi você fazendo algo do tipo por ninguém.

– Ele é especial… e exigente. – sorri comigo mesmo ao lembrar do rosto afrontado do loiro… ai que coisa horrível, estou estupidamente apaixonado por aquele doido sonhador.

– Quem sabe um dia tenho a oportunidade de conhecê-lo. Bem… se você vai ficar com o espaço, vai precisar reformar ele, te recomendo a procurar um arquiteto e planejar…

– Um designer de interiores!

– Ham? Ah também, mas como eu estava falando…

– Não Sakura, um designer! É isso, eu preciso de um designer de interiores! – e a puxei para um abraço, feliz por agora ter um motivo para falar com o Uzumaki. – Tudo bem, pode providenciar os papeis, vou ficar com o lugar.

– Que bom! – soltou com alivio e revirei os olhos, mas ainda com um sorriso nos lábios, faltava pouco. – Nos próximos dias resolvo isso, vou te manter informado, não precisa se preocupar.

– Ok.

 

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A semana havia passado de forma rápida, entre conversas com meu irmão, Sakura e meu pai para fechar negócio. Também Naruto, que simplesmente me dava um bolo todos os dias, e me peguei pensando se paixão é algo realmente bom… digo, quando que eu aceitaria que alguém me tratasse assim?

E como raios eu ainda me dava o trabalho de todas as manhãs fazer aquele café para mandar a ele, quando o mesmo havia me confessado que jogava fora?! Eu simplesmente não sei o que tem acontecido comigo. Era uma sensação nova, desconhecida e realmente boa… que ficou melhor após nossa conversa na minha cozinha.

Ela havia reacendido uma esperança que estava quase morrendo de vez, e ele não poderia me culpar de nada, ele estava alimentando minhas esperanças. Com seu sorriso, com seu olhar intenso e seu trabalho em fazer o projeto… Será que ele realmente acreditou que me enganou?! Uma coisa é certa, Naruto não sabe mentir.

E eu só queria entender porque havia ficado tão nervoso a ponto de não conseguir dormir a noite toda. Ele se referiu a talvez e não confirmou nada, então por que fiquei tão ansioso? Ansioso ao ponto de levantar cedo e me arrumar, fazer o café, da melhor maneira possível, e ir esperá-lo na porta de sua casa.

Parei com meus devaneios e questionamentos quando a porta se abriu e por ela o loiro passou, parecendo despedir-se do seu gato. Soltei um sorriso enquanto me desencostava do carro e me aproximei mais do seu portão, neste momento ele terminou de trancar a casa e virou-se, arregalando um pouco os olhos ao dar de cara comigo.

– Sasuke?! O que você está fazendo aqui?

– Eh… bom dia, vim oferecer uma carona. – respondi sorrindo e ele me olhou confuso – Como estamos indo para o mesmo lugar, pensei que…

– Você não cansa dessa desculpa, não?! – falou fechando a cara e passou pelo portão, ficando frente a frente comigo – Obrigado, mas vou de ônibus mesmo.

Engoli o sorriso, mas que loiro teimoso e orgulhoso. Ele deve ter algum tipo de prazer próprio com isso, só pode! Precisa realmente agir dessa forma?

– Já debatemos sobre esse assunto, não Naruto?! Você realmente precisa discutir sobre isso toda vez? – falei bufando, logo estendendo o copo que tinha em mãos para ele – Fiz pra você, pode aceitar ou vamos debater isso também?!

Ele encarou minha mão, ficando com os olhos claros arregalados quando os voltou para o meu rosto. E era notável a confusão que se passava nos olhos dele, na verdade, ultimamente ele aparentava estar sempre assim. Por fim ele pegou o copo e assentiu.

– Obrigado. – falou e deu meia volta, começando a caminhar.

– Obrigado?! É só isso? – falei meio indignado e ele parou.

– É, quer que eu diga mais o quê? – e voltou-se indagador.

– Ah, sei lá, tipo; poxa amor, que gesto lindo, obrigado!

– Aff Sasuke, você não tem jeito. – revirou os olhos e me deu as costas, parecendo irritado. Ri e corri para alcançá-lo, parando a sua frente.

– Tudo bem, tudo bem. Me desculpe! Qual é, aceita a carona, assim podemos conversar um pouco.

– E o que teríamos para conversar?

– Ah várias coisas… tipo o nosso encontro?!

– Sasuke, não... – e parou suspirando, só então notei que continuávamos andando – Olha, melhor ir com calma, você está forçando a barra. Eu disse que iria pensar e talvez saísse para almoçar, não falei que seriamos próximos e teria encontros, você está atropelando as coisas.

– Podemos sair esse fim de semana, ir ao parque, levamos nossos mascotes, o que me diz? – retruquei, ignorando suas palavras.

– Ham?! Ah Sasuke, tudo bem, se isso fizer você me deixar em paz… estou atrasado para o trabalho. – assentiu e passou por mim, atravessando a rua correndo – Obrigado pelo café!

– Bom dia de trabalho! – gritei de volta sorrindo.

Ele me olhou rapidamente e depois continuou, acabando por tropeçar e seguiu meio atrapalhado. Ri um pouco e voltei o caminho, entrando no meu carro. Enquanto seguia para o prédio onde seria o consultório, pensei no que havíamos falado. Como assim eu estaria forçando a barra? O fato de eu querer uma aproximação seria isso?

Bem, ele aceitou sair comigo, isso que é importante!

 

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Tá, é apenas um passeio no parque, nada de mais… então por que caralhos eu estou tão nervoso? Porra, tô suando, meus pés estão inquietos e por algum motivo meu cabelo resolveu ficar ainda mais desalinhado. Isso pode ser considerado um problema? No mínimo é incomodo. Ele não quer voltar ao normal de jeito nenhum!!!

Ok, deixando isso de lado, melhor me concentrar se estou levando tudo para que fique tudo perfeito. Bem, cesta arrumada, toalha, Boss e eu tomamos banho e me certifiquei da guia dele está em ordem. Meu amigo é sempre tão calmo e delicado… ai, ai…

– Bem, vamos repassar o dito. – falei enquanto prendia a guia à sua coleira – Comporte-se de maneira civilizada, não babe muito no Naruto e tente não irritar o Sr. Flúfos… Isso vale para você também , ouviu amigão?! – falei e ele latiu, já começando a me puxar em direção à porta. Peguei a cesta sobre a mesinha de centro e saímos.

Já do lado de fora, assim que paramos no portão do Uzumaki, Boss pareceu ficar ainda mais animado e eu um pouco mais nervoso. Quando sugeri de fazermos um piquenique e de levarmos nossos animais, realmente torci para que ele aceitasse e para que os dois continuassem se entendendo, Sr. Flúfos tem uma personalidade muito parecida com a do seu dono.

– Bom dia Naruto, Sr. Flúfos! – cumprimentei assim que os vi saindo.

– Oi. – Tão caloroso quanto um iceberg – Nossa, você veio equipado. Fiquei me perguntando se deveria levar alguma coisa.

– Não se preocupe, eu te convidei e fico responsável por tudo.

– Tudo bem. – deu de ombros fechando sua porta, logo atravessando o portão e parando a minha frente – E para onde vamos exatamente?

– Há um parque não muito longe daqui, é um lugar bem tranquilo, acho que vão gostar. – ele assentiu e lhe indiquei o caminho, logo já estávamos seguindo tranquilamente pela calçada.

Não sei como, felizmente chegamos ao parque sem maiores problemas, isso implica no Boss ter se comportado e Naruto não ter desistido no meio do caminho. O incômodo foi que viemos em pleno silêncio de lá pra cá, esse quebrado poucas vezes pelo loiro falando com seu bichano.

– Acho que aqui é um bom lugar, hein?! – falei ao parar perto de uma árvore. Ficaríamos na sombra dela, o que pra mim já era perfeito. – O que acha Naruto?

– Parece legal. Por aqui é sempre tão vazio assim? – indagou olhando para os lados, olhei ao redor também.

– Geralmente não, acho que foi por causa do tempo feio de mais cedo. Provavelmente vai aparecer mais pessoas ao longo da tarde. Bem… pode aproveitar amigão. – soltei a guia e ele não perdeu tempo e saiu correndo. – Bom, então ficaremos aqui, vou arrumar a toalha.

Puxei a toalha quadriculada da cesta e a estendi no chão, logo me sentando e puxando a cesta para perto, começando a tirar as demais coisas de lá. O loiro olhou para um lado e para o outro, para então sentar do outro lado da toalha, ainda agarrado ao gato, e ele não parecia disposto a se aproximar.

– Por que não deixa o Sr. Flúfos passear um pouco também?!

– Porque pode ser perigoso. – fora curto e grosso, o que me fez suspirar.

– Ai Naruto… não quero que fique esse clima ruim entre nós. Fiz o convite para nos divertimos, ter um momento legal… mas se você não quiser, tudo bem, eu não vou te obrigar a ficar aqui.

– Sasuke, tudo isso aqui é estranho e estou confuso. Talvez não tenha sido mesmo uma boa ideia aceitar.

Falou e já se preparava para levantar, eu o mirei alarmado, e estendi a mão, segurando seu braço. Não acredito que ele vai mesmo embora, sem me dar ao menos a mínima chance. O loiro voltou os olhos para mim e engoli em seco antes de falar.

– Por favor, fica.

– Você disse que não iria me obrigar.

– Não estou obrigando, estou pedindo. – Parei por um instante e depois voltei a encará-lo – Pelo menos ouve o que tenho a dizer.

– Tudo bem, mas se eu quiser, posso ir embora depois?

– Se não quiser ficar, eu vou entender.

– Fale de uma vez. – falou, voltando a se acomodar e suspirei sorrindo.

– Olha Naruto, eu já fiz muita besteira nessa vida, coisas que hoje realmente me envergonham. Entre tantas, a pior foi com você, e sabe, você tem todo o direito de me odiar por isso, eu mesmo me odeio por essa atitude. Mas não me arrependo totalmente, foi um jeito desesperado, e errado, de não te perder. Você não pode me culpar por isso… A gente não escolhe por quem ou em qual momento vai se apaixonar.

Seus olhos ficaram arregalados, e depois meio confusos. Ele pareceu ficar sem reação, provavelmente surpreso pela forma direta com que falei. Nossos olhares se encontraram, e não é possível que esse sentimento seja unilateral. Sorri e ele desviou os olhos corando.

– Eu não sou o cara perfeito, mas me dá a chance de te mostrar que posso ser?! Claro, você não é obrigado a corresponder, mas se me deixasse ao menos ficar perto de você, eu já ficaria feliz.

Terminei e ficamos um tempo em silêncio, não era um incômodo, e ele pareceu realmente pensar no assunto. Ficou alguns minutos assim, estes suficientes para Sr. Flúfos sair de seus braços e vir para o meu colo.

– Tudo bem, acho que podemos tentar… ao menos, ser amigos. – falou por fim, e não era bem o que eu queria ouvir, mas me animou do mesmo jeito.

– Isso quer dizer que vai ficar?

– Fui convidado para almoçar, não?! – respondeu sorrindo e assenti também sorrindo – Espero que tenha feito algo decente.

 – Claro! – soltei o gato, que foi se acomodar na grama, onde batia sol, e me voltei para as comidas ao meu lado – Tem sanduiches, suco, trouxe uma torta também e algumas frutas…

– Duvido que você tenha feito uma torta. – me interrompeu rindo e fiz uma expressão afrontada, antes de lhe responder.

– As panificadoras aceitam encomendas, sabia?!

– Ah me desculpe então, tenho que reconhecer que “você fez” a encomenda.

Rimos e peguei um pratinho, cortando o doce e lhe oferecendo, logo cortando um pedaço para mim também.

– Hum, muito boa, tenho que elogiar seu bom gosto. E não sabia que você gostava de doces.

– Algumas poucas vezes cai bem. – retruquei, vendo o Boss voltando – Aqui garoto! – gritei lhe chamando atenção, não querendo que ele atropelasse o loiro ao meu lado, o que deu certo e ele veio até mim – O que você estava aprontando, hein?! – falei enquanto colocava água para ele.

– Você tem muita coragem de deixar ele solto assim. – ouvi Naruto comentar e levantei o olhar para ele.  – Digo, animais são traiçoeiros, nunca saberemos…

– Ele é dócil, mas só fiz isso porque o parque está vazio. – retruquei, vendo meu amigo deitar ao meu lado, descansando, peguei um petisco, lhe oferecendo.

– Hum, é… acho que tem razão. Você não atacaria uma criança, né Boss?!

Indagou e o cachorro foi se chegando nele, até deitar com a cabeça sobre suas coxas, Naruto sorriu, acariciando-o, e era engraçado ver os dois juntos, a visão simplesmente encantadora.

– Nós dois somos bem diferentes da primeira impressão.

– Aposto que não é bem assim. – riu e lhe olhei falsamente irritado, pegando o Sr. Flúfos e o acomodando no colo.

– Ah o Sr. Flúfos sabe que estou falando a verdade, eu sou um amor. Mas não vamos falar mais de mim, se não ficaremos horas aqui, vamos comer.

O loiro concordou divertido e começamos a lanchar, rindo e conversando amenidades. Alguma ou outra brincadeira, coisa que fez o Uzumaki me xingar de pervertido, mas ele não parecia realmente irritado. E era tão bom aquele clima leve e gostoso entre nós, a proximidade, tanto que não pareceu estranho o fato de estarmos tão próximos, sentados lado a lado.

– Ai Sasuke, você só fala besteira... – ele parou de falar quando virou o rosto e se deparou com o meu. Nossos olhares se encontraram, e seus olhos cristalinos são ainda mais bonitos vistos tão de perto, com aquele brilho diferente, que me fascinava. – O que você está…?

– Eu não... – minha boca ficou seca, senti meu coração saltar no peito, ao mesmo tempo que vi suas bochechas ganharem tons róseos e sua boca me pareceu extremamente convidativa.

Não resisti e avancei, tomando seus lábios, senti meu corpo vibrar, uma descarga elétrica atravessando-o de forma rápida e devastadora. Fiquei surpreso e deliciado quando ele começou a corresponder, me dando passagem por entre seus lábios. Nossas línguas envolveram-se e foi estarrecedor. Guiei uma das mãos por sua cintura, enquanto a outra mantinha em seu rosto. O Uzumaki envolveu meu pescoço, me puxando para mais perto.

E toda a atmosfera era simplesmente divina.

Seu beijo é incrível, sua boca é de um sabor delicioso… e eu não sei como descrever o que é finalmente beijá-lo, com ele são e correspondendo. Só posso dizer que esperei e ansiei muito por esse momento.

O loiro afastou-se puxando o ar depois de um tempo, coisa que fiz também, ainda mirando-o com algum fascínio. Então voltando a me aproximar e beijando a lateral de seu rosto, antes de ouvir seu suspiro.

– O que eu estou fazendo? – falou e afastou-se de vez, levantando.

– Naruto?!

– Acho que está na hora de voltar, já está um pouco tarde.

– Ham… tudo bem, só me dê alguns minutos, por favor, e vamos juntos.

Ele assentiu e logo comecei a arrumar as coisas. Me surpreendi quando o vi se abaixar e me ajudar, mas logo soltei um sorriso, que me foi correspondido, porém mais contido. Não demoramos e logo já estávamos saindo do local, um clima ameno entre nós, entre risadas e alfinetadas. Já que Naruto estava levando o Boss, ou devo dizer que era o contrário? Já que ele estava praticamente sendo arrastado pelo cão, enquanto tentava conduzi-lo. Eu vinha com a cesta e o gato, rindo e chamando-o de fracote.

– Ah cale a boca Uchiha. – falou irritado, fazendo um bico, o que me fez gargalhar mais, o achando infantilmente fofo. – Já disse para ficar quieto!

– Tudo bem, me desculpe. Se quiser, pode me dar ele.

– Não, já estamos quase chegando mesmo… ai, calma aí Boss! – ri novamente, só que mais baixo para não irritá-lo mais.

Quando enfim chegamos em frente ao seu portão, ele me entregou a guia do meu cachorro rapidamente e puxou seu bichano para si, murmurando algo sobre ter feito uma boa escolha com relação ao gato, o que me fez ri mais uma vez.

– Obrigado por ter trago-o de qualquer forma. – ditei, e ele me olhou, logo sorrindo.

– Bem, então é isso… obrigado pelo almoço e passeio. – e já se preparava para atravessar seu portão quando o detive.

– Naruto… eh… amanhã vou a uma reunião com o meu pai, e como vou sair cedo também… você não gostaria de ir comigo? – tentei, mesmo que provavelmente sua resposta fosse não.

– Você não desiste não é?! – disse levando uma das mãos a cabeça, balançando-a negativamente e sorri, concordando – Tudo bem, não é como se eu tivesse opção. Vou ficar te esperando.

– Então até amanhã. – impulsivamente me aproximei e lhe dei um beijo na bochecha, logo me afastando e seguindo para minha casa – Boa noite e sonhe comigo.

Virei-me a tempo de ver seu rosto surpreso e corado, sorrindo satisfeito. E provavelmente era eu que passaria a noite com ele em pensamentos, mais uma vez.

 

///////////---EBDMP---///////////

 

E então os dias foram passando, e me vi em uma rotina extremamente prazerosa. Ainda que no começo Naruto estivesse relutante e às vezes um pouco distante em pensamentos, estávamos cada dia mais próximos. Quase todos os dias saíamos juntos para a empresa… e admito que eu não tinha o porquê ir lá com tanta frequência, mas inventava uma desculpa apenas para ter sua companhia.

Algumas vezes almoçávamos juntos, e saímos umas duas vezes para jantar. Todos encontros bem sucedidos, onde finalmente parecia não ter mais aquele clima chato de desconfiança ou alguma irritação. Na verdade eram divertidos, acompanhados de histórias do passado e risadas… e era tão bom conhecer mais dele, ter esses momentos compartilhados.

E o que eu mais temia que me acontecesse um dia, acabou me vindo de forma inevitável; Eu estava idiotamente apaixonado.

Eu estava amando aquele loiro de uma forma tão intensa, que já não conseguia mais me ver sem ele do lado. E cada sorriso dele, cada gesto, cada murmurar irritadiço ou os xingamentos me deixavam alegre e com um sorriso bobo por horas.

Pois é, xingamentos… não era tão fácil deixar velhos hábitos quanto eu imaginei. E sempre que alguma frase mais audaciosa ou sugestiva saia da minha boca, Naruto me atacava e xingava. Mas creio que isso acabou virando piada entre nós, pois depois ficávamos rindo, eu fingia que pedia desculpas, ele fingia que aceitava e que o assunto estava morto… bem, frequentemente nos víamos nessa situação.

Mas era apenas por diversão mesmo, eu não queria e nem esperava algo do tipo dele. Não que não desejasse o loiro, ele é lindo e tem um corpo maravilhoso, mas… aquilo já não era minha prioridade, e na verdade, dentre tantas coisas que eu queria e esperava dele, aquela seria a última, que não faria diferença nenhuma se tivesse ou não. Até porque ele sempre me parece meio desconfortável com o assunto.

Mas eu procurava ignorar isso, principalmente quando o tinha em meus braços. Descobri que melhor do que levar o loiro para o trabalho, era trazê-lo. Já que quando chegávamos a sua casa, nos despedíamos com beijos, algumas vezes um mais intenso, noutras apenas um selo rápido de despedida, o que me deixava pisando em nuvens.

O que me fez pensar se já não estava na hora de oficializar isso de uma vez e nos tornamos um casal. E foi com esse pensamento que fui apanhá-lo hoje, levando-o para jantar. Já estávamos há quase um mês nesse envolvimento ainda indefinido, E isto começava a me incomodar. Eu definitivamente não me conformava mais com a parte de “amigos” como ele disse no nosso passeio de semanas atrás.

– Muito obrigado pelo convite, esse lugar é lindo. – ouvi e saí dos pensamentos, me voltando para o Uzumaki que encarava a orla com fascínio.

– É realmente lindo. – concordei, soltando um sorriso ao mirar seus olhos brilhantes.

Estávamos em um restaurante à beira mar, na área de céu aberto, podendo apreciar a vista deslumbrante do céu estrelado e das águas do mar, que o refletiam. Um lugar tranquilo e romântico, não por acaso a nossa volta estavam outros casais, apreciando também a música, já que uma pequena banda tocava mais ao fundo e alguns se arriscavam dançar no pequeno salão próximo ao palco.

A sobremesa chegou, um tipo de doce a base de damasco, que não prestei muita atenção, apenas pedindo o mesmo que o loiro. Ele não perdeu tempo em saborear, soltando um sorriso satisfeito. Também fiz o mesmo, gostando quando o doce derreteu na boca, e o sabor da fruta e algum creme se sobressaltaram.

– E então Sasuke, como está indo a reforma do seu futuro consultório?

– Está ocorrendo tudo bem, digo, teve alguns problemas com a parte elétrica, mas nada que fosse realmente preocupante. Logo estará sendo inaugurado. – respondi com algum orgulho, vendo seu sorriso abrir mais ainda e ele concordar. Admito que no começo não estava tão interessado assim nesse consultório, mas agora eu estava ansioso e também era uma das minhas prioridades.

– Ainda duvido que você realmente possa ser um bom psicólogo. – comentou depois de um tempo e riu com gosto, o que me fez fechar a expressão.

– Ah, eu me esforcei para me formar, sabia?!

– Corrigiu o TCC quantas vezes? – retrucou rindo mais ainda e não aguentei, acabando por gargalhar também.

– Ah, fico tão feliz com sua confiança na minha capacidade. – disse irônico e ele deu de ombros.

– Sei que se você se esforçar, pode ser sim um excelente profissional. – ditou e o mirei sorrindo, tocado com suas palavras, isso até ele concluir seus pensamentos – Mas é claro que eu não me arriscaria a ser um dos seus pacientes.

– Só porque eu iria te convidar para ser o primeiro. – murmurei com um bico falsamente chateado e ele voltou a gargalhar – Você devia me apoiar!

– Oh claro, me desculpe, você tem razão. Como bom amigo, vou te apoiar e procurar uma cobaia. – falou convicto e ri, assentindo. Novamente, a parte do amigo me incomodando.

Ficamos mais um tempo conversando, para então pedir a conta. Saímos do restaurante em uma pequena discussão, sobre quem pagaria. Bom, normalmente cada um pagava o seu, isso por birra do loiro, mas hoje fiz questão de pagar, já que eu havia convidado e não me deixei levar por seus argumentos, o que o deixou chateado.

Entramos no carro e seguimos em direção ao nosso pacato bairro, dessa vez em um silêncio – não totalmente por conta da música baixa – chato. Virei o rosto e ele encarava a paisagem, parecendo distante em seus pensamentos mais uma vez.

– Você não está realmente irritado por conta disso, não é? Se isso te fizer sentir melhor, da próxima você paga, ok?! – tentei e ele voltou seu rosto para mim, assentiu lentamente e voltou a encarar lá fora.

– Tudo bem. De qualquer forma, obrigado.

Voltamos ao silêncio e este se permaneceu por todo o trajeto, e eu aproveitei para tomar coragem, seria agora que falaria com ele. Esperava que ocorresse tudo bem. Tudo bem que eu pensei muito em como falar e cheguei até ensaiar para esse momento, mas a verdade é que agora que a hora se aproximava, eu estava tão nervoso que poderia esquecer como se respira.

Quando chegamos e parei em frente ao seu portão, saltei do carro e corri para o outro lado, abrindo a porta para ele, que me agradeceu com um sorriso e desceu.

– Quanto cavalheirismo esta noite. – murmurou e me encarou, sorri e fechei a porta, me aproximando e quase o imprensando na lataria do carro – E acho que nos despedimos por aqui, não?! Boa noi…

Não resisti e levei minhas mãos ao seu rosto, o puxando para mim e tomando seus lábios em um beijo. Ele me cedeu passagem e circulou minha cintura com seus braços, nos fazendo ficar mais próximos. E mais uma vez pude apreciar o sabor de seus lábios, sentir toda aquela vibração e emoção do contato, de como seu beijo mexia comigo.

Afastei-me depois de algum tempo, trocando rápidos selos, ainda fascinado pela macieis de seus lábios rosados e de como eles pareciam ainda mais apetitosos depois de um beijo daqueles. Dei alguns passos para trás, tomando ar e pegando suas mãos entre as minhas.

– Sabe Naruto, essas semanas que temos passado juntos tem me sido as melhores da minha vida. – comecei ainda nervoso, logo puxando a respiração mais uma vez – E eu não sei mais me ver sem você ao meu lado, então… você aceita namorar comigo?

Tomei coragem e ergui o olhar para ele, esperando uma resposta, positiva claro. Mas o que vi foi uma careta de confusão, depois os olhos claros dele desviarem para um lado e para o outro, parecendo realmente desconfortável, até que ele puxou suas mãos das minhas.

– Ham… Desculpa Sasuke, como é?

– Perguntei… digo, te pedi em namoro, você aceita? – falei, agora também um pouco confuso.

– Hum… Olha Sasuke, acho que você está confundido as coisas. – disse e inclinei a cabeça, ficando perdido no assunto – Eu não quero esse tipo de relacionamento com você.

– É o quê?! – soltei, alarmado, sentindo um banho de agua fria me atingir em cheio – Ah não, não me diga mesmo que vamos ficar nessa de amigos?! E seriamos o quê? Amigos com benefícios ou ficantes?

– Bem…

– Naruto, o que eu realmente sou para você?

– Ham… você é o meu não namorado…? – falou com um sorriso meio envergonhado e fechei a expressão, que tipo de resposta era essa?

– Que proposta indecente é essa, Uzumaki? – falei ainda incrédulo e meio ofendido, e ele voltou a olhar para os lados, ainda com um sorriso envergonhado.

– É que… olha Sasuke, eu realmente não quero um envolvimento sério com você. Tipo, é legal estarmos assim, eu me convenci a esfriar um pouco a cabeça e sair um pouco de toda a pressão que me sobrecarregava. E eu definitivamente não quero um relacionamento por agora, então pra mim assim tá bom… por isso estou com você, né?!

– Como assim? – perguntei ainda em choque e ele deu de ombros rindo, afastando-se do carro.

– Bem, existe homens para casar e homens para se divertir… e como diz uma música aí, enquanto não acho o cara certo, eu vou me divertindo com os errados mesmo. – ele deu um tapinha no meu ombro e seguiu para seu portão, rindo baixinho. – Boa noite, Sasuke!

E eu fiquei parado ali, ainda assimilando o que me foi dito… ótimo, o Naruto foi sequestrado e colocaram um alien maluco no lugar dele, só pode. Espera… ele me disse mesmo, na minha cara, que eu não sou um homem para se ter um relacionamento sério?! Bufei e me virei, vendo que ele já havia entrado na sua casa… ah mas isso não vai ficar assim, ele não pode chegar aqui, revirar minha cabeça desse jeito e agora me dizer essas coisas. Porque agora eu quero casar!

– Naruto, Naruto… eu vou me casar com você, isso é uma promessa.

...

 


Notas Finais


Quem entendeu a referência, entendeu. Beijos grandes Latino!

Eh Sasuke, tá achando que dinheiro nasce em árvores?! Que Naruto não iria fazer cu doce para apanhar umas formigas? Tá achando que a vida é fácil assim?! Que isso meu irmão?!

Espero que tenham gostado, até a próxima ^^



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