História Em casa, nossa casa! - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Kankuro, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Shikamaru Nara, Temari
Tags Drama, Naruto, Sunagakure, Universo Alternativo
Visualizações 11
Palavras 1.800
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooie! Tudo bom?
Aqui está mais um capítulo da história.
Espero que gostem! ^^

Capítulo 10 - Você ainda não entende...


Nay on*

   Entrei em casa com a minha tia me esperando na sala. Ela se encontrava sentada, com um copo de sei lá o que em sua mão, provavelmente essa não era sua última dose do dia. Ela estava sentava, olhando fixamente para os retratos que se encontravam na parede em sua frente. Eram as fotos da nossa família. Meu pai, minha mãe, ela... Todos estavam ali.

_Onde você estava?_E as interrogações já começaram.

_Eu estava brincando, com um amigo.

_Ok._ “Só isso? Sem brigas, questionários, ou cobranças? Tia, o que está acontecendo com a senhora?”

_Precisa de alguma coisa?

_Eu quero que você tranque a porta do seu quarto, hoje.

_Ele vem essa noite?

_Sim.

   Fui em direção à um pequeno quarto, que ficava nos fundos de casa e peguei uma vassoura. Entrei e comecei à arrumar os quartos, começando pelo dela até chegar na sala. Não estava uma bagunça, mas eu não queria que reclamações do namorado da minha tia estragasse meu dia. Não demorei muito em varrer o chão e guardar algumas roupas que se encontravam no chão, também arrumei sua cama e tentei deixar a sala e o quarto o mais apresentável o possível.

    Depois que terminei o trabalho, fui em direção à cozinha e peguei fiz o jantar. Comemos em silêncio, e depois fui para o meu quarto. Troquei minhas roupas e deitei em minha cama. Ficar ali mergulhada em um monte de lençóis e cobertas era maravilhoso. Depois de alguns minutos no silêncio, eu comecei a me lembrar do dia que tinha se passado. “Você ainda não entende, mas você é alguém muito importante para mim, Gaara.”

      Ontem, quando eu fui naquele oásis, eu não esperava encontrá-lo. Eu estava apenas fugindo da minha tia um pouco. Se bem que eu queria muito conhecer ele já faz um tempo.

   Eu moro com minha tia desde que eu nasci. Minha mãe morreu um tempo depois que nasci, e eu não sei direito o que aconteceu o meu pai. Acho que ele e minha mãe tiveram uns problemas antes dela descobrir que estava grávida de mim, então se separaram. Minha mãe veio morar com minha tia, e depois de um tempo teve complicações na saúde e morreu, eu era mais nova, mas consigo me lembrar do seu rosto. Ela tinha a pele um pouco mais escura que a minha. Seus cabelos eram longos e castanhos, só que diferentemente de mim, ela tinha olhos verdes. Acho que puxei meu pai nisso, meus olhos são castanhos e minha pele é pálida, além de eu possuir sardas na região das bochechas.

   Um pouco depois da morte da minha mãe, e de eu ter começado a me tornar mais independente, eu comecei a procurar tudo que pudesse me lembrar ou contar mais sobre ela. Acabei encontrando alguns diários. E eu acho que puxei bastante ela. Pelo que eu consegui ler no último anos, ela era uma ótima pessoa, com defeitos, igual à todo mundo. Ela parecia ser divertida e engraçada, e pelo que ela disse era bem calculista e séria, na maior parte do tempo, menos comigo e com meu pai. Em um dos diários, encontrei trechos que falavam do relacionamento dela com o meu pai. Eles eram felizes, e se amavam, mas aparentemente brigavam muito, principalmente pelo temperamento da minha mãe. Meu pai parece ser o contrário dela. Ele parece ser extremamente cabeça dura e genioso, e não conseguia expressar muito bem emoções.

   Levantei da minha cama, e me dirigi à uma pequena prateleira, onde eu guardava algumas roupas e escondia os diários da minha mãe. Peguei o último que me faltava ler. Ele fala um pouco sobre as mudanças que ocorreram com a minha tia e meus pais, depois da guerra.

_Mamãe, sinto sua falta!

   Eu li, e reli algumas páginas, tentando memorizar o maior número de acontecimentos possíveis. Mas eu queria era tentar entender. O barulho que minha tia o namorado dela estavam fazendo no quarto ao lado é enorme. Eu pensei em dormir, mas eu não conseguiria. Então guardei o livro novamente, e me deitei em minha cama, mas não sem antes pegar uma bonequinha que era da minha mãe.

_Mamãe, eu fiz um amigo! As pessoas tem medo dele, mas acho que elas estão exagerando, não é?_Eu sempre conversei com aquela bonequinha. Sei que parece um pouco infantil, mas eu ainda sou criança.

   De acordo com a minha tia, eu herdei o jeito calculista da minha mãe, e o gênio do meu pai. Isso explica bastante coisa. Desde que eu era menor, eu já era um pouco mais madura do que as outras crianças. Isso acabou fazendo com que eu não conseguisse fazer muitos amigos, por ser ‘chata’ de mais. Porém eu nunca me importei muito com isso. Agora, muito menos. Eu tenho o Gaara, o que é mais do que o suficiente.

   Com o passar do tempo, o barulho do quarto ao lado foi diminuindo, então comecei a me preparar pra dormir. Me deitei, e fiquei esperando o sono chegar, o que demorou um pouco.

   Eu acordei no dia seguinte, com o sol entrando por uma pequena janela do meu quarto. Me levantei, arrumei minha cama e fui em direção ao banheiro. Cheguei e me deparei com ele, o que é bem estranho. Ele sempre vai embora no amanhecer.

_Oi menininha! Como é que você está?_Ele disse isso, bagunçando meus cabelos com sua mão. Minha tia diz para eu não falar com ele. Não entendo direito o porque. Ele parece ser legal, de vez em quando.

_Oi.

_Eu preciso voltar pra sua tia, então tchau!_Ele saiu andando, e entrou no quarto da minha tia.

   Tomei banho, escovei os dente. Depois, fui à cozinha e fiz o café da manhã. Arrumei a mesa para eles, tomei minha parte e sai de casa. Ontem eu não combinei nada com o Gaara, acho que ele precisa fazer alguma coisa hoje, não sei. Fui em direção à parte de trás da casa. Era onde eu costuma treinar. Arrumei tudo e comecei.

   Primeiro, lançamento de shurikens. Eu tenho melhorado bastante nisso, e acabo fazendo mais como aquecimento agora. Porém não deixo de tentar desenvolver. Pego três alvos e posiciono eles, cada dia tento colocá-los de forma que eu precise fazer curvas para acertá-los. Peguei seis shurikens. Comecei a dispará-las. A primeira ia em direção ao alvo que estava posicionado entre a parede da casa e seu telhado. Minha tia disse para eu observar a trajetória, e quando a shuriken tivesse percorrido 2 terços do percurso, disparar uma segunda, que faça com que ela modifique sua direção. As primeiras 7 tentativas foram falhas.

   Depois de tentar mais algumas vezes, eu finalmente consegui. Como ultima parte desse treino, peguei outra shuriken e lancei, como eu já tinha me acostumado com a velocidade e o espaço, acertei ela no momento certo com a outra. O único problema foi que eu direcionei ela para um ângulo diferente. Bem irônico.

   Até a hora do almoço, continuei treinando. Quando acabei, guardei todo o material e fui tomar outro banho. Depois, encontrei minha tia fazendo o almoço. Conversei um pouco com ela, sobre o treino. Ela disse que eu parecia estar indo bem, e que com a minha entrada na academia, daqui uns anos eu já estaria trabalhando como kunoichi.

_Acho que você conseguirá se formar mais rápido que eu. Isso é bom...

_É, eu quero me tornar uma boa kunoichi.

   Almoçamos juntas. Logo em seguida fui em direção ao oásis, mesmo sem esperanças de vê-lo lá. Eu só queria ir para lá. Quando eu cheguei lá, eu me deparei com ele. “Ele sempre chega primeiro!” Seu corpo estava sentado, com a cabaça ao seu lado. Me aproximei devagar, tentando fazer menos barulhos possível.

_O-oi!

_Oi!_Ele parecia estar me esperando. “Que bom!”

_Você está aqui desde quando?

_Faz alguns minutos..._Ele olhava para o lago, enquanto a luz do Sol tomava conta do seu corpo.

_Ahh sim. Como foi seu dia?

_Eu treinei com meu pai. Mas não sei se consegui ir muito bem...

_Calma, aposto que você não foi tão mal. E se foi, qual o problema? As pessoas só se tornam fortes quando estão de frente para um desafio. _Ele então olhou para mim, e abriu um sorriso. Era lindo._Quer ajuda, para treinar?

_Si-sim.

_Ok... Vamos começar!

_Tá bom!

   Treinamos. Ele era bastante habilidoso coma areia, mas podia melhorar bastante. Claro, somos crianças. Ainda temos tempo.

   As semanas que seguiram foram de treinos e brincadeiras regulares, além de muita conversa. Nenhum dia parecia ser igual ao outro. Ele sempre parecia ter algo para contar, e eu sempre tinha uma idéia para retrucar. As vezes, quando treinávamos discutíamos os nossos planos para o futuro. No fundo, não éramos tão diferentes. E ele não era nada parecido com o monstro que todos falavam que ele era.

   Quando chegou a minha entrada na academia, Gaara compareceu para me dar os parabéns. Espero nunca esquecer desse momento. Eu estava lá, com a minha tia. Havia pais, professores e crianças por todos os cantos, e o Quarto também estava lá. Me lembro de olhar pra ele, e perceber as semelhanças entre ele e o Gaara, mas mesmo assim, eles ainda eram bem diferentes. Todos estavam conversando, alegres. Só que depois de um tempo, a conversa começou a baixar, até chegar aos murmúrios. “Ele deve estar aqui.” Me soltei de minha tia, e comecei à procurá-lo. Depois de alguns minutos, parecia que tudo tinha sido algo da minha imaginação. Então voltei para minha tia. Ela me deu um bronca, mas nada muito grande. Depois da cerimônia, fui correndo para casa.

   Sim, agora ali era nossa casa. Era onde a gente podia ficar, sem as outras pessoas incomodando. Entrei por entre as árvores e os arbustos, até chegar no campo. Não tinha ninguém lá. “Talvez alguma coisa tenha acontecido!” Comecei a ficar preocupada. Pude sentir meu pulso. Ele não era obrigado à estar sempre ali, mas ver ele era o que eu mais queria naquele momento. Mas quando eu me virei, e acabei me dando com um lindo lírio-impala. Ele se estendia até à mim. Ele estava ali! "Obrigada!" Minha vontade era de chorar, mas eu já estava abraçando ele, quando me dei conta. E ele retribuiu. “Me desculpa!”

   Eu queria muito que todos da aldeia pudessem ver ele com os meus olhos. Seria tudo mais simples. Ele era um pouco tímido, e quieto. Podia parecer frios as vezes, mas isso não era um décimo da pessoa que eu via nele. Ele não tem culpa de nada. Espero poder nunca me separar dele...

   Os próximos meses começaram a me cobrar mais tempo, assim como dele. Porém isso não impediu da gente de ver. Eram raras as semanas que não conseguíamos nos ver. Era bom. Principalmente por que ele se tornou meu melhor amigo.

   


Notas Finais


Obrigada por terem lido até aqui! ^^


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