História Em família - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Eliane Giardini
Personagens Eliane Giardini
Tags Antônio Fagundes, Eliane Giardini, Werner Schunemann
Visualizações 123
Palavras 3.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


As surpresas estão chegando!!!
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Capítulo 16 - Capítulo 16


Fanfic / Fanfiction Em família - Capítulo 16 - Capítulo 16

Deitei na cama e senti cada parte do meu corpo pegar fogo. Nunca senti algo assim por ninguém. Eu queria agarra-lo e ficar em seus braços para sempre. Tive muito mais prazer em algumas carícias com Gustavo do que em anos de relação com Antônio. Ele se importava comigo, sentia seus cuidados e agora eu tinha confirmado que o desejo dele também existia. Mas era uma questão moral. Eu não podia ficar com o meu cunhado bem de baixo do teto em que o meu marido dormia. Mesmo me forçando a pensar nisso, no fundo eu sabia que a traição já estava consumada. Afinal, era só em Gustavo que eu pensava e se eu ainda transava com Antônio é porque fingia que era seu irmão. Ir além só completaria o ato. Como seria daqui pra frente? Como teríamos coragem de nos olhar depois de hoje? Quase não dormi nessa noite. Meu sentimento de felicidade, se misturava com medo. Acordei cedo, antes mesmo de Antônio. Troquei de roupa e passei pelo quarto de Alice. Ela estava dormindo. Sentei na beira da cama e fiz carinho em seu rosto, me lembrando do pedido de aniversário que ela fez. Depois a deixei dormir e sai do quarto. Maria estava preparando a mesa do café - Caiu da cama? - Riu pra mim - Deve ter sido - Brinquei - O Gustavo já saiu pra correr? - Sentei - Já, sua irmã foi junto - Respondeu - Como assim a Manoela foi junto? - Falei exaltada - Ela passou aqui com roupa de ginástica, comeu waffle com ele e foram no carro dela - Mordi com raiva um pedaço de pêra - A Manoela é uma oferecida! - Falei irritada mas Maria nem percebeu meu ciúme porque também estava brava - Desculpa falar da sua irmã dona Laura, mas é mesmo. O jeito dela atrás do seu Gustavo - Balançou a cabeça e senti meu sangue ferver de raiva. Nosso assunto foi cortado, pois Antônio chegou - Bom dia - Veio me dar um selinho mas virei o rosto e pegou na minha bochecha - Bom dia - Respondi séria e peguei o jornal pra ler. Alguns minutos depois Alice apareceu sonolenta e veio querendo meu colo - Good morning - Esfregou o olho e afastei a cadeira. Ela sentou de frente com as pernas em volta de mim - Escovou os dentes? - Yes - Me abraçou - Esse cabelo está todo bagunçado, a tia vai prender - Ela assentiu, enrosquei os dedos em seu cabelo e prendi em um coque. Ela ficou agarrada em mim com a cabeça deitada em meus seios - Tá com fome? - Beijei sua testa - Uhum - Falou dengosa - Senta aqui do lado, vou pedir seu café pra Maria - Puxei a cadeira do lado pra mais perto de mim - I love you tia Laura - Falou carinhosa. Ela falava isso todo dia pela manhã e antes de dormir. Meu coração se acalmava cada vez que ouvia - I love you too - Beijei seu nariz e servi seu suco - E eu? Você me ama também? - Antônio perguntou rindo - Não, só a tia Laura, meu daddy, minhas botas e a caixinha de música - Foi contando no dedo e gargalhei da cara de Antônio que ficou emburrado - Você também tem que amar a vovó, a titia, o Antônio, os seus presentes novos de aniversário que você ainda não abriu - Falei e ela negou - Eu gosto deles mas amo só vocês que eu falei - Ri outra vez - Hum, my princess - Beijei sua bochecha - Eu adoro a tia Laura falando em inglês - Encostou a cabeça em mim e sorrimos - Agora come - Apontei pro prato. Gustavo logo chegou da caminhada - Daddy!! - Alice bateu palma quando o viu - Wonderfull - Abaixou e a beijou - Caminhando em pleno domingo? - Antônio falou - A Manoela apareceu aqui pronta, a acompanhei - Falou sem me olhar - Que legal. Fico feliz que vocês estão se entendendo - Falei irônica e bebi mais suco. Gustavo não respondeu e Antônio falou por cima - O jantar de hoje está de pé?  - Está, a Manu está empolgada - Respondeu o irmão e balancei a cabeça ao ouvir "Manu" - Vou fazer as reservas - Antônio falou e concordamos. Gustavo sentou e continuou conversando com o irmão, não me olhou, nem dirigiu a palavra a mim em momento algum e me senti como nos primeiros dias em que ele chegou. Mas eu estava tão irritada por sua aproximação com Manoela, que talvez tenha sido melhor assim. Não lembrava quão amargo é o gosto do ciúme. Não queria sequer imaginar a hipótese das mãos dele no corpo de outra mulher. Muito menos no da minha irmã. Depois do café subi com Alice para o quarto dela e terminamos de abrir os presentes. Gustavo apareceu na porta do quarto mais de uma vez, mas quando via que eu ainda estava lá, voltava. Depois disso fui para meu quarto e para meu desprazer recebi uma ligação da Manoela - Vermelho ou preto? - Perguntou - Que? - Falei sem paciência - Devo ir de vestido vermelho ou preto no jantar? - Revirei os olhos - Não precisa ir tão arrumada. É só um jantar Manu - Respondi - Eu preciso estar perfeita, Laura. Gustavo e eu quase nos beijamos mais cedo. Preciso estar impecável pra ele não resistir - Ao ouvir essas palavras, senti inveja dela. Por ser livre, corajosa e poder ficar com quem queria - E por que não beijaram? - Perguntei - Ele precisava ir embora - Respondeu e ri mentalmente por uma desculpa tão esfarrapada - Vai com o preto - Sugeri - Mas ele é muito fechado - Respondeu - Mas é mais bonito.  Agora tenho que desligar, o Antônio tá me chamando - Menti - De hoje seu cunhadinho gostoso não me escapa - Falou efusiva e ignorei - Até mais tarde Manu. 

O dia passou rápido, almoçamos na casa de minha sogra e Alice ficou por lá para irmos ao jantar. Não estava nenhum pouco animada para essa saída, mas seria desfeita não ir. Coloquei brincos grandes, deixei o cabelo soltou e vesti um vestido longo, porém simples, era leve, de alças com um decote em V. E calcei uma rasteirinha - Cadê a chave do seu carro? - Antônio entrou no quarto - Ali - Apontei - Mas por que não vamos com o seu? - O seu é pro Gustavo ir buscar a Manoela - Mas a Manu tem carro - Eu não sei o que eles combinaram, vou emprestar - Respondeu - No seu carro cabe todos, por que ir em dois? - Falei brava - Laura, eles tão se conhecendo. No carro com a gente não vão poder se conhecer tão intimamente, se é que me entende - Riu da própria piada e fiquei séria - Deixa eles - Falou e saiu com a minha chave. Rapidamente terminamos de nos arrumar e em pouco tempo chegamos no restaurante. Antônio e eu fomos os primeiros. Sentamos na mesa reservada próxima a janela e pude ver quando Gustavo abriu a porta do carro pra Manoela. Ela não seguiu a minha dica e apareceu com o vestido vermelho, totalmente aberto nas costas - Chegaram - Falei e bebi mais vinho - Vou sentar do seu lado - Antônio veio ao meu lado e quando nos encontraram,  Gustavo sentou em minha frente e Manoela ao lado dele - Boa noite, a mãe mandou beijo - Manu falou - Obrigada, amanhã cedo ligo pra ela - Sorri - Já começamos com o vinho - Antônio apontou - Uma boa pedida - Gustavo sorriu. Começamos a conversar mas ele não olhava pra mim e evitava me responder diretamente. Ele não tinha direito de estar assim comigo, eu ficava revoltada pensando nisso e tudo piorava quando o via ao lado de minha irmã. Mas depois de umas taças de vinho, o clima foi se tornando mais agradável e tentei controlar meu ciúme. Eu estava mais alegre por conta da bebida e Gustavo também ficou um pouco alterado, voltou a sorrir, até já falava comigo normalmente e se antes não me olhava, agora olhava até demais e passamos a conversar - Quando eu cheguei a Laura me chamou de mal educado - Apontou pra mim e riu - Chamei mesmo, o Gustavo era insuportável. Só reclamava daqui - Respondi rindo e Manu apenas nos olhou - Você que é patriota demais - Me provocou - E tô ensinando a Alice a ser também - Apontei - Ela nem nasceu aqui - Ele riu - Mas estou ensinando mesmo assim - Ri - Ela já está com o seu jeito - Balançou a cabeça - Viu? - Pisquei - Você que esqueceu das suas raízes - Fiz careta - Não esqueci não, só gosto de te provocar porque é fácil te irritar - Brincou - É? - Perguntei e ele asssentiu com um sorriso. Bebi mais vinho e o olhei sorrindo também e percebi que nós dois estávamos falando tanto que Antônio e Manoela acabaram ficando quietos - Chega de vinho, Laura - Antônio sussurrou no meu ouvido e fingi não ouvir - Se eu fosse você, tirava a Alice de perto da Laura - Manu riu e Gustavo a olhou sem entender - Se ela já está pegando o jeito dela, daqui a pouco vai ficar careta - Riu de novo e a olhei séria - Manoela... - Revirei os olhos - Por que? - Gustavo sorriu - A Laura sempre foi a mais chata da família, toda certinha - Manu gesticulava e eu estava a ponto de voar nela - Isso é verdade, mas eu gosto - Antônio riu - Quando éramos mais jovens, os mais gatos ficavam no pé dela e ela espantava todos porque sempre fez a linha recatada - Apontou - Fala de você, pra que ficar falando de mim? - Falei séria pra Manu - Gostei de saber que minha cunhada fazia sucesso - Gustavo descontraiu mas não ri - Passei muito ciúme com ela - Antônio reclamou - Ao invés de aproveitar essa beleza toda, ela resolveu casar apaixonada - Percebia Gustavo me analisando enquanto ela falava e queria saber o que ele estava pensando - A Manoela é uma péssima influência - Antônio riu - Sabe o que a Alice fala? - Gustavo olhou pra Manu e mudou o assunto ao perceber meu desconforto - Que a Laura é uma rainha - Manu olhou - Então nesse caso eu sou a princesa, porque sou a irmã mais nova - Enroscou o braço no braço de Gustavo e encostou a cabeça no ombro dele. Todos riram do comentário - No caso a Alice é a princesa - Falei e ri disfarçando minha irritação - Se a Laura é a rainha, eu sou o rei - Antônio me abraçou de lado e beijou minha bochecha e assenti. O garçom nos trouxe o menu - Laura, o que eu peço? - Gustavo me olhou - Hum, tem um risoto de camarão ótimo aqui - Me inclinei na mesa pra mostrar - Você vai pedir o que? - Me olhou - Ravioli - Respondi - Então vou querer ravioli também - Sorriu pra mim - Você vai gostar - Balancei a cabeça e Antônio puxou meu braço - Amor, olha aqui, a salada que você gosta - Falou pra desviar minha atenção e apenas assenti depois de ler - Ravioli é sem graça, pede um filé - Ouvi Manu falando - Vou experimentar o ravioli mesmo - Gustavo respondeu e a olhei com meio sorriso. Fizemos os pedidos e jantamos. Todos já haviam terminado menos Manoela - Olha Guto, o que você perdeu - Cortou um pedacinho da carne e levou até a boca dele que riu antes de comer - Hum, muito bom mesmo - Limpou a boca no guardanapo - Toma - Ela deu outro pedaço - Calma - Ele segurou a mão dela e só depois pegou a csrne do garfo, foi demais pra mim ver essa cena, não conseguia mais controlar o turbilhão que estava dentro de mim - Vou ao banheiro - Tirei o guardanapo no meu colo e Antônio me deu licença. Cheguei ao toalete, parei em frente ao espelho e respirei fundo. Estava completamente enciumada, mesmo sem ter direito algum e por isso a noite estava péssima para mim. Enrolei alguns minutos e quando voltei para mesa, notei que Manoela estava com a mão na coxa de Gustavo, ela o apertava descaradamente por baixo da mesa, pude ver nitidamente antes de voltar ao meu lugar. Já não conseguia disfarçar minhas expressões. Sentei na mesa com raiva e tomei mais vinho em silêncio. Nesse meio tempo Manu comentou alguma coisa no ouvido de Gustavo e ele sorriu. Antônio me abraçou pelo ombro e encostei nele. Depois Gustavo respondeu algo no ouvido de Manoela e ela riu mais alto. Me soltei de Antônio ao ver isso - Eu quero ir embora - Falei pra ele - Mas já? Nem comemos a sobremesa - Manu voltou a atenção para nós - Fica mais - Gustavo pediu - Eu tô com enxaqueca, quero ir - Falei olhando séria pra Antônio - Espera minha sobremesa chegar - Respondeu - Então eu vou de táxi, estou com dor. Enquanto eu falava com Antônio, Manu comentou outra coisa no ouvido de Gustavo e ele segurou a mão dela, não aguentei ver a atitude partir dele - Vamos! Eu quero ir agora - Levantei - Calma Laura, nós já vamos - Antônio deixou o dinheiro da nossa parte e segurou minha mão - Boa noite - Falei séria pra eles e responderam sorrindo - Lembra que não tem hora pra entregar o carro - Antônio falou malicioso e o empurrei - Vamos Antônio! - Falei séria outra vez. Ao sair pude ouvir um comentário de Manoela "A Laura sempre foi assim. Tem que ser tudo do jeito dela, de certo o Antônio falou alguma coisa que ela não gostou". Respirei fundo para conseguir ignorar e fui embora. Vim o caminho todo com a mão na cabeça e encostada no vidro - Quer passar no pronto atendimento? Você bebeu muito vinho, com certeza foi isso - Passou a mão por minha coxa - Não, só quero minha casa - Falei com a voz embargada - Você tá chorando? Eu vou te levar ao médico - Falou preocupado - Só me leva pra casa, eu tô com dor, só isso, por favor - Falei chorando e no fundo eu realmente estava com dor, muita dor. Mas não era dor fisica, era dor de raiva, ciúme, inveja. Dor por não poder ter o que eu queria e ver sendo tirado de mim, sem que eu pudesse ao menos reclamar ou lutar. A dor da infelicidade de estar indo embora com um homem que pra mim não significava mais nada e ver quem eu amava nos braços de outra pessoa. Doía imaginar pra onde os dois iriam ou o que fariam no meu próprio carro. Doía saber que pra não ficar comigo, talvez ele se envolvesse com ela. Minha cabeça estava a mil e as lágrimas saíam sem eu conseguir controlar - Calma, já estamos chegando - Não tem como passar pra pegar a Alice? Eu quero ela - Chorei mais - Você tá passando mal, ela não vai resolver nada, já são meia noite - Respondeu bravo - Por favor, Antônio - Pedi fazendo drama e ele ligou pra mãe dele. Alice não estava conseguindo dormir lá e pelo o que ele falou, sua mãe achou até bom ir busca-la. Quando chegamos em casa, fingi tomar um remédio. Antônio foi deitar irritado porque preferi ficar no quarto de Alice. Sentei na cama e ela se acomodou entre minhas pernas enquanto eu fazia uma trança em seu cabelo - Cadê meu daddy? - Pergutou enquanto a música da caixinha tocava - Saiu com a minha irmã - Respondi triste - Ele não gosta dela - Virou pra me olhar - Eu acho que gosta, eles ficaram juntos o tempo todo e ele ri com ela - Desabafei - O daddy gosta de outra pessoa - Falou convicta - Como você tem tanta certeza? - Ele já me disse - Passou a mão por sua trança e ajoelhou de frente pra mim - Tia, você é tão linda, deixa eu arrumar seu cabelo também - Sorri - Tá, arruma bem bonito - Deitei a cabeça na perninha dela - Seu cabelo é... é como mesmo? - Enroscou o dedo no meu cacho - Encaracolado - Ri - Isso, encaracolado. Seus olhos são verdinhos - Passou o dedo em meu rosto - Meu daddy gosta de você - Apertou meu nariz - Por que você disse isso? - A olhei - Porque ele gosta, mas você tem namorado - Falou séria - Para de inventar coisas pra mim - Apertei o nariz dela também - E seu namorado é feio - Ela riu e tapou a boca - Ele é gordinho igual o gru - Gargalhei ao ouvi-la - Você é malvadinha - Fiz cócegas nela e depois deitei ao seu lado, até fazê-la dormir. Alice me deixava leve e feliz. Fazia brotar um lado em mim que eu desconhecia antes de sua chegada. Depois que ela dormiu, fui para meu quarto e Antônio também dormia. Vesti um camisola e desci. Senti falta do cheiro do chá de erva doce e de encontrar Gustavo sem camisa, lendo alguma coisa enquanto me esperava. As palavras de Alice me confortaram mas conforme o tempo foi passando, o desespero tomou conta de mim outra vez. Já era madrugada e nem sinal de Gustavo. Eu conhecia muito bem minha irmã e sabia o que já deveria ter acontecido há essas horas. Continuei sentada no sofá da sala, no escuro, esperando por ele. Cada minuto passava como hora e minha imaginação aflorada pelo ciúme, me pertubava a cada segundo. Estava deitada, quase cochilando e um tempo depois ouvi o barulho do meu carro. Rapidamente me sentei, respirei fundo e me preparei para as perguntas que estava prestes a fazer.



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