História Em família - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Eliane Giardini
Personagens Eliane Giardini
Tags Antônio Fagundes, Eliane Giardini, Werner Schunemann
Visualizações 122
Palavras 2.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


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Capítulo 22 - Capítulo 22


Fanfic / Fanfiction Em família - Capítulo 22 - Capítulo 22

 

- Como assim? - Acordei assustada e sentei na cama - Gustavo!  - Era a voz de Antônio - Nós estamos ferrados - Sussurrei quase sem som - O que? - Ele respondeu - Abre a porta - Antônio falou alto - Vai pro banheiro, não sai de lá - Gustavo sussurrou e fui juntando minhas coisas do chão. Meu coração estava acelerado, o medo de ser flagrada fazia a adrenalina correr em minhas veias. Entrei no banheiro, fiquei atrás da porta e Gustavo abriu depois de vestir a cueca - Eu ainda tinha alguns minutos pra dormir - Falou reclamando - A Laura comentou com você se ia sair? - Ouvi - Não sei. Por que ela me falaria? Ela não está lá em baixo? - Não - E no jardim? Deve estar lá fora - Guto falou - A Maria não encontrou ela aqui em lugar nenhum e o carro dela está na garagem - Reclamou - Mas você mesmo olhou?  - Perguntou cínico - Não só a Maria, mas vou ver lá em baixo - Vesti o baby doll enquanto eles conversavam. Sentia meu corpo trêmulo pelo susto, eu precisava sair dali - Laura? Rápido - Ouvi o sussurro de Gustavo e sai do banheiro - Vai pro quarto da Alice - Andei rápido e antes de passar pela porta ele segurou minha cintura - Foi a melhor noite da minha vida - Me deu um selinho - Da minha também - Sorri e fui sair mas ele me segurou de novo - Fica comigo - Me deu outro selinho - Para, me deixa ir. Você tá louco? - Ele riu do meu desespero e fui para o quarto ao lado. Entrei de baixo da coberta de Alice e a abracei. Senti um alívio por conseguir fugir, mas meus batimentos e minha respiração continuavam acelerados. O que eu estava fazendo? 

Apertei Alice bem forte contra mim, como se me sentisse protegida assim - Tia, o que foi? - Falou sonolenta - Eu dormi com você - Sussurrei em seu ouvido - Dormiu? - Sim, de madrugada eu vim pra cá. Eu venho todo dia. Gosto de dormir abraçadinha com você - Sussurrei no ouvido dela - Eu também, mas posso dormir mais? - Resmungou -- Pode dormir, tem mais 15 minutos - Fechamos os olhos e ela segurou minha mão. Em seguida a porta do quarto foi aberta com força - Laura!!! - Antônio me chamou - Que? - Tirei o braço do meu rosto e virei a cabeça para vê-lo - Onde você estava? - Falou grosso - Como aonde?  Você não tá vendo? Aqui Antônio e fala baixo vai acordar a Alice - A Maria disse que veio aqui duas vezes e você não estava e não estava no banheiro também. O que aconteceu? - Apontou - Onde eu ia estar? - Ele ficou quieto e Alice abriu os olhos também - A tia Laura dorme abraçadinha comigo todo dia - Alice resmungou - Mas a Maria veio cedo aqui mais de uma vez e você estava sozinha - Chama a Maria aqui, ela está louca? Quero ver ela falar na minha frente que eu não estava aqui - Levantei da cama - Não, não é pra tanto - Falou baixo - Agora eu quero saber dessa história - Respondi irritada com muita cara de pau - Calma, Laura. Ela deve ter se confundido. Vamos tomar café - Falou mais calmo - Vou me arrumar e ajudar a Alice - Ele concordou e saiu - Te amo - Me inclinei sobre Alice e falei dando vários beijos nela, por mesmo sem saber, sua fala havia me ajudado - Te amo, te amo, te amo - Repeti aliviada e ela riu me abraçando - Vai tomar banho que eu ja venho - Pedi e ela levantou bem humorada. Tomei um banho demorado, lembrando de cada momento da minha noite. Meu corpo estava dolorido e o banho quente me relaxou. Essa sensação de felicidade me invadia e eu só conseguia pensar no lado bom de toda essa loucura. Quando Alice e eu descemos, Gustavo e Antônio estavam tomando café. O clima entre eles não andava bom por conta da empresa mas tentavam disfarçar - Não tem mais bacon - Alice reclamou - Come com presunto, bacon é péssimo pra saúde - Peguei uma fatia pra ela - Tia... - Alice começou com a manha - Nem ouse chorar - Guto apontou o dedo - Mas eu não quero com presunto - Cruzou os braços - Olha pra mim - Chamei - Não!!! - Reclamou - Eu não estou brincando,  Alice - Falei séria - Eu não quero e não vou! - Ela falou com birra e me olhou fazendo careta, cheguei com o rosto mais perto do dela - Só tem presunto, e é o que você vai comer. Entendeu? O que nós já combinamos em relação a isso? - Coloquei o presunto no seu pão - Não tia! Não quero! - Retrucou - Se você não gostar eu troco por peito de peru - Continuei séria - Mas... - Tentou falar - Alice, não é brincadeira. Você quer ficar de castigo? É isso? - Falei firme - Sorry! - Resmungou emburrada mas comeu e voltei a atenção pro meu café - Você não é mãe dela, Laura. Não tem que falar assim - Antônio reclamou - Eu e ela temos um combinado - Respondi - Não importa, ela é do meu sangue e eu não faço isso... - Gustavo o interrompeu - A Laura está certa em falar assim. Ela faz parte da vida da Alice e passam o tempo todo juntas, ela tem o direito de corrigir também - Guto falou e bebeu café - Fazer parte é uma coisa, comandar a criança é outra - Onde você quer chegar com esse assunto? - Falei séria - Em nenhum lugar. Deixa pra lá - Segurou minha mão e me olhou - O que foi isso? - Passou o dedo em meu ombro e vi a marca vermelha - Engoli a seco meu nervosismo - Eu bati no box quando fui sair do banho - Falei naturalmente e ele ficou quieto - Você tem hora pra chegar hoje? - Perguntei pra Antônio - Não sei, se eu chegar cedo, vamos sair pra jantar - Assenti - Tchau - Levantei e ele puxou meu pulso - Um beijo? - Falou e beijei sua testa - Licença - Me soltei - Tchau Gut...Gustavo - Ele balançou a cabeça - Tia, agora eu gosto de presunto - Alice foi falando ao sair da mesa e se despediu do pai - Tem muita coisa que você precisa experimentar ainda, não pode chorar antes de provar - Falei carinhosa - Eu tinha medo de ser ruim - Falou meiga - A tia não vai te dar coisas ruins pra experimentar - Ri e fomos conversando até o carro, pouco tempo depois chegamos na escola.

 

Narrado por ele

Cada vez que me lembrava  da situação que passei mais cedo acabava rindo sozinho. Estava hipnotizado por Laura, queria ela pra mim. Apenas pra mim e sabia que a partir de agora seria ainda mais difícil conviver com seu casamento. Passei o dia analisando alguns documentos e estranhei quando a secretária pediu para me passar uma ligação no fim da tarde - Gustavo, uma ligação internacional, posso passar? - Da onde? - Perguntei - De Miami, sra Claire - Explicou - Não. Diga que me mudei pra SP e não receba nada desse número - A secretária concordou e desliguei. Passei as mãos pelo meu rosto e respirei fundo. Não acredito que Claire havia descoberto meu número.  Pensei um pouco e liguei para meu advogado. Fiquei mais tranquilo após algumas orientações e resolvi buscar Alice na escola. Precisava de uma desculpa para ver Laura. E quando estava saindo da minha sala, esbarrei com Antônio - Já está indo também? - Perguntei - Não, tenho meus esquemas hoje - falou malicioso e bateu em meu ombro - Mas quero aproveitar e te falar, um amigo meu está vendendo um apartamento, se quiser fazer uma visita - Falou um pouco mais sério - Tudo bem, estava mesmo pensando em comprar uma casa - Respondi - Pois é, está na hora de você ter sua privacidade - Entendi o recado e assenti - Agora vou ir embora, depois marco a visita - Vai pra casa? - Me olhou - Vou levar a Alice pra dar uma volta - Que bom. Se você ver a Laura, mente que fiquei preso aqui em reuniões - Balancei a cabeça com raiva da sua cara da pau e sai com mais vontade ainda de me encontrar com Laura.

Peguei um táxi e logo cheguei na escola. Esperei alguns minutos até todos serem liberados e quando diminuiu o movimento vi Laura e Alice saindo. Ela estava radiante, usava um vestido longo de alcinha, com um colar que se destacava disfarçando seu decote e uma rasteirinha. Totalmente simples e ainda mais linda com seus cachos soltos. A bolsa estava pendurada no ombro direito e segurava algumas pastas. Com a mão esquerda segurava a mão de Alice que arrastava a mochila de rodinhas. As duas conversavam e Laura ria do que minha filha falava. Segui as duas com os olhos enquanto atravessavam a rua. Era inexplicável a felicidade que sentia em vê-las assim. Laura guardou as coisas no banco de trás e enquanto colocava o cinto de segurança em Alice, me aproximei - O daddy!!! - Alice gritou de dentro do carro e Laura olhou pra trás - Surpresa - Falei e ela sorriu imediatamente ao me ver. Fechou a porta do carro e veio até mim - Guto!!! - Me abraçou - Posso te beijar? - Perguntei no seu ouvido - Aqui no meio da rua não - Riu e passou a mão por minhas costas - Você me dá uma carona? - Nos afastamos - Claro, você dirige - Me entregou a chave e fomos pro carro - Cadê minha wonderfull?? - Olhei pra trás e Alice veio me beijar - I love you daddy - Sorri - I love you too - E eu? - Laura virou pra ela - Eu amo você muito - Beijou Laura também e rimos - Eu vim aqui pra buscar vocês! - Falei enquanto dirigia - Pra nos levar aonde? - Laura esticou a mão para meu banco e acariciou minha nuca - Pra passear? - Alice perguntou animada - Sim, vamos ao parque de diversões - É sério? Eu nem lembro a última vez que fui - Laura riu - Isso é muito legal!! - Alice começou a pular sentada no banco de trás. Laura me contou do seu dia e Alice falou das aulas de ballet, depois as duas ouviram sobre meu trabalho e logo chegamos. O dia estava começando a escurecer e as luzes do parque já estavam completamente acesas - Não é a Disney, mas tudo bem - Falei para provocar Laura - Um chato - Ri do comentário dela - Eu esqueço que a sua tia não deixa falar mal do Brasil - Falei pra Alice - Não fala mal porque eu também gosto do Brasil, daddy. Sabia que eu sei as cores da bandeira? - Laura riu me olhando - Acho que você vai ter que reclamar sozinho - Apontou o dedo e agarrei sua cintura - Você está fazendo uma lavagem cerebral na Alice - A levantei do chão - Ela só não é chata igual você - Respondeu rindo e balançou as pernas pra descer - Roda ela, daddy - Alice pediu rindo e girei algumas vezes com Laura no colo - Para - Ela ria abraçando meu pescoço e alguns segundos depois a coloquei no chão - Bobo! - Deu um tapa no meu peito e rimos - Vamos brincar logo, olha lá o carrossel - Alice apontou e saiu correndo - Alice, espera - Laura foi atrás e enquanto isso comprei um algodão doce e uma pipoca. Me aproximei e Laura sorria e acenava para Alice que girava feliz em cima dos cavalinhos - Pra você - Entreguei a pipoca na mão dela - Obrigada - Abriu um largo sorriso - Você tá tão linda, sabia?  - Passei a mão pela bochecha dela - Você também - Ela sorriu e levou pipoca até minha boca, comi e lhe dei um pedaço de algodão doce na boca. Quando o brinquedo parou Alice quis ir de novo. Laura encostou em mim e ficamos dando tchau pra Alice como dois bobos. Mas quando ela se distraiu olhando as outras crianças, puxei Laura - Vem aqui - A encostei na parede da bilheteria que ficava ao lado. Me certifiquei de que Alice não via nada da onde estava - Preciso te beijar - Segurei seu rosto - Pode ter algum conhecido - Ela olhou em volta e encostei uma mão na "parede" a deixando encurralada - Deixa? Não aguento mais ficar longe - Rocei meus lábios no dela - Tá... Eu não resisto - Sorriu contra meus lábios e me abraçou com uma mão, com a outra continuava segurando a pipoca. Eu fazia o mesmo com o algodão doce. Nos beijamos com calma, chupava sua língua e explorava cada canto de sua boca - Adoro seu beijo - Confessei depois de morder seu queixo - Então dá mais um... rapidinho - Falou manhosa e apertei seu rosto - Te amo, Laura - Lhe dei um selinho - Eu também te amo, te amo muito... vem aqui me dar mais um beijo vem - Me puxou pela nuca e abocanhou meus lábios outra vez. Quando ouvimos a música do brinquedo de Alice diminuir, fomos parando o beijo com selinhos e a abracei com força. Ela beijou meu ombro - Linda - Sussurrei em seu ouvido - Hummm - Ela suspirou - Que cheiroso - Sorriu e beijou meu peito, depois me pescoço com carinho. Sorri quando ela segurou meu rosto - O último - Falou e me deu mais um selinho antes de nos separarmos de vez, mas fomos surpreendidos - Daddy? - Alice falou alto e com um tom assustado.

 



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