História Em Memória. - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Adelaide Kane, One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Adelaide Kane, Candy Silverstone, Elena, Harry Styles, Katina, Liam Payne, Louis Tomlinson, Luna Aniballe, Megan, Niall Horan, One Direction, Romance, Zayn Malik
Exibições 241
Palavras 3.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - Segreti.


Fanfic / Fanfiction Em Memória. - Capítulo 19 - Segreti.

Já tinha se passado três meses desde que havia me despedido de Caramella. Estava presa no escritório debatendo com Hannah sobre uma nova assistente. E todas aquelas decorações de natal que ela havia colocado sobre minha mesa. Hannah achava que eu precisava encontrar alguém logo, mas não tinha nenhuma garota ou mulher que me adaptasse. A última achava que eu gostaria de enfeitar meu escritório com várias luzes de natal. Um grande erro. Ela não me perguntava nada ou me questionava, simplesmente tomava as rédeas. 
No começo, quando Candy chegou achei que teria uma síncope com o tanto que a garota falava sem parar para respirar. E agora que estava acostumada, eu estava no silêncio, porque além da nova assistente mandar em seu próprio trabalho, ela não tinha diálogo. Pelo menos não comigo.
– Você não pode mandar todas embora, em dois dias Luna.
Suspirei fundo.
– Preciso de alguém que se comunique comigo. – expliquei a ela, que estava soltando fogo pelas ventas.
As duas últimas haviam durado quarenta e oito horas. Não que eu estava sendo uma bruxa incompreensível, mas era difícil por alguém no lugar dela.
Candy havia se tornado minha melhor amiga. E não estava difícil só para mim. Por algum motivo, estava complicado para Malik também.
Não que ele tivesse me contado algo. Mas Liam havia dito certo dia que não sabia que Zayn gostava da garota. Bem, nem eu sabia.
Quando comecei a ficar curiosa pelo caso, ele desconversou e acabamos deitados no chão da sala em frente a lareira. 
– Essa nova garota se chama Louise, é preciso muito que você não a mande embora. 
– Eu não mandei as outras embora. – disse em defesa – Apenas disse que elas eram incompatíveis.
Ela sorriu irônica.
– Claro.
– E quando Louise começa? – perguntei arrumando minhas pastas com adesivos de Papai Noel. 
– Daqui uns três dias. Ela está terminando alguns exames e não se preocupe, ela fala muito. – explicou a assistente de Payne.
– Ótimo. Tenho um prêmio amanhã para descobrir se ganhei. Ela vai me ajudar muito a pôr tudo em ordem. Espero realmente que seja uma tagarela.
Hannah sorriu balançando a cabeça.
– Quem é tagarela? – perguntou Malik, entrando no meu escritório sem bater, dando um beijo na bochecha da Senhora H.
– Espero que Louise. – disse, enquanto Hannah saia da sala de fininho e Zayn sentava na minha frente. 
– Nenhuma assistente ainda? – questionou ele, erguendo a sobrancelha.
– Não. – suspirei fundo – Não estou tendo muita sorte. 
– Uma hora você encontra a garota certa. – disse ele – Ou talvez Silverstone volte um dia.
Curvei o cenho. Desde que Candy havia saído da empresa, eu havia falado dela com todos, exceto com Zayn. O que chegava a ser até estranho, já que supostamente ele gostava dela.
– Eu queria que ela voltasse. – confessei – Mas Candy se forma daqui uns dias, está decidida em passar um tempo na casa dos avós paternos. Na Bélgica.
– Ela vai pra Bélgica? – indagou Zayn, com um tom de voz diferente.
– Vai sim. Diz que cansou de Londres. 
Malik me encarou por alguns segundos e depois sorriu levemente. 
– Ela tem razão. – disse ele, balançando a cabeça, mas parecia pensar em outra coisa – Fico feliz pela garota. Ela era…boa.
– Boa. – disse erguendo uma sobrancelha – Candy era mais que isso. Ela era especial.
– Você fala como se a garota tivesse morrido. – disse ele, olhando em algum ponto por trás dos meus ombros. 
– Desculpa. – sorri de lado – É que sinto falta dela. 
Ele olhou nos meus olhos e sorriu, formando uma linha fina e reta entre seus lábios, como se dissesse que também sentia falta de Candy Silverstone. 

– Estava avaliando sua ponte, – disse Payne – achei interessante e queria tirar uma dúvida.
Engoli seco. Ele segurava as plantas em baixo do braço e me encarava sério.
– Tudo bem. – me levantei e ele colocou os papéis sobre a mesa da cozinha. – O que quer saber?
– Porque branco? E esse designer curvado aqui em cima?
– Porque ela é sustentável e com o calor que o sol transmite durante o dia, ela acenderá nesses pontos durante a noite.
Mostrei na planta os locais e ele ergueu a sobrancelha, pensando em algo.
Passei as mãos na saia, sentido o suor frio. Liam era intimidante como chefe. Mesmo que estivéssemos no apartamento dele, cozinhando para assistir um dos meus filmes preferidos.
– E ela é curvada justamente por isso. – continuei apreensiva – Para onde o sol estiver, atinja os pontos necessários.
– Com certeza você vai ganhar. – disse ele depois de um tempo, sorrindo amavelmente. 
– Você acha?
– Claro. Além de ajudar a cidade a deixa bonita. E é isso que prevalece. 
– Quem sabe. – dei de ombros.
– Você é ótima amor. – ele se virou me olhando nos olhos pela primeira vez.
Estremeci sorrindo. Receber elogios de Liam como profissional, era melhor do que qualquer coisa que ele me dissesse. Eu o admirava e me sentia no paraíso quando fazia isso comigo.
– Obrigada querido.
Fiquei o fitando por alguns minutos, encantada enquanto ele voltava para as panelas. Era o dia de folga da Senhora Quinn, e estávamos comemorando “ mais um dia juntos “. Payne havia feito aquela brincadeira meses atrás, depois do pequeno porre que tinha tomado com Caramella e toda confusão que veio depois. Graças a Deus, nossas vidas enfim haviam sido tomadas pela monogamia. Eu e ele apenas, todos os dias.
– Nós temos Titanic ou Titanic para assistir. – disse, enquanto Liam terminava o jantar.
– Amber veio aqui em casa hoje. – disse ele, de repente enquanto eu preparava a mesa, me fazendo parar bruscamente.
– A ex noiva do Zayn? – indaguei, duvidosa.
– Sim. – disse ele, tomando um gole de vinho – Não está nada bem. Descobriu que Zayn está com outra.
Parei o que estava fazendo, chocada. 
– Ele está com outra? – perguntei confusa.
Ele assentiu, dando de ombros, sentando. Eu continuei paralisada.
– Veio aqui chorar, me pedir ajuda. Foi meio entranho. Falei que ia conversar com Zayn… Fui buscar um copo de água e simplesmente ela sumiu. Não sei o que está querendo.
Mordi o lábio apreensiva, sentando do seu lado.
– Será que não está querendo você?
Liam sorriu enviesado.
– Está com ciúmes.
– Claro que não. – revirei os olhos – Mas eu conheço as mulheres.
– Não se preocupe amor. Amber é louca pelo Malik, faria qualquer coisa, menos querer se envolver comigo. 
Liam me puxou pela cintura, fazendo com que quase caísse da cadeira, me puxando para seu colo. Ele segurou meu cabelo pela nuca, beijando meu pescoço. 
– Nós podíamos ver outra coisa não é? Tem um filme novo do Batman, algo assim. – disse ele, tentando me persuadir com beijos.
– Não. Nós nunca assistimos Titanic..
– Você que pensa.
– Juntos. – completei e ele revirou os olhos, com um sorrisinho no canto dos lábios. – Nós nunca assistimos juntos. Acho que estou querendo ser só a espectadora em um drama.
– Com isso eu concordo. – Liam me pegou pelo colo, me colocando sobre a bancada. – Estou um pouco cansado em ser o personagem principal. Vamos ser só os coadjuvantes que tem a vida perfeita, sem problema algum pra resolver.
– Eu adoraria. 
– Nós seriamos o casal que têm um bom relacionamento, sem problema algum e com o sexo que todos sentiriam inveja. – disse ele, erguendo meu vestido até a cintura. 
– Gostei dessa parte. – comentei sorrindo. 
– É, eu também. – Liam beijou a parte de dentro da minha coxa, arrancando em seguida minha calcinha com os dentes. 
– Acha que a gente pode ser esse casal? – perguntei, mordendo o lábio inferior, enquanto ele abria o zíper da calça.
Payne me olhou e depois sorriu, me puxando para seu colo de novo.
– A gente é. 

– Quer sair para almoçar hoje? Quinn quer nos matar por ter queimado suas panelas ontem. – disse Liam entrando no meu escritório, com um sorriso de quem havia aprontado nos lábios.
Senti minhas bochechas queimando. Tínhamos esquecido completamente de tudo na noite anterior. E por consequência, quase colocado fogo em um apartamento do Hyde Park, que custava alguns milhões. Nós estávamos longe de ser um casal coadjuvante. 
– Não posso amor, preciso sair um pouco antes hoje. – disse arrumando alguns papeis – Tenho que deixar o máximo das minhas coisas organizadas antes da premiação.
– Ah claro. A premiação.
Parei instantaneamente o que estava fazendo para olhá-lo.
– O que quer dizer com “Ah claro, a premiação?“ Não me diga que esqueceu, Liam? 
Meu chefe passou a mão na cabeça e depois de um longo suspiro trancou a porta atrás de si, cruzando os braços contra o peito. 
– Aconteceu alguma coisa? 
– Zayn.
– O que houve com ele? – perguntei, já me levantando.
Um som abafado saiu da boca de Liam. Ele parecia tão perdido quanto eu, que estava sem saber o que estava acontecendo.
– Ele voltou com Amber. 
– Ele voltou com Amber? – ecoei sem acreditar.
– Sim. E não me pergunte por quê. Nem eu consegui entender.
– Mas ele não estava com outra? – questionei Payne. 
– Pelo jeito ele terminou com essa outra e voltou com Amber. – nem Liam conseguia entender o que estava falando. – Todo esse tempo, pensei que Zayn gostasse…  Bem que ele não gostasse dela. 
– Eu também.
– Estou um pouco preocupado com ele. – Liam cruzou os braços se encostando em minha mesa, suspirando fundo.
Ele parecia realmente apreensivo com a situação. 
– Ao menos agora ela não vai ficar atrás de você. – disse enviesado e Payne sorriu travesso.
Eu sabia que ele ia pensar que eu estava com ciúmes, mas a verdade era que eu não confiava em Amber. Eu nem a conhecia, mas não conseguia simpatizar com a mulher.
Não sabia como Malik havia conseguido ficar ao lado dela por tanto tempo. Talvez fosse por isso que Liam parecia tão preocupado. Ele a conhecia muito bem.
–Vou conversar com ela, não tem que se preocupar com isso, okay
Me aproximei dele, encaixando meu corpo entre suas pernas. Coloquei os braços em volta do seu pescoço e depositei um beijo calmo em seus lábios.
Eu confiava minha vida em Liam. 
Depois de toda confusão no Rio de Janeiro, onde havia desconfiado dele, tinha aprendido que ele era um homem de verdade. Um homem de palavra.
E que mesmo Malik sendo da idade de Liam, ele ainda era um garoto. Era Malik quem estava no quarto o tempo todo, eu sabia que a culpa era dele, que agora depois de anos de relacionamento ele queria viver tudo o que tinha perdido quando era jovem. E que provavelmente era por isso que estava com Amber de novo.
Porque ele já não sabia como era ser solteiro. 
– Okay! – disse ao terminar o beijo – Mas não se atrasa hoje. Você sabe que é um dia muito especial pra mim.
Liam mexeu em meu cabelo, tirando uma mecha que caia nos meus olhos, carinhosamente.
– Acha que vou perder de ver minha garota levando a melhor?
– Não sei se vou ganhar!
– Luna, você tem muita capacidade! Porque acha que te contratei?
– Porque sou um mero rostinho bonito! – falei o provocando, arrancando uma risada baixa dele.
– Ah é claro, e eu sabia que você ia acabar indo para minha cama! – disse ele debochando, dando um risinho abafado.
– Idiota! – dei um tapa leve em seu braço, o que o fez rir mais ainda.
– É sério amor, porque acha que te contratei? – indagou ele.
– Porque eu era uma ótima aluna?
– A melhor. – respondeu ele com convicção, enchendo meu peito de orgulho.
– Porque não me chamou para fazer estágio aqui então? – era uma dúvida frequente, que nunca tinha perguntado a ele – Eu fiquei traumatizada quando vocês falaram que iam me ligar e nunca mais retornaram. Eu era fã do seu pai.
Liam me abraçou com força rindo alto e me prendendo entre suas pernas, beijando minha têmpora ao mesmo tempo.  
– Eu estava começando, havia acabado de chegar de Dubai. – disse ele, nostálgico – Se eu soubesse que Luna Aniballe seria tão gostosa, eu juro que tinha ido até o RH pedir diretamente por sua contratação.
– Eu não passo de uma distração no trabalho! – comentei revirando os olhos.
Ele me apertou ainda mais em seus braços, afundando meu corpo contra o seu, beijando meu pescoço.
– Só isso. – disse ele, sussurrando contra minha pele – Eu nem gosto de você.
Deitei em seu ombro sorrindo, eu amava aqueles momentos nossos, só nossos. Como se nada no mundo pudesse nos atingir.
– Nem um pouquinho? – perguntei manhosa, ouvindo sua risada baixa.
Liam deu um selinho molhado em minha clavícula.
– Nem um pouco.

Estava saindo às pressas pelo estacionamento, tentando lembrar onde havia deixado o carro.
Liam havia me liberado duas horas antes, a tempo de chegar em casa e me arrumar tranquilamente. Quando avistei meu carro – ao lado do carro do chefe – vi uma mulher loira encostada nele. 
Era Amber.
Praguejei baixinho antes de continuar. Eu só tinha a visto uma vez na vida, mas me lembrava muito bem. Era uma mulher elegante e atraente. Engoli em seco. Não tinha medo que se aproximasse de Liam, mas não queria ter de passar por isso. Afinal, antes de tudo ela era noiva do melhor amigo dele. Será que ela não tinha vergonha na cara? 
Me aproximei dela sorrindo falso.
– Posso ajudá-la? – perguntei inocente.
Ela sorriu, me olhando de cima a baixo, me analisando com um olhar de cobra e uma caixa de sapatos nas mãos. 
– Pode sim. – disse ela estendendo uma das mãos – Sou Amber, prazer em conhecê-la.
– Luna. – respondi – O prazer é meu.
– Eu sei quem você é. – ela me observou por alguns segundos, como se sentisse pena ou algo do gênero – Acho que sei bem mais sobre você do que imagina.
Sorri de lado, curvando o cenho. 
– Não tenho tanta certeza.
– Ah, mas você vai ter. – ela me entregou a caixa sorrindo abertamente, estava pesada.
– O que é isso? – questionei confusa.

– Suas memórias. 
– Minhas o que?
– Você é amiga de Candy Silverstone não é?
– O que diabos ela tem a ver com isso?
– Não minta pra mim. – Amber estava com cara de poucos amigos, e ao falar o nome de Candy, parecia pronunciar um pecado.
– Não sei do que está falando. – respondi irritada – Leve essa porcaria de caixa com você.
– Não! – ela gritou severa – Fique. – Amber suspirou fundo, parecia nervosa também – A caixa é sua. E se não sabe realmente o que Candy Silverstone tem a ver com isso, eu sugiro você fazer novas amizades.
– Não ouse falar mal dela.
Quem Amber pensava que era? Ela não tinha moral alguma para falar mal de Caramella. Ela nem conhecia a garota. Aliás, o que diabos estava acontecendo ali?
– Luna, você vai me agradecer por isso, mas por hora eu sugiro que veja essa caixa. E fale para Zayn que ele não sabe com quem está mexendo.
Curvei o cenho a encarando estupefata. Aquilo só podia ser uma brincadeira.
– Isso é uma ameaça? ­– indaguei sem ter certeza. – Sabia que Zayn tem amigos?
Ela riu alto e ironicamente se afastando.
– Que bom. Porque você, coitadinha, não tem nenhum.
Fiquei calada, fitando os saltos altos de Amber baterem contra o chão. Eu não queria entender as suas últimas palavras. Algo me dizia que encontraria a resposta dentro daquela caixa, o que me deixou com muito medo. Eu sabia que ela estava errada e depois de tanta confusão e mal entendido que havia feito com Liam e Zayn no Rio de Janeiro, dei o benefício da dúvida para eles.
Antes de qualquer coisa entrei no carro sem abrir a caixa e peguei o caminho para a casa de Candy. Eu precisava estar com ela, se alguma coisa de fato acontecesse.
Algo me dizia que ela saberia me explicar.

Dirigi até a casa de Silverstone com uma adrenalina que não sentia há tempos dentro do peito. Eu estava com medo de que Amber pudesse ter razão em alguma das suas acusações sobre meus amigos.
Sobre Liam.
Quando cheguei em frente à casa dela, Candy já me esperava na varanda. Já tinha ligado no meio do caminho alegando que conversaríamos sobre a premiação que aconteceria daqui algumas horas.
Ela vestia um moletom surrado e grande para seu tamanho. Era provavelmente de algum cara. Desci do carro com a caixa nos braços. Cada passo que dava para em direção a ela, sentia uma coisa estranha no coração.
Candy estava um pouco diferente, parecia mais adulta.
– Como você está? – indagou ela, sorrindo.
– Bem. – sorri a abraçando – Senti sua falta, sua chata.
– Vem, vamos entrar! Eu também senti a sua. – ela foi na frente, se jogando no sofá, como os adolescentes faziam – Esse é um presente pra mim?
Olhei para a caixa curvando a sobrancelha. Pelo menos ela não sabia do que aquilo se tratava, o que parecia ser um bom sinal. Eu confiava minha vida em Candy e não em Amber, não tinha com que me preocupar.
– Eu pensei que talvez você me respondesse. – disse, me sentando ao seu lado – Amber foi atrás de mim…
– Ela foi atrás de você? ­– indagou Candy assustada. – O que ela te disse?
– O que está acontecendo? – murmurei para ela.
Silverstone me encarou por alguns segundos e depois fitou o teto, como se tivesse algo importante para me dizer.
– Nós não íamos conversar sobre o prêmio, íamos? – questionou ela, juntando lágrimas nos olhos.
Me assustei um pouco. Eu realmente não sabia o que estava acontecendo.
– Não. Nós não íamos falar sobre o prêmio. – disse a verdade – Eu vim aqui com o propósito de te contar sobre o que descobri de Zayn… Mas me parece que você já sabe.

Candy deixou algumas lágrimas escaparem dos seus olhos. Ela parecia realmente magoada. E chegar a pensar que eu imaginava o tempo todo que ela já não sentia algo muito profundo por ele.
Eu era cega demais.
– Você pode me explicar o que realmente está acontecendo? – perguntei, tentando entender o caso.
– O que…  Como assim?
– Amber e Zayn estão juntos. – suspirei fundo, vendo a garota assentir em silêncio – E o que parece é que alguma coisa está sendo escondida de mim.
– Luna eu…
– Me conta a verdade. – pedi – Amber veio falar comigo, disse que não te conheço e me entregou essa caixa.
– Você abriu? – indagou ela, preocupada.
– Não. Quis falar com você antes.
Candy concordou, limpando as lágrimas teimosas que escorriam pela sua face. Ela parecia muito magoada. Eu jamais havia a visto daquela maneira. Silverstone era uma garota alto astral, divertida, sorridente. Nada parecia quebrá-la. Mas provavelmente eu não sabia nada sobre a garota.
– Quando voltamos do Rio de Janeiro, Malik veio falar comigo, se desculpar do jantar.  – começou ela, com as mãos trêmulas – Me chamou para um concerto. Eu nunca te contei, mas compartilhamos o gosto pela música clássica. Bem, – suspirou ela – nós acabamos ficando.
Parei de pensar por alguns instantes, tentando descobrir se tinha escutado mesmo o que ela havia dito.
– Vocês o que? – indaguei, quase sufocando – Candy, porque não me contou isso?
– Você estava na casa de Megan, – respondeu ela, um pouco desesperada – ainda estava mal por causa do Liam, eu não queria incomodar com minha vida.
– Você jamais me incomodaria. – coloquei a mão na cabeça pensativa – Continuaram se vendo?  Ficando?
Ela concordou com a cabeça.
– Nós fizemos um acordo de não contar a ninguém.
Me recostei no sofá sem acreditar. Minha cabeça parecia explodir. Todo esse tempo, eu tinha deixado o romance que eu mais torcia para que desse certo, acontecer embaixo dos meus olhos. Queria esganá-la, mas vendo como Candy estava magoada, a única coisa que fiz, foi assentir, mesmo sem entender.
– Vocês continuam se vendo? – perguntei, tentando entender o ódio de Amber ao falar dela – Hoje em dia?
– Não. – respondeu a garota com a voz embargada – Ele terminou comigo e voltou com Amber. Mas então...
Me aproximei de Candy a puxando para meu colo. Ela precisava de um abraço.
– Por favor, eu preciso que você me conte, nós temos que dar um basta nisso. Não vou deixar aquela mulher estragar com tudo.
– Luna, – disse Silverstone suspirando fundo, como se aquilo a estivesse sufocando – ele veio atrás de mim no colégio. Ele veio e disse que não podia deixar eu ir embora antes de falar o que sentia por mim. Mas então ela apareceu, e todo mundo escutou as grosserias que disse a meu respeito.
– E Zayn?
– Tirou ela de lá, a noite veio até minha casa e disse que não podia ficar comigo. Que era muito complicado e que ele ainda amava Amber.
Meu Deus, eu iria matar Malik assim que o visse. Como havia tido coragem de brincar com uma garota como Silverstone? Meu Deus, eu ia matá-lo.
Candy começou a chorar compulsivamente e tive que me segurar para não chorar junto. Eu queria ter estado ao lado dela durante todo o tempo, mas era tão cega com meus próprios problemas, que não via o que estava acontecendo em baixo do meu nariz.
– Por isso saiu da empresa? Aquilo não tinha nada a ver com seu colégio? – ela assentiu ainda chorando.
– Ele parou de falar comigo do dia pra noite, eu simplesmente não aguentei.
 – Sinto muito Candy.
– Tudo bem Luna. – disse ela respirando fundo, mas eu sabia que não estava nada bem – Estou tentando matar todos esses sentimentos dentro de mim e confesso que não está sendo fácil, mas já estou melhor. Contar a verdade para você, também faz com que sinta um alívio no peito.
– Não consigo acreditar que Malik tenha feito isso com você. Eu pensava…
– É, eu também pensava. – ela suspirou fundo, como se lembrasse de algo no passado – Mas sabe de uma coisa? Foi uma tortura maravilhosa ter o coração partido por ele.
Candy sorriu amargo, com os olhos brilhando de lágrimas. E eu tive a certeza ao olhá-la daquele modo, se segurando para não chorar descompassadamente que o amor nem sempre fica. Às vezes ele dá um passo à frente, se desestabiliza, abandona.   Às vezes ele não consegue achar motivos suficientes para ficar, ou talvez encontra motivos reais para ir.
 – Mas essa caixa? – disse ela, mudando de assunto – Não faço ideia do que seja.
Pisquei algumas vezes, lembrando da tal caixa ao meu lado.
– Confesso que estou com medo de abrir.
– Quer que eu faça isso por você? – indagou ela.
– Não. Não precisa.
Não queria que Candy passasse por mais aquilo. Amber havia falado que eram minhas memórias, então nada mais justo de que fosse eu quem abrisse.  
Peguei a caixa de sapatos no colo. Era velha, mole, com alguns adesivos colados sobre a tampa. Eu não fazia ideia do que tinha dentro dela. Mas tudo mudou em uma fração de segundos. Três na verdade.
Ali, abaixo dos meus olhos, dentro de uma caixa velha de sapatos, estavam guardados vários papéis amassados e algumas fotos rasgadas e outras em perfeito estado.  Engoli em seco, tentando assimilar cada sorriso que eu conhecia, registrado em cada fotografia.
Sufoquei um grito colocando a mão contra a boca, me encolhendo no sofá. Tinha uma parte das minhas memórias guardadas o tempo todo dentro daquela caixa. Olhei para Candy que me observava com um ponto de interrogação nos olhos, eu não sabia se ria, por descobrir uma pequena parte da minha vida, da qual sempre senti falta, ou se entrava em colapso, por saber que uma pequena parte das minhas lembranças que foram apagadas há anos estava ali, bem na minha frente. E não eram as fotografias.
Era ele.
Bem na minha frente.


Notas Finais


Eu to meio assim com esse cap... espero que tenham gostado e quero saber a reação de todos, hahaha
e se entenderam o que/quem a luna achou na caixa, hahaha
Beijos, <33 falem comigo no twitter @karitavalle


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