História Em Nome do Amor - AyA - Capítulo 30


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Categorias Alfonso Herrera, Anahí, Originais, Rebelde
Personagens Alfonso Herrera, Anahí
Tags Atração, Aya, Ciumes, Cowboy, Hot, Leitura, Los'a, Ponny, Ponny Aya, Romance, Traumadas Anyponcho
Visualizações 15
Palavras 2.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Capítulo 30


Alfonso não sabia o que estava acontecendo, primeiro pensou que Anahí tinha passado mal durante a noite e sentiu-se culpado por não ter voltado antes. Mas depois percebera que na verdade, ela o estava evitando e não tinha ideia do porquê.

- Any, amor... Abre essa porta, por favor! - pediu enquanto batia na mesma.

Silêncio total. Mais uma vez ele bateu e insistiu.

- Baby, estou ficando preocupado aqui! Você está passando mal? Vamos conversar, me conte o que está acontecendo meu amor... - suplicou em desespero.

Então ele ouviu o trinco da fechadura se abrir e Anahí apareceu com o rosto vermelho e banhado em lágrimas.

- Não me chame de meu amor, SEU CRETINO FILHO DA MÃE! - terminou gritando, seu peito parecia que iria explodir com a raiva que sentia. Tinha pensado em ignorá-lo até ele perceber que ela não o queria mais, mas sabia que ele teria a cara de pau de continuar insistindo e chamando-a de apelidos que a lembraram de quão traidor ele era.

O rosto de Alfonso se contorceu em pura confusão, por que diabos  ela estava falando assim com ele?

- Any, porque você ta falando assim? - tentou se aproximar e ela deu um passo pra trás, abraçando a si mesma. - Me perdoa meu bem, por não ter conseguido chegar antes, não sabia que iria te magoar tanto assim. - disse compreenssivo.

Ela o olhou com a boca aberta, não podia acreditar que ele pensava que estaria brava só por causa de um jantar. Seu choro intenso cortou o coração de Alfonso, que no momento, só queria poder abraçá-la e consolá-la, dizer que tudo iria ficar bem.

- Baby, eu... - tentou se aproximar novamente, dessa vez com um pouco de sucesso e a tocou levemente - você está naqueles dias?

Anahí gemeu como se tivesse com dor, na verdade, estava. Seu coração cheio de remendos estava sendo quebrado mais uma vez.

- Não me toque com essas mãos nojentas - falou desesperada - como você pode ser tão descarado assim Alfonso? Chegar aqui como se nada tivesse acontecido e tentar me enganar mais uma vez! - disse tentando limpar as lágrimas, mas sem sucesso. Tudo que queria naquele momento era estar em outro lugar, com outras pessoas, com outra vida, ela nunca fora muito boa em confrontos. - Eu não sei qual é o seu problema, mas eu tenho amor próprio e a mim você não vai enganar mais. Se você queria ficar com outra pessoa era só ter a descência de ter terminado nosso relacionamento antes! EU TÔ CANSADA DE SER TRAÍDA, CANSADA! - gritou a plenos pulmões e o encarou com raiva.

O choque não poderia ter pegado Alfonso mais desprevinido. Ele pensara ter ouvido errado, mas não: Anahí realmente o estava acusando de tê-la traído. Mas, da onde ela tirara tal ideia? - ele se perguntou.

- O quê?! - disse perplexo - Mas que diabos você ta falando Anahí? Eu não trai você, de fato eu queria voltar o mais rápido possivel pra ficar do seu lado! - exclamou nervoso.

Anahí soltou uma risada quase histérica, era típico essa negação daqueles que traiam, eles juravam de pé junto que nunca faziam aquilo que  eram acusados.

- Aé mesmo? Então pode me explicar quem é essa mulher... - então tirou o celular do bolso e apertou o play, fazendo com que a ligação gravada na noite anterior tocasse.

Alfonso cruzou os braços, pensando que Anahí tivesse ficado louca ou fosse algum tipo de pegadinha da sua parte, mas assim que ouviu a voz de Ari Tanaka, ficou branco como papel.

Any interpretou aquela reação como culpa e antes que ele falasse mais alguma merda que ela não estava disposta a ouvir, abriu o album de fotos e entregou o celular na mão dele.

Ela estava disposta a ouvir o que Alfonso teria a dizer quando chegasse, mas a gota dágua que faltava em seu copo quase transbordante foi que, no meio da noite, recebera diversas fotos da bela morena de olhos puxados em roupas íntimas bem reveladoras, com uma mensagem dizendo que Alfonso e ela já estavam em contato a muito tempo, pedindo desculpas por ter feito Poncho não aparecer no jantar e por ela ter descoberto dessa forma.

Anahí entregou o celular na mão dele, trêmula e virou o rosto. Seria difícil esquecer aquelas imagens que foran enviadas do celular do seu próprio namorado junto com a mensagem sínica.

- Então, vai continuar mentindo agora? Vai continuar falando que você não me traiu? - perguntou com a voz fria, ainda sem olhá-lo.

Alfonso ficara sem palavras diante do que escutara e vira, com todas aquelas "provas" era de se esperar a reação de Anahí, mas ele esperava que ela tivesse um pouco mais de fé nele e em seus sentimentos. Pelo visto estava enganado, já que no primeiro sinal de fumaça, ela o acusara de ter feito a fogueira.

- Você está cometendo um erro enorme Anahí, eu nunca trai você. Se pelo menos me deixar explicar... - pediu com um suspiro cansado, sua cabeça começava a latejar e era sinal que vinha uma grande enxaqueca pela frente.

- Pode dizer o que quiser Alfonso, mas saiba que pra mim essa relação acabou aqui. Não confio mais em você. - disse com pesar em sua voz, demonstrando que sofria.

- O homem que eu iria fazer negócios, senhor Tanaka, ele acabou enviando a filha no lugar sem me avisar e quando chegou lá ficou dando em cima de mim e eu a recusei veementemente várias vezes durante a noite. - disse enquanto andava de um lado a outro, tinha que ter um jeito de Anahí acreditar no que falava. - Ela não quis assinar os papéis como combinado, então eu fiquei puto e liguei para o Tanaka, falei poucas e boas e ele me garantiu que no outro dia ela assinaria e assim foi. Tanto que eu desci para o restaurante com a minha mala feita e de lá fui direto pro aeroporto, Carlos esta de prova, ele comprou minha passagem! - exclamou nervoso, tirando o chapéu.

Anahí havia parado de chorar, havia sido fraca em demonstrar o que sentia na frente dele e sabia disso. Havia prometido que nuca mais faria isso, mas sucumbiu aos sentimentos, deixando transparecer sua tristeza. Ela achara a história com muito sentido, mas agora outras dúvidas pairavam sobre sua cabeça e ela não estava disposta a encobrí-las mais.

- E posso saber porque seu celular ficou fora de área a manhã toda e como seu celular foi parar nas mãos dela? - não conseguiu dissimular o nojo na voz, ao se referir a outra. - E como ela sabe dos nossos planos sobre o jantar?

- Eu esqueci meu celular na mesa do restaurante, porque sai apressado, não queria perder o voo... E sobre o jantar, ela perguntou porque eu tinha pressa em voltar e eu somente disse que por culpa dela tive que adiar um compromisso com a minha namorada. - falou exasperado, já não sabia mais o que fazer ou dizer pra que Anahí acreditasse.

- Você esqueceu Alfonso, você esqueceu do nosso aniversário de namoro... - Anahí disse com os lábios tremendo e mordeu o lábio suprimindo uma nova crise de choro.

Alfonso suspirou e fechou os olhos, realmente nem havia se ligado sobre isso. Nunca se importara com datas e essas baboseiras, mas ele entendia que toda essa palhaçada era importante pra maioria das mulheres.

- Me desculpe, ok? Eu nunca tive uma namorada, eu não sei fazer essa... Essa coisa de namoro. - falou tristemente.

- ENTÃO NÃO NAMORE, MERDA! - gritou Any, mais uma vez perdendo o controle.

- Eu só posso estar preso em um maldito pesadelo, só posso! Pelo amor de Deus, Anahí, já disse que não te trai! Tenho culpa sim de ter esquecido a droga de um aniversário mas eu não quero ser acusado por algo que eu não fiz. - falou perdendo a paciência, enquanto passava a mão pelo rosto.

- Eu não sei quem em sã consciencia não bloqueia a tela do próprio celular hoje em dia... - falou com deboche - Só o santo e inocente Alfonso Herrera. - se afastou, indo para o outro lado da sala.

- Se bem que me lembro, foi você quem me fez comprar um celular cheio quinquilharias que eu não entendia...- falou aumentando o tom de voz.

- É porque você é um idiota que não sabe lidar com tecnologia, e isso não é minha culpa! - o olhou furiosa, seu rosto enrubesceu de raiva.

- Sou mesmo um idiota por pensar que a mulher que eu amo me daria o benefício da dúvida e ACREDITARIA EM MIM! - bradou com o tom de voz cortante.

- Quer saber Alfonso, não onde a gente estava com a cabeça... - riu sem humor - Isso nunca iria dar certo, eu e você juntos... Eu não confio mais em você, pensei que poderia levar esse namoro bem mas sempre vai ter um bando de mulheres atrás de você que eu nunca poderei competir, eu não consegui competir nem com um homem, quanto mais com uma pessoa do mesmo sexo que o meu... - disse a última parte sem perceber, mais pra si mesma. - Você tem tudo pra oferecer e eu... Eu não tenho nada Alfonso, nada. - falou limpando a lágrima solitária que rolara por seu rosto e fechou os olhos, em uma prece muda.

- Quer saber Anahí, você esta certa. Esse relacionamento já tinha data de validade assim que você acreditou nessa palhaçada toda. Foda-se você, foda-se o que você acha! - disse sem pensar, mas no fundo seu coração doia por Anahí não ter acreditado. Ele sabia que tudo que ela falava era papo furado, desculpas sem nexo para que não continuassem juntos. - Não quero mais ficar aqui tentando te convencer de algo que eu não fiz ou de algo que eu não sou... Pra mim, CHEGA! - jogou no chão a pelúcia que ainda segurava e deixou sobre a mesa a caixa de chocolates que levara, pois não tinha nem percebido que ainda tinha aquilo em suas mãos. - Se você não quer mais lutar por nós, não vejo motivos pra continuar dando murro em ponta de faca.

- Eu só quero saber se poderei continuar lendo para as crianças, combinamos que elas não seriam afetadas... - disse com pesar na voz, seu coração doia e sangrava pelo término. Ela sabia que seria pior lá na frente, ele sempre seria o grandioso Alfonso Herrera, bonito, rico e humanitário e ela continuaria sendo a Anahí de sempre, sem graça, sem sal, sem dinheiro e a noiva abandonada no altar.

- Sim Anahí, você poderá ver as crianças mas melhor arrumar um transporte porque eu não sou seu empregado pra ficar vindo aqui te buscar. - disse grosseiramente, caminhando em direção a porta.

- Eu não esperaria mesmo algum gesto desse vindo de você, seu petulante traidor! - falou com o maxilar cerrado.

Alfonso bufou e mordeu a língua para não retrucar, mas orgulho falou mais alto.

- Você tem razão Anahí. - disse de costas, já na porta. - Você não é mulher o suficiente pra me dar o que eu preciso. - falou, colocando o chapéu e saiu sem olhar para trás.

- SEU BASTARDO TRAIDOR, TE ODEIO HERRERA... TE ODEIO! - gritou a plenos pulmões e o choro a tomou compulsivamente.

Alfonso entrou no carro com o coração acelerado, se arrependera no mesmo instante que soltara aquelas duras palavras à Anahí, mas a vida lhe ensinara a duras penas há nunca ficar por baixo e por isso, mais um erro se acumulou na grande montanha que criara. Como tudo poderia ter mudado em questão de horas? Ele não sabia a resposta. Tinha viajado feliz, animado e apaixonado, sabendo que tinha ao seu lado a mulher mais linda e incrível do mundo e quando voltara, viu tudo que amava escorrer como areia entre seus dedos, por um simples engano causado por uma vadia qualquer. Ele cobraria seu preço a Ari quando chegasse a hora e cobraria muito caro. O mês que passara ao lado de Anahí foi o mais intenso e perfeito que poderia desejar, ele se imaginou envelhecendo ao lado dela tantas vezes que não conseguia contar e agora... Tudo não passava de um sonho, que se esvaiu como fumaça. Agora ele sentia-se só, quebrado e oco por dentro.

Quando chegou na fazenda, ignorou as chamadas de Carlos e Berta, indo diretamente ao escritório. Trancou a porta e sentou-se na sua poltrona, depois de encher um copo de uisque e carregar a garrafa consigo. Sentia-se mal, com o estômago embrulhado. Perdera Anahí e ainda lhe falara coisas horríveis, sentia-se péssimo consigo mesmo. Ele sentiu seu rosto molhado e passou os dedos, reparando que estava chorando... Faziam anos que não derramava uma lágrima, aliás, não tinha tido motivos pra isso até hoje. Seus soluços dominaram a sala vazia, e ele nunca sentiu-se tão só na vida.



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