História Em Nome do Amor - AyA - Capítulo 31


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Categorias Alfonso Herrera, Anahí, Originais, Rebelde
Personagens Alfonso Herrera, Anahí
Tags Atração, Aya, Ciumes, Cowboy, Hot, Leitura, Los'a, Ponny, Ponny Aya, Romance, Traumadas Anyponcho
Visualizações 15
Palavras 1.997
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 31 - Capítulo 31


Naquela semana todos ficaram sabendo que Anahí e Alfonso terminaram, os boatos corriam depressa sobre qual teria sido o motivo do término mas ninguém sabia exatamente o porquê.

- Gio, que lindo esse desenho. Você realmente tem o dom... - falou Any incentivando a menina com um sorriso no rosto. Os olhos de Giovana brilharam perante o elogio de Anahí, cada semana que passava ao lado da morena faziam com que suas defesas caissem um pouco.

Anahí estava mais uma vez na fazenda, pela primeira vez depois da briga com Alfonso. Ela ainda não havia cruzado com ele por lá e acharia muito difícil que isso acontecesse depois das coisas que ambos falaram. Eram dias difíceis aqueles, em que Any não tinha vontade nem de levantar da cama pela manhã, mas a obrigação para com a livraria e a vontade de ver as crianças do haras falara mais alto. Ela chorava todas as noites antes de dormir e de dia, segurava-se cada vez que algo a lembrava dele. Maite e Dulce estavam preocupadas, mas foram impedidas de dar qualquer palpite perante a situação então somente puderam oferecer seus ombros e torcida em favor da amiga.

- E o meu Any, você gostou? - falou Leo empolgado lhe mostrando o papel.

- Ual, está muito lindo... Parabéns Leo! - Any sorriu e passou a mão pela cabeça lisa do garoto, que cada dia ficava mais pálido e magro. Anahí sentia que a qualquer momento poderia perdê-lo e isso a destroçaria um pouco mais, já que estava muito apegada ao garoto. Ela chegara a fazer um teste de compatibilidade, mas que dera negativo, ficara decepcionada com a verdade de que não poderia ajudar o garoto. Naquela época, Alfonso a consolara e a tomara em seus braços, dizendo palavras doces em seu ouvido...

Anahí suspirou e continou a andar pela sala, dando atenção a cada pequenino em particular. Se pudesse, ficaria ali todos os dias mas tinha um negócio para tocar e ficar tão próxima a Alfonso assim não era uma boa ideia. Ela havia comprado um carro em uma loja de carros usados na cidade, na verdade havia pagado uma bagatela por um carro muito excelente e pensou que tivera muita sorte na negociação, era como se o vendedor esperasse pela sua presença e soubesse exatamente o que queria e o que poderia pagar.

- Atenção meus amores, chegou a hora da leitura! - disse de repente e bateu palminhas para chamar atenção das crianças que, rapidamente a observaram.

As crianças ajudaram a guardar todo o material como sempre e se acomodaram no canto de leitura esperando com expectativa.

Alfonso também não passara dias mais fáceis que Anahí, ele passara a ser mais rude do que o normal, mais grosso e mais perigoso do que nunca fora. As noites, sempre se trancava no escritório e se embebedava, chamando e lamentando pela falta da amada. Carlos e Berta tentaram falar sobre o assunto, mas ele determinara que o nome de Anahí agora era tabu naquela casa. Ambos estavam preocupados com Alfonso, porque ele nunca sofrera por amor e agora não sabiam qual rumo a situação iria seguir.

Do lado de fora da sala, Alfonso se encontrava encostado na parede ouvindo a voz de Any soar suave e sedosa, a voz que um dia soou em seu ouvido durante o dia para desejar-lhe um bom dia de trabalho e a noite, lhe pedia por mais enquanto faziam amor. Ele tentou engolir o bolo em sua garganta e fechou os olhos, por um momento imaginou que a puta da Ari não havia estragado sua vida e Anahí e ele ainda estavam juntos.

Ele saiu de seus pensamentos quando percebera que a leitura havia acabado e as crianças já estavam saindo da sala.

- Ei Poncho, você sumiu hein! - Leo disse enquanto sua cadeira era empurrada por uma ajudante. - Cara, o que aconteceu? Você tá horrível! - fez uma cara de desgosto.

Alfonso forçou um sorriso com a careta de Leo e se abaixou pra ficar na mesma altura do garoto. Anahí ainda estava dentro da sala e ficou em alerta quando percebeu que o ex estava do lado de fora, se aproximou da porta e tentou escutar a conversa, mesmo sabendo que era errado. Leo havia dito que Alfonso estava horrível, será que estava tão mal quanto ela? E se estava, porque então a havia traído? Fechou a cara com esse pensamento, mas seu coração não podia ser comandado igual os músculos do seu rosto, então quando ouviu a voz de Poncho e sentiu o cheiro do seu perfume, o seu estúpido coração se acelerou descompassado, fazendo com que ela quase esquecesse de todo sofrimento e corresse para os braços dele no mesmo instante.

- Moleque, você é um pouco pra frente não é? - fez um cafuné na careca do garoto, que riu - Eu...eu tive muito trabalho na fazenda e por isso sumi um pouco, você entende né?

- Claro, mas achei que era porque você e a Any tinham terminado... - deu os ombros, inocentemente.

- Sim, isso também... - limpou a garganta. - Mas eu tenho que ir agora campeão, se cuida ok? - se levantou novamente e forçou outro sorriso.

- Tá bem Poncho, mas olha... - Leo o chamou com a mão, como se estivesse prestes a contar um segredo, e Alfonso se aproximou - Ela está péssima também sabe, leu várias vezes a mesma frase na historinha e do nada os olhos dela enchiam de lágrimas e o pior de tudo... - falou Leo com a voz mais baixa ainda - Ela emagreceu demais, Poncho. Estou seriamente preocupado. - disse com o olhar sério.

Alfonso engoliu seco e não soube o que responder então se despediu de Leo, prometendo que as coisas iriam melhorar e que Any superaria essa fase assim como ele. Não suportava mais ficar no mesmo local que ela, então entrou em sua caminhonete e partiu para a cidade sem olhar para trás.

Anahí ainda estava parada no mesmo local, parecia grudada na parede e não sabia o que fazer. As lágrimas rolavam silenciosas pelo seu rosto e o ar lhe faltava nos pulmões. Pensou qur seria mais fácil, pensou que superaria logo e que em questão de dias ficaria bem. Mas estava enganada. Alfonso não era como Derrick, que pode esquecer em um passe de mágica. Alfonso era o amor da sua vida e agora não estavam mais juntos, porque ele sozinho havia decidido minar a confiança que ela lhe depositara, destruindo assim, a base da relação.

Ela se recompôs, limpou seu rosto e respirou fundo. Não queria que os funcionários de Alfonso a vissem naquele estado e corressem para fofocar, já bastava Leo falando demais.

- Any, está tudo bem? - perguntou uma vozinha delicada no fundo, que não havia reparado antes.

Ela dirigiu o olhar a Giovana, que a encarava confusa. Caminhou até a menina e sentou-se em uma cadeira que estava perto.

- Obrigada por se preocupar comigo, meu amor... - falou tentando segurar as lágrimas novamente, lhe emocionava ainda mais que a pequena se preocupasse com ela - Eu vou ficar bem, prometo.

- Any, não chora vai... - a garota limpou as lágrimas do rosto de Anahí e secou em sua roupa - Minha mãe sempre dizia que quanto mais a gente chora, mais feia a gente fica. - fez uma careta.

Any riu em meio as lágrimas e respirou fundo, fazendo com que conseguisse se controlar.

- Pois eu te digo que sua mãe estava certa, mas não totalmente... - segurou as mãos de Gio entre as suas - Na vida há momentos em que podemos chorar sim, extravasar toda dor que a gente sente aqui, oh... - apoiou a mão sobre o coração da menina - se um dia uma pessoa faz a gente muito, muito triste,   podemos chorar...mas também, existe o choro de felicidade, que a gente não consegue segurar e em nenhuma das situações chorar significa ficar feio, ou ser fraco...significa que você se importa. - sorriu e acariciou o rosto de Gio - Há pessoas também que não gostam de chorar, mas isso não é errado. Só quero que saiba que qualquer que seja sua escolha, nunca deixe que alguém zombe de você por ela... Ok? - beijou a testa de Giovana e a menina assentiu com a cabeça.

- Sabe Any, eu gosto tanto de você... Eu sei que já tive uma mamãe, mas você é como se fosse uma pra mim. - falou emocionada, e Any viu o quanto a garota se importava com ela mesmo que a maior parte do tempo fosse durona com todos.

Anahí a abraçou e beijou seus cabelos com carinho, não disse nada porque temia chorar novamente, mas agradeceu a Deus por ter colocado aquela criança tão especial em sua vida em meio a um momento difícil. Ficaram ali e conversaram sobre a escola, sobre o orfanato, sobre a fisioterapia - esta, Anahí achou que Gio havia se entregado e estava completamente desanimada, por isso sabia que tinha que fazer algo - até que a van responsável por levar Giovana para o orfanato chegou e a levou de volta. Então, ela juntou suas coisas e foi embora, não antes de dar uma olhada disfarçadamente pelas terras para ver se Alfonso estava em algum lugar por ali, mas fora em vão.

A casa estava silenciosa quando chegou, tirou o salto e sentou-se no sofá, massageando levemente os pés. Resolveu abrir uma garrafa de vinho e apreciá-la em sua banheira, queria esquecer dos problemas, esquecer da dor que insistia em tomar seu coração, esquecer de Alfonso mesmo que por uma noite...

Seu corpo estava submerso ao mesmo tempo que sua cabeça e seu braço segurando a taça estavam pra fora, os cabelos estavam presos com apenas alguns fios soltos que colavam na pele molhada. Algumas velas estavam acesas e exalavam um aroma surpreendente de lavanda. Pela primeira vez, em dias, Any estava pronta pra relaxar e ter uma boa noite de sono pela frente, sem choro ou pesadelo, mas seus pensamentos positivos foram interrompidos quando seu celular começou a tocar.

Alcançando o telefone na pia, ela não reconheceu o número mas curiosa atendeu mesmo assim.

- Pois não. - falou direta.

- É a Anahí? - disse a voz do outro lado com certa urgencia.

- Sim, sou eu. Quem é? - perguntou em alerta, sentando-se na banheira.

- É o Tim, do bar. Acho que você não lembra de mim, mas levei minhas filhas na livraria essa semana pra sessão de leitura... - respondeu.

- Ah, olá Tim. Em que posso ajudá-lo?

A linha ficou muda por alguns segundos, mas Anahí sabia que Tim continuava na linha pois conseguia ouvir sua respiração.

- Tim? Aconteceu alguma coisa com a Dulce ou a Maite? Elas estão ai? - perguntou, preocupada.

- Não, na verdade elas nunca vieram aqui. Estou te ligando por causa de outra pessoa... - falou com certa impaciência.

- Outra pessoa? Tim, fala de uma vez... - disse, segurando o celular firmemente na mão, com a taça já abandonada no chão.

- É o Herrera. - falou Tim em tom que não restava dúvidas - Antes que você pergunte, já liguei pra fazenda mais ninguém atende e ele só sabe chamar por você. Ele está incontrolável Any, todos os peões que tentaram levar ele pra casa foram arremessados pra fora do bar... Por favor, ele só vai ouvir você... - disse em tom de súplica.

Any revirou os olhos e soltou um suspiro sem paciência. Alfonso tinha mesmo que estragar seus planos, definitivamente. Seria pedir demais passar pelo menos uma noite bem, sem sofrer pelo desgraçado traidor? Pelo visto o destino achara que sim.

- Chego ai em cinco minutos, Tim. - falou e desligou.

A contragosto se levantou, sentiu-se subitamente tonta e pensou que talvez as duas taças de vinho foram demasiadas, saiu da banheira e secou-se rapidamente. Vestiu a primeira roupa que viu pela frente e saiu de casa afobada, com sangue nos olhos e bufando de raiva. Alfonso iria ouvir poucas e boas se dependesse dela, então entrou no carro e foi determinada até o bar do Tim.



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