História Em Nome do Amor - AyA - Capítulo 32


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Categorias Alfonso Herrera, Anahí, Originais, Rebelde
Personagens Alfonso Herrera, Anahí
Tags Atração, Aya, Ciumes, Cowboy, Hot, Leitura, Los'a, Ponny, Ponny Aya, Romance, Traumadas Anyponcho
Visualizações 15
Palavras 2.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 32 - Capítulo 32


No bar do Tim, o caos estava instalado a medida que a noite corria. Alfonso estava descontrolado e nada, nem ninguém conseguia acalmá-lo. Por pior que ele já estivesse quando chegou, a situação piorou quando encontrou visitas indesejadas.

Ele chegara no início da tarde e logo se sentou na banqueta do balcão.

- E ai Herrera, anda sumido... - falou Tim erguendo os olhos do copo que secava.

Alfonso simplesmente acenou com a cabeça e sem dizer mais nada, acenou com a mão por uma ceveja. Tim rapidamente a colocou em cima do balcão com uma porção de amendoim.

- Sabe Tim, as mulheres são completamente estranhas... - disse entre um gole e outro - quando elas são traidas de verdade, geralmente perdoam o canalha e o aceitam rapidinho. - bufou - Mas quando não é verdade, quando você é um cara legal e fiel, é incrivel a capacidade delas de acreditarem rapidamente em mentiras de pessoas que elas nem conhecem. - riu sem humor e pediu mais uma cerveja.

Tim trocou a garrafa e parou o processo de secar os copos, apoiando-se no balcão.

- Olha Poncho, nos conhecemos a muito tempo, você sabe. Todo mundo aqui sabe da vida que você levava antes de namorar... - olhou para a porta atrás de Alfonso, que acabara de ser aberta - se eu fosse Anahí, também ficaria com o pé atrás por tantas mulheres assim atrás de você. E pelo que parece lá vem mais um problema... - riu, balançando a cabeça.

Alfonso se virou e entendeu do que Tim falava. Cláudia acabara de entrar no bar, e ainda não tinha reparado nele, até aquele momento. Ela sorriu quando o viu e andou confiante em sua direção. Vestia um short jeans desfiado bem curto e vulgar, com um top cropped e botas. Querendo ou não, ela atraía olhares pelo bar, mais pela vulgaridade do que pela beleza.

- Vou precisar de algo mais forte... - bufou e antes que Tim pudesse guardar a garrafa de uísque, Alfonso fora mais rápido e a colocou em sua frente. - Não me deixe fazer nenhuma besteira. - pediu ao amigo, que assentiu com a cabeça.

- Boa noite Ponchito... - falou Cláudia com uma voz falsamente doce, sentando-se ao seu lado.

Alfonso não resopondeu e bebeu mais uma dose. Cláudia fora ali para achar uma companhia e curtir a noite, para sua sorte a pessoa que ela mais desejava no mundo estava ali, sozinho e deprimido. Então ela não perdeu tempo em investir uma vez mais em Alfonso, mesmo que só essa noite. Agora, ela sabia, ele estava livre da dona da livraria metida a besta e nada a deixara mais feliz, do que aquela notícia. Ela sabia que Ponho não resistiria ficar amarrado por muito tempo, era tudo questão de paciência. E uma coisa que ela adquirira ao longo dos anos, fora paciência. A vingança de Anahí estava planejada e agora era só esperar o tempo certo para colocar o plano em ação. Ela nunca iria eaquecer da vergonha e humilhação que passara em frente a população. Segurou com força a garrafa de cerveja, como se quisesse quebrá-la e ignorou a raiva que começara a borbulhar dentro de si, toda vez que pensava naquela noite. Hoje vai ser diferente...ela pensou.

- Então Alfonso, soube que está solteiro novamente - falou soando despretenciosa e tomando um gole de cerveja.

Alfonso a olhou com o canto do olho e resolveu mais uma vez ignorá-la, assim como o copo que estava se servindo. Empurrando-o para Tim, que observava os dois calados, ele resolvera tomar a bebida direto da garrafa em longos goles. Sentiu o álcool descer queimando, quente, como se algo dentro dele ainda queimasse, assim como a chama do seu amor que permanecia acesa.

- Sabia que você não conseguiria ficar preso por muito tempo... - falou, colocando a mão sobre seu ombro com a intenção de acariciá-lo mas ao mesmo instante do contato, foi repelida pela grande mão de Alfonso.

- Não-me-toque. - falou baixo e pausadamente, ainda sem olhá-la.

Cláudia fechou a cara mas ainda não havia desistido. Resolveu mudar de estratégia e se aproveitou de que Alfonso estava disposto a beber, então ela o "acompanharia" até ele se soltar. Pediu mais uma garrafa de uísque a Tim e empurrou para Poncho, que contintinuva a beber em silêncio.

- Sabe, Herrera... - bebeu sua cerveja - admiro você ter corrido atrás, ter tentado sossegar com uma mulher só. Agora você pode dizer que tentou né, nem todo homem é feito pra isso e você é um deles. - sorriu e o olhou - Você precisa aceitar sua natureza selvagem, Poncho e se quiser eu posso te ajudar... Eu não vou tentar te domar como ela fez, aliás, tentou né... - riu consigo mesma.

Tim, que escutara tudo, deu as costas e fingiu arrumar algo nas prateleiras. Sabia que Alfonso não estava para brincadeiras naquela noite e já estava na metade da segunda garrafa de bebida, o que era muito, até mesmo pra um homem do tamanho dele.

Com um baque, Alfonso bateu a garrafa com força em cima do balcão, fazendo com que a bebida se espirrasse ao redor. Cláudia se assustou com o gesto e pegou um guardanapo para se limpar.

- Qual o seu problema, Alfonso? - falou indignada.

- Qual é o meu problema? Você quer saber qual é a porra do meu problema? É você! Cala boca e para de falar de mim e da Anahí... - falou grosseiramente e a olhou nos olhos.

- Mas eu só falei a verdade... - disse tentando soar magoada.

Alfonso se levantou e se aproximou ameaçadoramente e a segurou pelo pescoço. A raiva que emanava dele era tão grande que quase podia ser percebida como ondas saindo do corpo. O rosto de Cláudia ficava cada vez mais vermelho e em vão ela tentava soltar a mão de Alfonso mas cada vez mais ia perdendo o ar e as forças.

- Você não sabe porra nenhuma da verdade, sua puta! Você não me conhece e nunca me conheceu de verdade. Eu já te avisei pra ficar longe de mim e nunca mais soltar dessa sua boca imunda o nome da Any! - gritou ficando sem fôlego e a soltou.

Cláudia se afastou, com as mãos no pescoço e tentando recuperar o fôlego. Alfonso estava fora de si, inebriado e com raiva, olhou em volta do bar. Nenhum deles o enfrentaria para defeder Cláudia, já que ela era a maior causadora de problemas da cidade. As lágrimas escorriam por seu rosto e ela correu para o banheiro, enquanto Alfonso, furioso, bebeu o resto do líquido da garrafa.

- Poncho, acho melhor você parar... O que foi isso, cara? Você tá descontrolado! - falou Tim assustado, enquanto dava a volta no balcão - Acho melhor, você ir pra casa e esfriar a cabeça... - tentou apaziguar.

- Ninguém me tira daqui, Tim. Me vê outra garrafa... - o olhou - AGORA, CARALHO! - gritou e jogou uma cadeira contra a parede, assustando todos ao redor.

Todos estavam com medo de se aproximar de Alfonso, já na terceira garrafa de bebida, ele só sabia soltar lamentos e palavrões.

- Alfonso, eu... - Cláudia se aproximou novamente, pensando que ele poderia estar mais manso.

- Olha só garota, se ele avançar em você de novo não irei interferir. Vaza daqui, antes que ele perca a paciência novamente com você. Não quero brigas no meu bar... - falou Tim grosseiramente.

Cláudia virou os olhos e fingira que as palavras de Tim não foram direcionadas a ela.

- Qual é a porra do seu problema? - falou Alfonso, com dificuldade - Quantas vezes vou ter que te dispensar pra você perceber que eu NÃO QUERO VOCÊ E NEM A PORRA DA SUA BUCETA, NEM DE GRAÇA! - gritou, mas não se deu o trabalho de olhá-la. Os olhos de Cláudia encheram de lágrimas novamente, uma coisa era Alfonso ser grosso diretamente com ela...outra era ele ser grosso e vulgar na frente do bar inteiro, mas pudera, ela procurou. - Não quero saber de você nunca mais Cláudia, eu amo a Anahí... - falou com pesar - Minha Any, minha luz... Ela não me quer mais, acha que eu a trai. - choramingou.

Derrotada pelas palavras de Alfonso, ela tentou levantá-lo para levá-lo para casa, mas sem sucesso.

- Tire essas mãos imundas do caralho de cima de mim, porra! - se afastou cambaleante - Eu já disse que eu pertenço a Anahí e só saio daqui se ela vier me buscar.

Tim imadiatamente chamou alguns peões que trabalhavam no haras e pediu que eles levassem o patrão para casa.

- NINGUÉM ENCOSTA EM MIM, INFERNO. EU VOU DEMITIR TODOS VOCÊS, SEU BANDO DE MARICAS VAGABUNDOS... - gritou furioso, com a voz mais lenta que o normal. Seu rosto estava avermelhado pela bebida, que agora fazia efeito em todo seu auge.

- Patrão, é melhor nós te levarmos pra casa, dai o senhor toma um café bem forte e... - o peão se assustou, quando Alfonso o pegou pela camisa e o arrastou até a porta, jogando no meio da calçada.

Entrando novamente no bar, mais outros dois o tentaram contar, mas foi em vão porque mesmo bêbado e com os reflexos diminuídos, ele bateu a cabeça dos dois, um contra o outro, pegando o primeiro pela parte de trás da camisa e pelo cinto, jogando-o exatamente no mesmo local do primeiro peão. Assim aconteceu exatamente com o outro, que antes até tentou nocauteá-lo, acertando um soco no rosto, o que não abalou Alfonso nem um pouco. Rugindo como uma fera, exibiu uma sequencia de socos na barriga do rapaz e o chutou, literalmente, pra fora.

- A próxima pessoa que tentar me tocar eu não terei misericórdia... - se deixou cair em uma cadeira e não percebeu a presença de Tim atrás de si.

- Alfonso, eu vou ter que pedir que retire você daqui... - falou preocupado.

- Você nunca vai entender Tim, nunca vai entender o que é ter o seu coração arrancado de dentro de você por perder a mulher que você ama... - falou com a voz totalmente embriagada, os olhos injetados de vermelhos e vazios. As palavras saiam atropeladas da sua boca, seus movimentos estavam cada vez mais atenuados pela bebida. - O que eu fiz de errado Tim? O que mais posso fazer pra ter a Any de volta, hein? - ele levantou a cabeça por um momento e pensou estar tendo alucionações, seus pensamentos estavam nublados mas conforme a imagem ia se aproximando, ele podia sentir o doce perfume de morangos.

Anahí abriu a porta do bar com violência e olhou ao redor, achou Alfonso sentado em uma mesa soltando lamentações e um olhar de pena no rosto de Tim. Se aproximou devagar e respirou fundo, aquela era a primeira vez que o via depois de terem terminado, apesar de tê-lo escutado naquela tarde. O olhar dele cruzou com o dela, ambos se encaravam a medida que Any se aproximava. Ela podia ver os olhos vermelhos e confusos pela bebida, o desleixo estava por todo o corpo de Alfonso. Barba grande e malfeita, ele havia emagrecido um pouco, assim como ela, dava pra reparar a leve perda de massa muscular dos seus braços.

- Posso saber porque você está causando problemas, Herrera? - cruzou os braços e tentou se controlar para não esbofeteá-lo.

- Any, minha doce Any... Você estava na banheira, não estava? Você só prende os cabelos assim quando está na banheira... - Alfonso sorriu e a puxou bruscamente para o seu colo, ela corou com a observação dele, tentou se levantar mas a força excercida por ele parecia ser sobrenatural. - Fica comigo meu amor, não me deixe de novo... - falou em súplica, acariciando todo seu rosto.

- Quantas garrafas no total? - ela perguntou a Tim, sem desviar o olhar de Alfonso.

- Quase quatro, de uísque. - respondeu Tim os observando.

- Alfonso, amor... - tentou persuadi-lo, mas chamá-lo de amor novamente fez sangrar seu coração machucado.

Alfonso lhe deu toda atenção, era bom beber já que fazia Anahí aparecer e lhe chamar de amor novamente. Ele o olhava fascinado e tentou beijá-la, em vão, porque Any virou o rosto.

- Agora não meu amor, tem muita gente olhando... Vamos pra casa? Lá ficaremos a sós. - disse em uma voz falsamente doce, pois no fundo, precisara segurar os tremores de raiva que ameaçavam tomar todo seu corpo. Então ela conseguiu se levantar e estendeu a mão para Alfonso, que de bom grado aceito, indo em direção a porta susurrou com os lábios "desculpe" para Tim, que simplesmente assentiu e respirou aliviado.

- Onde pensa que está levando ele, sua vadia? - a voz de Cláudia soou nos ouvidos de Anahí e a mesma se virou para olhá-la. - Que eu saiba, vocês não são mais namorados, não tem direito de levar ele daqui...

O bar, que já estava atento assim que Any chegou, agora estava com atenção redobrada. Todos as encaravam, esperando mais uma briga acontecer e Tim mais uma vez entrou em pânico.

Anahí soltou da mão de Alfonso, que simplesmente não demonstrara nada ao ver Cláudia e ficara parado no lugar, queria ver Any lhe defendendo de novo.

- Olha aqui, vagabunda... - sorriu ironica - não é da sua conta se Alfonso e eu estamos juntos ou não, nunca será. Mas olha o estado que ele está, presta bem atenção... - o mostrou com as mãos - pelo visto, nem caindo de bêbado ele te quis não é querida? - perguntou, se aproximando, com a cara fechada - Era o meu nome que ele chamava, era eu quem ele queria que o viesse buscar agora, portando se coloque no seu lugar, que é no puteiro, obvio. - falou com deboche, quase com o dedo na cara de Cláudia - se eu te pegar rondando o Alfonso mais uma vez, vou te dar outra surra... - segurou a rival pelos cabelos na nuca - pois pelo visto a primeira, você já esqueceu, né? - falou friamente, soltou com um puxão os cabelos dela e puxou Alfonso pra fora do bar.

- Eu sabia que você ainda me amava... - disse o bêbado animado, entrando no carro.

- Cala a boca, Alfonso... Simplesmente..cala boca. - falou com a voz fria e ligou o carro, depois que os tremores desapareceram.



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