História Em nome do amor, Amém - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Jikook, Vhope, Vkook
Exibições 1.187
Palavras 2.978
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Festa, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - Dezenove


TaeHyung POV

Acordei com barulhos estranhos preenchendo o quarto de hotel. Tateei a cama, mas não senti Hoseok ao meu lado. Então, abri os olhos devagar, coçando-os. Vi Hoseok caçando por suas roupas no chão e vestindo-se rapidamente.

- Fique aqui comigo mais um pouco. – pedi.

- N-N-Não. Preciso ir. – notei que ele estava estranho.

- Por quê? Tem alguma missa importante?

- Não. Eu só... Preciso ir. – claramente ele não tinha nenhuma desculpa para dar. Ou talvez não mentisse por ser padre. Notei que ele não me encarou por nenhum momento e mexia-se com euforia.

- Sabe. Não me olhar nos olhos, não me dizer “bom dia” e fugir dessa maneira, não vai diminuir sua culpa.

Ele engoliu em seco, enquanto tentava colocar seus tênis. Digo “tentava”, porque ele estava tremendo tanto que não conseguia sequer enfiar seu pé dentro do sapato. Eu sorri e puxei as cobertas de cima de meu corpo, vestindo minha boxer, que estava perdida pelo chão, e direcionei-me até o outro lado da cama, onde Hoseok estava abaixado, ainda tentando inutilmente calçar os sapatos.

Eu me agachei em sua frente e enfiei seu pé com delicadeza dentro do tênis, amarrando-o para ele. Fiz o mesmo com o outro, e Hoseok não contestou. Entretanto, quando levantei-me e sentei-me ao seu lado, ele se afastou rapidamente. Franzi as sobrancelhas e me aproximei novamente. Porém, dessa vez Hoseok levantou da cama. Ele estava com a cabeça baixa e as mãos trêmulas em frente ao corpo.

- O que é isso? – questionei.

- N-N-Não chegue perto de mim.

Eu suspirei e levantei, ficando em sua frente e encarando sua cabeça baixa.

- Você sabe que eu não vou fazer o que você pedir. – eu fui acariciar seus cabelos, mas ele me empurrou fortemente, fazendo-me cair sobre a cama.

- SAIA DE PERTO DE MIM! NÃO ME TOQUE! – gritou.

Ele me encarou e eu notei que ele começara a chorar. Isso fez com que meu peito se apertasse. Eu fiquei encarando-o sem reação, enquanto ele me encarava e lágrimas grosseiras escorriam por suas bochechas. Analisando-o melhor, eu havia deixado seu corpo completamente marcado. Não consegui vê-lo sem a calça, já que quando abri os olhos ele já havia a vestido. Porém, como ela era um pouco rasgada nos joelhos e coxas, dava para ver sua pele. Havia uma marca roxa em uma das pernas e na outra uma marca de mordida; seus pulsos estavam com marcas roxas, devido as algemas; uma de suas bochechas estava levemente roxa, devido aos tapas que eu havia lhe dado; seu pescoço estava completamente cheio de hematomas. Havia diversas marcas de mordidas e chupões; além de que, quando acordei vi seu abdômen, e ele estava horrível. Digo, muito marcado. Eram hematomas roxos e vermelhos, marcas de arranhões, chupões, mordidas e chicotadas. Isso havia me deixado, de certa forma, assustado.

- HOSEOK! – gritei, quando ele simplesmente saiu correndo para fora do quarto.

Jungkook POV

* * *

- Não consigo respirar. – ouvi Jimin pronunciar de maneira abafada, entre meus braços. Eu ri e me afastei um pouco. Ficamos então lado a lado, porém, de frente um para o outro. Iniciamos um contato visual leve.

- E então?

- O que?

- Você disse que estava confuso e que queria dormir comigo para decidir-se sobre algo. E então? Conseguiu tirar essa dúvida?

Ele engoliu em seco e respirou fundo, virando-se de “barriga para cima” e encarando o teto.

- Não sei. Quero dizer, parece que, ao invés de me ajudar, a noite passada só me atrapalhou.

Me mexi na cama, aproximando-me dele e ficando sobre seu corpo. Encarei-o por um momento, antes de inclinar-me para próximo de seu ouvido. Senti suas duas mãos pequenas irem para minha cintura, segurando-me forte.

- Então será que deveríamos repetir? – sussurrei. Ele ficou calado e eu sorri safado, mordiscando o lóbulo de sua orelha e enfiando-me entre suas pernas quentes. Como ainda estávamos completamente nus, nossos membros se roçaram. Jimin arfou próximo ao meu ouvido – Se você ficar duro, eu vou te atacar. – disse, passando a beijar seu pescoço.

- E-E-Então se afaste. – sussurrou ele, fincando suas unhas curtas em minha cintura. Eu sorri e peguei uma de suas mãos, levando-a até meu membro. Ele o segurou e, sem hesitar, começou a movimentar-se nele, para cima e para baixo.

- Por que está sendo fácil hoje? – questionei, encarando-o. Ele imediatamente tirou a mão de meu membro e engoliu em seco, timidamente – Sendo assim, você me excita rápido.

- S-Saia. Eu preciso voltar ao seminário.

- Não tão cedo. – disse, antes de beijá-lo. Ele correspondeu ao beijo, movimentando sua língua deliciosamente dentro de minha boca.

- Aaahn... – ele parou o beijo e gemeu ao sentir minha glande roçando em sua entrada – J-J-Jungkook... – gemeu meu nome.

- Vamos aproveitar já que estamos aqui. – disse, enfiando meu membro em sua entrada, provavelmente um pouco dolorida pela noite passada. Jimin levou suas mãos ao travesseiro, apertando-o fortemente. Ele gemeu arrastadamente.

Eu então comecei a me movimentar, sentindo meu corpo eletrizar-se imediatamente. Meu coração palpitava rapidamente e um imenso prazer me invadia ao sentir meu membro apertar-se entre as paredes quentes de Jimin.

- Mais... Mais... – Jimin gemeu baixo.

Eu atendi ao seu pedido, passando a me movimentar com mais intensidade. Porém, a lentidão continuava. Eu me esforçava para que cada parte do movimento fosse prazerosa. Não aguentando, fechei os olhos e praticamente me deitei sobre o corpo de Jimin, apoiando minha cabeça em seu ombro, próximo ao seu pescoço.

- Ahnnn... Ahnnn... Ahnn... – gemia baixo, entre respirações descompassadas, enquanto continuava a estocar em seu interior.

- É t-tão bom assim? – questionou Jimin, vendo minha reação. Eu apenas assenti, agora aumentando também a velocidade de minhas estocadas.

Jimin enlaçou seus braços ao redor de meu pescoço, começando a acariciar meus cabelos de uma forma carinhosa e deliciosa. Sua outra mão arranhava suavemente minha nuca e minhas costas. Eu estava me sentindo tão bem que gostaria que aquilo não fosse apenas “uma rapidinha”.

- M-Mais. Fique mais. – pediu Jimin, quando eu ameacei sair de seu interior. Eu o encarei e sorri, dessa vez, empurrando as cobertas sobre nós e ajoelhando-me na cama. Segurei sua cintura e empenhei-me mais em meus movimentos para dentro e para fora. Nós iniciamos um contato visual e o mantivemos. De alguma forma, isso tornou aquela transa um tanto quanto romântica.

- Você gosta? – questionei, levando uma de minhas mãos ao membro de Jimin e começando a masturba-lo. Ele ainda não estava completamente duro. Contudo, ele afastou minha mão. Eu encarei-o confuso.

- Eu não quero gozar rápido. – explicou-se. Eu ri nasalmente – E... Ahnnn... Eu gosto. Ter você assim foi uma das melhores coisas que já fiz na vida.

Quando ele disse isso, meu peito literalmente foi a milhão. Ele acelerou muito mais do que havia feito antes. Isso deixou-me tenso. Porém, continuei a penetrar-lhe sem dar muita atenção a este fato. Quando retornei de meus pensamentos, encarei Jimin e ele espichou seus dois braços, como uma criança, chamando-me para o meio deles. Ele estava extremamente fofo daquele jeito.

Inclinei-me para perto de seu corpo e ele enlaçou seus braços ao redor de meu pescoço, aproximando-se para um beijo. Seus lábios carnudos e borrados pela maquiagem de ontem à noite se entreabriram, e seus olhos se fecharam. Contudo, eu me afastei para provoca-lo. Ele grunhiu manhoso e abriu os olhos, encarando-me chateado.

- Coloque a língua para fora. – pedi.

Ele o fez, da maneira mais fucking cute que eu já havia visto na vida, e eu me aproximei, capturando sua língua e chupando-a. Depois, iniciei um beijo fora de nossas bocas, apenas movimentando nossas línguas no ar. Jimin se aproximou em seguida, dando-me um selinho demorado.

- Eu quero que você goze agora na minha boca. Como ontem. Tudo bem?

Por que eu estava usando esse tom de voz tão meigo e nojento?

Jimin assentiu, soltando-me. Eu me afastei e saí de seu interior, movimentando minha mão ao redor de meu membro, desfazendo-me em seu abdômen. Então, inclinei-me e lambi toda a extensão de seu membro, agora duro, parando em sua glande e apenas beijando-a, como se estivesse beijando alguém de língua. Jimin gemeu e eu peguei sua mão, levando-a até seu membro, incentivando-o a se masturbar. Ele o fez sem hesitação.

Fiquei chupando sua glande, enquanto sua mãozinha se movimentava em sua extensão rapidamente. Seus joelhos estavam dobrados e seus pés se movimentavam de maneira fofa. Eles também eram pequenos e fofos. Os gemidos de Jimin pareciam miados de gato. Eram irresistíveis.

Não aguentando tanta fofura, peguei um de seus pezinhos, acariciando-o como se acariciasse o pé de um bebê. Sua pele se comparava com a de um, já que era extremamente macia. Jimin grunhiu ao sentir meu toque carinhoso e delicado. Eu sentia vontade de mordê-lo inteiro.

- Está vindo... Está vindo... – avisou ele, arqueando as costas. Eu sorri e afastei-me de sua glande, fitando seu rosto, cujos olhos me encaravam de maneira semicerrada, e abrindo a boca, esperando seu líquido preenche-la. Ele o fez sem demora.

Ouvi seu gemido alto e manhoso, sentindo seu líquido quente invadir minha boca. Quando ele parou de jorrar, engoli e lambi os lábios, aproximando-me de seu membro e lambendo-o. Lambi também seus dedos pequenos, que também encontravam-se cheios do líquido.

Aproximei-me de seu rosto novamente e sorri, dando-lhe um beijo, que foi interrompido quando ouvimos um grito vindo do quarto ao lado. Franzi as sobrancelhas e notei que aquele grito não era de um sexo selvagem pela manhã, mas sim de uma discussão.

- NamJoon odeia discussões no seu hotel. – pronunciei, saindo de cima de Jimin e vestindo minha cueca, que estava no chão. Direcionei-me rapidamente até a porta, abrindo-a e indo até a frente da mesma, no corredor – YA! Não briguem dentro do hotel! Se quiserem o fazer, façam em outro lugar! – alertei os briguentos. Contudo, ao encarar os hóspedes do quarto ao lado, surpreendi-me.

Hoseok saía do quarto vestido e chorando, enquanto atrás dele TaeHyung vinha rapidamente, vestindo apenas uma cueca. Seu corpo estava bastante marcado. Principalmente por arranhões. O padre me encarou e arregalou os olhos, enquanto TaeHyung não tinha nenhuma expressão em seu rosto magro. Eu confesso que estava surpreso.

Ficamos nos encarando, sem nada dizer ao outro, até Jimin vir até mim falando alguma coisa. Porém, ele não chegou a sair do quarto, então eu consegui adentrar o cômodo e fechar a porta rapidamente. Coloquei a mão sobre a boca de Jimin, prensando-o entre a parede e o meu corpo. Estávamos ao lado da porta.

- Shhh. – disse, sentindo que ali daria muita merda.

Ele tirou minha mão de sua boca, encarando-me confuso.

- O que foi?

Antes que eu pudesse responder, ouvimos batidas fortes na porta.

- EI, SEU PERVERTIDO! JIMIN ESTÁ AÍ? VOCÊ O TROUXE PARA UM LUGAR DESSES? O QUE VOCÊ FEZ COM ELE, HEIN? YA! ABRA ESSA PORTA, JUNGKOOK! ABRA! EU QUERO VER SE JIMIN ESTÁ AÍ! – Hoseok gritou do outro lado da porta.

- E agora? – encarei-o – O que você quer que eu faça?

Eu mesmo estranhei minha própria atitude. Por que eu continuava a me importar tanto assim com aquele padre? Por que eu me preocupava tanto? Eu deveria simplesmente abrir a porta e dizer “ele está aqui e nós tivemos uma louca noite de amor”, mas, estava hesitando fazer isso, pois sabia que iria prejudica-lo a respeito de Hoseok.

Notei que os olhos de Jimin encheram-se d’água e ele ficou nervoso. Suas mãos começaram a tremer.

- ABRA A PORTA, SEU DESGRAÇADO! JIMIN ESTÁ AÍ? JIMIN! ELE TE PRENDEU AÍ? ELE TE OBRIGOU A FAZER ALGUMA COISA? NÃO FAÇA ISSO! VOCÊ NÃO PODE! EM NOME DO SENHOR, VOCÊ NÃO PODE! DE MANEIRA ALGUMA! YA! ABRA ESSA PORTA! – Hoseok insistia.

- Não abra. – sussurrou Jimin, abraçando-me. Ele enlaçou os braços ao redor de minha cintura, abraçando-me firmemente. Eu não era muito afetuoso, porém, naquele momento meus sentimentos se derreteram completamente e eu correspondi àquele abraço cheio de medo e culpa.

- Você quer que eu ligue para o NamJoon e peça para algum segurança tirar Hoseok daqui? Ou é melhor esperarmos ele cansar?

- Ele não vai cansar. Eu o conheço. Mas, não quero prejudica-lo.

- Eu posso tentar falar com ele. Mas, para isso, eu preciso abrir a porta.

Jimin assentiu. Eu respirei fundo, beijando seus cabelos e separando o abraço, antes de direcionar-me à porta e mexer na maçaneta. Contudo, antes de eu abri a maldita porta, Jimin aproximou-se de mim rapidamente e segurou minha mão livre com força. Ele estava amedrontado. Eu suspirei e abri a porta, encarando Hoseok de maneira irritada. Bufei.

Ele encarou a mim e depois baixou seu olhar, levando-o até Jimin, que, vestia apenas sua cueca e a minha camisa. Que inclusive, ficou incrivelmente sexy nele. Hoseok bufou e foi até Jimin, que recuou e agarrou-se ainda mais em mim, segurando meu braço.

- Nem tente puxá-lo. – disse.

- Como não? Eu preciso tirá-lo de suas mãos, seu desgraçado! – exclamou, pegando o pulso de Jimin. Contudo, eu segurei o seu pulso e o empurrei para longe. Ele grunhiu de dor, acariciando o pulso.

- O que você quer? Constatar que Jimin está comigo? Sim, ele está. Você sabia que ele estaria comigo na noite passada.

- O que você fez com ele? – perguntou-me irritado, ficando cara a cara comigo – O QUE VOCÊ FEZ COM O JIMIN, SEU BASTARDO? – gritou, levantando a mão para acertar-me. Porém, alguém segurou sua mão. Era TaeHyung, que apareceu atrás de Hoseok.

- Não faça escândalo. Você não está em condições para discutir sobre isso. – disse TaeHyung, sério.

- ME SOLTA! – gritou, empurrando TaeHyung – O que está dizendo sobre “eu não estar em condições”? É claro que eu estou! Quero saber o que esse moleque fez com Jimin! Eu quero saber até aonde ele foi! ATÉ AONDE OBRIGOU JIMIN A IR!

- Você não o impediu de ir com Jungkook ontem à noite. Então, não pode reclamar de nada. – disse TaeHyung, calmamente – “Eu não posso controla-lo”, foi o que você disse, deixando Jimin ir embora.

Hoseok ficou calado.

- E, além disso... – TaeHyung desviou o olhar para mim – Você dormiu comigo na noite passada. Nós transamos e, por isso, você não tem o mínimo de moral para discutir com eles. – voltou a encarar Hoseok, que engoliu em seco, demorando a responder.

- Mas, Jimin... Sonhava em ser padre... – ele ficou extremamente melancólico de repente – Ele era perfeito, não entende? Nunca havia se envolvido com ninguém, nunca havia pecado, era virgem e inocente. Ele... Tinha tudo para seguir uma carreira brilhante com o que sonhava em fazer. Mas... – encarou-me e seu olhar e tom de voz mudaram completamente – Um bastardo apareceu e mudou tudo. ELE ESTRAGOU TODO O JIMIN! – gritou, vindo para cima de mim e erguendo a mão para me acertar. Eu pude ver que naquele punho continha toda sua raiva e sua força. Porém, eu não senti dor alguma quando fechei os olhos para receber seu soco. Ao invés disso, senti apenas minha mão ser solta por Jimin.

Ao ouvir um grunhido alto de dor, abri os olhos e assustei-me. Jimin estava jogado no chão, com um canto da boca sangrando. Hoseok o encarava horrorizado.

- Jimin! – exclamei, agachando-me e encarando-o preocupado.

- Eu te disse que você não estava em condições. – ouvimos TaeHyung dizer, antes de Hoseok simplesmente sair correndo e adentrar o elevador aberto.

- Você está bem? – questionei a Jimin, acariciando seus cabelos. Ele assentiu, pedindo-me ajuda para levantar. Encarei TaeHyung, que nos encarava com uma expressão triste no rosto, antes de notar meu olhar e desviar o seu, indo até o quarto ao lado – TaeHyung! – chamei-o, mas ele me ignorou e simplesmente fechou a porta.

Eu respirei fundo e voltei ao quarto devagar. Ao adentrá-lo, ouvi o barulho de água escorrendo. Fui até o banheiro, vendo Jimin lavando sua boca na pia. Alguns rastros de sangue espalhavam-se pela cuba branca da pia.

Jimin POV

Repentinamente, sinto alguém me abraçar por trás, firmemente. Parei de lavar a boca naquele instante, erguendo minha cabeça e encarando o reflexo no espelho. Jungkook me abraçava por trás e apoiada sua cabeça em meu ombro. Ele olhava para um outro ponto do banheiro. Imediatamente, meu peito disparou. Desliguei a torneira, sem dizer nenhuma palavra. Eu não sabia o que dizer, na verdade. Eu estava surpreso.

- Você não precisa se machucar no meu lugar. Eu sou mais forte. Deixe eu me machucar no seu lugar. – disse ele, antes de se afastar e sair do banheiro. Eu continuei calado. Mas, dessa vez, respirei fundo, levando uma mão ao meu peito. Meu coração estava extremamente inquieto dentro de mim.

- Jungkook! – chamei-o, indo até o quarto, após secar as mãos e a boca. O outro estava se trocando.

- O que foi?

- Você vai fazer alguma coisa hoje de tarde?

Ele negou.

- Não. – respondeu, vindo até mim e começando a desabotoar minha camisa. Eu parei de falar naquele momento, pois me senti tenso demais para isso. Um nó havia se formado em minha garganta com sua proximidade – Por quê? Quer sair comigo?

Eu arregalei os olhos, sentindo minhas bochechas corarem violentamente.

- S-S-Sim. – respondi, gaguejando timidamente. Baixei a cabeça.

Ele se aproximou um pouco mais, levando seu rosto para próximo de meu ouvido.

- Tudo bem. Te pego às 15hrs no seminário. – sussurrou em meu ouvido, tirando a camisa de meu corpo e afastando-se para vesti-la. Ela era dele, inclusive.

Por algum motivo, eu fiquei animado com sua resposta e um sorriso singelo brotou em meus lábios, fazendo o canto de minha boca arder. Porque eu havia chamado ele pra sair, ou até mesmo o que era sair, eu não sabia. Eu não fazia a mínima ideia. Porém, eu queria tentar. Eu sentia uma imensa vontade de sair com Jungkook. De estar ao lado dele por mais tempo.

 

Continua...



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