História Em Pé De Guerra: Soul Eater Teen - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Soul Eater
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Adolescente, Black Star, Blaki, Comedia Romantica, Crona, Festa, Hentai, Kid, Krona, Lizzy, Luta, Magia, Maka, Mistério, Patty, Romance, Soma, Soul, Soul Eater, Tortura, Tsubaki, Universo Alternativo
Exibições 61
Palavras 6.497
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Festa, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Super Power, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá!

Sim, superei meu momento bad, peço perdão por isso, pois surgia sim, um monte de idéias ( YEEEHHH (≧∇≦)/ ) e nelas todos morriam de formas terríveis e trágicas ( ಠ_ಠ)

Pois é! E pra não matar ninguém por causa de um mal momento, resolvi esperar e pronto!
Me deram Nutella e eu melhorei!!

Milagre, não? Só Nutella mesmo!

Mas enfim, não sei como está esse capítulo e espero que gostem, pois ele meio que não diz nada com nada mas formem suas teorias!
Espero que gostem ♡´・ᴗ・`♡

Capítulo 5 - Árvores com Olhos e a Casa da Árvore


Fanfic / Fanfiction Em Pé De Guerra: Soul Eater Teen - Capítulo 5 - Árvores com Olhos e a Casa da Árvore

Narradora on:

Enquanto adentravam 

na floresta, o grupo se via calado. Todos ainda tinha seus olhos da cor de azul-cobalto, exceto Black Star, e não sentiam a diferença da falta de uma memória.

Quando estavam longe da vila, Black Star resolveu perguntar:

- Por que não voamos?- todos o encararam. Estavam estranhando o silêncio do garoto, mas de todo jeito, não esperavam que ele fosse logo falar isso.

- Se tinha mesmo nove bruxas voando por aí, sair voando seria o mesmo que marcar nossas costas com alvo e ficar dançando no território delas. – Soul disse, enquanto acompanhava os passos de Tsubaki, mais atrás dos artesãos.

- Soul tem razão. – Maka sentiu um amargor ao dizer aquilo, mas ignorou a sensação horrível de admitir que o albino estava certo. – Embora seja cansativo irmos à pé, seria melhor guardar nossas forças para possíveis combates. São nove bruxas. Eu senti.

- Mas ainda acho que seria mais rápido. – Black Star contestou.

- Eu também. – Soul replicou.

- Precisamos ter cautela. – Maka bufou, mas no instante seguinte ao que deu um passo, ouviu um som parecido com “Peck”. Todos pararam e olharam ao redor. Nada.

Maka olhou pra trás, e todos a encararam.

- Essa é a sua caute...?- Soul ia implicar, quando ouviram o som de folhas se chacoalhando e madeira rachando. Olharam ao redor e todos focaram-se somente em uma árvore, alguns metros de onde estavam.

A madeira estava com uma enorme fenda horizontal, e nessa fenda, um olho do tamanho de um braço estava ali. O olho, ao invés de uma iris, possuía duas e as pupilas estavam juntas, como o enorme formato de um infinito. A íris era rosa e podiam ver até as veias vermelhas do olho.

Todos encararam aquilo, confusos e ao mesmo tempo enojados, mas estremeceram de nojo quando o olho piscou as enormes pálpebras. Todos deram um passo pra trás.

- Acho que eu vou vomitar. – disse Maka, pondo a mão na barriga. Soul, que estava ao seu lado, deu alguns passos pra lado e ela emburrou a cara.

- Oh, entendo que meus fãs querem sempre estar de olho nos meus grandiosos feitos, mas isso é nojento. – disse Black Star, cruzando os braços e Maka revirou os olhos. – Até as árvores sabem dos meus grandiosos feitos! HIA HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ!!- ele se curvou pra trás, dando seu primeiro escândalo do dia, tirando da cabeça dos amigos a hipótese de que o azulado era um clone deixado por aliena já que levaram o original pra fazer experimentos e testes intergalácticos.

- É só um olho. – Ela disse, entediada, após superar o enjôo. – Vamos. – ela voltou à andar, mas o olho seguiu seu movimento. Todos olharam aquilo. O olho sequer lhes dava atenção, focando apenas em Maka, que ignorava a “secada” que levava.

- Quando penso que não pode ficar mais nojento... – Soul resmunga, voltando à andar atrás da parceira. Black Star dá de ombros e segue o amigo. Tsubaki suspira, ainda encarando aquele grande olho, mas logo corre, na tentativa de alcançar os outros, que já estavam longe.

Todos seguiam o caminho indicado pelos Majuwala, e sequer tinham receio de serem atacados pelas feras que os Majuwala tanto temiam. Todos seguiam em silêncio, e isso era o que mais os perturbava.

Black Star era o único que sempre mantinha seu espírito escandaloso à qualquer hora, mas dessa vez, seguia calado.

- Black Star. – Tsubaki se aproximou do parceiro. – Está pensando em algo?

- Hum? Eu? Não. – ele abriu um largo sorriso, deixando uma interrogação na cabeça da morena. Ela olhou para Maka e Soul, que seguiam alguns passos à frente, também em silêncio. Silêncio naquele grupo não era algo normal.

Com um suspiro, ela desistiu de tentar fazer o grupo ser o que sempre era. Estava estranho. Mas dava pra suportar.

Mais algum tempo de caminhada e todos ouviram o som de árvores se partindo. Olharam ao redor novamente, mas ficaram novamente enojados quando um enorme olho surgiu de uma fenda, numa árvore atrás de Maka.

- Está nos seguindo?- ela perguntou, dando alguns passos pro lado.

- Talvez devêssemos destruí-lo. – Black Star estalou os dDedo do punho fechado com a outra mão.

- Pode ser das bruxas... – murmurou Tsubaki, pensativa.

- Vai mesmo brigar contra um olho numa... ?- Maka ia dizendo quando Black Star deu um soco direto no olho, atravessando a árvore. O tronco se quebrou por inteiro e só se viu os estalos da árvore batendo em outras, enquanto caía para o lado. – E brigou.

- Isso nem se compara à uma briga para o grandioso Black Star. – ele declarou, orgulhoso, cruzando os braços sobre o peito estufado.

Soul olhava para outra direção, e suspirando, cutucou o azulado.

- Se aquilo não era nada, vai dar conta desses outros?- ele apontou ao redor e todos olharam. Várias das árvores ali abriam-se em fendas e revelavam olhos como o que Black Star destruíra, só que de cores variadas. Rosas, roxo, verde, amarelo, azul, vermelho, preto...

- São fáceis de derrotar. – Black Star riu, dando tapinhas no bíceps. – Acabo com todas em... – eles ouviram outro estalo, e de repente, o som de algo soar como chicote. De repente, Black Star foi atingido no rosto e arremessado contra uma árvore, que se partiu com o impacto, enquanto o azulado a atravessava.

- Mas o qu...?!- antes que Maka terminasse, sentiu algo enrolar-se em seu pé e a arrastou pro alto, a fazendo segurar a saia. – SOUL!- ela estendeu a mão e o cabo de uma foice bateu nela. Ela firmou a mão e girou a foice, e em só um movimento, cortou o que a segurava, caindo no chão em seguida. Ela se sentou, trincando os dentes, quando viu Tsubaki ir até onde Black Star havia caído, muitos metros de distância e as árvores os encarando, com raízes sacudindo-se de lado à outro, como o movimento de uma naja.

Ela se pôs de pé e olhou ao redor. Os olhos mantinham-se focados neles, e as árvores se chacoalhavam, como se tentassem se soltar de uma areia movediça.

Uma das árvores abriu uma fenda acima do olho e soltou um rugido grotesco, enquanto seiva e cascas de árvores voavam de sua boca. As raízes arrancavam-se da terra e moviam-se como tentáculos de lulas, ziguezagueando pelo ar.

Maka se pôs em posição de batalha, vendo que as outras árvores faziam o mesmo.

- O que raios está acontecendo?- Maka praguejou, vendo o azulado já de pé, com Tsubaki na sua forma de lâmina. Porém, diferente de antes, suas lâminas eram douradas com as pontas negras, e repleta de desenhos na sua lâmina. Fora que estavam bem maiores, para uma kurisarigami.

Enquanto as árvores arrancavam-se do chão, usando as raízes como apoio, Black Star se aproximou de Maka, atento à cada movimento das árvores, que se aproximavam, os cercando, rugindo de forma grotesca.

- Árvores monstros? Sério?- ele zombou. – Isso não é nada pro grandioso Black Star. Acabo com todos com apenas um...

- Tá, tá. Já ouvimos essa antes e foi seu grandioso soco que despertou as outras. – disse Maka, impaciente.

- OE, NÃO INTERROMPA O PODEROSO BLACK ST...

- Atrás de você!- Maka disse, quando uma das raízes foi na direção da cabeça de Black Star.

Ele deu um mortal pra trás, equilibrando-se por pouco tempo na raíz que o atacara, pois enrolava a mesma nas correntes de Tsubaki.

- Isso não é nada. – ele disse, sorrindo, antes de girar a kurisarigami e segurá-la ao contrário, antes de desaparecer da vista de Maka e ressurgir atrás das árvores que já os cercara. – YAHOO!!!- ele berrou, puxando as correntes, e uma linha vermelha começou à cerrar os troncos das árvores. Maka estava impressionada, vendo as correntes enroladas em volta das árvores, e que as mesmas ardiam em brasas, queimando e cerrando os troncos. As correntes estavam enroladas pelas raízes ou ao redor dos olhos e Black Star, ria, orgulhoso de seu feito, tendo imobilizado tantas árvores.

Maka sorriu, mas logo teve de saltar pro lado pra evitar de ser atingida por uma das raízes. Black Star apertou mais a corrente e as árvores presas nelas gritavam em agonia, enquanto seus troncos rachavam e se quebravam.

Maka girou sua foice algumas vezes no ar e em seguida, avançou contra as outras árvores, as despedaçando e cortando em apenas um golpe.

- Não eram fortes. – ela concluiu, ao ver tantos pedaços de árvores pra todos os lados, incluindo as que Black Star despedaçou de uma só vez. – “ A velocidade com a qual ele fez aquilo... É inacreditável... Não senti sua alma por três segundos... E ele já havia pego tantas... O quão bom ele está agora?”- Vamos continuar... – ela murmurou, após se certificar de que não haviam mais inimigos-árvores.

Todos os outros concordaram e Soul abandonou sua forma de foice, assim como Tsubaki voltou à forma humana. Soul estava emburrado, não parecendo satisfeito.

- Que foi?- Maka o encarou, enquanto andavam. – Queria lutar mais?- ela riu e ele bufou.

- Desculpe, mas figurante não brilha mais que o grandioso Black Star!- Black Star falou, entre risos. – Fiquem felizes! Deixei alguns pra vocês. Os mais fracos e...

- Fracos?- Soul riu baixo. Uma risada amarga. – É sério... É sério mesmo que estou ouvindo vocês massacrarem e debocharem daquelas criaturas?

- Qual o seu problema?- Maka cruzou os braços. – Logo você, dando lição de moral.

- Me deixa em paz. – ele resmungou, enquanto acelerava o passo, deixando os outros pra trás.

- O que deu no Soul-kun?- Tsubaki perguntou docemente e Maka encolheu os ombros.

Voltaram à acelerar o passo, pra alcançar o albino, que se recusava à andar com eles outra vez.

Já passava das duas da tarde quando resolveram parar e descansar ao menos um pouco. Soul ainda estava emburrado e se sentou longe, olhando pro alto, enquanto comiam dos suprimentos que os Majuwala haviam oferecido. Depois que comeram, ficaram ali por mais alguns minutos antes de prosseguir. Já estavam na montanha, agora só precisavam achar o esconderijo. Deveria ser em uma caverna, talvez.

Andaram por um bom tempo, com Soul atrás de todos. Maka já estava se irritando com a atitude do albino, e toda vez que o encarava, ele olhava pras árvores ao redor.

- Vai ficar nessa até quando?!- ela disse, e todos olharam Soul.

- Não sei. – ele emburrou a cara.

- Está com raiva do quê, exatamente?- ela cruzou os braços, voltando até ele.

- De vocês, não é óbvio?- ele ironizou.

- Por quê?- Tsubaki estava confusa.

- Atacam aquela árvore e quando as outras, irritadas pelo o que fizeram à primeira tentam vingá-la, ainda as destroem e zombam delas?!- ele disse, indignado.

- Elas estavam nos observando, Soul! E se fossem das bruxas?- Maka o encarou, mais indignada ainda.

- E se não fossem? Os Majuwala temem essa floresta por ela ser repleta de monstros. Se as árvores podiam fazer aquilo, como chacoalhar raízes e tudo mais, por que a primeira que vimos simplesmente nos encarou? Elas pareciam muito querer arrancar nossa pele, não viu o sangue nos olhos delas?- Soul ironizou. – Mataram aquelas coisas sem motivos nenhum e jogar nas bruxas é a nova desculpa?

- Soul... Está mesmo irritado por um bando de árvores?!

- Um bando de árvores que saíram da terra após ter uma das suas destroçada pelo mister músculo aí. – ele encarou Black Star.

- Está dizendo que eu sou o culpado?!- Black Star ficou chocado.

- Vocês são uns idiotas... – Soul bufou, voltando à andar na frente. Todos ficaram parados, trocando olhares. Algo estava errado.

Depois de se encararem, resolveram seguir Soul.

Não procuravam por nada em específico, mas estavam atentos à tudo ao redor, e mesmo assim, nada era chamativo o suficiente pra parecer uma “toca de bruxas”.

- Vamos nos separar e nos encontrar por aqui depois. – disse Maka, quando desistiram de procurar pelas bruxas em solo firme. – Caso achem algo, nos avisem.

- Pode deixar!- Black Star fez sinal de joia com o polegar, enquanto Tsubaki ficava na forma de lâmina demoníaca e ele era encoberto por marcas negras pelo corpo.

- Vamos, Soul. – ela disse, olhando o albino que sequer tomara a forma de foice. Black Star olhou pro albino, e em seguida pra Maka e sem dizer nada ( o que não é de seu costume ) e se foi. – Vai continuar nessa? Por umas... Árvores...?- ela tentou esconder o deboche.

- Se quer voar, arranja asas e se vira. – ele bufou.

- Qual é! A gente precisa completar a missão! Precisamos dar um jeito de recuperarmos nossas memórias e até lá, para de ficar dramatizando! Não sabia que havia virado um protetor ambiental barra monstros assassinos.

- Só vi um lado que matava ali. O outro só era destroçado. – ele disse, torcendo o nariz.

- Mas ô teimosia hein! – ela se estressou. – Tá bem. Soul, escuta: o Black Star atacou a árvore por que não pensa. Mas se não tivéssemos revidado, nós é quem estaríamos espalhados pelo chão. Entendeu? Elas podiam estar na delas. Cutucamos e pronto. Deu no que deu. Poderia parar com essa de protetor da vida e virar logo uma foice?- ela disse, impaciente e ele bufou, antes de se transformar em uma foice, encolher a lâmina e deixar as asas expostas. Maka se equilibrou no cabo e sorriu. – Bom garoto. Agora vamos...

Enquanto observavam de cima, podiam ver toda a extensão da ilha. Uma cadeia de montanhas estendia-se no centro e mais ao litoral, árvores e até um lago ao pé de uma das montanhas. Eles circularam ao redor da montanha, mas nada de entradas para cavernas ou cabanas.

Eles voltaram à solo e se sentaram. Logo Black Star e Tsubaki também estaria ali. E como haviam imaginado, os dois chegaram.

- Pela cara de derrota de vocês dois, suponho que não acharam nada. Hia há há há há há!- ele disse, gargalhando mais do que nunca.

- E parece que tiveram mais sorte. – Maka murmurou. – Certo, diga quais são as novas.

- Eu em minha grandiosidade estava usando minhas sombras para me mover como o vento, pois deuses maravilhosos fazem isso, sabe? Quando de repente...

- Tsubaki. – Maka o interrompeu, olhando pra morena. – Explica o que aconteceu?

- OE, NÃO INTERROMPA UM DEUS REPASSANDO SUAS LENDAS!

- Caímos enquanto usávamos o modo lâmina demoníaca e quando vimos, estávamos de frente a uma casa da árvore. – disse Tsubaki, timidamente. – Pode não ser muita coisa...

- NÃO IGNOREM O GRANDIOSO BLACK STAR!! LEMBREM-SE DE QUE ESSA FAÇANHA FOI FEITA SOMENTE...

- Uma casa da árvore no meio dessa floresta? Os Majuwala se borram de medo de entrar nela e só entram por que precisam de comida. – Maka disse. – Não entrariam e construiriam uma casinha no meio dela. Vamos nessa casa da árvore.

- OE, MANDEI NÃO ME IGNORAREM!!

- Desiste. – Soul disse ao amigo, suspirando.

- Certo. – Tsubaki concordou.

- Vamos. – Maka sorriu e Tsubaki voltou à forma de lâmina. Black Star, ranzinza e ainda resmungando, usou as sombras, saindo na frente. Soul voltou à forma de foice e Maka seguiu os rastros de Black Star.

Em pouco tempo, minutos pra ser exato, estavam os quatro parados, encarando a estrutura decadente posta em cima de uma árvore. As tábuas apodrecidas e mofadas, o chão com partes quebradas e buracos, um galho quebrado caído sobre o teto. Nem a porta estava em condições agradáveis e parecia ter sido feito por crianças.

- Bem... Vamos nessa. – Soul disse, dando as costas e saindo andando. Maka o segurou pelo braço, o impedindo de ir, e rumou até as escadas ( pequenos pedaços de madeira pregados junto à árvore). Ela começou à subir, e todos a encaravam, sem acreditar que ela realmente acreditava haver alguém ali.

Quando ela entrou pela porta, não deu sinais de vida por longos minutos, até sua cabeça brotar na porta.

- É melhor virem logo.

- Cabe todo mundo?- zombou Soul.

- Cabe um exército aqui. Andem. – ela voltou à sumir dentro da casinha. Todos se entreolharam antes de Black Star dar de ombros e subir as escadas. Tsubaki o seguiu logo em seguida, e por ultimo, subiu Soul.

Assim que Soul entrou, ficou tão surpreso quanto todos ali.

- Uou... – ele disse, girando e observando todo o espaço por completo.

- “Uou” é pouco... – riu Maka, já seguindo adiante.

Estavam em um enorme salão, com as paredes em marrom escuro e cortinas grossas, pretas, que pendiam desde o teto e pesavam ao chão, mesmo que sequer janelas tivessem.

Tinha várias escadas, que levavam à diferentes corredores completamente escuros e a única iluminação naquele salão eram quatro estátuas de gárgulas, com a boca aberta e uma luz vermelha emitindo dali.

- São iguais às da ilha... – disse Tsubaki.

Haviam cerca de seis escadarias, interligadas pelo enorme corredor que circulava o andar acima do salão, e ainda assim, ao lado das escadas, haviam portas duplas enormes de carvalho branco.

- Não sinto a presença de nenhuma alma... – Maka murmurou, após observarem todo o lugar. Não havia nada além das gárgulas, as escadas, as portas e as cortinas.

- Vamos por aqui!- optou Black Star, já subindo uma das escadas.

- Não. – disseram Soul e Tsubaki ao mesmo tempo. – Aqui. – eles começaram à subir uma das escadas.

- Porque essa?- Black Star estava confuso.

- Não sei. – Tsubaki encolheu os ombros. – Só... Sinto que essa seria... A melhor escolha.- todos olharam pra Soul e ele encolheu os ombros também.

- Certo. Vamos seguir o palpite de vocês. – disse Maka, seguindo Tsubaki.

Ao chegarem no topo da escada, adentraram no corredor, e como num passe de mágica, as luzes foram se acendendo. Maka olhou pra trás e viu que o salão havia desaparecido, restando apenas uma parede no final do corredor.

Eles seguiram em frente, esperando os chiliques de Black Star começarem. Ele nunca seguia, e sim, era seguido. Pelo menos era assim que sempre dizia.

Mas não foi o que houve. Ele seguia tranquilo, com as mãos atrás da cabeça, em passos descontraídos.

Pelo corredor, não havia nada além de pequenas lamparinas que mal iluminavam o local. Ao chegar no fim do corredor, encontraram uma encruzilhada, que levava à dois novos corredores.

- E agora?- Maka perguntou.

- Não sei... – Tsubaki disse, confusa. – Parecia ser o caminho certo... Mas agora... Ambos os caminhos parecem...

- Certo. – Maka suspirou. – Soul... - antes que ela terminasse, ele se transformava em foice, e ela o segurava. – Vamos seguir caminhos diferentes. Não sinto as almas das bruxas e nem a de ninguém, mas nunca se sabe.

- Então é a hora do grandioso Black Star brilhar?!- Black Star se animou. – Vamos, Tsubaki!- a garota virou uma kurisarigami. – Até!- ele saiu correndo para a esquerda, sem esperar Maka terminar de falar. – O GRANDIOSO BLACK STAR VAI ACABAR COM AS NOVE MEM UM GOLPE SÓ ENTÃO NÃO SE PREOCUPEM!! HIA HÁ HÁ HÁ HÁ HA – ele gritava, enquanto corria, até sua voz se perder ao virar outro corredor.

Maka suspirou, enquanto seguia o outro corredor. Seguiam em silêncio, e ela se preparava para qualquer coisa, e à cada corredor em que virava, encontrava uma nova encruzilhada, escolhendo na sorte ( ou intuição, como ela dizia).

Já andavam pelo o que pareciam horas e não achavam ao certo um caminho ou algo do tipo. Estavam perdidos.

Maka parou de andar, olhando ao redor. O corredor atrás de si havia se fechado em outra parede, a impedindo de retornar, e à sua frente, abriu-se outra encruzilhada. Suspirou, irritada.

- “Por que não notei antes?!”- pensou, se virando pra uma das paredes. A lâmina de Soul aumentou de tamanho e com dois movimentos de corte, um “X” se formou na parede. Com um chute, Maka abriu um buraco na parede. Poeira, destroços e... Luz.

Enfim, luz de verdade e não pequenas lamparinas que mal iluminavam o chão. Ela passou pelo buraco, enquanto Soul voltava à diminuir sua lâmina pra ajudar no equilíbrio. Se encontraram em um quarto, que pelos objetos, poderia ser de meninas. Haviam três beliches, e uma decoração um tanto feminina.

Em uma das camas, havia um ursinho rasgado, e em outra, um caderno sem folhas. Sem se importar com isso, Maka seguiu até a poeta, e ao sair, se viu em um enorme corredor. Haviam diversas portas, lado à lado, e de um lado, todas eram brancas e de outro, todas eram pretas. Ela deu passos vagarosos pelo corredor, atenta à cada som que ouvia, até que ouviu um choro vindo de uma porta.

Um choro de criança.

Sem pensar duas vezes, ela arrombou a porta, fazendo a criatura que chorava se encolher de medo atrás da cama. O quarto era como o que ela estava até à pouco. Três beliches, paredes pintadas e nada mais.

Ela se aproximou do garoto, encolhido. Ele usava roupas leves, brancas, mas sua pele morena e o cabelo encaracolado e preto e as duas marcas na testa que todos os homens que Maka vira na vila tinha, o entregaram como um Majuwala. Maka abaixou-se ao lado dele, que ainda se encolhia, e tentou sorrir inicialmente. O garoto sacudiu a cabeça em resposta negativa, dizendo coisas sem sentido e ainda chorando.

- O que deu nele?- Maka perguntou, olhando pra Soul.

- Ele não quer ficar como os outros. É o que diz. Está com medo, caso não tenha visto. Uma brutamontes arrombando a porta armada de uma foice não ajuda muito. – ele se destransformou e se abaixou.

Maka bufou e se afastou, ouvindo ele começar à falar no idioma do garoto. Ela parou na porta, sem realmente prestar atenção ao que conversavam ( pois seria inútil, já que não entenderia, de todo jeito) e olhou para o corredor.

Silencioso. Estava estranho demais. Alguma coisa estava acontecendo ali e isso era o que a intrigava. Precisava terminar o tal ritual, mas a tal anciã fora sequestrada pelas bruxas. Faltavam poucos dias pra essa tal lua e tinham de “amansá-la”, segundo as explicações de Soul.

- Maka, ele disse que elas os levam daqui e nunca mais aparecem. – disse Soul, se aproximando da loira, que se perdia em pensamentos. – Ele sempre aconselhava aos outros à se esconder, como ele, mas ninguém o escutava. Estavam à dias sem comer. Ele disse que também não comia nada do que ofereciam, pois os outros ficavam estranhos.

- Drogam eles?!- Maka se viu surpresa. – De todo jeito, precisamos ir. – Soul concordou, virando uma foice. Voltaram à seguir pelo corredor, com o garoto no seu encalço. Ele ainda fungava, mas havia se acalmado.

O garoto se encolheu atrás de Maka, enquanto seguiam pelo corredor, com a mesma ainda atenta à qualquer barulho, até que, por um micro segundo, sentiu uma alma.

- Vamos!- ela disse, correndo na direção, esquecendo-se completamente do garoto. No mesmo instante, Soul deixou sua forma de foice e voltou pra trás. O garoto estava alguns metros de distância, encolhendo-se.

- É. Vamos. – Soul ironizou. – Esqueceu que não podemos deixar esse guri?

- Sim. – ela deu de ombros. – Certo, paizão. Vamos levar o guri como?- Soul bufou, voltando à forma de foice com asas. Maka o segurou e olhou para o garoto. Soul disse algo e ele se aproximou, sentando-se no cabo. Maka o segurou firme, antes de sumirem pelo corredor, a uma velocidade incrível. Maka guiava enquanto tentava não deixar o guri à sua frente capotar pelo corredor, e o mesmo se encolhia em seu peito. Parecia não ter mais de seis anos e o que mais a incomodava era o fato de tê-lo abandonado dois minutos depois de achá-lo. Nunca faria isso mas não sentia remorso quanto à isso, e se não fosse Soul, só lembraria-se dele depois de encontrar com a alma, lutar, morrer ou derrotar ou simplesmente não encontrar nada.

Desde quando era tão insensível? 


Black Star


Enquanto corria pelo corredor escuro, virava em qualquer esquina e não se incomodava com o rumo que seguia. Iria destrocar as bruxas. 

Ao virar outra encruzilhada, bufou, parando de correr e respirar fundo.

- Black Star não faz voltas. – ele se lembrou de seu lema. – O grandioso homem que superou Deus faz seu próprio caminho... Seguindo sempre em frente!- ele gritou, voltando à correr. Ao encontrar outra encruzilhada, ao invés de virar, ele abaixou a cabeça, atravessando a parede com tamanha facilidade.

De repente, ele se viu em um enorme hall, iluminado por diversas lâmpadas nas paredes e no centro, uma estátua de uma mulher. Ele sorriu, orgulhoso de estar certo ao seguir seu caminho e após abanar a poeira dos ombros, continuou seguindo em frente, até ouvir alguém gritando, em agonia.

Acelerou o passo, seguindo pelas escadas que se estendiam atrás da estátua, e entrando em outro corredor. Porém, diferente dos outros, a saída no fim daquele corredor, tinha uma luz azul estranha, brilhando tão forte que sequer dava pra ver ao certo o que acontecia lá dentro.

Ele correu, sem se importar com o que acontecia, ouvindo outros gritos agonizantes complementarem os berros do primeiro, e logo seguia-se uma orquestra do horror. Black Star apenas motivou-se à continuar, mas travou na entrada ao ver a cena que decorria naquela enorme sala.

O sangue escorrendo pelos olhos, boca, nariz e orelhas; os gritos; os corpos amarrados pelos braços e pernas; os círculos mágicos desenhados por toda a parede e uma pedra no centro da sala, emitindo toda aquela luz, que irradiava diretamente aos corpos em agonia.

Tsubaki voltou à forma humana, e se aproximou, mesmo quando o azulado tentou impedi-la. Assim que chegou à tocar na luz, começou à gritar, assim como os outros, caindo no chão e arranhando a própria face, enquanto chorava. Black Star logo tentou se aproximar, mas algo o impediu, como uma parede invisível. Tudo o que podia fazer, vendo a parceira agonizar como os outros milhares estendidos ali até o teto, fora gritar e tentar ultrapassar o limite invisível.

De repente, algo agarrou-se aos seus pés e o arrastou pra trás.


Maka


Enquanto voava pelos corredores, Maka mal podia acreditar no que sentia. Cada vez mais, uma alma aparecia em seu “radar” e isso a intrigava, pois hora surgiam, hora desapareciam, a dando falsas indicações de lugar.

Quando enfim chegou à um enorme salão, onde tudo ali era escuro, exceto uma estátua de uma mulher que brilhava em vermelho escarlate. Ela se aproximou e rodeou a estátua, sem entender o porque de ela estar ali.

- TSUBAKI!- era Black Star. Ela, sem pensar duas vezes, guiou a foice até onde ouviu a voz, seguindo um corredor. No final, havia uma luz azul, brilhando forte, e sem pensar duas vezes, ela entrou na sala.

No mesmo instante, Soul voltou à forma humana e os três capotaram pela sala.

Quando Maka se recuperou, se pôs de pé, olhando ao redor, até reparar em tudo o que acontecia ali. Tsubaki, estendida no chão, gritando, enquanto Black Star estava amarrado junto à parede.

Haviam diversas mesas espalhadas pela sala, com correntes e tiras de couro para prender pessoas nelas. Maka andou, seguida por Soul, com o garoto segurando na ponta de sua camisa, e assim que Soul viu a pedra no centro da sala, protegida por um vidro, emitindo um azul quase que hipnótico, ele desviou seu caminho.

Maka não se importou, pois estava preocupada com Tsubaki. Ela tentou se aproximar da morena, quando algo lhe agarrou ao pé e a puxou pra trás.

- MAKA, O SOUL...!!- Black Star gritou, apontando pra onde Soul estava, e quando Maka olhou, viu o albino sorrindo, em frente à pedra, indo tocá-la. O garoto, ainda à suas costas, gritava algo em seu idioma, e quando o que prendia no pé de Maka a puxou, a fez cair em seguida. Ela lutou pra tentar se aproximar de Tsubaki, mas quando tentou tocá-la, o que a prendia a puxou pra trás.

Ao olhar pra baixo, viu uma tira de couro enrolada no tornozelo, e tentou soltá-la, sendo mais arrastada pra longe da amiga. Tsubaki ainda gritava, arranhando o próprio rosto, quando Soul tocou a pedra e o som de explosões ocorreram, junto de um terremoto. Todo o lugar estremeceu, e Maka olhou preocupada para Soul.

- Soul, sai daí!- ela gritou, e sem respostas, viu o albino pegar a pedra. Todo o lugar estremeceu outra vez, e as pilastras que o sustentavam começou à se desmoronar. Soul sorriu, abraçado à pedra, e seguiu rumo à porta. – SOUL!- Maka gritou, e o garoto tomou a pedra de Soul.

- NÃO!- Soul gritou, transformando o braço em lâmina, avançando contra o garoto, que saiu correndo até Maka, com a pedra em mãos. Ofegante, ele entregou-a à Maka, e se pôs à crente dela, como que pra protegê-la.

Tsubaki gritou mais alto, encurvando as costas, começando à sair sangue de seus olhos e todas as atenções voltaram-se pra ela. Soul, que estava pronto pra atacá-los, piscou confuso e olhou surpreso pra cena que se seguia à sua frente.

Sem pensar muito, tentou cortar as tiras de couro que apertavam ao pé de Maka, mas sua lâmina sequer surtia efeito.

- Que merda é essa...?- ele perguntou, confuso.

- Tira o Black Star dali. – Maka disse, e Soul concordou, indo tentar ajudar o amigo.

- Eu já tentei arrebentar... – Black Star disse. – É um rival à altura de um Deus!

- Tsubaki, calma. -disse Maka, enfiando a pedra na mochila. Precisava levar aquilo pro Kid e o pessoa da Shibusen. Aquela pedra fez Soul quase atacá-los. – Tsubaki!- ela se arrastou mais pra perto da amiga, e um pedaço do teto caiu mais à frente. O lugar desmoronaria à qualquer momento. Precisavam sair dali o quanto anted

- Eu vi!- disse Black Star. – Eu vi o que fizeram... – ele disse no instante em que, após muito custo, Soul conseguiu livrar uma de suas mãos. – O que elas fizeram às pessoas que sequestraram da vila.. É imperdoável... – ele disse, ajudando Soul à cortar a outra tira, passando para os pés. – O que elas fizeram...

- Está acontecendo o mesmo com a Tsubaki?- Maka perguntou, enquanto o garoto se abaixava ao lado da morena que, ao invés de arranhar o próprio rosto, agora chorava como uma criança, emitindo soluços altos e o sangue saia pelos olhos no lugar das lágrimas.

Assim que Soul conseguiu livrar Black Star, o mesmo correu até a morena e a sentou, enquanto Soul soltava Maka.

- Tsubaki? Oe, Tsubaki?- Black Star a sacudia. – Calma... Para de chorar.

- Tsubaki!- Maka disse, a puxando para um abraço, quando enfim se viu livre.

- “ Parece que afrouxaram depois que esse lugar começou à cair... Minha lâmina nem as arranhava...”- Soul pensou, vendo Maja tentando acalmar a amiga. Quando Maka se afastou, a mesma ainda chorava, porém, já mais calma.

- Não podemos ficar aqui. – Black Star se levantou, pegando Tsubaki no colo e a apertando contra o peito. – Precisamos cuidar da Tsubaki o quanto antes. – ele saiu correndo, sem esperar por respostas. No fim, todos concordavam.

Soul voltou à forma de foice e Maka, abraçando o garoto à sua frente, guiou a arma atrás de Black Star, que corria tão rápido quanto sua forma de sombra das lâminas demoníacas, enquanto desviavam de destroços que caíam vez ou outra.

O lugar desmoronava e estremecia, enquanto viravam às cegas pelos corredores, sem achar uma saída.

- Vamos seguir meu jeito. – disse Black Star, antes de chutar uma parede e a mesma se desfazer. Eles entraram em um quarto e ele repetiu o processo na outra parede.

Fizeram isso por algum tempo, até que a última em que quebraram, viram apenas o céu azul, nuvens e em seguida, uma queda enorme e sem aviso algum. Por sorte, Maka estendeu a mão e o segurou.

Eles olharam para baixo e viram que estavam muito altos, e que não havia nada atrás de si, embora o som de uma enorme construção sendo demolida ainda era ouvida, em alto e bom som.

Sem pensar muito, Maka guiou a foice até a vila dos Majuwala.

Ao chegarem lá, Black Star saltou, ajeitando Tsubaki em seu colo. Ela já não chorava, apenas tremia e sussurrava coisas, mesmo estando inconsciente. As pessoas se aglomeravam diante deles, e quando Maka apareceu carregando o menino, uma mulher gritou algo e o menino correspondeu, quando alguém despontou do meio da multidão e agarrou o garoto, o beijando e o abraçando, enquanto ambos choravam.

Soul, sem perder tempo, disse algo mais alto que todos, cessando as vozes. Todos abriram caminho à um homem, seguido por uma mulher. Ele estava com o braço ferido, e tinha ataduras por todo o corpo, e usava uma faixa na cabeça, com enormes penas vermelhas e douradas a enfeitando. Ele segurava um cajado, a tornado com desenhos estranhos e usava uma roupa mais chamativa que os demais, assim como a mulher ao seu lado.

Ele e Soul falaram durante algum tempo, até que Soul apontou pra Tsubaki. O homem afirmou com a cabeça, disse algo e logo três mulheres saíram do meio do povo, acompanhadas de um outro homem. O homem fez menção de pegar Tsubaki no colo, mas Black Star o impediu.

- Black... – Soul ia dizendo, quando o azulado fez bico. Soul suspirou e voltou à olhar para o homem. Disse algo e o homem dispensou o outro que acompanhava as três mulheres. – Vá com elas. – Soul disse e Black Star bufou. – Vão cuidar da Tsubaki. – Black Star enfim cedeu e as seguiu. Maka fixou ali, enquanto Soul dizia coisas ao homem. O povo vez ou outra exclamava algo, ou diziam algo, indiganados. O homem os acalmava com um movimento de mão, e Soul prosseguia seu discurso.

Quando terminou, todos estavam quietos, em silêncio. Eles olhavam pro líder, desolados, e Maka já sabia o que Soul falara. Sensibilidade nunca fora o forte do albino, e sabia que se era pra dar noticia ruim, ele cuspia tudo de uma vez. A mulher, provavelmente mãe do menino que encontraram, o abraçou mais forte, ainda aos prantos. Várias outras mulheres se juntaram ao abraço, abraçando o menino, como se ele, por algum motivo, a confortassem da perda de seus filhos.

Soul suspirou pesadamente, e o homem o acompanhou, para logo em seguida, ambos olharem as pessoas. O homem então enfim me notou, e deu um sorriso fraco, falando algo. Soul o olhou confuso, ficando desconfortável.

- O que? O que foi?- o olhei, confusa.

- Ele acha que é minha esposa. – Soul disse, e Maka começou a ficar vermelha.

- Que absurdo!- ela exclamou, bufando pelas ventas, cruzando os braços. – Diga que é o contrário!- Soul riu, dizendo algo ao homem, que nos olhou por algum tempo, antes de gargalhar com gosto. O povo dele sofrendo e ele aí, rindo. Ele disse algo, entre risos e Soul revirou os olhos.

- Ele se desculpou. – Soul riu junto. – Ele achou estranho o fato de der minha “esposa” e não esperar nenhum “fruto” do “acasalamento”. As esposas aqui costumam ter três filhos, um atrás do outro. Elas dão à luz e logo tem de engravidar outra vez. Pra provar que são férteis. – Maka sacudia a cabeça, entendendo.

- Então era isso.

- Normalmente mulheres não andam Grudadas com homens à menos que esperem uma proposta. Se o homem for burro e não notar, elas passam à andar com outro.- Soul riu baixo. – Os costumes desse povo são estranhos...

- Bota estranho nisso. – o homem voltou à falar algo com Soul.

- Vamos. – Soul disse, puxando Maka. – Agora faz sentido o que a Nohana disse... – ele murmurou, arrastando ao redor das pessoas.

- O que... Por que estamos indo?- Maka perguntou.

- Ele quer falar com seu povo. Estão desolados, mas não querem perder as esperanças. Duas das crianças levadas são as filhas do líder. Gêmeas. Ele e a esposa estão em prantos, mas não podem mostrar isso ao povo. Por isso ele... Riu daquele jeito. – ele disse, se virando e olhando para a multidão, que se aproximava mais do homem. Soul e Maka pararam junto à uma das recém casas construídas e ele suspirou. – Eu não disse toda a verdade, se é o que está pensando. – Maka o olhou, espantada. – Notei que a memória que eu entreguei em sacrifício está mudando muita coisa. Antes, coisas que me fariam rir e zombar só estão mexendo comigo. – ele disse, sentando-se ao chão e escorando as costas na casa.

- Ser sincero é uma delas?- observou Maka.

- Confio em você. Não vejo problemas em falar o que realmente penso. E sim. Notei que está muito fácil falar as coisas agora. – ele voltou à rir baixo.

- Então... Está sendo mais sincero e...?

- Não sei. Sentimental?- ele abriu um sorriso de lado. – Fico lembrando das coisas que eu vivo te dizendo... Me desculpe por isso. – o queixo de Maka caiu. – Mas é divertido te provocar. – ele disse, começando à rir. – Isso e... Não. Esquece. – ele sacudiu a cabeça. – Só... Não falem mais daquelas árvores... Estavam sofrendo a morte sem motivo de uma das suas e tentaram vingá-las. Eu conseguia ouvir o choro delas. – ele fez bico.

- Ouvia? Eu só ouvia madeira e grunhidos esquisitos. – Maka torceu o nariz.

- Eram os prantos. Perguntei ao líder sobre as árvores e ele disse que só atacam caso você as ataque. Elas costumam proteger a vila dos animais durante a noite, pois eles cuidam delas durante o dia. – Soul disse, abaixando a cabeça. – Eles acreditam que não são só árvores “monstro”, e sim, a reencarnação dos que partiram... – Maka tapou a boca- E acabamos matando pelos menos trinta dos seus antepassados. Contei isso também. Ficaram furiosos. Mandaram-nos embora e disseram que eu não era o filho da Tierã. O líder os acalmou diversas vezes e terminei de dizer o que aconteceu no castelo. Não achamos as crianças, mas não havia sinais de que haviam sido mortas. Eles... Não se contentaram com isso. Querem as crianças, mas saber que o Kali, o guri que trouxemos, está vivo, deu esperança pras mães. Já os pais, estão doidos peã acabar com as bruxas e resgatar seus filhos.

- Não podemos deixá-los se meter com as bruxas.

- Eu disse isso ao líder e ele prometeu que esperariam aqui. Contanto que prometêssemos procurar suas crianças. E...

- Prometeu. É o certo. Somos da Shibusen. E a Shibusen luta pela segurança dos inocentes. Temos que encontrar e resgatar essas crianças. – Maka disse. – Vou falar com Kid... – ela saiu andando, mas parou ao lembrar da pedra que Soul roubara do “esconderijo”. – Soul... Você... – ela se virou e o encarou. Ele estava com os olhos fechados, respirando lento.

- Hmm?- ele resmungou. Parecia cansado.

- O que Nohana disse mais cedo e que fez sentido agora?

- Ela... Queria me seguir. – ele riu baixo. – Mas você estava colada nas minhas costas. Daí ela disse que não gostava de competição e foi embora. Ah... Maka... Não foi hoje cedo... Foi antes de ontem. O líder retornou noite passada... Ficamos fora dois dias.


Notas Finais


É isso!

Uma quebra de tempo, cenas de lutas horríveis e mal explicadas, pedras hipnotizantes, mudanças que qualquer um já teria notado e Maka sendo esposa de Soul.

Ai ai... Quantas coisas, não?

Espero que tenham gostado kkk.

Kissus 😚😚


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