História Em Um Parque - 2 Temporada - ABO - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Pedro Afonso "RezendeEvil" Posso, TazerCraft
Personagens Mike, Pac, Pedro Afonso Rezende Posso, Personagens Originais
Tags Abo, Deathfic, Mitw, Mpreg, Sacrifício
Visualizações 270
Palavras 4.677
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


1 - Gente, esse é o final, eu quero agradecer por tudo! Tipo, tudo mesmo! Eu amo muito vocês! Sério! <3

2 - Esse é o Nascimento do bebê, eu sei que ficou muitas pontas soltas pela fic, mas é para conseguirmos ter uma 2° Temporada t(^-^t )
E fiz duas versões, uma do Parto Normal e da Cesárea, e me desculpa pela falta de detalhes na Cesarea, mas não tinha muito o que escrever lá...

3 - Eu to na bad pelo o que eu escrevi... ;-;

4 - Era para te acontecido as seguintes coisas, o antigo Alfa do Pac ia aparecer; o Pac ia engravidar por causa do estupro mas ia perder o bebê; ele ia ver a traição do Mike e ia o esquecer... Mas a maioria vai ficar pra 2° temporada... :3

5 - NOS VEMOS NA 2° TEMPORADA! :3

Capítulo 17 - Em Uma Rua - The End... ?


Fanfic / Fanfiction Em Um Parque - 2 Temporada - ABO - Capítulo 17 - Em Uma Rua - The End... ?

GENTE! OLHEM AS NOTAS INICIAIS, TENHO QUE EXPLICAR DUAS COISINHAS PARA VOCÊS!

 

2 Semanas Depois...

 

Mikhael chegou no hospital com um sorriso de orelha a orelha, ele levava em uma das mão a cadeira de rodas (Daquelas que “abre e fecha” pra facilitar a locomoção, eu acho que se fala dobrável) já que o pequeno não podia se locomover pelo bem estar do bebê e dele mesmo também, mas principalmente pelo bem estar do bebê.

Finalmente o pequeno Ômega voltaria pra de baixo de suas asas...

Assim que chegou no quarto, encontrou Felipe, julgo Felps, ajudando o irmão a se vestir, o pequeno Ômega resmungava e xingava o mais novo enquanto se remexia para atrapalhar o Alfa.

- Pac! Fica parado! Você tem que vestir essa maldita calcinha! Porra Ômega!

- Cê cala a boca filho da putiane! Se eu quiser eu ando como vim ao vim ao mundo que ninguém vai reclamar!

- Cê ta grávido! Vamo falar a verdade! Cê não já não ta mais como era! – Falou o Alfa já estressado, mas se arrependeu amargamente quando viu um beicinho se formar no rostinho quase – Lembrando, QUASE – angelical, e duas gotas começarem a descer por cortarem a metade de suas bochechas, sendo seguidas por outras, começando um choro escandaloso, que deveria ser ouvido por todo hospital.

- EU SEI QUE TO FEIO E GORDO! NÃO ME OLHA! – Gritou ele escondendo o rosto com os braços.

- NÃO! NÃO PAC! CÊ TÁ LINDO COM O MEU SOBRINHO AI! CALMA! CÊ NUNCA ESTEVE MAIS LINDO! – Gritou o Alfa desesperado.

- AHHHH! EU SABIA! SEMPRE FUI FEIO! PARA DE ME OLHAR! SAI! – Grita novamente aumentando o choro agora ainda mais escandaloso. Muitos leitores dirão que é frescura todo esse escândalo, mas é um instinto Ômega, que é chamar a atenção se Alfas e Betas, para os acudirem, seus gritos podem percorrer cerca de 2 a 3 km.

O Alfa estava se divertindo com aquela conversa, mas o choro do pequeno Ômega estava chamando a atenção dos enfermeiros e médicos e os pacientes Alfas e Betas estavam agitados.

Mikhael foi com calma e abraçou o Ômega deitado na cama, o abraçando e cheirando seu pescoço, e permitindo que seu aroma – ou no caso o perfume Alfa – fique mais forte, lhe acalmando e acabando com seu choro escandaloso. O deixando calminho.

- Pequeno, vamos se vestir? – Falou calmo, o pequeno Ômega concorda com a cabeça e Mike tira a peça intima das mãos de Felipe,ele pegou e passou os pés do menor pela calcinha e se sentou na cama, colocando as pernas dele nos ombros, e terminando de o vestir com a peça.

- Felps, cadê o vestido? – Perguntou calmo. O mais velho passou a peça e Mike tirou as pernas dos ombros e ajudou o menor a se sentar e lhe vestiu com o vestido simples de malha azul escuro. O Alfa o pegou por de baixo dos braços – Ou pelas axilas – e o levantou colocando na cadeira que já tinha armado quando entrou no quarto e o sentou ali. – Confortável?

- Preferia andar...

- Você gosta do nosso bebe, não é? – O Ômega concorda com a cabeça. – Então para ele ficar ai dentro até quando precisar, você precisa ficar quietinho, Ok? – Falou o Alfa tocando sua barriguinha por cima da peça de tecido.

- Tudo bem... – Disse ele fazendo um biquinho, e o Alfa beijou aquele beicinho tão fofo.

- Ótimo, vamos embora. E se tivermos sorte, só vamos voltar quando for pra esse meninão vir pro mundo.

- Como sabe que é um menino? – Perguntou o outro Alfa que foi ignorado.

- Eu sou o pai, tenho que saber!

- E se não for menino?

- Vai ser! – Respondeu ignorando, se posicionando atrás da cadeira e a empurrando para fora do prédio.

~~~~

As batidas na porta continuavam, e sem opção, Orfeu se levantou e foi atender a porta, colocando um roupão por cima do pijama. Atendeu e se impressionou ao encontrar o Alfa de seu filho.

- Mikhael? O que faz aqui as 3:30 da manhã?

- Preciso conversar com você.

- Tudo bem, entre. – Ele deu espaço e o Alfa entrou, e se sentou no sofá.

- Orfeu, foi você de deu a luz ao Tarik, não é?

- Bem... Sim.

- Então como sobreviveu?

- Bem... Eu não sei, não faço a mínima idéia, só sei que acordei em um hospital com Tarik no berçário...

[...]

~~~~

5 meses depois

Tarik sentia um leve incômodo, uma dorzinha chata, que não ia embora, nada de alarmante... Se levantou da cama, indo em direção a cozinha, precisava de chá, ou qualquer coisa para lhe acalmar os nervos, ele deixara o marido dormir, já o acordara tantas vezes por causa de alarmes falsos, no caso, falsas contrações.

O mesmo riu com a lembrança da falsa contração, eram cólicas bem leves, mas já o alarmaram e ele contou ao marido. Que se desesperou, pegou a bolsa do bebê e arrastou o jovem para o carro saindo correndo e levando varias multas de trânsito.

Pegou uma xícara e colocou o chá nela, indo até a sala, se sentando no sofá e tomando o liquido quente, sentindo os músculos relaxarem e levou novamente a xícara até boca.

- TARIK!

Com o grito, ele virou o conteúdo todo pra dentro da boca, deixando a xícara cair no chão e quebrar em dezenas de caquinhos.

Ao sentir sua língua, bochechas e o teto da boca (a parte de cima da boca, é assim que se fala aqui na minha cidade...) serem queimados, ele cuspiu no chão e correu em direção a cozinha, indo até a pia, e colocando água na boca, tentando aliviar a dor.

- Tarik? – Mike apareceu na porta da cozinha, e correu até o parceiro. – O que aconteceu? Você ta bem?

- Você gritou e eu queimei a boca! – Falou o Ômega fechando a torneira e se virando pro Alfa.

- Desculpa pequeno, mas o que está fazendo acordado as 4:30 da madrugada? Tá bem?

- To com uma dorzinha chata, eu acho que são contrações, mas eu não sei se são as verdadeiras... Tá muito fraca...

- Quer ir pro hospital?

- Quero... – Falou Tarik, que saiu em direção ao quarto, colocando um vestido leve e um chinelo. Assim indo até a sala, encontrando o marido com a bolsa do bebê. Que caminhou até o esposo e deu um beijo no topo de sua cabeça. – Se o bebê for um menino Ômega, eu quero que ele se chame de Hiroki e se for uma Ômega, Yoki.

- Tarik, que tara por nome japonês é essa? E o que significa?

- Eu acho fofo, Hiroki significa alegria da prosperidade, da riqueza, da abundância, e Yoki significa pássaro azul, o que eu interpreto por liberdade... – Disse ele sorrindo.

(Tem duas possibilidades de como se fala esse nome, podem escolher entre Iroqui ou Riroqui e o da menina se lê Ioqui.)

- Se for um Alfa, vai se chamar Abel e uma Alfa Emma...

- Mas e se for um ou uma Beta?

- Se for menino, se chama Hiroki e se for menina Emma... Que tal?

- Adorei... A pequena Emma... Não? Combina com uma Beta. Mas vai ser um pequeno Ômega... Pode começar a memorizar o nome do nosso pequeno!

- É o que vamos ver Pac. Agora vamos. – Mike passou a mão pelas costas do outro e o guiou para fora, ele até pegaria o esposo no colo, mas ele havia engordado uns 10 ou 12 quilos, e já não conseguia o pegar no colo.

Ele o ajudou a entrar no carro e colocou a bolsa do bebe no banco de trás e entrou no carro, dando partida e saindo com calma.

- Humm... – Tarik dá um suspiro dolorido acompanhado de uma careta. – Vai com calma mocinho! As contrações estão mais fortes... – Comentou aliviado pela dor ter passado temporariamente.

- Humm... Está mais forte que as anteriores? – Perguntou já um pouco assustado, mas o Alfa tentava ainda manter a calma.

- Está, mas vai com calma, ele não vai nascer no carro! – Comentou tentando tirar a nevoa de tensão que se criou no carro, Mike acelerou um pouco, não muito. Até que eles chegaram na maternidade. Mike saiu e pegou a bolsa, assim indo pra frente e ajudando o esposo a se levantar e andar.

- Como ta?

- Tá doendo, mas não é tanto assim... – Comentou, enquanto era guiado até uma cadeira na recepção. Mike o deixou ali e foi falar com a recepcionista da maternidade. – Ahhh! – Gemeu dolorido pela contração. – Calma bebê, deixa seu pai arrumar as coisas! – Comentou passando a mão pela barriga.

- Vamos querido. – Falou Mike o ajudando a se levantar, uma enfermeira que estava atrás do Alfa os guiou até um quarto, que seria usado para esperar e depois para o Ômega descansar do Parto.

Ao chegarem no quarto, a Beta se ausentou para chamar o doutor, enquanto isso, Mike ajudava o esposo a se trocar, colocando aquele famoso vestido de hospital, sem a peça intima. O Alfa ajudou o menor a se deitar na cama, e a se ajeitar em uma posição mais confortável.

[AVISO: Como escrevi nas Notas Iniciais, eu escrevi duas versões, o do Parto Normal, e da Cesárea, já que algumas pessoas não gostam que os homens consigam dar a luz naturalmente... E se quiserem, podem ler as duas versões, que será uma boa experiência, só peço para que não reclamem da versão do Parto Normal, pois eu tive que pesquisar muito pra fazer o mais próximo da vida real possível! Agora fiquem com as versões!]

 

 

[VERSÃO 1: Parto Normal]

- Como está a dor? – Perguntou o Alfa puxando uma cadeira estofada pra perto da cama/maca.

- Está bem forte... Mas eu acho que vai ficar ainda pior, não?

- Provavelmente, - Mike pegou uma das suas mãos a apertando com as suas outras duas. – mas vai valer a pena.

- É... Vai sim... – Falou Tarik, mas logo se calou, ficando tenso, apertando a mão do parceiro e fazendo uma careta. – As contrações estão mais fortes, longas e o espaço entre elas é menor, isso dói! – Comentou com um tom de alivio.

- O nosso bebe está chegando... – Comentou o Alfa beijando as pontas dos dedinhos da mão que saiam do aperto.

- Mike... Você sabe que eu posso...

- Não vamos falar sobre isso! – Falou Mike, cortando a fala de Pac.

- Eu só quero te dizer que eu sei... – Falou o pequeno Ômega com carinho.

- Sabe do que? – Perguntou ao menor, agora apertando sua mão com apenas uma das suas, já que a outra acariciava o seu cabelo.

- Eu sei que você não me ama, você ama ela, a Ketherine... – Falou ele parando, e fazendo novamente uma careta de dor, enquanto o Alfa se encontrava paralisado, como?

- Ketty, minha prima... Você deveria ter me contado Mike. – Fala ele sorrindo docemente. Novamente ele pausa sua fala, uma nova contração que dessa vez arranca um gemido de dor do pequeno. – Eu ia entender...

- Quando?

- Ela foi a primeira a saber da minha gravidez... Foi nesse dia...

 

“ Ela se levanta e abraça o primo, sorrindo para ele, mas logo volta para o seu lugar.

- Sabe Pac, eu to saindo com um cara muito legal, ele é tão gentil...

- É mesmo? Me conta tudo! Não oculte nada de minha pessoa! – Falou ele de forma brincalhona.

- Ele é um doce, nós estudamos a dois anos juntos, mas só conversamos realmente a pouco tempo, e aconteceu nossa primeira vez durante  um trabalho. Ele usa óculos, é moreno de olhos verdes... Ele é tão lindo! – Falou ela de forma apaixonada, ele deu uma risadinha e se inclinou sobre a mesa.

- Qual o nome dele?

- Mikhael, Mikhael Linnyker... – Tarik congelou, “seu” Alfa com... Sua prima? Ele engoliu seco, mas se lembrou que eles só estão casados para os Puros não serem instintos, ele sorriu e tocou sua barriga.

- Ketty, posso te perguntar uma coisa?

- Já perguntou priminho, mas pode fazer... – Falou ela animada.

- Posso cheirar o seu pescoço?

- O-O que? Que-Quero dizer... Si-Sim... – Tarik se levantou e cheirou o pescoço da prima, chamando a atenção de funcionários e clientes, que estranharam o acontecimento.

- Sabe... Alfas Linnyker’s só se sentem verdadeiramente atraídos por Ômegas Puros... – Comentou se sentando novamente.

- O... Que você quer dizer com isso? – Perguntou ela assustada.

- Isso mesmo que você está pensando... Mikhael é o meu marido, e peço para que espere... Você sabe o que acontece no parto de um Pacagnan, principalmente quando o filhote é fruto de um Alfa Puro.

- O filhote puxa todas as energias do Ômega, que acabam por morrer de exaustão, e se for um macho, os órgãos são empurrados pra frente, impossibilitando de uma cesárea sem a morte provável morte do progenitor... – Comenta ela.

- Se eu não morrer... O contrato acaba em 5 anos... E já se passou quase 1 ano...

- Então... Você não está triste? Você não o ama?

- É por isso mesmo que estou pedindo que espere, só um pouco... Eu... O amo... E isso significa amar... Deixar o outro ser feliz, mesmo que custe sua felicidade... Não é tarde de mais, eu ainda não sou marcado, e se ele está me traindo, é por que te ama, então... Quando eu... Eu o deixar, por favor, cuide dele! – Falou ele sorrindo docemente.

- Cla-Claro... Eu prometo! – Falou ela limpando as lagrimas que se acumularam no canto dos seus olhos. – Eu te amo tanto... – Sussurrou beijando o topo de sua cabeça. – Eu juro que o farei o Alfa mais feliz do mundo! – Ela permitiu que as lagrimas rolassem por suas bochechas fofas e levemente avermelhadas.

- Eu sei, eu sei que você sempre cumpre com suas palavras... Eu fico feliz que ele tenha se apaixonado por uma pessoa maravilhosa como você...

Eles se soltaram do abraço e o Ômega se foi, deixando a prima para trás.”

 

- Vocês se amam, nada mais justo... – Falou ele sorrindo, acariciando a bochecha do Alfa. – Eu te amo tanto... – Sussurrou ele. Sentindo mais uma contração, soltando um gritinho fino e baixo, logo o médico apareceu.

- Desculpem a quase 1 hora de demora, mas eu estava no meio de um parto. – Falou o Beta. – Vamos Tarik, abra as pernas, vamos ver a sua dilatação... – Assim fez o Ômega, ele abriu as pernas e o médico se sentou em um banco ao pé da cama, ele colocou um par de luvas cirúrgicas e inspecionou a dilatação. – Humm... Você está com mais ou menos 7 centímetros, só mais 3 centímetros e vem a parte da expulsão. No caso, a hora do bebe vir ao mundo... – Falou o médico sorrindo. – Olha, faça o que seu corpo pedir, ande pela maternidade, se deite em uma posição mais confortável, tome um banho quente, ou alguma coisa do tipo, só não coma nem beba nada, de preferência.

- Obrigado doutor – Falou o Ômega sorrindo docemente.

- Eu não fiz doutorado ainda, então não me chame de doutor, só me chame de médico, você ou Gabriel. – Falou o Beta se retirando do aposento.

- Tarik...

- Shh... Não fale nada Mike, olha, eu te amo, ta legal? É por isso que eu quero que vocês sejam felizes! – Falou o Ômega carinhosamente. – Agora me ajuda a andar pela maternidade agora! – Falou o Ômega com falsa raiva.

O Alfa deu uma risadinha o ajudando a se levantar. – Sim senhor Pacagnan.

Os dois saíram do quarto, e ficaram andando pela maternidade, conversando sobre o pequeno filhote que estava chegando. Sempre que vinha uma contração, Tarik se apoiava no Alfa, deixando todo o seu peso se segurado por ele.

- Mi-Mike, eu to sentindo a necessidade de empurrar, ta na hora! – Falou o Ômega levemente assustado.

- Claro, claro! – O Alfa ficou levemente desesperado. – Ei! Enfermeira! – Gritou, chamando a atenção da enfermeira que conversava com uma Alfa Grávida, que aparentava ter as tão odiadas contrações falsas. – Ele ta sentindo a necessidade de empurrar, ta na hora, não? – Perguntou tão rápido que a Ômega quase não compreendeu o que ele disse, então ela foi até uma cadeira de rodas que estava num canto da sala e a desdobrou indo em direção ao grávido.

- Sente-se querido, você é quem?

- Tarik, Tarik Linnyker, mas meu nome de solteiro é Tarik Pacagnan. – Falou ele sem pressa.

- A sim, Sr. Linnyker, você não poderá acompanhá-lo, mas se houver complicações não conseguiríamos te tirar da sala, então você está de fora. – Falou ela se retirando com Tarik. Que cantou em alto e bom som:

 

“Loving you is suicide” – (Um trecho de Suicide da cantora Rihanna)

 

O Alfa ficou sem reação, apenas se deixou sentar em uma das cadeiras daquela sala.

Em pouco tempo, pode começar a ouvir os gritos de Tarik, não eram muito altos, não que o pequeno já não gritasse um pouquinho por causa das contrações, mas dessa vez, Mike não estava ali para lhe passar confiança, lhe acudir.

As horas se passaram, por volta de 4 horas, quando os gritos se cessaram totalmente, e as lagrimas do Alfa começaram a cair.

E um tempo depois, o medico de Tarik apareceu, o Alfa se levantou na hora e viu o médico balançar a cabeça em um não, e caminhou até o pai.

- Infelizmente houve complicações, e o ambos não agüentaram, meus pêsames... – Falou o médico, agora se retirando.

O Alfa caiu ajoelhado no chão, e as lágrimas começaram a pingar no chão.

- O que você não descobriu que eu amo vocês dois... – Sussurrou o Alfa, que se permitiu chorar silenciosamente...

 

Nunca deveria ter assinado esse maldito contrato, nunca deveria ter usado a voz de Alfa com ele, nunca deveria ter o esquecido na maldita escola, nunca deveria ter ficado com Ketherine, mesmo que a ame, deveria ter o protegido dos malditos Alfas que o estupraram (Que ainda estão foragidos, por sinal), nunca deveria tê-lo deixado quando ele estava sensível, nunca deveria tê-lo engravidado, deveria ter cuidado mais dele, ter lhe dado mais carinho, ter feito amor com ele em toda casa, deveria ter lhe dito eu te amo pelo menos uma vez...

 

- Eu te amo Tarik! – Murmurou.

 

 

 

 

 

[VERSÃO 2: Cesárea]

 

- Como está a dor? – Perguntou para o menor, que se encontrava vestido, agora o Alfa coloca a toca no mesmo, escondendo seus cabelos pretos como carvão.

- Doída – Falou ele rindo da própria piada.

- Há Há engraçadinho...

- Tá mais forte que antes, mas nem tanto... – Falou ele, parando e fazendo uma pequena careta por causa da contração.

Mas logo o médico apareceu junto com outro homem, também médico.

- Olá, esse aqui é anestesista Fernando. E Eu sou o Obstetra Gabriel, eu farei a sua Cesárea e ele sua anestesia. Bem, vire e fique de lado ok? – Falou o médico, Tarik logo se virou de lado. Uma enfermeira chegou com aquelas mesinhas com as seringas com anestesia, os equipamentos para o soro e para a sonda de urina.

- Vamos te anestesiar, tudo bem? – Perguntou Fernando.

- Sim, sim.

Mike, pegou a mão do parceiro e a colocou entre as suas duas, e beijou as pontas dos seus dedinhos, que não cabiam entre suas mãos.

Assim que Fernando aplicou a anestesia, falou que voltaria daqui a pouco, o suficiente para ela surtir efeito.

- Então nosso menino resolveu chegar mais cedo... Que menino apressado! – Comentou o Alfa como uma piada.

- Mike, você sabe o que pode acontecer né? – Perguntou o Ômega retirando uma mecha de cabelo de seus olhos, dando um sorriso meigo.

- Eu sei, mas vocês vão ficar bem... – Falou o Alfa determinado.

- Mike... Antes... Eu... Eu... Sei de tudo... – Falou Tarik levemente nervoso (Não de raiva, mas de nervosismo)

- Sabe o que?

- Eu sei que você não me ama, que você a ama, que ama Ketherine Pacagnan, minha prima. – Falou ele docemente, acariciando os cabelos do Alfa, que ficou paralisado, “Como?” era isso que lhe passava pela cabeça.

- Deveria ter me contado, eu entenderia, eu sempre entendo! – Falou calmamente. – Sabe, essas coisas se conta pros amiguinhos! – Falou em tom de brincadeira.

- Como soube? – Perguntou o Alfa ainda chocado.

- Ela foi a primeira a saber do nosso pequeno, - Comentou tocando a barriga. – e foi nesse dia que eu descobri...

 

“ Ela se levanta e abraça o primo, sorrindo para ele, mas logo volta para o seu lugar.

- Sabe Pac, eu to saindo com um cara muito legal, ele é tão gentil...

- É mesmo? Me conta tudo! Não oculte nada de minha pessoa! – Falou ele de forma brincalhona.

- Ele é um doce, nós estudamos a dois anos juntos, mas só conversamos realmente a pouco tempo, e aconteceu nossa primeira vez durante  um trabalho. Ele usa óculos, é moreno de olhos verdes... Ele é tão lindo! – Falou ela de forma apaixonada, ele deu uma risadinha e se inclinou sobre a mesa.

- Qual o nome dele?

- Mikhael, Mikhael Linnyker... – Tarik congelou, “seu” Alfa com... Sua prima? Ele engoliu seco, mas se lembrou que eles só estão casados para os Puros não serem instintos, ele sorriu e tocou sua barriga.

- Ketty, posso te perguntar uma coisa?

- Já perguntou priminho, mas pode fazer... – Falou ela animada.

- Posso cheirar o seu pescoço?

- O-O que? Que-Quero dizer... Si-Sim... – Tarik se levantou e cheirou o pescoço da prima, chamando a atenção de funcionários e clientes, que estranharam o acontecimento.

- Sabe... Alfas Linnyker’s só se sentem verdadeiramente atraídos por Ômegas Puros... – Comentou se sentando novamente.

- O... Que você quer dizer com isso? – Perguntou ela assustada.

- Isso mesmo que você está pensando... Mikhael é o meu marido, e peço para que espere... Você sabe o que acontece no parto de um Pacagnan, principalmente quando o filhote é fruto de um Alfa Puro.

- O filhote puxa todas as energias dos Ômega, que acabam por morrer de exaustão, e se for um macho, os órgãos são empurrados pra frente, impossibilitando de uma cesárea sem a morte provável morte do progenitor... – Comenta ela.

- Se eu não morrer... O contrato acaba em 5 anos... E já se passou quase 1 ano...

- Então... Você não está triste? Você não o ama?

- É por isso mesmo que estou pedindo que espere, só um pouco... Eu... O amo... E isso significa amar... Deixar o outro ser feliz, mesmo que custe sua felicidade... Não é tarde de mais, eu ainda não sou marcado, e se ele está me traindo, é por que te ama, então... Quando eu... Eu o deixar, por favor, cuide dele! – Falou ele sorrindo docemente.

- Cla-Claro... Eu prometo! – Falou ela limpando as lagrimas que se acumularam no canto dos seus olhos. – Eu te amo tanto... – Sussurrou beijando o topo de sua cabeça. – Eu juro que o farei o Alfa mais feliz do mundo! – Ela permitiu que as lagrimas rolassem por suas bochechas fofas e levemente avermelhadas.

- Eu sei, eu sei que você sempre cumpre com suas palavras... Eu ficou feliz que ele tenha se apaixonado por uma pessoa maravilhosa como você...

Eles se soltaram do abraço e o Ômega se foi, deixando a prima para trás.”

 

- Vocês se amam? Não é? – Ele perguntou, mas continuou a falar antes que o Alfa fala-se algo – Quem sou eu para acabar com um amor tão lindo? Sabe... Daria um ótimo livro... Cheio de amor, drama, separação, ódio... Claro que o ódio é falso, teriam que me colocar como vilão para o livro realmente bom, mas cerca de 80% da história seria verídica... – Comentou e assim que terminou, fez um biquinho pensativo. Antes que Mike falasse algo, ele continuou.

- Eu te amo, ta legal?! E é por isso que eu quero que você fique com ela, podemos compartilhar a guarda do nosso filhote, eu fico com ele durante a semana e você nos finais de semana, o que acha? – Falou ele sorrindo, em forma extrovertida, tirando a nuvem de tensão que se criou sobre eles, mas antes de Mike o responder os dois médicos entraram no quarto.

- A anestesia já deve ter tido efeito. – Falou Fernando. – Mas para ter certeza, vamos testar. – Ele pegou algo que nenhum dos dois viu e se aproximou da cama. – Quando sentir fale, ok?

- Sim doutor. – Falou Tarik, o médico arrastou o utensílio pela perna direita até certa parte da barriga do grávido, e fez a mesma coisa com a esquerda.

- A anestesia já fez efeito, então vamos colocar a sonda de urina e o soro. – Informou o médico.

O Alfa apertou mais forte a mão do parceiro, lhe passando confiança.

- Sr. Linnyker, me acompanhe para colocar sua roupa. – Falou uma enfermeira.

- Roupa?

- Você vai acompanhar a cesárea, não? – Perguntou a Ômega.

- A claro! Eu já volto Tarik. – Falou ele dando um beijo na cabeça dele. A enfermeira o guiou até uma área e o Alfa se vestiu com uma roupa para acompanhante, que é colocado por cima da roupa que a própria pessoa, além da toca e de uma coisa que parece uma toca para colocar em cima dos sapatos.

- Olha, se acontecer algo, você sai de imediato. – Informou a enfermeira.

- Tudo bem. – Disse ele, que novamente foi guiado em direção a uma sala, a enfermeira parou na porta e o mandou seguir. E assim foi feito, quando ele entrou na sala, encontrou os médicos preparando Tarik, o mais da metade do tronco do Ômega estava tampado por um pano, que dividia os médicos do campo de visão dele. Mike andou até o pequeno e ficou ao seu lado, pegou em sua mão e selou seus lábios nela.

O Pacagnan sorriu e apertou a mão do marido, mas depois de uns 5 a 10 minutos um fuzuê começou a acontecer do outro lado do tecido.

- Rápido, pinça hemostática¹! – Falou o médico, quando Mike ouviu o desespero na voz do médico, ele apertou mais o aperto na mão do esposo, logo o som do eletro cardiograma ia ficando mais presente, alarmando os dois médicos. – Alguém o tire daqui! – Gritou o médico, que continuou o que estava fazendo. Quatro enfermeiros Alfas o tiram bruscamente de perto do esposo que enquanto Mike era arrastado, o pequeno Ômega deixava o braço esticado e o olhava com medo, mas logo sua face mudou para uma de compaixão, e ele falou sem som:

 

“Loving you is suicide” – (Um trecho de Suicide da cantora Rihanna)

 

Assim que saíram da sala, os Alfas o deixaram na recepção e voltaram correndo. Deixado o Alfa fragilizado naquele lugar vazio.

- Nem tive a oportunidade... – Murmurou se ajoelhando no chão. E deixando que duas lagrimas cortassem suas bochechas. – Eu amo vocês dois! Eu te amo! – Murmurou se entregando ao choro.

O tempo passou, cerca de 1 hora, e o médico apareceu, sua face mostrava tristeza, culpa... O Alfa se levantou e correu até o Beta, lhe agarrando pelos ombros em um sinal de desespero, sem se importar com a face cheia de lágrimas.

- Ocorreu uma hemorragia, e acabou que Tarik e nem o bebe suportaram, meu pêsames. – Murmurou o médico, tirando as mãos de Mikhael de seus ombros, saindo do local, que pareceu perder as cores para Mike, ele se deixou cair novamente ajoelhado no chão e deixou o choro descontrolado e um pouco barulhento escapar.

 

Nunca deveria ter assinado esse maldito contrato, nunca deveria ter usado a voz de Alfa com ele, nunca deveria ter esquecido na maldita escola, nunca deveria ter ficado com Ketherine, mesmo que a ame, deveria ter o protegido dos malditos Alfas que o estupraram (Que ainda estão foragidos, por sinal), nunca deveria tê-lo deixado quando ele estava sensível, nunca deveria tê-lo engravidado, deveria ter cuidado mais dele, ter lhe dado mais carinho, ter feito amor com ele em toda casa, deveria ter lhe dito eu te amo pelo menos uma vez...

 

- Eu te amo Tarik! – Murmurou entre o choro.


Notas Finais


1 (Pinça Hemostática) - Instrumento cirúrgico usado no caso de uma veia ser danificada e começar a sangras, causando hemorragia, eles usam essa pinça para tentar conter o sangramento.


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