História Embarcar, levantar âncora e partir - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags A Lei De Murphy, Bangtan Boys, Bts, J-hope, Jung Hoseok, Min Yoongi, Riha, Suga, Sugahope, Yoonseok
Exibições 34
Palavras 1.838
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


É um snip-off da minha long-fic 'A lei de Murphy', MAS dá completa e totalmente para ler de forma independente. Prometo. :) Quem acompanha a long já conhece este spin-off. :D
Não tem capa por motivos de preguicite aguda, mas aceito <3

Capítulo 1 - Embarcar, levantar âncora e partir


Fanfic / Fanfiction Embarcar, levantar âncora e partir - Capítulo 1 - Embarcar, levantar âncora e partir

 

A Lei de Murphy
Spin-off  — Embarcar, levantar âncora e partir

Era a quinta vez que Yoongi explicava a solução daquele exercício a Hoseok e começava a considerar seriamente a possibilidade de este estar apenas a troçar dele. Logo na primeira sessão que Hoseok se mostrara mais inteligente do que normalmente dava a entender, apesar das suas dificuldades a Química. Mas quanto mais sessões tinham, mas dificuldades Hoseok parecia ter e isso não era nada normal.

O que Yoongi não sabia, contudo, e Hoseok só viria a admitir meses mais tarde, é que Hoseok apenas fingia parte da sua ignorância. Ele compreendia os exercícios à primeira explicação de Yoongi — tanto por ser rápido de raciocínio quanto porque Yoongi era um óptimo explicador —, mas sabia que as sessões acabariam muito mais depressa se os exercícios fossem feitos à primeira. Por isso, empatava.

Jimin tinha tido uma óptima ideia ao sugerir aquelas sessões, por mais que Hoseok jamais o fosse admitir. Estava mais próximo do que nunca de Yoongi e saía de casa dele com um enorme sorriso de cada vez que ia lá. Apesar de serem amigos de longa data, raramente estavam os dois juntos sem o resto do grupo, por isso sentiam-se quase como estranhos sozinhos.

Ao longo das várias “aulas” que tinham tido, Hoseok ficou a conhecer o lado paciente de Yoongi — Yoongi, o amigo azedo que nunca tinha paciência para nada, mas naquelas sessões parecia a paz em pessoa; E Yoongi, por seu lado, descobriu que Hoseok não era só gargalhadas altas e brincadeiras escandalosas — também era inteligente e atento, com uma faceta sóbria que estrategicamente ocultava durante a maior parte do tempo.

Na última sessão, eles tinham-se beijado. Nenhum dos dois compreendia como tinha acontecido. Num momento estavam ambos debruçados sobre a fórmula química do ouro e no outro as suas línguas estavam entrelaçadas tanto quanto os dedos de Hoseok na camisa de Yoongi, que por sua vez agarrava os joelhos do outro como se precisasse de um suporte. Não disseram nada sobre o assunto, não trocaram sequer um olhar depois disso, e voltaram-se imediatamente para o exercício.

Na tarde seguinte, Hoseok apareceu e Yoongi abriu-lhe a porta com a mesma expressão vazia de sempre. Sentaram-se, começaram a aula e perderam a hora seguinte de volta dos mesmos exercícios chatos que Hoseok fazia questão de fazer de conta que não compreendia para estar mais tempo com Yoongi.

— Droga, Hobi — resmungou subitamente Yoongi, dando os primeiros sinais de impaciência — Já te expliquei isto cinco vezes. Qual é o problema?

— Não me consigo concentrar. — mentiu, fazendo um meio beicinho e dando um suspiro dramático. Yoongi respondeu com um suspiro cansado.

— Queres fazer uma pausa? — perguntou, franzindo o sobrolho. Provavelmente estava a perguntar-se se isso seria uma boa ideia, mas continuar a insistir num estudo que não estava a resultar era uma ideia pior.

Hoseok acenou, quase sorrindo, e pousou o lápis. Yoongi pousou também a sua caneta e levantou-se, sendo seguido pelo olhar atento de Hoseok.

— Vou à casa de banho. — explicou Yoongi. Hoseok apenas olhou pela janela enquanto ele desaparecia no corredor. Só desviou o olhar do céu pálido quando ouviu a porta abrir-se, e encontrou Yoongi parado à entrada com uma expressão que só podia ser descrita como confusa. Os seus olhares cruzaram-se por um momento, o de Yoongi analisando Hoseok como se ele fosse um puzzle e Hoseok apenas a tentar compreender o que ia na cabeça do outro.

Por fim, Yoongi moveu-se, encaminhando-se até Hoseok e parando novamente para o olhar de cima, da mesma forma analítica de sempre. Hoseok teve de levantar a cabeça para olhar para ele, e tentou levantar-se para ficarem nivelados, mas as mãos firmes de Yoongi empurraram-no novamente para baixo pelos ombros.

— Yoongi-hyung? — conseguiu dizer, quase num sussurro, agora começando a ficar preocupado. Contudo, o mais velho continuou a olhar para ele daquela forma perturbadora sem que Hoseok conseguisse adivinhar nem remotamente no que estava a pensar.

— Nada faz sentido. — sussurrou Yoongi, finalmente desviando o olhar. As mãos deslizaram do ombros de Hoseok e ficaram a balançar ao lado do próprio corpo. Hoseok aproveitou para se levantar, agora com sucesso, aliviado por não ter de continuar a olhar para cima. Pelo contrário, os parcos centímetros de diferença entre os dois eram suficientes para que Hoseok tivesse de baixar o olhar.

— Hyung, o que se passa? — insistiu, sentindo um nó no estômago a avisá-lo de que havia algo de errado. Yoongi estava a agir de uma forma muito estranha e tudo acontecera de uma forma muito espontânea. Teria alguma coisa a ver com o beijo da tarde anterior?

— Hobi — disse por fim, fechando os olhos por alguns segundos, como se procurasse coragem para o que diria a seguir. Hoseok esperou pacientemente, resistindo à tentação de lhe tocar. — Eu preciso de ajuda.

Instintivamente, Hoseok estendeu os braços e puxou o amigo contra si, abraçando-o sem pensar muito no que fazia. Era Hoseok, o garoto alegria que abraçava toda a gente por razão nenhuma. Mas quando havia razão, Hoseok era o dono dos melhores abraços do mundo e até Yoongi reconhecia isso, mesmo quando os abraços do outro não eram bem vindos.

Hoseok não sabia porque é que Yoongi precisava de ajuda, e Yoongi não sabia que precisava daquele abraço até estar nos braços de Hoseok.

— Qualquer coisa. — murmurou o mais novo, contra o cabelo de Yoongi. Os braços deste ainda estavam flácidos junto ao corpo, mas em resposta agarraram a camisola de Hoseok, ao mesmo tempo que escondia o rosto no ombro dele.

— Eu preciso de esquecê-lo, Hobi. — finalmente confessou Yoongi, sentindo o outro ficar tenso; contudo, Hoseok não se afastou nem relaxou o abraço. Apenas esperou que o mais velho continuasse. — Ontem… — engasgou-me nas palavras, precisando de algum tempo para formular a frase — Significou algo.

Hoseok afastou-se subitamente, olhando para Yoongi com um misto de choque e descrença. Yoongi ainda agarrava na sua camisola e mordia o lábio com um olhar suplicante que não tinha nada a ver com aquilo que Hoseok estava habituado. Yoongi era sempre forte. Yoongi era sempre frio. Yoongi não mostrava fraqueza, como estava a mostrar naquele momento.

— Qual é o problema? — questionou finalmente Hoseok, a voz saindo-lhe mais firme do que esperava, e Yoongi desviou o olhar perante a pergunta.

— Hobi, o que foi aquilo ontem? — perguntou, sem rodeios. Hoseok arregalou os olhos com a pergunta.

— Como assim?

Yoongi suspirou profundamente.

— Diz-me que aquele beijo não foi nada para ti, e eu nunca mais toco no assunto.

Hoseok encarou-o por longos segundos, como se tentasse desvendar o quebra cabeças que era Yoongi. Um cubo de Rubik não era nada quando Yoongi existia. Pesou as suas opções, mas sabia que se mentisse Yoongi saberia imediatamente. Por isso, disse apenas a verdade.

— Foi tudo. — murmurou, desviando o olhar e cravando-o no chão. Ouviu o suspiro cansado de Yoongi, cujas mãos se mexiam à sua frente, inquetas, os dedos entrelaçando-se uns nos outros nervosamente.

— O problema — dosse finalmente Yoongi — é que apesar de o beijo de ontem ter sido algo, continuo interessado nele. — ainda mais surpreendente do que a honestidade de Hoseok, foi a calma com que Yoongi lhe respondeu. Parecia que quando mais revelava mais levemente lhe saíam as palavras. — E preciso de ajuda.

— Não vou perguntar quem é ele. Mas vou perguntar porque é que me estás a pedir ajuda a mim. — Hoseok suspirou, passando a mão pelo cabelo escuro — Não esperas que eu me deixe ser usado para o esquecer, esperas?

Yoongi pareceu quase ofendido com a ideia, e recuou um passo, afastando-se das mãos de Hoseok nos seus ombros e do calor que o seu corpo emitia.

— Não. — disse, sem rodeios. Hoseok levantou o olhar, finalmente voltando a encará-lo. — Não quero usar-te. Quero que me uses.

— Yoongi, isso não tem lógica absolutamen…

— Hobi. — interrompeu, firmemente. Havia um brilho determinado no seu olhar que fez Hoseok querer ouvir o que ele tinha a dizer — Eu sei o que tu sentes. És tão óbvio que nunca sei como lidar contigo. — viu o rosto do mais novo ficar extremamente encarnado, e levou uma mão até lá, pousando-a suavemente — Mas conseguiste tocar em qualquer coisa aqui dentro, e aquele beijo confirmou isso ontem. Caramba, passei a toda a tentar não repetir. É tudo muito confuso, porque não sei o que sinto por ti, mas sei o que sinto por ele. É um conflito meu, que eu tenho de resolver sozinho.

Hoseok engoliu em seco, assimilando as palavras uma a uma enquanto sentia o rosto queimar onde a mão de Yoongi estava. Queria agarrar aquela mão e beijá-la, agarrar aquele rosto e beijá-lo, agarrar aquele corpo e beijá-lo. Queria Yoongi. Mas, tal como em tantas outras vezes onde parecia impossível resistir, Hoseok esforçava-se para conseguir.

— Então porque é que… — finalmente perguntou, mas o polegar de Yoongi pousou sobre os seus lábios, silenciando-o novamente.

— Quero que me ajudes a entender o que tu és para mim. — Yoongi parecia determinado, mesmo falando de algo que claramente o confundia.

— Mas Yoongi…

Por favor.

Hoseok pegou na mão de Yoongi, segurando-a entre as suas sem desviar o olhar do do mais velho. Mordeu nervosamente o lábio inferior, antes de dar um, dois passos em frente, o seu rosto pairando sobre o de Yoongi como um falcão sobre a presa. A respiração pesada de Yoongi denunciava o seu nervosismo, e as pernas trémulas de Hoseok pareciam prestes a desintegrar-se a qualquer momento. Mas ainda assim, tomou coragem e beijou Yoongi. Outra vez.

Inicialmente os lábios do mais velho não se mexeram muito, como se estivessem ainda a tentar adaptar-se aos outros. Depois abriram-se, convidando Hoseok a dançar uma valsa sensual com ele, as bocas explorando-se sem pressa. Depois as mãos de Hoseok libertaram a de Yoongi, puxando-o para mais perto pela cintura, abraçando-o como se o corpo dele fosse seu também, e não demorou até Yoongi ter uma mão no cabelo do mais novo e a outra nas suas costas, puxando inconscientemente para mais perto ainda.

Só se afastaram quando os corpos começaram a reagir com demasiada intensidade para o momento, mas continuaram nos braços um do outro.

— Eu vou-te conquistar, Yoongi-hyung. — sussurrou Hoseok contra os lábios do outro — Eu prometo.

Yoongi sorriu. O primeiro sorriso que deu desde que Hoseok aparecera naquela tarde. E Hoseok deu por si a sorrir também, imerso naqueles lábios finos e dentes pequenos, que o chamavam como sempre tinham chamado, mas que agora pareciam mais acessíveis.

Ambos os braços de Yoongi rodearam o seu pescoço, puxando Hoseok de encontro à sua boca com pressa, beijando-o de uma forma tão intensa que nem nos seus sonhos Hoseok alguma vez esperou ser beijado por Yoongi. Por sua vez, agarrou-o pela cintura, puxando-o para si, apertando por cima da camisa e ignorando por completo todas as dúvidas, preocupações e medos.

Yoongi queria embarcar na aventura que Hoseok prometia ser, acabava de levantar a âncora para explorar novos mares, e Hoseok mal podia esperar para o ter a bordo e chegar ao dia em que voltariam a baixar a âncora, juntos.

 



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