História Emily Penrose e o segredo dos bruxos - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Alvo Dumbledore, Alvo Potter, Argo Filch, Arthur Weasley, Barão Sangrento, Bellatrix Lestrange, Cho Chang, Cornélio Fudge, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Godric Gryffindor, Gui Weasley, Harry Potter, Helena Ravenclaw, Helga Hufflepuff, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Hugo Weasley, Kingsley Shacklebolt, Lílian L. Potter, Louis Weasley, Lucius Malfoy, Lucy Weasley, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Rúbeo Hagrid, Salazar Slytherin, Scorpius Malfoy, Simas Finnigan, Tiago Potter
Tags Harry Potter
Exibições 50
Palavras 1.865
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Científica, Magia, Mistério, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - A coruja com uma carta


Para lá, para cá, para lá, para cá, Emily balançava monótona no velho balanço de onde se via todo o bairro. Sozinha, como sempre, balançava-se no mesmo ritmo constante. Emily sentia-se triste por não ter amigos, e isso só piorava quando todas as crianças do bairros saiam a tarde para brincar em suas bicicletas modernas, Skates e outras parafernalhas. Eles causavam nela uma sensação ruim, como se não precisassem dela, e sempre faziam questão de apontar para ela no alto da colina e mostrar o quão sozinha era.

Não se sabia o por que de não brincarem com Emily, ela era uma criança comum como todas as outras, ela tinha os cabelos ruivos ondulados da mãe, e a incrível característica em seus olhos herdada do pai.
O médico chamou de heterocromia, ter olhos cada um de uma cor, e o mais incrível, um preto e o outro verde brilhante.
Talvez fosse isso que a tornasse diferente e causasse a apatia das outras crianças.

Cansada de balançar para lá e para cá, Emily largou o balanço e desceu a colina pelo caminho de pedras velhas e cheias de musgo e cogumelos pelas laterais. Haviam desenhos um pouco peculiares nas pedras, eram um rosto de perfil do que se aparentava um homem de idade, Emily seguiu olhando enquanto não vacilava os pés. Curiosa, ela se abaixou para ver se havia algo escrito.

- Dumbledore? - Leu a pequena em voz baixa.

  Quem era Dumbledore? Devia ter sido alguém importante, porém Emily ignorou e se levantou tomando cuidado para não escorregar, Emily chegou com êxito até lá embaixo na calçada sem graça e incrivelmente limpa. Ela olhou para frente, imaginou que seria fácil passar sem ser percebida, afinal era tudo que ela queria, não ser notada por ninguém, deu seus primeiros passos na rua, cabeça baixa e olhos fitando o chão cinza. O céu nublado dava um tom cinzento e chato para aquele domingo de manhã, uma hora ou outra fosse chover.

Risadinhas e cochichos, era o que Emily enfrentava, com bochechas coradas, olhos baixos, desejava que aquilo nunca houvesse ocorrido, que não existisse ninguém para zombar de sua timidez. Os pouquíssimos metros até a sua casa pareceram se tornar eternos quilômetros e mais quilômetros de infinita tortura psicológica.

- Emily. - Disse a voz salvadora de sua mãe fazendo todos os risinhos pararem. - Venha comer.

  Foi o instante em que as risadinhas e cochichos pararam para alívio de Emily, ela olhou unicamente para sua mãe que era uma linda ruiva em seus trinta e tantos anos, com o rosto cheio de sardas, tão amigável quando parecia ser.

Emily sentiu um infinito alívio ao ouvir sua mãe e correu apressada para dentro de sua casa sem ao menos dizer nada.   Quase tropeceu no Jasmim na entrada e passou para dentro olhando para trás a tempo de ver sua mãe acenando para a vizinha que olhava pela cortina, Emily tinha a absoluta certeza de que aquela mulher também estaria zombando dela.

Emily sabia esconder bem a frustração de não ter amigos, e quase sempre quando seus perguntavam, ela sempre dizia que estava brincando com Ashley Lavine da rua Yellow atrás e eles sempre acreditavam. Dizia que as brincadeiras se alternavam entre pique-esconde e bonecas só para manter seus pais um tanto mais tranquilos. Ela sabia que era uma mentira, mas não queria enfrentar um psicólogo ou ficar uma hora dando explicações sobre o porque de ser antissocial.

O cheiro da comida estava por toda casa o que lembrava Emily que sua mãe era uma espetacular cozinheira. Ela se sentou na mesa de vidro coberta por um pano branco com flores azuis bordadas.

- O que temos hoje? - Dizia Peter Penrose um homem alto e magro com um nariz afilado e óculos quadrados de armação preta, era amigável e muito doce com a filha.
- Bolo de carne, purê de batatas e Bacon. - Disse Lana Penrose com luvas especiais e uma travessa de bolo de carne saborosa.
- E de sobremesa? - Perguntou Emily com um Incrível mas realista sorriso forçado.
- É surpresa. - Lana sorriu e ergueu a sobrancelha esquerda para sua filha.

   Lana serviu a mesa, tudo era tão suculento e bem preparado que Peter não se conteve e atacou logo. Porém Emily comeu tão pouco, mas nenhum de seus pais estranharam a atitude da filha.

- E a escola? - Perguntou Peter entre uma garfada e outra.
- Vai bem. - Respondeu Emily sem graça.
- As matérias são difíceis? - Insistiu Peter.
- Não muito. - Respondeu Emily evasiva.
- Querido, ligaram daquele lugar ontem e disseram que você precisa comparecer ao senhor Potter. - Disse Lana como se quisesse passar um código para Peter o olhando fixamente.
- O sr. Potter? - Peter largou o garfo.
- Quem é o senhor Potter? - Questionou Emily.

  Peter e Lana se entreolharam e não sabiam o que responder para a filha, mas pensando bem, Peter respondeu:

- É um chave muito importante, ele trabalha no mesmo local que o papai.
- A. - Emily baixou a cabeça e voltou a olhar para o seu prato. - E o que ele faz?
- Ele... - Peter não sabia o que responder. - Ele... Investiga, ele tem homens que o auxiliam em investigações importantes, entende?

Emily assentiu e Peter olhou aliviado para Lana.

- Chega de falar do trabalho do papai, tá? Que tal falarmos do trabalho da mamãe?
- Uhum. - Disse Emily.

Foram alguns minutos de conversa simples sobre trabalhos que envolviam papéis e coisas que Emily não entendia, mas o que na verdade ela não sabia era que o seu pai trabalhava para Harry Potter no ministério da magia como um auror, e sim, ele escondia isso da filha.

Mas a sobremesa foi torta de framboesa com sorvete de amora. E como era de se esperar, Lana ou Peter perguntariam o Emily andou fazendo.

- E então, o que você e a Ashley fizeram hoje? - Perguntou Peter.
-É... A Ashley não estava na casa dela. - Mentiu Emily enquanto se encolhia na cadeira com um garfo em mãos.
- Ó, é uma pena. - Disse Peter. - Então o que você andou fazendo?
Emily comeu mais um pouco daquele sorvete delicioso, ela se apressou mentalmente para responder ao pai que a encarava.

- Eu... Fiquei no balanço.
- Sem nenhum amigo?
- Peter deixe a Emily comer. - Resmungou Lana.
- Tá. - Disse Peter sarcástico.

Depois disso, Emily de bom grado ajudou sua mãe a lavar os pratos. A pia era alta o suficiente para Emily necessitar de uma cadeira para estar na mesma altura que sua mãe, Lana lavava os pratos e Emily os secava e arrumava. Nada muito difícil e seria até rápido se Emily não fizesse tantas perguntas.

- Mamãe.
- Diga querida. - Disse Lana olhando e lavando delicadamente um prato branco sem estampas.
- Semana passada, eu li em um livro, sobre um animal. -Emily fazia movimentos circulares com o pano sobre o prato.
- Que animal? - Lana não parou curiosa.
- Se chama... É... - Emily parou um instante. -... Hipogrifo.

Lana parou abruptamente de lavar, fechou a torneira e se voltou para sua pequena filha com a expressão séria.

- Que livro você leu?

Emily não sabia o que falar, fitou o prato e depois sua mãe.

- Animais fantásticos e onde habitam.

A expressão de Lana mudou para surpresa e ela desceu sua filha da cadeira, se ajoelhou diante dela e disse:

- Onde você achou?
- Estava na mesa do papai, no escritório dele. - Disse a inocente Emily.
- Ouça, você não pode entrar no escritório do papai. - Disse Lana firme porém calma.
- Mas por que, eu só...
- Não discuta comigo, você não pode entrar lá, certo?

Lana encarou Emily até que ela assentiu e voltaram em silêncio a lavar os pratos. O ser com asas e cara de uma águia e corpo de um quadrúpede robusto não saiu da mente da pequena Emily.
Ela só queria saber o que havia de errado em entrar na sala do seu pai.


Depois de terminar, Emily foi para o seu quarto e sem dizer nada a sua mãe subiu as escadas. Da janela olhava como as crianças se divertiam, por um instante desejou ser normal. Mas ela já sabia que era normal, só as outras crianças que não sabiam disso. Por um instante, Emily pensou no que podia estar errado consigo. Os olhos? A forma de falar? A introversão? A pequena vasculhou em sua mente todos os seus pontos como alguém que tem uma inteligência intrapessoal formidável, mas ela não achou nada que pudesse ser tão absurdo para que não tivesse amigos.


Emily avistou no céu, algo que graciosamente pairava e diminuía sua altura ao passar de que ia se aproximando de sua casa. Emily espremeu a vista e a silhueta foi se formando, era um ponto marrom com algo branco na sua frente. Seria normal, se não fosse uma coruja com uma carta branca e um belo selo vermelho bufante a lacrando.


A coruja passou pela rua assustando as crianças, Emily achou engraçado, e até riu um pouco do tombo de Louis Tom tomou ao correr da coruja, depois ela desapareceu do campo de visão da pequena. A coruja parecia ter ido parar na porta de entrada de sua casa, e isso atiçou a curiosidade dela.


Emily correu apressada, desceu as escadas quase tropeçando, e quando chegou na tão esperada porta de entrada, não havia nada a não ser sua mãe lá olhando para ela com um olhar pasmo porém disfarçado.


- O que foi querida? - Perguntou.
- Eu... Eu... Vi uma coruja, ela estava com uma carta. - Disse Emily de braços inquietos ao lado corpo.
- Creio que não querida, olhe por que você não vai brincar nos fundos um pouco.
- Mãe, eu vi uma coruja, ela pousou no quintal e até assustou os meninos lá na rua.

  Lana vendo a insistência da filha tornou a repetir:

- Eu estava secando os pratos e não vi nada.
- Mas eu já sequei os pratos, mãe.
Lana engoliu a seco sem saber o que responder, porém pensando rápido cuspiu uma resposta.

- Você não secou direito querida, por isso a mamãe teve de secar tudo novamente.

  Emily pareceu acreditar na resposta, ela se virou e seguiu para o fundo Cabisbaixa. Sua mãe aguardou ela abrir a porta de vidro dos fundos e então respirou fundo como se tivesse passado por uma tribulação, seu marido apareceu da cozinha dizendo:


- Ela viu?
- Quase, temo que enviem mais.
- Só precisamos esperar que ela complete 12 anos, não?
- Talvez. - Ela estende a carta para ele. - Livre-se disso.


Ele pegou a carta foi até o seu escritório no segundo andar, e de uma gaveta com fechadura, cujo a chave ficava debaixo de um abajur velho, retirou uma varinha, pôs a carta sobre a mesa, apontou a varinha e disse em voz baixa:


- Confringo.


A carta pegou fogo e se elevou no ar, rodopiou e rodopiou até desaparecer em cinzas.




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