História Emily Penrose e o segredo dos bruxos - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Alvo Dumbledore, Alvo Potter, Argo Filch, Arthur Weasley, Barão Sangrento, Bellatrix Lestrange, Cho Chang, Cornélio Fudge, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Godric Gryffindor, Gui Weasley, Harry Potter, Helena Ravenclaw, Helga Hufflepuff, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Hugo Weasley, Kingsley Shacklebolt, Lílian L. Potter, Louis Weasley, Lucius Malfoy, Lucy Weasley, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Rúbeo Hagrid, Salazar Slytherin, Scorpius Malfoy, Simas Finnigan, Tiago Potter
Tags Harry Potter
Exibições 33
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Científica, Magia, Mistério, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Problemas no colégio


Domingo não foi um dia tão esperado por Emily, seus pais resolveram ir ao parque e acharam por bem, deixar a filha dormindo um pouco. Porém instantes depois de eles terem saído, Emily acordou e fez o que sempre fazia toda manhã. Escovar os dentes, pentear o cabelo, trocar de roupa, e descer para tomar o café. Ela parou diante do guarda-roupa e o abriu, retirando cuidadosamente algumas caixas, Emily se esticou os seus braços e apanhou algo bem no fundo do armário. Era um livro com uma capa vermelha de veludo e um símbolo animalesco estampado em dourado, seu título era "Animais Fantásticos e onde habitam". Emily adorava ler aquele livro com suas imagens de criaturas fantásticas que pareciam ser de um outro mundo. Em particular, ela gostava de um ser ao qual ousou perguntar para sua mãe, ela estava olhando para a imagem daquele ser tão belo e tão estranho ao mesmo tempo. Era o hipogrifo. Emily imaginou como seria montar em um desses e sair voando por aí sem destino. Foi então que a sua barriga roncou, a fome de manhã não lhe deixara mais apreciando aquele livro, por isso a pequena se levantou e pôs o livro novamente no fundo do guarda-roupa, arrumou as caixas e o fechou. Emily se dirigiu até o corredor de sua casa que era muito grande, seu pai deveria ganhar muito bem no seu trabalho de investigador-de-sei-lá-o-que.

"Quem é o senhor Potter?" Se questionou Emily mentalmente, afinal seu pai não parava de tagarelar sobre esse tal senhor Potter, e enquanto caminhava lentamente pelo corredor, imagens de como seriam esse tal Potter grande chefe dos aurores-sei-lá-o-que se formaram na mente fértil de Emily. Um homem alto e magro de olhos verdes e cabelo raspado? Não, muito Punk. Então, um moreno robusto de terno e sapatos extravagantes? Também não, parece um mafioso. Então, um rapaz de cabelo curto e bem penteado, usando um sobretudo simples e sapatos também simples, além disso, ele usava óculos. Quadrados? Não. Redondos? Sim. Essa era a imagem do senhor Potter que Emily acabara de formar em sua mente
Porém enquanto passava pelo corredor, Emily percebeu algo não muito comum, a porta da sala de seu pai estava entreaberta, estranho! Pois ela sempre estava trancada, sendo a última vez que Emily a viu aberta no momento em que conseguiu pegar o livro "Animais fantásticos e onde habitam".

Ela olhou para todos os lados desconfiada de que seus pais pudessem estar fazendo algum tipo de teste de obediência, por isso foi até o quarto de seus pais, viu a cama perfeitamente arrumada já sabendo que eles haviam saído.
Emily voltou a passos sorrateiros até a porta do escritório e a abriu devagar, chamado pelo nome do pai só para se certificar.

Sala escura e até um tanto tenebrosa, cercada de estantes cheias de livros velhos, de fato seu pai gostava de ler e muito.
O carpete marrom e macio agradava Emily que massageava os pés ao andar suavemente, no meio da sala só a mesa cheia de papéis e alguns livros além do abajur branco de base cinza.

Mesmo na pouca luz, Emily percebeu algumas cinzas sobre o carpete ao pé da escrivaninha. Ora, seu pai não fumava, muito menos sua mãe, nenhum amigo deles não entravam aqui. Então quem estaria deixando as cinzas?
A pequena se abaixou e tocou nas cinzas que se desfizeram, achou estranho aquele fato, pois cinzas comuns iriam sujar os seus dedos, mas aquelas cinzas se desfizeram como um pó mágico. Ao se levantar esbarrou sem querer no abajur e antes mesmo de pegar ela percebeu a chave cor de prata bem adornada, muito bonita por sinal e assimilou que aquela era a chave da gaveta.

Em sua mente ela se mantinha relutante em mexer em qualquer objeto da obscura sala de seu pai, já era audácia demais entrar naquela sala depois de uma ordem expressa de sua mãe. Mas a curiosidade gritou tão alto em seu subconsciente que poderia se expressar em fala corriqueira, Emily olhou sorrateira para a porta meio aberta e pegou a chave e abrindo a gaveta devagar, revelou um objeto fino e de madeira com folhas talhadas em seu entorno, Emily devagar pegou o objeto sem tentar mover as folhas abaixo dele, para ela qualquer coisa fora do lugar iria denuncia-la. Era tão estranho que Emily achou que fosse uma baqueta qualquer.

Ridículo. Pensou ela ao descartar a ideia de que uma baqueta estaria guardada em uma gaveta trancada. E além do mais o seu pai não tocava bateria.

Emily forçou a mente enquanto observava o objeto curioso, ela precisava de uma referência para entender o que era aquilo que segurava, não podia ser um graveto qualquer com folhas de carvalho talhadas.

Nada em mente. Ela retirou da gaveta outro objeto, e dessa vez bagunçou alguns papéis, era mais familiar. Um livro. Um livro belo com capa de veludo marrom, parecia ser muito antigo, porém com letras de ouro escritas: Manual de defesa contra as artes das trevas.

Logo na primeira página, Emily viu a figura de uma varinha bem simples que se assemelhava com a aquela que ela segurava, então imagens começaram a se formar em sua mente.

"Primeiramente se precisa de uma varinha, quando se é um iniciante para poder conjurar magia." - leu a pequena Emily.

Ela virou mais algumas páginas, e chegou ao próximo capítulo, onde havia um nome estranho.

- Expe...Expe...Expeliarmus? Aponte a varinha para o alvo e gire ela rápido conjurando o feitiço.

Emily segurava o livro com uma mão e a varinha com a outra, ela fez exatamente o que livro mandava, repetia as palavras e fazia círculos rápidos com a mão direita e a varinha.

- Expeliarmus. - Disse em voz alta sentindo uma corrente passar por seu braço e se precipitar na varinha.

Um jato cinza brilhante saiu voando de sua varinha e atingiu uma pequena estatueta de prata ao lado de livros velhos a derrubando sem causar danos.
Emily ficou pasma, parou com a varinha apontando para o mesmo lugar, ela fechou o livro que lançou um pouco de poeira para o alto e correu até a estatueta com a varinha em mãos, ela se abaixou apressadamente e pôs a estatueta no exato local onde estava antes. Se levantando, ela olhou para a varinha que segurava e olhou para a estatueta, Emily não podia acreditar, aquilo era real, magia era real, mas como? Como ela fez aquilo?
De fato não sabia.

Largou a varinha num instante e trancou a gaveta deixando o livro para fora, Emily pôs a chave novamente abaixo do abajur e deixou a sala quase da forma em que estava antes.
Voltou para o seu quarto ignorando que estava com fome, talvez a estranha emoção de se conjurar um feitiço tenha inibido sua fome, ela sentou-se ofegante em sua cama, assustada por não entender o que estava acontecendo, não acreditava que um graveto qualquer tinha expelido um jato cinza e causando um pequeno estrago em uma estatueta.

Naquele domingo, Emily manteve a normalidade como pôde e nem quando seu pai lhe perguntou se ela havia ido no escritório dele, ela não demonstrou nervosismo.

- Eu não... Eu acordei quando vocês saíram.
- Estranho, eu lembrava de ter deixado a porta trancada. - Disse Peter enquanto coçava a cabeça.
- Querido, você anda esquecido demais. - Disse Lana passando para o seu quarto.
- É. - Concordou Peter. - Eu ando esquecido demais.

Emily se sentiu aliviada por seu pai não desconfiar dela por muito tempo.

+++


Segunda-Feira era o dia em que ela não gostava nem um pouco, dia de colégio, dia de ver ninguém. Emily não tinha amigos ou amigas, na verdade era muito quieta e sempre evitava falar. Ela era tida como estranha pelo fato de não usar as roupas da moda ou não ter um celular ou outra daquelas engenhocas que prendem a atenção dos jovens em seu colégio.


Passar pelo corredor até a sua sala era uma missão até torturante, olhares e risinhos a acompanhavam.


Qual é o problema deles. Perguntou ela para si mesma enquanto as pessoas cochichavam.


Era o só o velho e incomodo Bullying que pessoas idiotas usavam para tentar achar algo de bom em si. Mal sabiam elas que aquilo era a coisa mais estúpida no mundo, falar de mal de alguém por puro capricho.


Sempre de cabeça baixa ela entrava na única aula ao qual gostava, a aula de biologia com o professor Hank Ludbrig, um homem careca mas que usava um chapéu engraçado e redondo da cor marrom. Sempre trazendo em sua mala, coisas exóticas para mostrar aos alunos. Era o único além de seu pai que fazia Emily rir com piadas.




Emily se sentou no seu lugar de costume, primeira fileira na parede, primeira cadeira. Sempre tinha que encolher os pés para nenhum engraçadinho pisar.


- Na aula de hoje, vamos falar sobre os nossos maravilhosos anfíbios. - Disse Hank mostrando a imagem de um anfíbio na lousa causando repugnância da maioria. - Esses seres que vocês tem repugnância, são de extrema importância na nossa natureza.
- A cobra é um anfíbio? - Perguntou um aluno.
- Não. - Respondeu Hank. - A Cobra é um réptil, tome cuidado com elas senhor Thomas, costumam ser muito perigosas.


  Um bagunceiro pegou na perna de Thomas o assustando, isso fez a classe inteira rir.

- Claro que ela não vai morder seu calcanhar dessa forma. - Disse Hank.


Emily achou engraçada a foto, para ela parecia alguns dos alunos que estavam no corredor. Ela se esforçava ao máximo para aprender todo o assunto, Emily no fundo queria uma profissão igual ao do seu pai. Mas do meio para o fim da aula, Emily recebeu um aviãozinho de papel maroto que parou entre seus braços apoiados na mesa. Ao abri-lo viu um desenho horrível de uma moça com dentes enormes e olhos de cores diferentes, seu nome segundo o papel era Emily "a estranha". Ela apenas o amassou e o deixou jogado ali no canto da mesa. Quando olhou para trás viu os risinhos de johnatan Mcgregor e seus companheiros idiotas.


Depois se voltou para a aula como se nada houvesse acontecido. Todos os dias a mesma a coisa, todo dia a mesma provocação, por que tinham de fazer essas coisas horríveis com ela? Por que Emily, tão bela era tratada como uma estranha por seus colegas? Ora, seus colegas eram bananas que queriam nada com a vida, talvez fosse esse o problema dessa geração, não querer nada com nada. Aquilo irritava Emily, a deixava triste, mas furiosa também e a pobre moça tinha de conter tudo dentro de si.


Foi então que em um surto silencioso e repentino a bolinha amassada voou da mesa de Emily para a parede a sua frente e caiu na lixeira, o professor Hank observou por poucos segundos, mas depois continuou sua aula.

- Como eu ia dizendo, alguns anfíbios são venenosos em sua pele...


Triiiiim. Sinal do intervalo.

- Estão livres para lanchar e parece que se livraram de mim mais cedo.

Emily foi a primeira a se levantar e sair da sala, nem ouviu que o professor Hank que a chamava. Ela se embrenhou no meio de tantos alunos, esbarrando em alguns sem pedir desculpas, e desviando de outros. Ela correu para o banheiro, jogou sua mochila amarela no chão frio de cerâmica branca e parou diante o espelho.


A raiva borbulhava pelo seu rosto e ela olhava para si fixamente no espelho grande do banheiro, tão fixamente que o espelho rachou sem que ela tocasse nele, Emily arregalou os olhos assustada. Porém, ainda via seu rosto distorcido no reflexo.

Até que uma monitora adentrou ao banheiro, viu o espelho quebrado e disse:


- Aha, mocinha!!! Quebrando os espelhos do colégio, a diretora Angry vai querer saber disso, venha cá.


A mejera pegou Emily pelo braço direito apertando-o e a levou pegando sua mochila no caminho.


Emily estava em apuros.




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