História Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Deadpool, Homem-Aranha
Personagens Peter Parker, Wade Willson (Deadpool)
Tags Heróis, Marvel, Spideypool
Visualizações 213
Palavras 1.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, se você chegou até aqui, parabéns e muito obrigada pela consideração.

XOXO

Capítulo 3 - "Eu vou te comer"


POV PP

-Eu vou te comer.

-É sério isso?

-Claro, bebê.

-Para de conversar e come logo.

Wade atacou de uma vez e enfiou tudo na boca. O apetite dele era impressionante. Até eu estava me sentindo... Faminto. O intervalo demorou séculos a chegar.

-Acabei.

-Já?

Arregalei os olhos. Ele tinha exterminado todo seu almoço em segundos.

-Cassete, que apetite voraz.

-É. Eu já ouvi essa frase, só que em outras circunstâncias.

Corei que cheguei a sentir a queimação em meu pescoço e face. Sexo era um assunto delicado assim como a questão de amizades. Eu não tinha ainda me definido bem na questão sexual. Eu sentia atração por homens, mas gostava de mulheres (Gwen e MJ estavam ai para provar isso). Talvez eu fosse bissexual. Ri ao perceber que era indeciso até nesse meio.

-Gosto de quando você ri.

-Obrigado.

-Vai comer isso, aí?

E assim foi meu intervalo. Tateando no escuro como todo o inicio de uma relação. Wade era uma incógnita ainda para mim, mas logo nos conheceríamos certo? Isso se ele tiver gostado de mim. Será que ele me passaria seu what’s, Facebook e Instagram (com certeza ele tiraria umas mil fotos com esse rosto e corpo)? O sinal bateu e eu tive medo. O mesmo medo repentino quando ouvia o sinal tocando na última escola que tive de me transferir. Medo de tomar uns socos na fuça e apanhar uma surra tão bem dada que nunca deixava marcas para se provar que um dia alguém me tocou. Arrumei meus materiais lentamente, esperando que todos tivessem ido embora para tomar coragem. Se fosse para apanhar, que fosse longe dos olhares das pessoas. Assim que sai da sala alguém me agarrou com força. Só que dessa vez não foi um soco e sim um mata leão que recebi.

-Hey, Parker Peter. – gritou Wade mesmo perto de minha orelha.

Meu coração foi até a garganta que chegou a me dar uma enxaqueca.

-Porra, seu filho da mãe! Você quase me matou de susto. – até um palavrão me escapou.

Ele ficou paralisado sem saber como agir perante minha explosão. As minhas mãos começaram a tremer e algumas lágrimas sem querer me escaparam. Por um momento pensei que todo aquele inferno iria voltar. Pessoas me perseguindo por ódio gratuito, me fazendo viver na encolha, fugindo quando via qualquer ameaça e até a matar aulas que eu amava tendo de enfrentar recuperações desnecessárias devido às faltas. O estado de choque foi tanto que não percebi Wade pegando minha mochila e me guiando até a saída. Eu só conseguia olhar para frente em estado catatônico. Eu podia enfrentar vilões com trajes tecnológicos ou força sobrenatural, mas não conseguia lidar com os meus medos. Tudo por que ninguém compreende que quando vestimos um traje deixamos para trás nossa identidade utilizando álter egos e collants apertados e eu até diria que nos sentimentos poderosos. Uma forma de escapar de nossas vidas para ajudar as pessoas não querendo recompensas pessoais a não ser a singela satisfação.

-Chegamos.

-O que?

-Oh, você está vivo?

Estávamos a duas quadras da mansão Stark. Como ele sabia onde eu morava?

-A minha casa.

Olhei pela janela do carro que nem recordo-me de ter entrado. Nunca pensei que diria que uma mansão poderia ser humilde, mas comparada a casa de Stark essa era.

-Er... Sua?

-Inteiramente minha. Quer ver a escritura com meu nome?

Ele desceu do carro e abriu a porta para mim.

-Você ficou puto comigo, depois começou a chorar se tremendo todo, não respondia o que eu perguntava, eu não sabia onde você morava e te trouxe para cá. – ele resumiu falando rápido demais que meu cérebro não teve tempo de processar metade da informação.

Então ele não sabia onde eu morava. Só foi uma coincidência. Eu não saia daquela fortaleza cedida por Stark que mal conhecia meus vizinhos. Talvez por isso nunca havia o visto antes por aqui.

-Eu. Vou... Pr-pra casa.

-Não quer entrar? Quer uma carona? Quem um copo d’água?

-Passa seu número.

Wade colocou a mão no peito como se estivesse muito ofendido.

-Direto assim, sem massagem?

Abri minha mochila caçando uma caneta. Peguei a mão dele e anotei o meu devido a minha falta de paciência. Meu Deus, eu preciso de um dorflex.

-Eu sou uma pessoa sem amigos. Faço muitos projetos pessoais, mas ás vezes preciso de alguém para conversar. Me chame, não tenha medo.

-Sou a pessoa mais corajosa e desavergonhada do mundo, não tenho medo de um vácuo. Não quer uma carona?

-Eu moro ali.

Apontei para o pico do morro onde uma casa brilhava. Jarvis deveria estar me esperando como toda a preocupação que um robô poderia ter ou simplesmente Stark era sócio de uma empresa de energia elétrica. Ou o dono.

-Somos vizinhos?

-Sim.

-Tá que pariu. Vai pela sombra, Parker.

Ele me abraçou calorosamente se demorando bastante para me largar. Isso deveria ser desconfortável, mas não era. Eu precisava disso faz um longo tempo.

-Senhor Parker, você tem 20 chamadas perdidas. Happy deixou um recado dizendo que se demitira na próxima vez que você o deixasse esperando como um tonto na porta da escola e senhor Stark perguntando onde você se meteu. A pesquisa que você me pediu mais cedo foi conc...

-Eu preciso realmente dormir então... Mande desculpas a Happy e Stark e diga que estou bem.

-E quanto à pesquisa?

O dia havia sido um turbilhão de estresse, descobertas e medo que me esqueci até mesmo do que se tratava a pesquisa. Droga, eu preciso realmente dormir. Não vou poder me envolver nisso por enquanto.

-Acorde-me uma hora mais cedo para eu analisar isso. Boa noite, Jarvis.

Lancei-me na cama e envolvi-me completamente com o cobertor. Estava calor, mas era a única coisa que me fazia sentir seguro. Meu celular vibrou e eu gemi em frustração. Desbloqueie a tela e vi na lista de mensagens somente duas. Tia May perguntando como eu estava. Resumi um estágio falso reclamando sobre as papeladas, o cansaço e como isso era recompensador para meu profissional. A outra era um número desconhecido. A foto de perfil era um homem descamisado. Sua pose despreocupada com as mãos no bolso e o corpo inteiramente trincado me fez pensar seriamente a voltar para a academia.

[~Pool, 17:00] Hey, Parker! Muito cedo para uma mensagem?

Pool? Sério? Salvei seu número colocando ele com o nome Bond. Não conseguia tirar da minha cabeça aquela piada idiota.

[Peter Parker, 17:02] Como eu disse, chame a hora que quiser.

[Bond, 17:03] Desculpa pelo susto.

[Bond, 17:03] Eu não sabia que você era tão traumatizado.

[Peter Parker, 17:04] Prefiro não falar sobre isso agora. Ainda estou mal.

[Bond, 17:05] Eu quero te fuder!

Sai de debaixo das cobertas e soltei um grito indignado. Ele estava falando em que sentindo? Merda, se um armário desse vir para cima de mim eu morro. Agora se ele der em cima de mim... O que eu falaria?

[Bond, 17:05] JANELA ERRADA! Esqueça, ignore. Boa noite, tchau. Te vejo amanhã.

Uma ponta de ciúme tola apertou meu coração. É isso o que as pessoas fazem Peter. Elas conversam com outras pessoas. Só você que não tem ninguém para quem correr. Seria melhor se você colocasse fim nessa sua vida medíocre. Ninguém sentiria sua falta. 


Notas Finais


Se teu hobbie é ama spideypool, não vou te criticar, eu gosto também!
Desculpa o susto inicial que você tomaram, mas adoro duplos sentidos.
Se quiserem apontar falhas, elogiarem ou sei lá... Eu agradeço!

XOXO


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