História Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Deadpool, Homem-Aranha
Personagens Peter Parker, Wade Willson (Deadpool)
Tags Heróis, Marvel, Spideypool
Visualizações 232
Palavras 2.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Pensaram que eu não ia postar nada hoje? HAHAHAAHAHAHA Se enganaram. Aproveitem bebês! <3


XOXO

Capítulo 24 - Nós?


Eu estou nu e sangrando

E quando você apontar-me seu dedo tão selvagemente

E não houver ninguém para acreditar em mim

Para ouvir meu apelo e cuidar de mim?

Freddie Mercury, How Can I Go On

 

O medo é um dos piores inimigos e a única semelhança entre seres humanos é que todos possuem algum medo. Seja de altura, do escuro ou de perder alguém que ama. O que um adolescente como Peter Parker temia? Chegava a ser ridículo e infantil. Movimentei tudo para que ele caísse na minha teia de intrigas. Em breve o pobre estaria gritando por socorro, pois esse é o início de uma queda que iria ascender a níveis insanos.

 

POV PP

 

[Tia May, 06:14] Peter, eu recebi uma oportunidade maravilhosa de emprego! Sinto muito te avisar, mas estou de malas prontas e indo embora agora. Perdoe-me não poder me despedir de você. O empregador me queria com urgência. Juro que quando puder eu voltarei e te levarei para muitos lugares já que o salário é ótimo.

[Tia May, 06:16] Para onde eu vou é meio isolado então não tem internet ou sinal de celular. Então esse é nosso último contato. Eu te amo, Peter. Se cuida!

[Peter Parker, 06:30] Ainda está ai?

O dia já havia começado mal. Por causa do meu banho demorado perdi a oportunidade de me despedir virtualmente de Tia May. Agora tinha de me arrumar e ir para escola. Só faltavam quatro meses para a formatura e depois a liberdade. Ou seria a faculdade? Happy me pegou pontualmente com o mesmo humor que nunca condizia com seu apelido. Fazia tanto tempo que meu celular não dava sinal de vida que percebi agora o quão o negligencie durante as férias. Wade ainda me encarava na tela e nossas conversas não foram apagadas. Por mais que a cabeça gritasse para que eu o odiasse, meu coração saltava em grandes acrobacias. Apesar de ele ter errado em muitos tópicos, Wade acertou ao dizer que doeria quando eu relembrasse. Passei os dedos nos lábios tentando simular a textura de sua boca e falhei miseravelmente. Eu precisava urgentemente de um psiquiatra ou de alguém novo para tampar o rombo em meu peito.

Entrando na escola fui direto para o meu armário repor os novos livros. Olhei para cima vendo aquele armário que pertencia a Wade. Nunca mais nada cairia na minha cabeça pelo ou menos. As aulas foram tranquilas que nem me dei conta que o tempo havia passado tão rápido. O sinal soou indicando o término. Ajeitei meus materiais e esperei que a multidão se dispersasse para eu ir. Saindo para o corredor já vazio eu ouvi aquela risada familiar. Uma gargalhada que vinha com um tom pesado de crueldade toda vez que me acertava um soco ou me enfiava no armário. Meu sentido aranha avisou-me que algo vinha logo atrás de mim. Desviar o faria ficar com raiva, deixar que me acertasse me geraria vergonha. Foi mais forte que eu. Retirei a cabeça da reta casualmente no exato momento que uma bolinha de papel veio.

-O que temos por aqui senão Peter Parker! – virei para encarar o dono daquela voz.

Um garoto de pelo ou menos dois metros de altura, repleto de músculos e com seu cabelo loiro tingido arrepiado. Confirmado a teoria de que tudo poderia piorar em segundos.

-Sem óculos, desviando de bolinhas... Até parece que virou homem. – riu de sua própria piada.

-Flash Thompson. O jogador de futebol popular. Ué... Cadê seu casaco de time e seus amigos? Ah! Claro, ficaram na outra escola. – debochei de uma maneira que nem eu pude crer.

Tudo por que eu já havia perdido oportunidades demais para recuar perante uma batalha. Eu era mais forte que ele e sempre seria apesar dele desconhecer o fato. Flash apoiou as mãos em meus ombros dando leves tapinhas.

-Eu vou te dar uma surra que te mandará para o necrotério.

-Mostre-me o que você tem.

Mantive o olhar dele naquela competição de quem encarava mais. Eu teria de pensar seriamente se permitiria mais uma vez que alguém me ferisse. Correr para sobreviver era algo típico de animais. Eu era uma zebra, Thompson um leão e estávamos em uma selva de pedra regados por um ódio gratuito. Mas não dessa vez. Essa era minha chance de provar quem eu me tornei. Cego pelo seu ódio, Flash veio com toda sua força e eu desviei de cada um de seus golpes com facilidade.

-Sempre foi de o seu feitio fugir, não é? – pela primeira vez ele revidou com palavras.

Claro, eu sempre fugia. Fugia de você, de quem eu era, de uma paixão ainda não curada e das minhas responsabilidades. Algo se acendeu em meio peito como no dia em que soquei Wade. Uma vontade enorme de descontar com violência todas as coisas que estavam dando errado em minha vida. Fechei os punhos e com um único golpe certeiro no nariz eu fiz Flash cair duro no chão. Pude ouvi-lo engasgando e se afogando no próprio sangue. Merda! Apoiei suas costas em meu braço para tentar amenizar a situação. De suas vias nasais escorreu uma torrente vermelha que manchou toda sua roupa. No fim do corredor, eu reconheci a figura do diretor vindo apressado até nós.

-O que você fez? – perguntou em tom desacreditado. – Ajude-me a levar ele na enfermaria agora, Parker.

Passamos os braços de Flash em nossos ombros levando aquela montanha arrastado até a área hospitalar da escola. Eu tinha a certeza de que o dia não tinha como piorar. Ah, se eu pudesse voltar no tempo teria ficado na cama protegido pelas cobertas.

Tia May se afastando, Flash Thompson voltando dos mortos, uma suspensão que deveria ser de um mês, mas devido meus antecedentes seria reduzida há uma semana e agora Stark pedindo para não ser incomodado por estar lidando com assuntos sérios de sua empresa. Chegando em casa jogando a mochila contra o chão, perguntei-me se havia como o dia piorar. Ao erguer a cabeça e ver o que me esperava, percebi que tinham poucos degraus a serem percorridos até chegar o inferno. Fotos cobriam todo o chão e os móveis da sala. Peguei uma aleatoriamente observando cada detalhe e depois a esmaguei nas mãos. Por que Wade?

 

POV WW

 

O retorno para a minha cidade natal foi marcado por lembranças. Passei pela antiga casa que morava. As paredes estavam podres exalando um cheiro de mofo forte que chegava às minhas narinas mesmo eu estando distante. Provavelmente se tornou a mais nova casa mal assombrada após o massacre ocorrido ali dentro.

[O seu pai gritou]

{A sua mãe chorou}

Neguei-me a entrar novamente naquele antro de podridão. Caminhei um pouco mais até achar o beco em que me sequestraram. Apesar de estar de dia eu olhei para os postes me certificando de que eles não me abandonariam. Será possível alguém desligar o sol também? Sai apressado dali o mais rápido que se era permitido sem parecer estranho. Muita coisa havia mudado, mas estranhei o fato de que a casa de um dos valentões que me perseguia se tornou um bar. Tudo que eu mais preciso tomar uma bebida dentro daquela pocilga. O lugar era decadente, repleto de cadeiras vazias e alguns bêbados espalhados por vários cantos. Todos pararam para me olhar. Claro, um cara estranho com capuz e aparência de ladrão não era muito bem visto em uma cidade pequena. Agora eu sou o forasteiro. Fui até o balcão fazendo sinal para o barman. Uma mulher surgiu colocando um copo a minha frente. Me chocou ao perceber quem era ela. Os olhos profundos e cabelos negros com uma mecha mínima branca. Oh, doce Vanessa. Eu lembro que amava o seu nariz afinado e morria de vontade de beijá-la atrás da escola. No entanto aprendi cedo que garotos como eu não mereciam garotas como ela.

[Muito menos garotos como Peter]

{Onde está ele? Sinto saudades}

-O que você quer? – sua voz continuava melodiosa.

-Qualquer coisa forte e que não esteja adulterada. – repeti a frase que meu pai me ensinou a dizer.

Serviu-me algo duvidoso que eu detonei em um gole.

-Sabe, não é bom usar capuz. As pessoas acham que você não quer ser reconhecido, ou seja... Ladrão.

-Eu não quero ser reconhecido, mas não se preocupe... – saquei duas notas de cem depositando no balcão. – Tenho dinheiro de sobra. Pegue de gorjeta como agradecimento pela dica.

Ela colocou uma nota dentro do sutiã e estendeu a outra para mim.

-100 dólares pela identidade do herói que acaba de me ajudar a pagar a conta de luz.

Tirei o capuz e vi o choque tomando conta de seu semblante. Afinal não era todo dia que se ficava de frente para alguém morto. Fazia três anos que haviam me dado como desaparecido. Depois houve o incêndio no galpão que me mantiveram encarcerado. Restos mortais meus foram encontrados assim como das outras crianças. Só que a Morte possuía um fetiche por garotos quebrados como eu e foi ai que ocorreu a ressureição.

-Wade Wilson... Como? – perguntou estarrecida.

A tarde inteira foi contando a minha história. Obviamente sem me aprofundar demais e deixando minha amada Morte fora disso. Já bastava Peter me ver como um monstro. Descobri que ela era dona do estabelecimento após arrematar o terreno em um leilão feito devido à morte do antigo dono. A noite chegou, as pessoas foram indo para casa e eu a ajudei a fechar o bar. Vanessa usava um vestido, meias arrastão e um casaco xadrez vermelho por cima, mas o frio da noite estava impiedoso.

-Meu Deus, você poderia vender sua história para Hollywood. Seria um grande filme.

-Sim. O filme começaria comigo entrando em um bar e descobrindo que a minha paixão de adolescência era a dona.

[Falou demais]

{Foi proposital, cara}

-Oh... Eu era sua paixão? – disse se aproximando de mim.

Perto demais para eu raciocinar.

Perto demais para minha solidão suportar.

Curvei meu corpo alcançando seus lábios, agarrando seu quadril exatamente como eu faria se fosse Peter. O desejo carnal reprimido causou uma avalanche em meu estômago. Espalmei as mãos em suas costas as alisando apaixonadamente.

[Peter]

{Parker}

As Vozes ecoaram esse nome mil vezes até que eu me afastasse dela.

-Isso é errado... Eu estou apaixonado por outro alguém. Não posso fazer isso. – desabafei.

-Por que ele não está aqui com você?

Abri um sorriso sem rastros de sentimentos.

-Porque ele me odeia.

 

POV PP

 

Ele beijava uma mulher na foto, agarrando seu corpo como fazia comigo. Como ele pode superar tão rápido? O grito de ódio que soltei quebrou o silêncio. Cai no chão pegando cada foto que conseguia, rasgando-as, amassando-as e depois as pisoteando. Eram muitas, parecia que nunca acabariam assim como minha indignação. Não conseguia me passar ninguém que pudesse fazer isso comigo. Wade não seria baixo a esse ponto. Fiquei deitado ali, corrompido por uma dor dilacerante em meu coração. Prendia as respirações o máximo que podia e depois as soltava tentando sentir algo mais dolorido que a desilusão. Preciso de remédios. Será que Stark tem alguns escondidos por ai?

Indo até a cozinha, percebi que a pessoa que invadiu a casa queria brincar com a minha mente e eu estava caindo no jogo dela. Sobre a ilha havia uma pirâmide enorme formada com recipientes de cor laranja repletos de comprimidos. Ao lado tinha uma garrafa com água com um pequeno aviso.

Beba-me

Apressei-me tão rápido para pegar aquilo que eu mais precisava que esbarrei na pirâmide fazendo tudo ir abaixo. Peguei um frasco tentando o abrir com as mãos trêmulas. Virei tudo goela abaixo e bebi água no gargalo. Sentia os comprimidos rasgando minha garganta e até engasguei algumas vezes com a grande quantidade tentando passar pela traqueia. Não me importei e continuei jogando água até que tudo descesse. O efeito foi mais rápido do que eu pensei. Agora não havia problemas, eu estava além do alcance da vida e tão próximo da morte que sentia sua presença ao me derredor. Subi as escadas com um andar trôpego. Deitado na cama eu ousei ter o meu último vislumbre de felicidade. Eu, Wade e tia May compartilhando um almoço que toda a família normal deveria ter durante a apresentação do “genro”.

Mas nós dois não éramos normais.

Aliás... Que “nós”?


Notas Finais


O final está próximo?
Talvez.

XOXO


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