História Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Deadpool, Homem-Aranha
Personagens Peter Parker, Wade Willson (Deadpool)
Tags Heróis, Marvel, Spideypool
Visualizações 199
Palavras 2.087
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey hey hey! Estou atrasada? Obrigada por toda a positividade, meus amores! <3




XOXO

Capítulo 25 - O Pessegueiro


Fanfic / Fanfiction Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 25 - O Pessegueiro

A única coisa que tenho em mente

É ser o dono dessa cidade hoje à noite

Rihanna/Jay-Z/Kanye West, Run this Town

 

-O garoto é forte.

-Tão forte que caiu no truque das fotos e pílulas.

-Sim, falta o discernimento a respeito do controle mental, mas ele é jovem. Pode aprender a lidar com isso. – falei em um tom distante e sonhador. – Eu demorei a obter isso porque me faltava um mentor.

A face de Harry Osborn se contorceu como todas as expressões faziam quando queriam falar algum tipo de merda para mim. Eu chamava isso de “morder a língua”. Demorei muito para moldar a reputação que tinha, mas até hoje agradeço o fato desse esforço reverberar até hoje.

-Você quer fazer dele seu pupilo? – perguntou entredentes.

Ofereça-me a cabeça de alguém em uma bandeja e eu escolherei que opção valerá a pena a ser recorrida. Essa era uma regra bem clara. O modo que o garoto tinha batido em seu inimigo, o afogando em seu próprio sangue, atraiu meu olhar para uma nova perspectiva.

-Sim. – concordei petulantemente.

-O acordo era destruí-lo.

-Existem muitas formas de destruir alguém. – recordei-me uma história que mamãe contava para mim. – Já ouviu falar de Naamã?

-Frequentei a catequese, então sim.

-Ele era um herói de guerra, mas havia algo que o envergonhava: a lepra em sua pele. Naamã resolveu ir até o profeta Eliseu para ser curado. Esperando algo difícil como tarefa e recebendo algo tão fácil, passou a ver o profeta com maus olhos assim como o Rio Jordão como um lugar impuro. Mas algo tocou seu coração e Naamã renunciou de seu orgulho entrando em águas barrentas para se curar. Percebe a analogia disso?

-Peter é um herói com uma mente fraca, você um homem poderoso que poderia guia-lo. Porém ele teria de entrar nas águas impuras de seu mundo para obter a cura e desse modo... Seu orgulho seria destruído. – Harry sorriu de lado, animado com a ideia. – Você é tão perverso.

-É por isso que você veio até mim. – apoiando as mãos no braço da poltrona eu fiquei de pé. – Agora se me der licença, preciso visitar certa pessoa.

 

POV PP

 

Havia uma sombra e eu a reconhecia. Ele tinha voltado para mim. O chamei para que fosse até mim e ele o fez. Nunca poderia ousar esquecer seu rosto, mas parecia como se fosse a primeira vez que eu o via. Segurei sua face, a apalpando, sentindo suas bochechas afundadas e seu queixo quadrado. Palavra foram dispensáveis. Voltamos a nos envolver no doce feitiço da paixão cega. Não soube dizer quem tomou a iniciativa, só sabia que ambos estávamos famintos. Wade tomou minhas mãos, entrelaçando nossos dedos e prensando-me abaixo dele. O ato cessou e ele se apartou repentinamente de mim.

-Olhe para suas mãos, Peter. - sangue manchava as minhas palmas esbranquiçadas. -O que você fez?

O colchão d’água se rasgou engolindo-me para dentro de uma substância grossa e vermelha. Tentei ir para a superfície e respirar, mas o sangue adentrava meu nariz com enorme facilidade preenchendo meus pulmões.

-Pensei que eu fosse dono de um império de sangue e não você.

Despertei com o coração a mil. Durante um longo tempo foi como uma paralisia do sono. Encarava o teto sem conseguir me movimentar. Os músculos ainda estavam entorpecidos devido a grande descarga de remédios. Não me dei conta de quantas horas foram necessárias para conseguir me erguer, só sei que eu assisti o sol se pôr e a noite tomar o céu. A minha cabeça estava pesada e totalmente fora do eixo. Lutei contra a vontade de voltar a deitar. Desci as escadas apoiando-me inteiramente nos corrimões. A escuridão da sala durou pouco tempo quando alguém acendeu um abajur ao lado do sofá. As fotos tinha misteriosamente desaparecido e um homem sentado afundava-se no meio do estofado. Eu o conhecia de vários carnavais. Ninguém esquece com facilidade o rosto de alguém que tentou te matar diversas vezes.

-Invasão de domicílio é crime. – disse com uma voz arrastada, falhando miseravelmente em tentar ser confiante perante o Rei do Crime.

-Overdose de remédios mata, mas quem se importa não é?

O que ele ganharia plantando remédios e fotos do meu namorado aqui em casa? Ele não é mais seu namorado, Parker. Fisk queria destruir meu psicológico e parece que ele concretizou seu plano. Porém uma peça não se encaixava: por que ele fez isso? Ele nunca havia me visto sem a máscara.

-Vá. A. Merda! Saia daqui agora.

-Ora, só vim aqui trocar umas palavras com meu antigo conhecido.

-Eu não te conheço, senhor...

-Pare de fingir! – gritou perdendo toda a sua falsa calmaria. – Você é tão inteligente com o traje, mas fora dele é um inútil.

A adrenalina que correu pelo meu sangue cortou o efeito do remédio. Todas as opções possíveis se passaram pela minha cabeça. Se ele estivesse aqui para me matar tenho certeza que teria o feito horas atrás quando estava vulnerável em minha cama, já que de qualquer modo Wilson Fisk não tinha o menor senso de honra. Tripudiar perante a destruição que o próprio acarretou em meu estado de espírito não seria motivo para se arriscar vindo até aqui. Mas principalmente, quem havia me delatado? Apesar de Wade ser o que era, eu não penso que ele entregaria meus segredos na mão de quem queria me matar.

-Se você sabe quem sou então é melhor correr mais rápido, pois se eu te alcançar...

-Calma, senhor Parker. Sem ameaças. – ergueu suas mãos em sinal de rendição. -Vim aqui em missão de paz.

-Você desconhece a paz.

-Nosso acordo fará você perceber que eu posso sim ser um ser humano pacífico.

Irônico. Eu me chamava de Homem-Aranha, mas eu tinha sido capturado por alguém mais ardiloso e balançava em sua teia a total mercê de seus quereres. Antes que ele falasse algo eu já sabia para onde aquela conversa nos levaria.

-Posso te ensinar a ser forte e deixar tudo para trás, mas todo o favor vem com um preço.

Fisk se movimentou em direção a sala recreativa. Percebendo que não acompanhava seus passos, olhou por cima do ombro e gesticulou com o dedo, chamando-me para sua armadilha.

-Abra mão de seus ideais e junte-se a mim. – disse enquanto desenroscava a tampa de uma garrafa sentindo a doce fragrância do vinho tinto. –Você será muito importante para o meu crescimento assim como eu serei para o seu.

Depositou em duas taças a bebida sem nunca tirar os olhos de mim, esperando qualquer movimento brusco para poder arregaçar as mangas de sua camisa social e partir para uma luta. A única resposta decente foi rir como se aquilo fosse à piada mais sem graça do mundo.

-Durante a Guerra Civil você fez uma declaração para os jornais, não? – relembrei. – “Heróis me causam náuseas”. Agora você está aqui e eu percebo que seu olhar não tem repulsa. O motivo disso está claro como o cristal: você corteja o nosso poder. Pensando que atrocidades faria se Deus tivesse dado essa benção, maldição, enfim... Veja como quiser. Então decide que se não pode obtê-los, pelo ou menos usará como instrumento de seus planos maléficos quem possuiu poderes. Sua única falha foi achar que eu desceria tão baixo e acreditaria que um homem como você poderia me ensinar algo.

Wilson colocou a mão dentro de seu blazer, vasculhando-o a procura de algo. Meu sentido aranha não disparou, mas eu ficaria bem atento em relação a ele. Sacou um controle, mirou para a televisão. Aos poucos uma imagem foi se formando. Engoli á seco ao ver uma mulher na casa dos quarenta anos sentada de frente para um computador digitando freneticamente e com um telefone pendurado entre a cabeça e o seu ombro. Ela sorriu descontraidamente. Tia May parecia tão leve naquele ambiente de trabalho que nunca pensaria que tudo fora arquitetado para cometer o mal. Atrás dela surgiu um homem de terno que acabara de pegar do coldre de sua cintura uma arma. Ela estava tão distraída para perceber que iria morrer.

-Sua escolha.

Aquela mulher nunca permitira que eu fizesse tal acordo, pois ela sabia que essa proteção custaria várias vidas, seja de inocentes ou culpados. O problema é que eu conseguiria, apesar da dor, arrancar mil vidas, mas nunca suportaria segurar o fardo de ter sido responsável pela morte de May.

-O que você quer que eu faça? – perguntei de modo submisso.

O Rei sorriu para mim. Não fazia a menor ideia se ele estava com alguma escuta, pois a sincronia da minha fala bateu exatamente com o momento que o homem abaixou a arma e sumiu da televisão.

-Prefiro assim.

Veio até mim segurando as duas taças e me ofereceu uma. Brindamos o nosso acordo sem o menor vestígio de alegria.

-Poderia dizer que entregou minha identidade secreta?

Ele terminou de beber o vinho antes de me responder.

-Harry Osborn. – bateu em sua testa em falsa surpresa. - Ah! Ele será seu primeiro serviço.

 

POV WW

 

As chamas lambiam meu corpo e o inferno nunca pareceu tão assustador. Eu já tinha estado aqui mil vezes, mas essa era a pior de todas, pois durante o pesadelo eu criei a consciência de que o cheiro do pessegueiro não estava ali e só havia o enxofre a ser inalado. Toda vez que eu dormia durante os meses passados recordo-me de apoiar o nariz no pescoço de Peter sentindo a leve fragrância de pêssego que tinha o poder de afastar todos os males. Agora eu sabia que não existia uma salvação. O lugar onde eu estava não possuía fim muito menos começo, apenas fogo. Ao léu uma figura foi tomando forma. Não era a Morte como eu pensava. Os cabelos bem penteados e aqueles olhos azuis inconfundíveis. Apesar de estar usando um terno tweed não parecia nenhum pouco incomodado com o calor.

-Por que você gosta de me imaginar assim? – perguntou dando uma voltinha.

-Porque você é mais gostoso nessa versão James McAvoy.

Xavier revirou os olhos. Estendeu a mão para mim e eu a peguei de bom grado. O cenário mudou repentinamente. A brisa do verão caribenho era refrescante. Sentados em cadeiras de praia, observamos o mar límpido vestindo bermudas tactel e camisas floridas adoráveis.

-Fico imaginando até hoje se você tivesse ficado conosco. – suspirou como se relembrasse daquele garoto sujo e largado que pisou em sua casa.

Eu estava com tanta fome que invadir uma residência não era um problema e sim um bem para uma causa maior.

-Teria te ensinado a controlar esses pesadelos.

-Logan não conseguiu se livrar deles.

-Pois ele era igual a você em muitos aspectos.

-Qual é o motivo dessa reunião?

Charles colocou os óculos de sol acima da cabeça revelando olhos pesarosos. Debruçou-se próximo a mim.

-Preciso saber o quão você se importa com isso.

Franzi o cenho sem compreender. Uma sombra tampou o sol. Mirando o olhar para cima vi uma pessoa carregando uma bandeja com drinks. Seu rosto era ofuscado pela luz solar e seu torso estava exposto revelando um corpo esbelto. Pousou as taças na mesinha recolhendo a bandeja embaixo do braço.

-Alguma coisa a mais, senhores?

Sua voz despertou todos meus músculos. Peguei sua mão e o trouxe até mim. Aos poucos a imagem de seu rosto foi sendo evocada.

-Peter.

Ele abriu um sorriso resplandecente abaixando sua cabeça enquanto coçava sua nuca. Ergui seu queixo e reivindiquei sua boca para mim e surpreendi-me ao constatar que a sensação era tão real. Um vento forte nos atingiu e Peter se desmaterializou, indo embora com os grânulos de areia que voavam por ali.

-Wade... – Xavier me chamou.

-Só veio aqui para me torturar?

-Eu vim aqui analisar se podia contar com você e vejo que posso.

Velho sádico de merda.

-Sabe que eu leio sua mente, né?

-Te xinguei justamente por isso.

-Um dia, Wade, - disse ignorando minha inconveniência. – eu amei tanto alguém e foi ai que percebi que o amor nos enfraquece. A razão?  Pois é sentindo isso que você descobre pelo o que viveria, mataria e mudaria. Adivinha?

-Peter. – sussurrei passando a mão em minha boca, tentando capturar aquela sensação maravilhosa de ser beijado por ele.

-Viu? O amor até ganhou outro nome para você. É por isso que eu vim aqui te avisar: você precisa voltar antes que Peter seja corrompido.

Já havia destruído sua pureza uma vez e agora tentaria salvá-la. Claro, tudo para tentar consertar as coisas e ter o meu pessegueiro trazendo sua fragrância toda à manhã até mim.


Notas Finais


Eita... Peter matará? Wade conseguirá salvá-lo? Acompanhem no próximo capítulo da novela mexicana "EMPIRE OF BLOOD". Tá bom, parei. Bjus

XOXO


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