História Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Deadpool, Homem-Aranha
Personagens Peter Parker, Wade Willson (Deadpool)
Tags Heróis, Marvel, Spideypool
Visualizações 269
Palavras 1.087
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esse está mais para um prólogo do que um capítulo em si. Espero que gostem de analisar a história por outro ponto de vista devido ao nosso querido convidado.
E desculpem a demora...

XOXO

Capítulo 26 - Perdoe-me, pois pequei


O amor é cegueira

Eu não quero ver

Você não vai envolver a noite em volta de mim?

Jack White, Love is Blindness

 

POV DD (Daredevil/Demolidor)

 

Tomo o assento ao lado do confessionário. A porta desliza revelando a figura do padre por de trás das ramificações da madeira, mas aposto que ele não faz a menor ideia de que posso enxerga-lo já que ao invés de olhar para frente ele permanece me encarando. Não é todo dia que se vê um milagre ambulante, afinal sobreviver em um acidente como aqueles faz você se tornar famoso durante um tempo por toda a cidade. Conforme os anos vão passando, as poucas pessoas que lembram me apontam na rua para que os amigos coloquem um rosto na história trágica.

-Padre, perdoe-me, pois pequei.

Quantas vezes eu tive de dizer essa frase? Tudo pelo motivo de existir uma entidade dentro de meu coração que me leva a corromper os ensinamentos religiosos que recebi. Um demônio que alcança a superfície quando bem entende, rasgando a minha pele e de santo eu me torno o demônio de Hell’s Kitchen. Hoje eu vestiria meu uniforme como um favor clamado por alguém que pedia desesperadamente por socorro.

-O que você fez, meu filho?

Essa frase me traz uma leve recordação. O garoto atravessando a rua, o caminhão desgovernado, o acidente perfeito. Os galões virados na pista encharcando o asfalto, seu gás adentrando em minhas narinas que começam a arder e as costas de minhas mãos tentando limpar meus olhos para que voltem a enxergar. Foi aí que senti alguém me abraçando e dizendo essa mesma frase.

-O que você fez, meu filho? – exaltou-se meu pai diante da cena ainda desacreditado.

A pergunta certa seria o que nosso Deus e santos fizeram. Com certeza não me protegeram assim como não protegem essa cidade e o diabo, seu antagonista, tem de cuidar de tudo.

-Eu sei como parar, mas não quero, pois está enraizado em mim esse desejo. Toda vez ela me chama a noite, eu levanto da cama e digo “eis-me aqui”.

-Quem te chama?

-A mais perversa de todas as mulheres. Atende pelo nome de Violência e hoje eu irei novamente ao seu encontro.

Mergulho na memória de algumas horas mais cedo. Tomando café requentado, pois o dinheiro estava curto devido aos vários “Pro Bono” que Nelson & Murdock andava fazendo. Eu soube assim que a porta da recepção se abriu á quatro andares abaixo de meus pés. Podia ouvir sua palpitação acelerada que denunciava o desespero. Esperei encostado no batente da porta de meu apartamento. Ok, por essa eu não esperava mesmo.

-Posso entrar?

-Vai me matar?

-Não mataria um cego.

-Gentil da sua parte.

Sentados um de frente para o outro em sofás paralelos, nos observámos. Claro, assim como o padre ele desconhecia a minha visão flamejante. Eu via seu corpo queimando e tive a sensação de que um dia ele realmente queimou de verdade.

-Preciso de sua ajuda.

-Eu posso te passar o endereço da minha firma de advocacia, um momento... – peguei o bloco de anotações da mesa de centro

-Eu preciso da ajuda do Demolidor.

Gelei na simples menção do meu alter ego a ponto da caneta cair da minha mão. Como um babaca desses poderia saber disso?

-Salvei sua vida uma vez, pedir por uma segunda é demais.

-Não é a minha vida que está em jogo. No mínimo três pessoas estão em risco por aqui. Uma delas é seu amigo Peter Parker.

Engoli a seco. No dia que ouvi os sinos soando em horário inapropriado eu soube que ele havia se livrado daquela merda de uniforme, então qual a razão de estar em encrenca? No entanto algo pior ali não estava se encaixando.

-Eu peguei vocês dois tentando se matar como cão e gato. Agora vem pedir minha ajuda para salvá-lo? Nunca vou compreender essa situação.

Deadpool pegou na barra de sua máscara puxando-a e revelando o seu rosto. Ele era um homem digno de estar em capas de revista ou em talk shows dizendo o quão é difícil ser assediado pelas fãs. O rosto altivo e bem desenhado possuía uma expressão cansada, quase melancólica além de uma barba por fazer como se ele não tivesse tempo de cuidar de si, pois estava preocupado demais com outra pessoa.

-Você sabe assim como todos nós sabemos que por trás da máscara existem pessoas com seus sonhos e amores. Antes de existir Deadpool, havia Wade Winston Wilson. Assim como antes de haver qualquer desejo por sanguinolência... Existiu um amor desenfreado.

Franzi o cenho sem entender muito suas palavras.

-Wade Wilson se apaixonou por Peter Parker. – ele disse. - Não fazíamos a menor ideia dos segredos que escondíamos um do outro. Achávamos que era para proteger, mas acabamos nos machucando tão fortemente.

Essa era a piada mais sem graça que havia ouvido nos últimos tempos. Chegava a ser cruel como o destino havia permitido isso.

-Deus! – exclamei perante a confissão. – Sabe qual a probabilidade disso ocorrer?

-Não sou bom em matemática e não vi os dados da última pesquisa que mediu a população mundial então... Uma em sete bilhões?

Suspirei em descrença em relação a sua petulância.

-O que você tem para mim?

Wade contou-me detalhadamente como torturou um capanga do Rei do Crime, arrancando uma confissão. Harry Osborn seria assassinado pelas mãos do Homem-Aranha. O herói não compactuava com isso, no entanto sua tia estava na mira de Fisk. Um estalar de dedos, uma bala no meio da cabeça dela. Wade conseguiu o endereço do cativeiro dela, mas precisava de ajuda para lidar com outros tópicos importantes.

-O Rei do Crime precisa ser parado, alguém precisa resgatar May e eu cuido para que Peter se mantenha longe de cometer uma carnificina. – disse como se fosse à coisa mais fácil do mundo.

Ele tinha uma sorte de eu ter contatos. Luke Cage e Jessica Jones poderiam cuidar do cativeiro e eu pegaria Fisk com uma possível ajuda do Justiceiro.

-Desculpe-me perguntar, mas depois de tudo que aconteceu você quer o salvar para que ele possa pensar em te perdoar?

Ouvi um leve suspiro acompanhado de um leve riso.

-Nós estamos muito além de qualquer perdão.

Não sabia se ele estava se referindo somente a ele e Peter, mas a frase também me serviu muito bem.

 

-Por que vir aqui pedir perdão se já sabe que cometerá de novo? – perguntou o padre, tirando-me de meu devaneio.

-Padre, eu não estou pedindo perdão pelo que fiz, mas sim pelo que eu ainda irei fazer.


Notas Finais


Eu amo o Demolidor devido toda sua carga com a religião e o seus conflitos internos então como iria adaptar "A Queda de Murdock" para Peter Parker, nada mais justo que deixar que o demônio de Hell's Kitchen fizesse uma ponta em um POV. Espero que tenham gostado, meus amores!

XOXO


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