História Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Deadpool, Homem-Aranha
Personagens Peter Parker, Wade Willson (Deadpool)
Tags Heróis, Marvel, Spideypool
Visualizações 391
Palavras 2.238
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Dobradinha de Rihanna em I Love The Way You Lie - Part II, por que sim! Amo essa música, ok? AHAHAAHAHA Aproveitem, meus amores. Muito obrigada por cada comentário, eles me enviam todas as vibrações necessárias e me fazem ver que estou indo pelo caminho certo.


XOXO

Capítulo 27 - Tomando posse


Fanfic / Fanfiction Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 27 - Tomando posse

Até os anjos têm seus planos perversos

E você leva isso para novos extremos

Mas você sempre será meu herói

Mesmo embora tenha perdido a cabeça

Rihanna, I Love The Way You Lie - Part II

 

POV WW

 

O garoto em meus braços não chorava, pois era forte demais para isso. Muito menos expressou raiva ao ver-me já que seu perdão me alcançou. Ele estava além de qualquer sentimento. O seu semblante era letárgico, com os olhos vidrados na mancha de sangue na parede. Ele parecia não me ouvir, exatamente como no dia em que eu o assustei no primeiro dia de aula. Balancei seu corpo tentando o trazer de volta para mim.

-Peter, por favor! Olhe para mim! Eu estou aqui! – gritava contra sua face tentando chamar sua atenção.

As lágrimas caíam diante da tragédia. Até que ele me olhou e eu soube que havia o perdido para todo o sempre. Tomou meu rosto com suas mãos ensanguentadas, fazendo trilhas vermelhas desde a minha testa até chegar a minha recente barba. Um sorriso doentio aflorou em sua face.

-Olha, Wade! – mostrou as mãos para mim. – Agora somos iguais.

A constatação dele fez meu estômago se revirar.

Pelo o que você se apaixonou em mim?

A sua pureza.

Era tarde demais para uma possível salvação. O meu anjo fora corrompido com a sujeira do mundo e nunca mais retornaria para o Paraíso.

 

POV PP

 

Flores. São belas, perfumadas e todos cobiçam um dia ganhar um arranjo para ter a satisfação por ter alguém que se importe. Geralmente são presentes de namorados, cônjuges e amigos quando vão até seu enterro logicamente. Dar flores para um inimigo seria muito desaforo? Imaginei estar comprando aquele buquê de rosas vermelhas para May e até Wade passou pela minha cabeça, mas logo tratei de afastá-lo. Tudo tinha de parecer real, não poderia haver deslizes. Se Wilson Fisk me disse a verdade e eu tenho certeza que disse, eu precisaria atuar muito bem. Para quem teve depressão e soube disfarçar durante anos para ninguém se preocupar, então essa missão deveria ser fácil, mas envolvia alguém do meu passado, alguém que eu tentei proteger duas vezes e falhei miseravelmente. Toquei a campainha da mansão a minha frente. Uma sombra surgiu detrás do vitral vermelho que compunha a parte de cima da porta. Isso me lembrou de quando ele, vestido de Duende Verde, adentrou a igreja quebrando a imagem de Jesus Cristo. Que profano. A porta se abriu e Harry Osborn me encarou. Um corte profundo rasgava sua testa sendo coberto por gaze. Como eu sabia o que tinha por baixo do curativo? Ah, é uma longa história. Harry veio até mim com um olhar intimidador e logo sorriu se jogando contra mim, envolvendo-me no mais apertado abraço de boas vindas. A pressão de seu corpo em minha mão fez com que os espinhos das flores penetrassem meus dedos. Gemi de dor, mas ignorei.

-Peter. – sussurrou perto do meu ouvido... Perto demais.

Beijou minha bochecha e sorriu para mim. O passado estava apagado de sua memória. Não existia mais o fato de eu ter entregue ele a polícia, dele ter quase me matado e descoberto a minha identidade secreta. A resposta para isso estava nos ferimentos recentes que surgiam em sua pele. Os hematomas e cortes contavam uma história. Para Harry Osborn eu vim aqui lhe entregar flores e jantar após um acidente terrível que ocasionou a perda de sua memória. Aparentemente um grupo de homens o surrou até quase leva-lo a óbito. As pancadas com um pé de cabra em sua cabeça foram tão fortes que acabaram por atingir a parte do cérebro que guardavam suas lembranças mais recentes. Não existia mais ódio, rancor e os segredos voltaram a ficar ocultos. Seria como nos velhos tempos com a única diferença de que eu vim aqui não para me divertir, mas para finalizar o serviço mal feito dos capangas de Wilson Fisk.

-São para mim? – perguntou pegando o buquê enquanto eu assentia. – Oh, droga! Você se furou. Vamos entrar, tem um kit de emergência em algum lugar por aqui.

Espero que tenha, você vai precisar.

Pousei a mão sobre o balcão da cozinha enquanto Harry molhava um algodão com água oxigenada. Tomou minha mão passando o algodão suavemente em cada perfuração. Irônico, ele cuidando do pouco sangue que me tirou e em breve eu sumiria o deixando afogado em uma poça avermelhada.

-Wow, isso é interessante. - disse apontando para a aliança manchada. – Quem é a sortuda?

Um símbolo de um compromisso finalizado reluzia em meu dedo anelar. Um anel comprado com o dinheiro de um império de sangue agora jazia em meio à seiva vermelha que escorria... Que bela analogia para a vida fazer agora. Percebi que não conseguia me livrar dela. Sempre que a tirava meu dedo caçava por ela, como um tique nervoso. Desisti e engolindo o orgulho continue a usá-la.

-Era um sortudo, mas acabou.

Impressão minha ou o semblante de Harry pareceu satisfeito com a resposta?

-Por que continua usando?

Porque eu continuo amando Wade.

-Hábito. – respondi simplesmente.

Nos sentamos na mesa já posta. Havia comida para um batalhão e vinho suficiente para embriagar qualquer um. Não me surpreendi com o comportamento exorbitante, pois sempre foi típico dele. Coloquei o guardanapo nas pernas e Harry imitou o gesto sem tirar os olhos de mim. Demos as primeiras garfadas no prato em um silêncio sugestivo já que a atmosfera carregava expectativa.

-Sabe, - Harry chamou minha atenção com a repentina conversa. – Meu pai era católico devoto. Igreja todo o domingo, leituras diárias da bíblia e muito jejum. Como eu poderia ser eu mesmo em um lar que seguia escrituras que condenavam o homossexualismo?

Quase engasguei com as ervilhas. Bebi o vinho para tentar amenizar o choque.

-Uma vez ele descobriu que eu mantinha uma obsessão para com um garoto e me enviou para a Suíça. Claro, antes ele me bateu. Me ajoelhou, pegou seu cinto e deu 30 chibatadas em minhas costas. O médico da família veio e ao invés de denunciar o abuso, apenas pegou o dinheiro e foi embora.

Imaginei aquele garoto sendo açoitado e de repente toda a amargura em relação a seu pai foi explicada.

-E-e-eu nunca imaginei...

A mão dele pousou na minha coxa, levando uma onda de choque por todo meu corpo. Uma vozinha gritava para eu correr e desistir. Teria de haver outro jeito. Eu não matava pessoas e nunca mataria. Eu não era um assassino, eu não era Wade.

Pelo ou menos a minha justiça não faz ninguém voltar para as ruas como Harry Osborn voltou.

Realmente não faz, mas o sangue frio que se empregava nesse tipo de ação nunca foi costumeiro para mim.

-Meu pai descobriu que eu te amava e me afastou para não trazer vergonha ao sobrenome da família.

Larguei os talheres no prato fazendo um estrondo. Não conseguiria comer de qualquer jeito. Tia May uma vez disse que Norman só amava a si e acho que isso se refletiu em seu filho. O amor de Harry não era tóxico, era mortal. Afinal, que tipo de amor fazia você matar seu pai ou entregar a identidade secreta de seu melhor amigo (ou seria amor de adolescência?) para o inimigo? Era egoísta que chegava a me dar náuseas.

Eu gostaria muito que você se mantivesse bem longe dele.

Wade sentia o cheiro de quem não prestava de longe, afinal pessoas iguais se identificam.

-Mas você e a Mary Jane...

-Eu fiz aquilo para você tirar aquela vadia da cabeça. Ela não passava de uma caça dote. Nunca olharia para você... Não do jeito que eu olho.

Ele se ergueu ficando de pé ao lado da minha cadeira. Estendeu-me a mão e eu, trêmulo, aceitei. Percorreu todo o meu torso até chegar aos ombros para arrancar a minha jaqueta, deixando-me com uma mera regata branca. Os seus olhos brilharam ao alcançar seu objetivo sombrio. Eu queria parar com aquilo e me afastar para sempre. Era tarde demais, pois ele já havia me beijado com um ardor equivalente a minha frieza. Harry explorava todo meu corpo, alisando minhas costas até encontrar meu bumbum e amassá-lo.

-Parker. – gemeu contra meus lábios em um apelo para que eu o correspondesse.

Finja um pouco mais antes de mata-lo, Peter. Dê essa felicidade a ele. Desfiz o beijo para poder empurrar o seu corpo contra a parede. Prendi seus pulsos acima da cabeça em um aperto forte e imaginei que o homem a minha frente era outro alguém.

 

POV WW

 

[Eita porra!]

{Peter ativo agressivo}

Você sabe que não superou no momento que ver uma cena como aquelas inunda seu coração com inúmeros sentimentos. Ódio, rancor, amargura, nojo. Senti-me como quando eu era garoto e desejava adentrar a tela do cinema, tomando o lugar do personagem principal, mas eu sempre estaria trancado do lado de fora como um simples expectador. Tendo de enfrentar a dura realidade de que nunca viveria um romance com final feliz como “O Segredo de Brokeback Mountain”.

[Mas esse filme foi trágico]

{Ah, mas foi bonito}

Peter pegando as coxas de Harry fincando seus dedos fortemente contra sua carne. Aqueles lábios que me pertenciam e, sinceramente, espero que ainda me pertençam agora beijavam outro. Apertei as mãos em punhos trêmulos de ódio. Pude fazer leitura labial e desejei não crer que fosse aquilo.

-Passivo? – Peter perguntou.

Harry assentiu com entusiasmo e ambos riram. Eu vou matar Osborn por roubar o que é meu.

[Ele não é mais seu]

{Wade Possessivo Wilson}

Então eu vi a movimentação estranha. Harry sacando de dentro do bolso alguma coisa cilíndrica. Perda de memória? Meu Deus, como eu pude ser tolo em cair em uma história dessas? Era a armadilha perfeita. Com o controle em mãos ele apertou um botão. A prancha do Duende Verde surgiu atrás de ambos. Hora da ação, Wade! Eu corri como um louco para causar impacto contra o vidro e quebra-lo com maior facilidade, mas eu estava longe demais e a prancha foi mais rápida que eu avançando sobre eles. Harry estava pronto para fugir das perigosas lanças.

Esse era o fim.

 

POV PP

 

Um arrepio passou por toda a minha espinha eriçando todos os pelos de meu corpo. Meu sentido aranha gritava. Parei o beijo e encarei o ódio impresso nos olhos de Harry. Eu pensei em ser misericordioso, mas pelo visto ele não compartilhava do mesmo sentimento. Antes que ele jogasse meu corpo para o lado, deixando-me na mira do que quer que estivesse por vir, eu o agarrei, prendendo-o ali.

-O que você está fazendo? – gritou em pânico.

Só houve tempo de ele dizer isso antes que eu pulasse para o lado. As lâminas afiadas do transporte do Duende Verde penetraram o abdômen de Harry, fixando-o contra a parede. Da sua boca o sangue jorrou assim como ocorreu nos rasgos em sua carne. Grunhidos de dor saiam de sua garganta preenchendo o meu silêncio.

-Eu. Estou. Te. Matando. – falei a frase apertando a mandíbula a ponto de quase quebrar meus dentes.

De quantas mil formas essa noite poderia ter acontecido? Inúmeras. Poderia ter finalizado o serviço rapidamente, nunca estado aqui ou simplesmente ter aceitado a morte, mas eu agi da forma menos heroica possível: por um ódio pessoal enraizado em meu coração. No fundo eu sabia que o que me corrompeu não foi a Deadpool, depressão ou Venom.

Não é um pecado ter demônios, mas é um pecado quando você se transforma em seus demônios.

 A responsabilidade era só minha, pois eu permiti que os meus demônios tomassem o controle. Não existe uniforme ou máscara que te livre do que você realmente é. No fundo... Você é igual à Wade. Você é um hipócrita.

-Não, não, não! – gritei enquanto agarrava meus cabelos.

Precisava reverter esse fato. Peguei a prancha a jogando para longe. Harry caiu sentado e eu ajoelhei-me para me igualar na altura. Fiz pressão com as mãos nos cortes em seu abdômen em uma tentativa vã de estancar os litros de sangue que vazavam com rapidez. Apanhei sua nuca direcionando sua face para a minha.

-Por que você fez tudo isso, Harry? – perguntei em um choramingo.

-É feio... – disse ele, mas foi cortado por ataque de tosse que fez sangue respingar em meu rosto. – Mas é desse jeito que eu te amo.

-Isso não é amor.

-Foi desse jeito que eu aprendi, Parker.

Seus olhos piscavam freneticamente até que ele revirou os olhos e sua cabeça pendeu para um lado. Eu ouvi uma explosão que ocasionou uma chuva de cacos de vidro, porém eu não ligava mais.

Alguém encaixou as mãos em minhas axilas e me ergueu do chão.

Alguém balançou meu corpo e gritou contra minha face.

Alguém apareceu e tentou me salvar.

Eu olhei para esse alguém e o vi. Wade com olheiras enormes e uma barba por fazer que denunciavam seu descuido consigo.  Oh, o meu amor em tons escarlates violentos me encarava assustado, pois agora ele enxergou aquilo que me tornei. Passei os dedos ensanguentados por sua testa até sentir sua barba ralando em minhas digitais.

-Olha, Wade! – mostrei as mãos. – Agora somos iguais.

Se espera em toda a posse uma comemoração festiva acompanhada de súditos e muita glória, no entanto quando se trata de um império feito com base em mortes, só haviam esqueletos abaixo dos pés e uma dor irreparável.

Agora eu era um imperador.

Agora eu tinha meu império de sangue.


Notas Finais


Não estranhem se vocês forem reler os capítulo 1 ao 7, pois adicionei trechos de música que não existiam antes para que tudo ficasse igual.
Sobre Harry, gostaria de dizer que assim como o pai dele era um homem egoísta, o filho herdou isso, apesar de repudiar tal comportamento vindo de sua figura paterna. Então sim, havia amor.
Não consigo imaginar Peter matando de uma forma fria como Wade faria, então o fiz de uma forma mais impulsiva.
Sim, esse capítulo está recheado de referências a primeira trilogia do Homem-Aranha, como por exemplo a morte do Duende Verde de Norman Osborn pela sua própria prancha e a perda de memória de Harry no terceiro filme.
Espero que tenham gostado e amanhã tem mais.

XOXO


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