História Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Deadpool, Homem-Aranha
Personagens Peter Parker, Wade Willson (Deadpool)
Tags Heróis, Marvel, Spideypool
Visualizações 360
Palavras 2.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Se você tiver pressão alta ou for cardíaca... Não sei qual seria a recomendação médica apropriada, mas vai com calma nesse capítulo ok? HAHAHAHAHAHHA


XOXO

Capítulo 28 - Definição de Justiça


Fanfic / Fanfiction Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 28 - Definição de Justiça

Os motivos pelos quais não posso te ter são fáceis de consertar

Eu realmente não planejava fazê-lo, mas eu vou fazer isso

Os motivos pelos quais não posso te ter, não são tão complicados

Baby, se você me deixar eu não vou hesitar

The Weeknd, All I Know

 

POV WW

 

Pela primeira vez eu limpei uma sujeira que não era minha. Digitais por todos os lados, sangue e um corpo morto eram o rastro de pólvora perfeito para explodir a vida promissora de Parker. Como se livrar de tudo isso? Um incêndio é lógico. As chamas tragariam todas as provas. Aquele acontecimento sumiria dos olhos da polícia, mas permaneceriam marcados em nossas lembranças. Peter olhava para frente ainda vidrado. Não disse uma única palavra desde a constatação de que tinha matado alguém. Eu não sabia para onde ir. Minha casa ou a dele não seria uma opção boa já que tínhamos de nos livrar do sangue. Dirigi até uma casinha que eu matinha no subúrbio que serviria perfeitamente. Abri a porta do carro para que Peter descesse, no entanto ele não se moveu. Não tive paciência e o tomei no colo.

Os móveis estavam cobertos com lençóis brancos, o piso de madeira rangia levemente sobre meu solado e tudo cheirava a coisa guardada. Uma camada de pó se agitava a cada passo meu. Uma verdadeira casa abandonada. Deveria ter contratado uma faxineira para vir aqui periodicamente. Fora as inúmeras cartas empilhadas no chão que acabaram se espalhando para todo o canto quando abri a porta. Agradeci silenciosamente pela luz não ter sido cortada.

[Miau!]

{Olha o gato de luz!}

-Peter. – sussurrei com os lábios colados em seu ouvido, implorando para que me respondesse.

Ousei ser evasivo passeando com a ponta do meu nariz por detrás da sua orelha até mergulhar-me em sua doce fragrância de pêssego. Senti seu corpo se retesar para mim, incentivando meus movimentos. O posicionei na bancada da pia ficando frente a frente para o homem que causava labaredas de fogo em meu coração e avalanches de neve em meu estômago. Juntei nossas testas pegando em sua nuca deixando que meus dedões alisassem suas bochechas fofas.

-O que você quer de mim? – perguntei.

Um silêncio insuportável foi à resposta até que ele abriu e fechou a boca um milhão de vezes antes de verbalizar alguma coisa.

-Eu quero, – pressionou fortemente os dedos em meu ombro. – Que você pare de falar e comece a agir. Tome posse de mim, faça o que bem entender... Apenas faça.

E eu fiz. Apoderei-me de sua boca com uma sofreguidão equivalente a toda saudade que sentia. Explorei cada parte de seu corpo com a urgência de reconhecer que era real e não mais um sonho. O meu coração não se aguentou no peito ao perceber que Peter correspondia de forma igual. Ele alcançou o zíper do meu uniforme e depois me ajudou a me livrar daquele macacão. Ficamos nus, mas não foi isso que causou nossa exposição. Foi o modo que ficamos nos encarando como se esperássemos que uma intervenção divina nos parasse. Um raio retumbou no horizonte e uma chuva de cair os céus começou a bater violentamente contra as paredes. A ventania sacudia o vidro das janelas querendo invadir nossa privacidade. Peter cruzou os braços atrás de meu pescoço, passeando com as mãos em meu cabelo. Soltei uma respiração que mal me dei conta que havia prendido. Joguei Peter no sofá nunca usado, deitando-me sobre ele logo em seguida. Posicionei uma perna entre as pernas dele, separando-as e abrindo caminho para que eu chegasse à minha via estreita de prazer.

-Eu estou sem camisinha. – lembrei-me do fato.

Peter revirou o olhou e me empurrou para frente fazendo com que eu caísse deitado. Mergulhou seu rosto entre as minhas pernas e procurou meu olhar. Um desejo abrasador nos queimava. Com uma sucção, senti meu pau sendo abrigado em um lugar úmido e quente. Observei a cabeça de Peter subindo e descendo, o que acarretou minha tensão. Me perdi em seus olhos que se mantinham fixos em mim revelando-me o que tudo aquilo simbolizava.

A minha perdição.

A minha salvação.

O meu maior pecado.

Suas mãos subiram por meu torso, tateando os músculos de meu abdômen e chegando até o pescoço. Peter abandonou meu membro e sorriu de lado maleficamente.

-Está lubrificado o suficiente agora? – perguntou em tom travesso.

Avancei nele retornando a antiga posição. A cabeça do meu membro já estava posicionada na entrada dele, mas antes de obter o que eu mais desejava eu olhei para ele esperando algum tipo de autorização.

-Eu vou ter que usar meu vibrador hoje? – gracejou.

O beijei sorrindo contra seus lábios e o penetrei. Suas unhas se entranharam em minha carne. As paredes de Peter se contorceram com a minha invasão ficando apertadas em uma medida quase insuportável.

-Mais forte, Wade! – pediu entre gemidos.

Aumentei o ritmo freneticamente para agrada-lo, enterrando todo meu membro dentro dele.

-Mais, Wade! – gritou mais uma vez.

Agarrei seu quadril puxando seu corpo para baixo tentando ir mais fundo. O cheiro metálico de sangue somando ao salgado suor deram a atmosfera um ar animalesco. O pênis de Peter se esfregava nos gomos de meu abdômen e eu soube que a qualquer momento explodiríamos juntos. Ele envolveu minha nuca, puxando meu rosto para si e colando nossas testas. Nos beijamos batendo nossos dentes sem querer, mas não ligamos, pois a urgência era maior que tudo. Suguei sua língua para dentro de minha boca, prendendo levemente com os dentes antes de voltar a libertá-la.

-Wade.

-Peter.

Falamos em uníssono quando o prazer veio à tona. Ficamos paralisados, esperando que nossas respirações normalizassem antes de fazer qualquer outro movimento. Bati em retirada de dentro dele e o peguei no colo. Pude ver a cena de horror: os lençóis brancos manchados com um sangue que não era nosso e sim restos de Harry Osborn. Eu ia queimar a porra desse sofá inteiro.

Nos encaminhei até o banheiro. Liguei o chuveiro esperando que a água esquentasse. Um leve vapor foi subindo por todo o ambiente e foi ai que coloquei Peter no chão. O jato de água lavava o sangue em nossa pele e eu rezava para que limpasse todos os nossos pecados.

 

POV PP

 

Wade foi cuidadoso comigo o equivalente que foi agressivo durante o sexo. Passou shampoo em meus cabelos massageando demoradamente o couro cabeludo e depois os penteou inteiramente para trás. Com uma esponja passou um sabonete líquido com cheiro de jasmim e esfregou meu torso suavemente. Não sabia como retribuir tudo aquilo. Desconfiei que Wade pensava que eu ser receptivo a seu carinho fosse um modo de agradece-lo pelo o que fez. Então apoiei meus braços em seus ombros e o puxei para perto. Rocei os lábios em uma de suas cicatrizes desejando que ela nunca estivesse ali. Ficamos ali, deixando que nossas peles brancas ficassem vermelhas devido à quentura da água.

-Eu te amo. – disse sussurrando com aquela voz rouca que eu tanto amava.

Agradeci que a chuveirada ocultava as lágrimas caindo. Tateei suas escápulas em busca das cicatrizes verticais que deveriam haver ali, pois ele era um anjo caído. Meu anjo caído. Expulso do céu por perturbar a paz e vindo a Terra abençoando minha vida só para depois amaldiçoa-la. O amor nunca foi tão belo e destrutivo para mim. Os filmes romantizam demais e nos deixam imaginar algo perfeito quando nunca será assim. Existem conflitos internos, dilemas cotidianos, orgulho rebaixado e sacrifícios diários a serem enfrentados depois do “feliz para sempre” e eu mal tinha alcançado isso.

-Eu também te amo, Wade, mas...

Consegui ouvi-lo engolir a seco.

-Peter, deixe esse “mas” para lá por enquanto. Deixe-me ser feliz, mesmo que seja mentira.

Me silenciei perante aquela declaração. Como se por mágica a luz começou a falhar e água gelada caiu sobre nós. Gritei pelo susto e Wade tratou de fechar o registro. Olhamos um para o outro e começamos a rir quebrando a tensão anterior.

-É... O gato falhou. – ele brincou.

-Senhor Wilson! Cometendo um crime?

Rimos mais ainda até que recordei que eu era um criminoso também. Eu poderia ter salvado Harry e agido heroicamente com aquele discurso de “ódio não leva a nada”, mas ao invés disso eu acabei me tornando o exemplo desse ditado.

Quer me destruir, Peter?

O fantasma rondou minha cabeça dizendo aquelas palavras. Nunca foi minha intenção, no entanto você me deixou sem opções, Osborn.

-Vamos! Vou procurar umas roupas para nós. – a voz de Wade me chamou para o presente.

Um blusão que mais parecia um vestido e uma cueca folgada foram as peças que ele achou para mim. Ele, por sua vez, apenas usava um leve perfume amadeirado que encontrou no banheiro, ou seja, nada de roupas.

-Sua intenção é se aproveitar de mim? – perguntei fingindo estar ofendido.

-Não existe assédio quando se é reciproco.

Com a ajuda da lanterna do celular fomos até um quarto. Pôsteres de filmes cult colados na parede, uma mesinha de estudos abandonada e uma calma de casal enorme decorava o quarto.

-Você já morou aqui?

-Por um tempo.

-“Não odeie seus inimigos. Isso afeta seu raciocínio”.

Era interessante. Assisti a esse filme milhares de vezes e só agora essa frase faz sentido para mim. Bem que dizem que quando se experimenta a real sensação de um acontecimento, aí a coisa muda de figura, pois agora simboliza algo para você.

-Marlon Brando em O Poderoso Chefão. – respondeu a questão corretamente.

Nos deitamos um de frente para o outro. Não sei o motivo pelo qual meus olhos pareciam mais interessados em procurar cicatrizes do que encarar Wade. Talvez fosse porque eu soubesse que aquilo destruiria qualquer linha de defesa e dignidade que possuía. Ele pegou a minha mão, passando o dedo carinhosamente sobre a aliança.

-Você ainda a usa. – disse admirado.

Roçou os lábios delicadamente no metal, plantando um beijo ali.

-Eu não quero que o amanhã chegue. – pensei em voz alta.

-Não vamos pensar nisso agora. – indagou reparando no significado que minhas palavras carregavam.  

-Isso é impossível...

-Parker. – disse em tom de advertência e logo suspirou exasperado. – Sei que tenho só três anos á mais que você, sou um ser humano desprezível e que nunca recebeu amor, mas de uma coisa eu sei. Todos nós temos um lado escuro dentro de nós. Você me odeia por causa disso e eu te odeio pela forma que você se deixa afetar com a escuridão presente em seu interior. No entanto existe um meio termo que faz com que tudo isso não importe. Quando você, cansado de toda a sua vida, vinha até mim, você encontrava a luz e vice-versa. Gostaria muito que você me amasse por isso, porém vejo que já tomou sua decisão. Não podemos ter tudo que queremos, Peter. Se deseja um alguém perfeito para amar, procure e com certeza achará pessoas bem melhores que eu por ai. Assim como eu posso procurar em meio à multidão o rosto de alguém puro. O problema é que nenhum será o seu...

Sentei-me abruptamente na cama, abraçando meus joelhos sem saber como lidar com aquelas palavras. A nossa relação sempre foi demais. Era amor demais, tristeza demais e pesado demais a ponto de agora parecer um estorvo pairando em meus ombros. Wade estava alerta atrás de mim, despreparado emocionalmente para qualquer ação que eu tomasse. Engatinhei até ele, envolvendo as pernas e braços ao redor de seu corpo.

-Você já achou alguém para me substituir, Wade. Eu sei disso...

-Quem te disse uma merda dessas? – disse indignado.

Contei a história de como Rei do Crime queria quebrar meu espírito. Flash Thompson agora não parecia mais ao acaso, às fotos espalhadas pela sala que mostravam Wade com outra mulher, Tia May sendo ameaçada e tudo porquê Harry havia entregado a minha identidade. Omiti o fato de ter quase uma overdose de remédios com medo de sua reação.

-O que você fez depois de ver as fotos?

-Destruí cada uma delas.

-E depois?

-Eu não sei... Chorei, dormi. Tanto faz. Esquece isso.

Pegou meu queixo e ergueu minha cabeça para que eu o encarasse.

-Quanto você tomou?

Revirei os olhos contando da pilha de remédios na cozinha.

-Um frasco inteiro. – respondi.

Suas mãos se espalmaram em minhas costas e os dedões alisavam a parte das costelas. O seu silêncio me incomodava profundamente.

-Diz alguma coisa... Wade?

Em um empurrão agressivo cai sobre a cama e ele já estava sobre mim se apossando de meu ser mais uma vez. Fez uma trilha de beijos até chegar lá embaixo. Olhou-me com um ar inquisidor.

-Quero que você fale em voz bem alta, ok?

Assenti. Ele disse a frase e eu ri.

-Nunca vou dizer... Ah! Caralho. – soltei quando ele apertou levemente meu membro. – Tá! Eu falo!

Repetia pausadamente e eu ia seguindo. Até que a frase foi concluída e ficou assim:

-Eu, Peter Parker, sou um idiota que não enxerga o quão gostoso eu sou... – risada incessante parada somente com mais um aperto em minhas partes baixas. – E achar que meu namorado... Mas não era ex? – ele lambeu a fenda da cabeça do meu pau. – E achar que meu namorado iria largar a minha piroca maravilhosa por outra pessoa. Nunca mais tomarei remédios e eu ficarei para sempre ao lado de...

Freei ao perceber que ele queria induzir minha decisão de ficar.

-Quase te peguei. – ele sussurrou fazendo seu hálito frio bater contra meu membro.

-Bela tentativa.

Enfiou meu membro em sua boca e eu senti os pelos de sua recente barba passeando pelos meus nervos sensíveis. Era uma sensação tão avassaladora que agarrei os lençóis, joguei a cabeça para trás e gemi em regozijo. As ondas vocais de uma risada foram a segunda melhor sensação que meu pau já havia recebido. Os movimentos foram ficando rápidos, o sulco da língua de Wade passava delicadamente enquanto as extremidades abraçavam meu membro. Retirou sua boca dali e iniciou um trabalho manual. Apoiou uma mão em meu abdômen enquanto a outra não parava de masturbar-me. Fixou seu olhar com o meu.

-Diga, Peter.

-O que... Você quer ouvir? – disse com a respiração entrecortada.

-Diga que você vai ficar comigo.

Arquei meu corpo como se a cama estivesse ardendo em chamas a ponto de bater o cocuruto da cabeça  contra o colchão.

-Isso não é justo.

-Conceitue justiça.

No meio de uma relação amorosa o cara me diz uma coisa dessas e eu não broxo? Esse homem seria o meu fim.

-Fazer o certo... Ah! – eu estava quase vindo em suas mãos até que ele reduziu o ritmo.

-Errado, meu caro Watson.

Peguei sua mão tentando contornar a situação em que me permiti estar.

-Por favor, Sherlock.

-Referências não vão te salvar. Vamos lá, o que é justiça?

-A vontade de dar a cada um o que lhe pertence. – soltei a frase que uma vez ouvi um palestrante dizendo.

A mão de Wade voltou a fazer movimentos acelerados e eu achei que iria desmaiar a qualquer momento.

-E a quem você pertence, Parker?

Eu achava que pertencia a mim mesmo, mas isso era uma mentira deslavada que inventei para tentar esquecer um fato que vinha me assombrando: meu coração estava quebrado, fora consertado e agora não batia mais em meu peito e sim nas mãos de outra pessoa.

-A você... Eu pertenço a você.

No exato momento que soltei a frase o meu prazer se libertou voando por todos os cantos.

Caímos um sobre o outro.

Fisicamente as respirações entrecortadas e os corpos relaxados.

Psicologicamente fodidos, pois a verdade veio e nos libertou


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado, pois eu amei escrever esse. É uma montanha russa de emoções jogar uma cena no papel e quando você ler... Até o escritor perde o fôlego. Isso aconteceu comigo nesse.
Ah e... Algumas tretas a mais serão exploradas antes do desfecho então just hold on, we're going home!

XOXO


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