História Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Deadpool, Homem-Aranha
Personagens Peter Parker, Wade Willson (Deadpool)
Tags Heróis, Marvel, Spideypool
Visualizações 177
Palavras 2.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Sem mais delongas, capítulo novinho para vocês! Vamos ver o que esses dois aprontaram nesse um dia!


XOXO

Capítulo 30 - Um dia


Fanfic / Fanfiction Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 30 - Um dia

Se eu me deitasse aqui você me levaria para casa?

Você cuidaria de uma alma quebrada?

Você me abraçaria agora?

Oh, você vai me levar para casa?

Jess Glynne, Take me Home

 

POV WW

 

Você já experimentou a sensação de estar congelado no tempo? Vamos lá, todos já sentimos isso e até hoje podemos ter em nossas mãos esses momentos. Eu estava olhando para o meu agora. Na tela do celular eu admirava uma foto que tirei há algumas horas.

-Para que isso, Wade?

-Vamos lá, sorria!

-Eu estou horrível.

Passei os dedos pelos ossos de suas costelas, provocando cócegas nele e uma risada sincera. Foi ai que capturei o momento, o congelando eternamente. Peter com os olhos bem fechados e a boca aberta em uma risada que, se eu fechasse os olhos, poderia voltar a ouvi-la. Quanto a mim, eu apenas o observava na foto com a devoção de um fiel ao pedir a benção toda vez que passava por seu templo. Eu ia mandar emoldurar aquilo e colocaria sobre o consolo da lareira ao lado de várias outras quando tivéssemos nossa casa. Filhos... Meu Deus, eu estava pensando nisso mesmo?

[Uma bela família que com o tempo se despedaçaria]

{A Morte não é tão boa para todos}

Tomei uma respiração profunda. A minha esquizofrenia era mais realista do que eu. Eu sabia que no dia em que contasse para Parker sobre a imortalidade, haviam três possibilidades bastante vagas: Ele ir embora, eu abrir mão da vida eterna ou tentar barganhar com a Morte algo para Peter. Não, hoje não vou pensar nisso. Deitado no sofá eu continuava a sonhar. Retornei para a casa onde eu costumava viver, ou seja, estava a algumas quadras de Peter e ele mal sabia do fato. As roupas ainda rasgadas e jogadas no quarto. A única diferença era que as facas haviam sido guardadas no mesmo dia de nossa briga, afinal eu precisaria do uniforme de qualquer maneira. Sobre a mesinha de cabeceira, jazia o anel de compromisso de ouro branco com detalhes foscos. Para onde eu ia não poderia levar memórias que me assombrassem, por isso a deixei ali. Enquanto isso Parker ostentava a dele mesmo após o término. Voltei a coloca-la no dedo anelar. Minha mãe costumava dizer que era prata para o compromisso, ouro para o noivado, diamantes para casamento e amor durante o resto da vida. Acho que eu pularei a compra da aliança dourada.

[Para uma pessoa antes sem futuro...]

{Você está cheio de planos}

Eu era aquela peça do quebra-cabeça que parece sem o menor nexo em meio ao emaranhado. Não contenho detalhes que denunciem a onde pertenço ou bordas arredondadas e geralmente sou forçado a me encaixar com outras até perceber que existe algo muito errado na imagem. Então Peter apareceu e completou o desenho. Tem como não fazer planos com uma pessoa dessas ao lado?

 

POV PP

 

O combinado tinha sido nada de contato, mas Wade quebrou a regra como eu já imaginava. Enviou-me uma única foto. Ele tentando lamber meu rosto e a minha face de nojo.

-Sai daqui!

-Não!

Sorri com a lembrança. Abri a porta da mansão de Stark de cabeça baixa então não vi a presença que me aguardava na sala. O homem estava na casa dos 40 e confirmava a teoria de que assim como o vinho, os mais velhos eram os melhores. A barba bem feita, o cabelo penteado sem nenhum fio fora do lugar e o terno slim preto afinando sua cintura e reforçando sua estrutura musculosa. Uma piscadela seria o suficiente para desarmar as defesas e derreter muitas armaduras de gelo.

-Pirralho. – disse em tom suave.

Sobressaltei ao ver Tony sentado no sofá com os braços abertos descansando no encosto do sofá. Os óculos ocultavam seus olhos e, com certeza, suas olheiras. O Homem de Ferro não era mais o mesmo desde aquele dia fatídico durante a Guerra Civil. Talvez nunca retornasse ao seu estado anterior. Batendo a mão no sofá, Tony me chamou para se assentar ao seu lado. O meu herói favorito de toda uma infância, que me fez crer que eu havia atirado no bandido com propulsores a laser quando eu ainda era uma criança... Tinha como não obedecer a uma única ordem dele?

-O que faz aqui? – perguntei.

-É a minha casa. – indagou com deboche.

-Eu sei, mas você nunca veio aqui desde que permitiu que eu viesse morar aqui.

-Por que hoje eu senti um leve odor de problema no ar e eu soube que vinha diretamente de você. Anda logo e conta.

Tomei uma respiração profunda. Por onde começar? Organizei o pensamento e comecei desde a minha pesquisa em relação à onda de mercenários que tomava conta da cidade, meu novo melhor amigo Wade, o meu encontro com Deadpool, os segredos revelados até a parte em que eu matei Harry Osborn. Demorei cerca de uma hora para contar tudo com os detalhes exatos. Stark assentia algumas vezes, soltava uns grunhidos de reprovação, fora isso não verbalizou muito.

-E depois?

-Ah... Eu e Wade, você sabe, né?

-Se eu soubesse estaria perguntando?

-Fizemos o que você e Rogers faziam as escondidas, ok?

Jogou os óculos para cima da cabeça. O redor de seu olho esquerdo estava amarelado devido à demorada cura do olho roxo que recebeu do Capitão América. Virou seu corpo inteiramente para mim, entrelaçando os dedos das mãos e erguendo uma sobrancelha em ar inquisidor.

-Primeiramente vocês nunca poderiam fazer o que eu e Rogers fazíamos, pois vocês nunca chegariam perto daquilo.

Oh, se você estivesse lá te garanto que não diria isso. Solto um gemido que para Stark deve ter parecido um sinal de concordância, quando na verdade eu estava evocando a imagem de Wade pegando em meu pênis e pedindo para que eu desse a definição de justiça.

-Segundo, você sai se entregando dessa forma para qualquer pessoa?

Revirei os olhos, bufando em descrença.

-Tony, você não é meu pai para estarmos falando disso, ok? Fui precipitado? Fui! Ponto.

-E por último, - ignorou totalmente minha fala. – Fico feliz que tenha tomado à decisão correta.

Opa! Um adulto dizendo que se jogar nos braços de um assassino era correto, então só poderia ser verdade, não? Estatelei meus olhos e meu queixo foi ao chão.

-Diferenças de ideias corroem qualquer relacionamento. – parecia que ele estava dizendo isso mais para si do que para mim. – O que eu ouvi aqui foi à história de duas pessoas que se amam e brigaram por divergências que, a primeira vista eram impossíveis de serem reparadas, mas podiam sim ter sido sanadas e não exposto ninguém ao sofrimento. Então... Para de me olhar com essa cara de bicho assustado e vai fundo nisso.

-Eu sei que vou acabar voltando para ele, então prefiro fazer isso de uma vez a ficar dando voltas e mais voltas. Então eu pedi um dia para pensar.

-Sábio de sua parte. Se eu tivesse tido um dia... Teria feito o mesmo e talvez as coisas tivessem sido diferentes.

Sua voz era distante e eu sabia exatamente por onde ele divagava.

-Bem... – disse se levantando enquanto abotoava seu paletó. – Vou deixar que você aproveite seu dia sem ninguém para te encher agora.

O acompanhei até a porta. Ele estendeu a sua mão para um aperto, mas o puxei, o abraçando, apesar de saber que afeto não era muito a praia dele. Um bilionário, playboy e filantropo não podia mostrar que por trás de todos seus títulos, havia um homem. Uma vez ele mostrou isso e não refletiu muito bem em sua vida pessoal.

-Eu sinto que em breve mais uma guerra irá estourar. – ele sussurrou em meu ouvido. – Esteja pronto para exercer o seu estágio, Peter.

-E que guerra seria essa?

-Não sei, mas sinto isso desde que eu te liguei. Para mim parece que irá ser uma Guerra Infinita.

 

Contar a história para Stark ajudou a refrescar minha memória em vários quesitos. Segredos seriam abolidos nesse relacionamento e espero que as relações sexuais permaneçam sendo tão quente quanto à de ontem.

A noite havia chegado. Deitei em minha cama espaçosa demais para um ser esbelto e pequeno como eu. Cobri-me até a cabeça e fiquei me revirando por horas. A cada momento minha consciência fazia-me retornar a lugares que nunca mais gostaria de revisitar. Desde eu encontrando o uniforme de Deadpool, o soco que deferi em Wade e o sangue de Harry escorrendo em minhas mãos. Frases começavam a ecoar em sussurros e de repente se tornavam gritos estridentes em minha mente.

Se deseja vingança, então me permita incentivar você.

Levei a mão até o peito sentindo a espada do mercenário cortando meu peito. Mal eu sabia que era Wade o tempo inteiro ali.

Eu te protegerei

Nem mesmo ele tinha noção de quem eu era e jurou proteção a seu inimigo.

Peter, você não vai querer ver...

Mas eu vi e vi além das cicatrizes. Enxerguei o homem por trás da máscara e o ódio me cegou. Agora eu vejo o interior de uma pessoa quebrada da qual eu ajudei a unir os pedaços e eu o amo profundamente.

Você foi meu primeiro raiar de sol em anos de trevas. Tem como não amar isso?

Oh, Wade. Eu preciso tanto de você agora. Assim como eu calo as suas vozes, você também tem o mesmo efeito para mim.

Isso não é amor.

Foi desse jeito que eu aprendi, Parker.

Unhei minha carne para me distrair daquela memória de Harry. Esse foi o limite que eu pude suportar. Pegando o celular digitei uma mensagem.

[Peter Parker, 22:04] Onde você está?

[Amor <3, 22:05] Pelo que me lembro o acordo dizia que não podíamos enviar mensagens um para o outro.

[Peter Parker, 22:05] Você que começou com aquela foto ridícula.

[Amor <3, 22:07] Se eu pedir print da tela tenho certeza que vai mostrar essa foto “ridícula” como papel de fundo do seu what’s.

Esse homem me conhece tão bem. Reenviei a minha pergunta.

[Peter Parker, 22:07] Responda a questão.

[Amor <3, 22:08] Estou onde eu costumava viver, ou seja, bem perto de você.

Suspirei. Ele não estava perto do jeito que eu queria.

 

POV WW

 

[Mozão, 22:10] Eu vou pedir uma pizza, quer que eu te envie uma?

[~Pool, 22:13] Pode ser.

Eu não estava com fome, não de comida, pelo ou menos.

[Mentira]

{Estamos varados de fome aqui}

Procurei em meio aos armários alguns utensílios domésticos. Sobre o balcão coloquei um prato, talheres e um copo. Isso parecia tão solitário. A campainha tocou. Tão rápido assim. Ao abri a porta curvei meu corpo soltando uma risada sincera. Meu Deus, como ele poderia ser cara de pau. De boné, pijama e tênis All Star, Peter carregava uma pizza em mãos.

-Oh, que rapidez de trabalho. – me recompus falando seriamente. – Estou até em dúvida em qual irei comer primeiro.

-Mas aqui só tem um sabor, senhor. – disse ele entrando na brincadeira.

Apoderei-me de sua nuca o trazendo até mim. Envolvidos em um beijo, chutei a porta para que ela se fechasse e peguei a pizza deixando-a de lado no balcão.

-Espera, espera. – olhei o meu relógio de pulso com o tema de A Hora de Aventura. – Você ainda tinha 12 horas livres para aproveitar.

-Voltei cedo demais?

-Na verdade, eu estava apostando que você voltaria depois de 2 minutos, afinal ninguém resiste a mim.

-Não conseguiria dormir sem você ao meu lado.

-Te acostumei mal, não?

-Tão mal que acho que nunca mais deixarei você ir embora.

Eu fiz uma cara de felicidade que nunca conseguiria expressar em palavras. Os olhos brilhando e a boca se abrindo para depois formar um sorriso largo. Sim, Peter fez um mercenário tagarela ficar sem palavras e corar de vergonha. Se aquilo não fosse uma declaração, eu não sabia o que era.

-Agora podemos entrar em um verdadeiro relacionamento.

-Verdadeiro relacionamento?

-Sim, ou seja, nada de segredo, senhor Wilson.

A pizza esfriou enquanto nossos corpos esquentavam devido a tesão. Selamos nosso acordo com um longo e demorado beijo que acabou acarretando uma noite de amor insana. A paz recaiu sobre nós e nada atrapalharia isso.

 

POV (??)

 

Uma chama brilhou em meio à escuridão até que a tampa de meu isqueiro Zippo se fechou, me fazendo retornar a mera penumbra da luz do luar. Traguei o cigarro preenchendo meu pulmão de fumaça antes de voltar a soltá-la. Aquelas janelas indiscretas me revelaram coisas tão preciosas. Wade Wilson estava amando alguém e não enxergava que isso seria sua maior fraqueza. Eu finalizaria o serviço e não erraria dessa vez onde seu coração estava. Não era mais do lado esquerdo de seu peito, mas sim nas mãos desse garoto. E por fim...

Eu farei Wade dizer meu nome.


Notas Finais


Eita preula! Apesar de saber que alguns de vocês vão deduzir que é o/a desprezível do último parágrafo... Vou manter meus segredos guardados.

XOXO


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