História EMPIRE ๑ Yuri on ice - Capítulo 2


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Hiroko Katsuki, Jean-Jacques Leroy, Kenjiro Minami, Mari Katsuki, Minako, Personagens Originais, Phichit Chulanont, Takeshi Nishigōri, Toshiya Katsuki, Victor Nikiforov, Yuko Nishigōri, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Conflitos, Era Meiji, Mentira, Victor (viktor) Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri!! On Ice
Exibições 114
Palavras 1.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Leiam as notas finais.

Capítulo 2 - Tabi


Fanfic / Fanfiction EMPIRE ๑ Yuri on ice - Capítulo 2 - Tabi

Victor ainda estava receoso enquanto a viagem que teria de fazer até o Japão. Já fazia quase um mês que a carta foi enviada, mas até agora nenhuma resposta.

— Deve ter acontecido algo no caminho. Victor, arrume as suas malas e trate de resolver isso pessoalmente. Queremos que traga a sua noiva para a Rússia o mais rápido possível.

— Não achas que devo escolher com quem me casarei?

— Escute-me, sou sua mãe. Dei tempo o suficiente para que escolhesse uma bela moça para casar, não causes tanta discórdia.

O europeu suspirou em resposta. Sabia o quanto era cansativo viajar para outro país, e não estava se sentindo à vontade com a situação. Ouviu as ordens de sua mãe e assim, subiu para o quarto acompanhado de sua empregada.

Victor era um homem teimoso e petulante. Gostava de fazer coisas ao seu próprio ritmo e poderia ser considerado um espírito livre. Mas mesmo assim, nunca perdera seu charme e carisma por ser tão atrevido.

— Meu Senhor, irei preparar suas malas imediatamente.

— Faça.

Enquanto a empregada corria de uma lado para o outro, passando suas vestimentas e dobrando-as dentro do recipiente de transportar roupas, o homem pôs se a pensar no que lhe aguardava.

Se ele devesse dar um motivo para ir aquela viagem, seria porque era oportunista. Viu um jeito de experimentar iguarias totalmente diferentes, novos líquidos alcoólicos e mulheres distintas. De algum modo, se via satisfeito com os próprios pensamentos e isto o deixava vivaz.

Os navegadores da época, dependiam das condições atmosféricas favoráveis. Victor se despediu da família, e subiu na embarcação. Aos poucos, estudou toda a rota e estava certo para onde deveria ir. Pegou seus instrumentos de navegação, sua bússola, quadrante e uma grande dose de coragem. E assim, içou as velas dando inicio a sua viagem de aproximadamente 370 horas.

“Tudo isso por uma mulher? Espero que saiba me seduzir com tudo o que tem”.

No Japão, Hiroko recebera a carta da família européia. De certo modo, tinha conhecimento de que alguém viria até eles. Os Nikiforov eram pessoas pacíficas, e quase sempre pessoas gentis.

Durante aquele mês que havia passado, o menino japonês seguiu à risca uma dieta para perder a gordura corporal. Praticava dança por horas e horas e procurava se entreter ao máximo com seus afazeres.

A mãe da família, mensurava o corpo do rapaz toda semana para se certificar de que estava cada vez mais magro. O rapaz estava tão bonito quanto antes, seu corpo era esguio e cheio de curvas. Poderia ser facilmente confundido como uma das mais belas moças. Assim, Hiroko pôde começar a trabalhar nas vestimentas femininas em segredo, nas quais iriam cobrir toda extensão do corpo de Yuri.

— Querida, sabes muito bem que os russos são de um povo totalmente tradicional.

— Otto, sei muito bem quais serão as consequências.

Ela não queria ser egoísta, mas estava se deixando levar pelo apelo. Na realidade, a mulher não tinha a mínima ideia do que poderiam fazer com o seu filho em um país desconhecido. Estava se convencendo que nunca iriam descobrir a farsa, pois ensinara muito bem ao garoto como se comportar. Deixou todas as responsabilidades serem carregadas por suas pequenas e delicadas mãos.

— Okaasama, este comportamento não seria apenas para garotas?

— Yuri, um dia você irá me agradecer. Tudo bem?

— Hai.

Um pouco mais de duas semanas, já no fim da jornada, a embarcação européia enfrentou tempestades fortíssimas que abriram as juntas do convés. No timão do navio, Victor estava tentava ao máximo sobreviver a tempestade, as nuvens escuras se estendiam por todo o céu de um modo assustador.

Além disso, o navio perdeu uma de suas vigas por causa de uma forte ventania. Para a sorte e alívio de Victor, a grande ilha de Kyushu já estava à vista. O mar estava incontrolável.

Victor sentiu um choque percorrer por toda extensão da sua espinha. Consequentemente, ao avistar a pequena cidade de Hasetsu, se sentiu estupidamente ansioso. Ao decorrer das horas, os tripulantes ancoraram a embarcação no litoral.

— Homens! Como sabem, estamos em território inimigo. Não façam ou digam algo que possa afetar a nossa instabilidade, caso contrário as consequência serão graves! Além disso, não sejam vistos.

A tripulação gritou em concordância, e pouco depois de permanecerem ancorados na costa, começaram o trabalho de conserto do navio. O europeu suspirou cansado, pois ainda tinha uma pequena jornada a fazer. Encontrar o alojamento dos Katsuki.

O russo trouxe consigo a sua empregada mais competente, apesar de ser muito jovem. Ainda chovia muito, mas o albino estava mais que determinado a conhecer a sua esposa.

Do litoral, andou até a prefeitura de Hasetsu. Tudo por lá era simples, mas tranquilo. Era realmente um lugar calmo e gostoso de se viver. Sua empregada, se chamava Lília. Estava sempre atrás do russo, carregando suas malas e coisas fúteis que nobres utilizam durante as viagens.

— Mama disse-me que és a maior moradia de Hasetsu.

O russo não obteve mais dificuldades para encontrar o local. Victor sentiu que poderia ter um ataque de nervosismo assim que bateu na porta da exótica casa japonesa. Acabara de ter um confronto com uma tempestade, estava encharcado e mal apresentável. Mas mesmo assim, não se deixou abalar. Uma senhora de meia idade abriu a porta e estava ciente de quem estava a perturbando a aquela hora da noite.

— Privet, sou Victor Nikiforov. Eu vim buscar a minha noiva.

Hiroko estava internamente perturbada. Pediu para que o nobre e a sua empregada entrassem, e assim fizeram depois de tirar educadamente seus sapatos.

A japonesa, ofereceu-lhes um banho quente e um banquete de boas vindas. O europeu se sentiu satisfeito com a recepção, pois percebeu que o local era ridiculamente confortável.

Do outro lado das paredes, Yuri se encontrava curioso para saber quem poderia estar em sua casa. Não era acostumado a aparecer subitamente para visitas desconhecidas. Sua mãe entrou no quarto e fechou as portas, em suas mãos estava um quimono de tecido delicado, desenhado especialmente para o corpo de Yuri.

— Yuri, meu querido. O hora chegou, lembre-se se tudo que praticamos. Este é o seu Miai.

— Okaasama... Meu Miai é com um homem?

— Gomen Nasai.

Uma onda de tristeza invadiu a mulher. O garoto não faria escândalo, pois sabia que seria dado a um homem. Ele iria fazer aquilo pela sua família, sabia que tudo dependia dele.

A senhora cuidou do menino enquanto o russo degustava do banquete distinto. Yuri se apoiou na parede enquanto uma faixa apertada era envolta em sua cintura, logo após isso colocou o quimono de cor clara. Estava sentindo tanto medo que mal poderia respirar. Além disso, o europeu trouxe diversos presentes, tais como jóias, iguarias, bebidas e uma quantidade de flores ímpares. Era falta de educação visitar alguma morada sem presentar os anfitriões, principalmente sua futura esposa.

Sem pressa, vestiu adoráveis meias brancas em seus pés. Em seguida, vestiu um batom da cor pêssego que realçava seus lábios fartos. Yuri era definitivamente uma mulher aos olhos de quem nunca o vira antes. Uma bela mulher.

O garoto olhou sua mãe, e os dois sentiram um aperto tomar conta. O menor balançou a cabeça em concordância, anunciando que estava psicologicamente pronto. E assim, as portas foram abertas.

Victor estava conversando com Lília, mas parou abruptamente quando viu a silhueta japonesa mais nova adentrar o ambiente. O russo ficou maravilhado com tamanha beleza.

— Senhor Nikiforov, esta é a sua esposa. Chama-se, Yuki.


Notas Finais


Yo!

Esse capítulo foi muito gostoso de escrever, eu me agradei e espero que gostem também.

Desculpem por não atualizar “Seven minutes in Heaven”, essa semana é a minha semana de provas, então nos vemos quando der.

Se gostar, favorite e comente o que está achando, é um grande favor! 😳

(Me perdoem por qualquer erro).

Kisu! 💘


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