História Empiria - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Arte, Psicológico, Sonhos
Exibições 3
Palavras 858
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Depois de algum tempo estou de volta :)

Capítulo 2 - Capítulo II


- Isso aqui está um caos Lucia – Martina acabara de entrar

- Querida, você comprou esse prédio a menos de um mês – ela saiu de trás de alguns caixotes – Acha que é fácil arrumar tudo? Posso até carregar caixas, mas sujar minhas mãos com tinta barata está fora de cogitação.

Martina revirou os olhos, não tinha dinheiro suficiente para contratar alguém que organizasse tudo aquilo. Lucia era uma amiga da faculdade, que entrou nisso tudo porque não encontrou outro emprego, seria a recepcionista da galeria e ajudaria em alguns detalhes, Mathew fazia falta nesse quesito, podia ser um garoto rico mimado, mas nunca a deixou na mão.

Josh estava trabalhando, podia convencer Cristina, ela era uma garota adorável, quando queria...

- Mãe não está em casa.

Viu pela fresta da porta a garota alta com olhos verdes iguais aos seus.

- Na verdade meu assunto é com você mesmo.

- Se for sobre o novo namorado da mamãe não quero nem saber...

- Não – se deu conta da nova informação – Namorado? Ela tem um namorado?

- Sim – revirou os olhos – Ele é um velho estranho, o que você quer?

- Ah – Martina respirou fundo para manter o foco – Quer ganhar uma grana a mais para gastar com roupas e maquiagem?

- Quer que eu vire o Pablo Picasso?

- Quero que ajude nas reformas, pago por dia o que você merecer.

- Você é uma pessoa má.

- Sou uma pessoa justa – se virou – me encontre às 15 na galeria, sem atrasos.

 

Já passava das 22 quando terminaram de pintar todas as paredes do primeiro andar com aquela cor neutra e esquisita.

- Você devia contratar super-heróis para carregar essas coisas – Cristina estava empurrando preguiçosamente as caixas para o saguão.

Tudo estava empilhado na entrada, levaria um dia inteiro para colocar tudo no lugar, sem contar que só um dos três andares estava totalmente pintado.

O dia seria cansativo, o melhor mesmo era ela ir para casa e tentar dormir...

- Esse lugar é lindo! – Martina estava em uma colina, acima o céu azul turquesa e entre a grama verdinha um campo cheio de flores

- Gosto de vir aqui quando estou cansado da rotina – Daniel deitou na grama e fechou os olhos – É revigorante sentir esse aroma.

Ela respirou fundo, poderia ficar horas apenas sentindo aquela brisa.

- Como vão as coisas na galeria? – perguntou

Fechou os punhos na grama, não queria comentar que “nada acontecera” de novo, ele parecia tão interessado, poderia tentar mudar de assunto e....

- Martina?

Arregalou os olhos confusa.

- Ah.... Tudo normal – não conseguiria pensar em algo com tão pouco tempo

O tempo mudou drasticamente, nuvens escuras tomaram o céu.

- Tinha me esquecido – levantou-se – Esse não foi um dia perfeito...

- Queria ter todo esse controle.

- Controlar seus próprios sonhos? – riu – Não é nada divertido, depois de fazer muitas vezes você esquece como se sonha.

Foram andando e aos poucos a paisagem mudava, uma floresta densa e agradável com arvores imensas apareceu.

- Seria melhor explorar minha própria mente, ao invés de aparecer em outras...

Ele parou fazendo-a se chocar com suas costas.

- Não poderia ter me conhecido então – ele sorriu

Desviou o olhar frustrada.

- Sou uma invasora, não é nada agradável entrar no sonho romântico de alguém sem aviso prévio...

- Não é como se você estivesse roubando informações de alguém – pararam na sombra de Jequitibá – e você não tem controle sobre isso

Nesses 25 anos não tinha feito nenhum progresso quanto a isso, se sentia estupida e inútil perto dele.

- Nem todos estão sujeitos a minhas “visitas” – Martina tentou procurar conhecidos na névoa, mas nunca os viu – Me parece que eles precisam ser suscetíveis.

- Sou uma pessoa bem fraca então? – o som da ironia machucou seus ouvidos

Ela encontrou Daniel na nevoa quando era muito nova, não sabia exatamente onde estava na época, seguiu o choro de uma criança e chegou no garotinho desesperado, estava parado na frente de um portão enorme e não conseguia abri-lo.

Nunca perguntou o que havia no lugar.

Conforme os anos passavam Daniel sempre tinha um jeito de chama-la, ele aprendeu a organizar os sonhos conforme desejava e até mesmo tirar as pessoas deles, tentou por muito tempo ensina-la, mas sem sucesso.

- Você é habilidoso – falou abraçando aquele que era seu melhor amigo – precisava de alguém e eu fui ajudar!

O silencio ficou vagando entre os dois.

- Então acha que as pessoas chamam “vocês” quando estão com problemas?

Martina se ajeitou tirando seus braços dele, nunca tinha encontrado algum como ela antes, sempre fez tudo sozinha, as vezes sentia que era puxada para a situação, dava conselhos, abraçava crianças com medo do escuro e também participava de sonhos intensos, assaltos, roubo, sequestro, tortura, mas nesses procurava não interferir

E os sonhos eróticos. Nesses apenas tentava acabar o mais rápido possível.

- Não tenho certeza...

Abriu os olhos, estava apoiada nas caixas da galeria, dormir em caixas não é nada recomendável. Podia jurar que algum osso da coluna estava fora do lugar.

 

Levantou com dificuldade, chegar em casa era a prioridade, precisava contar sobre Mathew para Daniel.


Notas Finais


*-*


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