História En Canto Qualquer - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Lilith "Lily" Page, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Banda, Emma Swan, Indie, Lesbian, Love, Musica, Original, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 239
Palavras 3.197
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu fiquei sem respirar por todo o capítulo, UAHUAHAUAH Acho que é o mal de quem se doa tanto pra uma história, porque eu sempre sofro antecipadamente... E acredite, até eu me surpreendo com o que essas personagens sussurram...
Respire fundo, e vamos lá!

Capítulo 19 - Em qualquer canto,


Fanfic / Fanfiction En Canto Qualquer - Capítulo 19 - Em qualquer canto,

Quando bate aquela saudade – Rubel ♪

Os passos apressados pareciam ganhar ajuda dos ventos, que a empurravam na mesma direção em que corria. Pessoas, luzes, vozes, viraram um misto de distorção. A cada piscada os olhos focavam em alguma coisa diferente, estavam turvos por lágrimas pesarosas e imagens falhas, surreais. Lágrimas que não permitiria deixar cair.

Os lábios finos e rosados, contrastando com a pele pálida, sussurravam palavras doces e divertidas. Mas a única coisa que Regina conseguia captar era seu movimento, apreciando-o como se estivesse câmera lenta. Os olhos corriam por cada detalhe daquele rosto, as pequenas sardas que estrelavam a pele abaixo dos olhos, os olhos que piscavam e reluziam em luz esmeralda.

Era a simplicidade de uma garota que tomou tudo. Tomou sua sanidade, seu discernimento; tomou sua vida e a chacoalhou. Tomou seu coração e a fez, finalmente, sentir tudo em demasia. Emma era a saudade, saudade de todos os beijos que Regina não chegou a dar.

Táxi. Luzes. Distorção. Pensamentos. Conflitos. E mais conflitos. Era uma Regina completamente perdida entre cenas reais e irreais de sua mente. Era ela caindo num abismo que não sabia bem se conseguiria sair ilesa. A questão era... Queria mesmo sair?

*

— Eu não acredito que fez isso... — Emma sussurrou pesarosa, sentindo sua cabeça latejar e todo o corpo abater de um desânimo inigualável. —... Eu...

— Emma, me desculpe, eu só... Eu perdi a cabeça, ok?

— O que existia entre nós já acabou há tempos. — Levantou o olhar para encarar os entristecidos e marejados olhos azuis de Lilith Page. — E você sabe disso, é errado agir como se algo entre nós existisse.

— Eu sei...

— Só... Nunca mais levante seu tom de voz pra mim, nunca mais me acuse de coisas que você não faz ideia. Só... — Respirou fundo, massageando sua testa. — Quer saber? Sou eu quem tenho que agir, sou eu quem sabe o que quero e, definitivamente, não é isso... — apontou para as duas — que eu quero mais. Eu amei você, Lily. Mas isso foi antes.

O que é que Lily disse depois da fria fala de Emma, a baixista não mais escutou. Sua mente a levou para bem longe daquele restaurante, levou-a para tão longe que chegou à exaustão.

Olhou para trás, para onde estava há minutos antes, e o que encontrou foi decepcionante. Pessoas que riam, bebiam e se divertiam de um momento que ela ajudou a proporcionar; fumaças saíam da boca de muitos, turvavam sua visão e, ali, Emma se perdeu. Regina não estava mais lá.

Seu olhar encontrou com os carinhosos azuis de Graham e permaneceu por um longo tempo. Tempo suficiente para que sentisse uma lágrima quente escorregar por sua pele, era sua angústia sendo liberada em uma única gota. Era o entendimento que, não importava o tanto que sentia, Regina jamais seria dela.

*

Elevador. Apartamento. Vazio.

O olhar correu perdido por cada canto de seu apartamento e sentiu-se terrivelmente culpada. Poderia jogar-se no sofá e ali ficar até o Sol aparecer, ir embora, e voltar a aparecer novamente. Poderia chorar, afundada em seu travesseiro, se perguntando o que é que estava acontecendo.

Acontece que ela já sabia. Sabia que era amor o nome de tudo aquilo. E não importava a diferença de idade, as circunstâncias nas quais vivia, continuaria amando Emma Swan com cada átomo de seu ser.

O barulho da geladeira a despertou e, deixando apenas a bolsa na sala, guiou para a cozinha. Armários. Farinha. Ovos. Chocolate em pó... Sua mente rapidamente encontrou uma rota de fuga, deixando-a no automático, bem longe de tudo que aconteceu há pouco. Afugentou-se da pulsante ideia de voltar para os braços de quem estava.

*

Robin segurava suavemente o rosto de Zelena, que se entregava à manha e aos beijos suaves de seu marido. Graham, que já desprendera de seu olhar, gargalhava de algo que Ariel disse. Ninguém se importava, ninguém notava. Ela estava vazia e, por isso, olhou novamente para onde estava um tempo antes com Regina, e sua mente a traiu.

Regina agarrava em seu ombro, como se tivesse medo de soltá-la; escondia seu rosto em seu pescoço, como se faltasse coragem em fitá-la. Mas, com um sorriso tímido e contido, sussurrou um “Vem...” e puxou a baixista para longe de toda aquela gente.

As mãos juntas, os cabelos esvoaçantes pela pequena corrida, os risos fáceis por fugirem de todos... Era a textura dos lábios grossos se misturando aos seus, escondidas em um canto nem tão escondido assim. Eram apenas as duas em qualquer canto, num encanto único.

Era o impossível acontecendo apenas na sua cabeça, como sempre.

Foi arrancada brutalmente de seu devaneio por uma mão fria que a puxava para trás.

— Emma!

Seus olhos estavam perdidos e custaram a focar no que acontecia a sua frente. Os cabelos ruivos cacheados, os grandes olhos azuis a fitando e a boca em constante movimento. Emma só queria ir embora, porque, aparentemente, nada mais importava naquele lugar.

— Swan — a voz ficou branda, num claro sinal de preocupação —, você está bem?

— Hum, sim. — Ela disse em fim, piscando algumas vezes e dando um fraco sorriso.

— Estamos pensando em estender a noite naquela boate que você indicou. O que acha?

O olhar esmeralda, pela primeira vez, firmou-se em algo certo, buscando naqueles olhos azuis de Zelena o rumo que precisava seguir. Mas continuou perdida e nada poderia ajudá-la, fazendo a suspirar frustrada.

— Eu agradeço o convite, Zel. — Sorriu fraco. — Mas acho que a noite deu para mim.

— Oh! — Estranhou. — Tudo bem, mas... — Observando o semblante abatido, buscou naqueles olhos o motivo de tudo. — Você tem certeza?

— Eu só preciso ir pra casa, estou exausta. Mas, bem, divirtam-se! — Buscou os olhos curiosos de Rebecca em cima de si, dando um curto sorriso e desviando rapidamente.

— Emma? — Rebecca deu um passo, ficando ao lado de Zelena. — Sabe da Regina? Ela estava agorinha dançando com você e, bem, talvez ela queira ir...

— É, talvez. — Tentou sorrir, mas esse ato não chegou a seus lábios. Não queria e não conseguiria mencionar ou ouvir aquele nome sem que se derramasse por inteira, e por isso fugiu. — Boa saída pra vocês e... Boa noite.

Quando se virou, seu corpo trombou com o de Rose e, assim que a loirinha segurou o rosto de Swan, entendeu que algo havia acontecido. Olhando as esmeraldas entendeu que não era momento para perguntas, que era o momento de deixá-la ir e não tardaria saber de todos os detalhes.

— O que aconteceu? — Rose perguntou ara para as duas mulheres, que acompanhava com o olhar Emma se afastar.

— Regina aconteceu. — Zelena disse num suspiro.

— Elas estavam bem e, de repente... — Rebecca completou, voltando seu olhar para Rose, apertando os lábios em chateação.

— Apartamento de Regina... — Olhou para Rebecca e depois para Rose. — Nosso destino mudou.

— E o que eu faço? Arrasto Swan junto? — Disse Rose.

— Não. Regina precisa ir atrás daquilo que ela quer. E se é Emma quem ela quer, é ela quem tem que ir atrás. — Voltou a olhar Rebecca. — Mas com um empurrãozinho. — Sorriu carinhosamente.

— Não acho que eu deva ir com vocês, só... — Rose respirou fundo —... Não sejam tão duras. — Aconselhou, deixando o olhar mais tempo em Zelena.

— Vai ficar tudo bem. — Rebecca deu uma piscadela, mas diferente de todas as outras, essa tinha ternura – o que confortou o peito de Rose Bell.

— Ruby? — Zelena disse ao telefone. — Apartamento da Regina em 20 minutos. — Informou.

 

“Não tem medo não, eu sei vai dar errado a gente fica longe e volta a namorar depois. Olha bem, mulher, eu vou te ser sincero... Eu tô com uma vontade danada de te entregar todos beijos que eu não te dei. E eu tô com uma saudade apertada de ir dormir bem cansado e de acordar do teu lado pra te dizer...Que eu te amo, que eu te amo demais.”

 

 

 

* * *

 

 

 

Call It Dreaming – Iron & Wine ♪

Regina estava com o celular na mão, o polegar deslizava para cima e para baixo, sem deixar a tela bloquear, olhando para o contato de Swan. Queria ter coragem para ligar, queria ter coragem para dizer tudo que sentia. Mas sabia que se apertasse aquele botão, sua mente apagaria no segundo seguinte.

O que teria em retorno? Uma Emma ofegante por estar nos braços de Lily? Uma Emma sonolenta por ter sido acordada? Uma Emma fria por Regina não tê-la esperado como pedido? Enquanto o bolo assava, sua mente esquentava junto, e a infeliz imagem de Swan nos braços da ex embrulhava seu estômago.

Talvez tivesse medo de uma próxima rejeição. Talvez tivesse medo de perder Emma. E, se você não tem algo, não tem como perder. Talvez tivesse que encarar cada átomo apaixonado por Swan e deixá-los sair por sua boca rumo àquela que amava.

Talvez não tivesse força naquela noite. Talvez no dia seguinte. Talvez nunca. Talvez.

— REGINA!?

O estrondo da porta abrindo e a voz aguda de Zelena chamando-a fez Regina saltar no meio da cozinha, sentindo todo o corpo ficar trêmulo por tamanho susto.

— Céus! Zelena, que merda! — Praguejou, com a mão no peito.

Ao virar para trás, seu olhar era misto de surpresa e pânico, encontrou olhos furiosos de Zelena, confusão nos de Ruby, e certa diversão nos de Rebecca. Como uma noite poderia ficar pior? Jamais ousaria subestimar a criatividade da vida novamente.

— Eu não sei o que fazem aqui e aconselho que se queiram prolongar a noite, busquem outro lugar. — Suspirou, voltando sua falsa atenção para o bolo, sem coragem de encará-las. — Eu estou indo dormir.

— Dormir? — Ruby aproximou, olhando para dentro do forno. — Assando bolo? Regina! São duas horas da manhã!

— Ótimo constatar as horas... — Olhou para as três com um sorriso que escondia tudo ou ao menos tentava. —... E admitir que não é hora de invadir a casa de ninguém.

— Não seja essa pessoa. — Zelena acusou, aproximando de sua irmã.

Regina respirou fundo, sentindo uma corrente gélida paralisar seu corpo. Todas as vezes que Zelena agiu dessa forma com ela, foi descascada brutalmente; pouco importaria pra ruiva tirar todas as camadas de uma vez se fosse o melhor para sua irmã. E Regina temia, temia o que encontraria quando ficasse completamente exposta.

— Você não vai ser mais essa pessoa, não vai mais se esconder.

— Zelena... — Suplicou, mostrando uma vulnerabilidade que não queria.

A personal quase desistiu de todo o pulso firme para acolher sua irmã em seus braços. Queria protegê-la, afastar qualquer coisa que a fizesse sentir-se menor do que era, queria vê-la feliz. E, por esse motivo, respirou fundo e continuou.

— O que pensa que está fazendo?

— O que queria que eu estivesse fazendo? — Esbravejou em retorno.

— Ei, ei! — Rebecca interviu. — Viemos para tentar ajudar e não piorar tudo. — Repreendeu Zelena. — Vem, vamos ali para a sala... — Estendeu a mão para a amiga, que depois de muito pensar, aceitou.

O clima estava pesado. Rebecca, por ser nova naquele ambiente, não sabia bem como funcionava tudo, não sabia como era Regina e se estariam indo longe demais com tudo aquilo. Mas quando viu a fisioterapeuta suspirar tremulamente, apertando as mãos e buscando o olhar de cada uma delas, entendeu que era exatamente isso que ela precisava.

— O que aconteceu, Annette? — A doce voz de Ruby invadiu a sala, recebendo rapidamente os olhos amêndoas. — O que aconteceu entre você e Emma?

— Por que algo tem que ter acontecido? — Rebateu frustrada. — Não passa pela cabeça de vocês que eu posso ter simplesmente cansado e ter ido embora?

A voz tremeu e denunciou cada palavra, cada escudo usado para se proteger. Queria enganar todas elas ou apenas ela mesma? Queria repetir e repetir para que sua mentira se tornasse verdade? O que tinha acontecido entre ela e Emma? A questão era justamente essa... Nada havia acontecido.

— Por que você sumiu no meio da festa, e você não é disso. E Emma estava completamente aérea, chateada... — Zelena suspirou.

Os olhos da morena banharam em lágrimas assim que ouviu as palavras da irmã. — Ela estava? — Questionou abalada.

Não era como se essa informação tivesse lhe dado algum conforto, nem mesmo como se tivesse massageado seu ego. O simples fato de ter machucado Swan a fazia sentir uma culpa enorme e, infelizmente, confirmava todos os motivos nos quais tinha que se manter afastada. Mas entendeu que era hora de agir como a adulta que sempre fora, não mais uma adolescente fugindo de sentimentos e responsabilidades.

— Diz pra mim Regina, diz o que pretende com tudo isso. — Zelena continuou sem dar atenção à pergunta da caçula.

— Dizer o que pretendo não muda nada, não vê? Eu não sou o que Emma precisa, eu não sou a pessoa que vai conseguir suprir tudo que ela merece. Eu não vou conseguir transbordá-la, porque eu não sou suficiente.

— E de onde você tirou isso? — Rebecca questionou com raiva. Podia fazer pouco tempo que estava ao lado de Regina, mas foi tempo suficiente para conhecer e nutrir uma admiração fortíssima. — De onde você me tira que não é suficiente Regina? Eu posso fazer uma lista enorme de motivos que você deveria levantar essa bunda e ir atrás daquela loira. — Apontou para a porta. — Porque é inadmissível você arrumar uma desculpa esdrúxula como essa.

YOU.ME.BED.NOW – Carice Van Houten ♪

— Talvez eu tenha uma parcela de culpa. — Ruby assumiu, sentindo os olhos queimarem e o coração apertar. — Meu amor, me desculpe, eu... — Abaixou-se frente à Regina. — Eu não fazia ideia...

— Não Ruby, você estava certa e ainda está. — Regina olhou para sua amiga, apertando as mãos que posavam em suas pernas. — Emma é... Emma é tudo que eu quero, mas é tudo que eu não posso ter. Eu não estou completa, estou cheia de cacos e é injusto demais que ela tenha que lidar com essa Regina. É cruel eu jogar-me nos braços dela, sem que eu saiba controlar o que eu estou sentindo. Só que anda insustentável ficar perto dela, a pele chega a queimar do tanto que desejo me afundar naqueles braços, do tanto que a quero... E...

— Sabe — Ruby interrompeu —, você estava com paixão naquela viagem, tinha acabado de se divorciar e, por mais que eu visse traços de amor por Emma, não era esse o principal. Você não estava inteira. E, bem, você nunca me disse que queria ela. Você nunca demonstrou certeza que a amava, que a queria. — Suspendeu a mão, limpando uma lágrima que escorria no rosto de sua amiga. — Você a ama Regina, mesmo quebrada, mesmo confusa com tudo que Emma te faz sentir ao ficar perto, você a ama. E isso está tão claro agora.

— Todo o cuidado que teve para não machucá-la, sua preocupação com o bem-estar... — Rebecca sorriu e, antes de finalizar, olhou para cima em um pedido de desculpa aos céus —... É tão clichê o que vou dizer... — apertou os olhos, como se fosse ser amaldiçoada assim que proferisse tais palavras — a maior prova de amor é deixá-la livre, é doar-se por inteiro e... Você já fez isso.

Regina deu uma curta risada ao ver a amiga tendo um heebie-jeebies depois da frase. Imaginando o dia que veria Regina Wright morder a língua por sentir tudo aquilo por alguém.

— E eu quero entender é que como, com tudo isso, você correu para cá ao invés de continuar ao lado dela. — Zelena interviu, falando entre dentes as três últimas palavras.

— Ela estava com Lily! — Regina exaltou. — Ela estava acompanhada com a Lily, o que queria que eu fizesse?

— Por que não disse o que sentia? — Questionou Ruby.

— Porque isso é injusto! — Sentiu seu corpo vibrar, seus olhos arderem. — É injusto você estar bem com alguém e chegar uma pessoa que você gosta, despejando todo o sentimento em cima e te deixando sem nenhum escape. Eu não ia fazer isso com ela, eu não ia ir contra tudo que você me disse Ruby, tudo que ELA me disse, só porque EU estou sentindo tudo isso. Ela estava com Lily e isso me machucou mais do que eu imaginei que pudesse. — Soltou por fim, sentindo algumas lágrimas escorrerem de seus olhos.

— O que achou Regina? Que ela iria te esperar? Que você ia continuar casada, enquanto ela parava a vida dela pra esperar você se decidir? — Zelena apelou, olhando bem nos olhos de sua irmã. — São dois anos! Dois anos que vocês estão assim, mas eu só sei disso há o que? Dias? E, nesses poucos dias, vi você sofrer, eu a vi sofrer, e tudo isso porque você não consegue ir até ela e dizer que a ama?

— Não é tão simples, Zel... — Murchou, sentindo ainda mais lágrimas escorrendo ao ouvir todas as verdades jogadas.

— É simples! — A ruiva se aproximou, sentando ao lado da caçula. — Eu não aguento mais ver você correndo da sua felicidade, fugindo como pode de tudo que a faz feliz. Foi você abrindo mão da clínica por mim, para que eu pudesse ter um casamento digno de revista. Foi você se entregando a Daniel num casamento que eu nunca vi tanto ânimo, mas você o amava e eu achava que isso bastava. Olhe só para você, a força que você tem... E olhe do que você está fugindo... Você está fugindo da mulher que te ama, Regina.

— Mulher...

— Ah não. — Rebecca bateu as mãos na coxa com indignação. — Isso não.

— Eu não sei o que fazer... — Encolheu entre os ombros.

— O que está fazendo aqui ainda? — Ruby perguntou, com um pequeno sorriso brincando em seus lábios.

— C-como?

— Vai atrás dela! — Ruby incentivou mais uma vez.

— Olha as horas! Vocês estão loucas? Eu não posso simplesmente chegar lá e... O bolo! O bolo está queimando.

— Vai! — Zelena empurrou a caçula do sofá.

— Eu cuido disso! — Ruby se prontificou.

— Anda logo Regina, eu não te coloquei nesse vestido pra você me decepcionar! — Rebecca disse ajudando a colocar a morena de pé e ajeitar o rosto, a roupa, os cabelos.

— Vamos Regina. — Zelena foi empurrando a morena até a porta de sua casa, enquanto Ruby pendurava a bolsa nos ombros da amiga. — Vamos, porque se eu deixar você ir sozinha é capaz de dormir na rua e não ir até Emma.

— Zel...

 

 

* * *

 

 

Só se escutava o som da respiração pesada de Regina no corredor que dava para o apartamento de Swan. Depois de Rose esperá-la no portão, deixou-a sozinha para resolver o que tinha de resolver. O “boa sorte” foi recebido com uma ânsia rasgando a garganta de tão nervosa, estaria pronta?

Conseguiria enfrentar? Conseguiria dizer tudo que tinha pra dizer? Suas mãos suavam, seu corpo sofria espasmos de tanto nervosismo. E, em um de seus impulsos, seu dedo encontrou a campainha e o som da mesma relampeou por toda a espinha da fisioterapeuta.

Um segundo, três minutos, meia hora... Quanto tempo é que tivesse passado, parecia ter sido tempo demais. Tempo para sentir uma sensação horrível invadir seu corpo e olhar para trás buscando uma forma de desaparecer.

Não daria certo, nunca daria.

— Isso é loucura... — Bufou trêmula, dando dois passos para trás para ir embora, quando a porta abriu.

 

“Eu sei que esta garoa está te enlouquecendo, mas há um pouco de brilho no lugar que repouso minha cabeça. Você, eu, cama, agora. Nunca me deixe partir.”


Notas Finais


Vai, pode desabafar comigo, pode expelir tudo que tá aí, porque eu sei que tem e a culpa não é minha... DSHGDFOJGPGJ tô nervosa...


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