História Enamorada por maldade - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Armin, Castiel, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya, Viktor Chavalier
Visualizações 5
Palavras 1.649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Lemon, Mistério, Orange, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Apenas algo fictício, nunca aconteceu. Estou retratando uma história que me passou recentemente pela cabeça. E adianto, alguns personagens serão bem filhos da puta, mas, bem, no início eles realmente eram assim ( não que certos tenham deixado ). Universo alternativo, novas mudanças.

Enfim, boa leitura para todos.

Capítulo 1 - Princípio.


Flashback on.

— Devolve minha mochila, Dave ! Isso não tem graça ! Me dá logo, estou ocupada com o clube de artes !

Risadas. Dave e seus colegas riam tanto quanto crianças se divertindo em parques. Na verdade, nem me importava tanto assim para rirem de mim, de meu corpo, de minha altura ou mesmo de meu jeito. Seria pedir muito ser respeitada naquela merda. Continuava saltando para tentar pegar minha mochila, e ele, como sempre, me empurrava. Era normal aquelas situações, na verdade, um costume que passava dia pós dia. E se não fosse por eles ... Ah, como seria maravilhosos meus dias. Sentia as lágrimas se formando, e ali mesmo, desisti, apenas parei de saltar e caminhei para o lado, recuando alguns passos, enquanto ele mesmo se atrevia a se aproximar com aquele maldito sorriso. Neguei com a cabeça, usando a pouca força que tinha, derrubando-o num empurrão e agarrando minha mochila. Se não fosse pedir demais, queria apenas correr o quão antes. 

Os colegas dele, vendo minha reação desesperada, riram ainda mais. Não em segurei, deixei as lágrimas rolarem descontroladas enquanto em sentava num cantinho não muito afastado dali, numa sala. Eles passaram gargalhando, gritando por meu nome. Normalmente, áquele horário, já deveria estar em casa fazendo meu dever, mas hoje, dia de clube, era sempre a última; e eles sabiam, se aproveitavam para implicar comigo. Respirei fundo, enchendo os pulmões de ar, antes de, mais uma vez, espionar pela fresta da porta, o corredor. os garotos estavam afastados. Suspirei em alívio, me levantando, correndo pela direção contrária. 

Na verdade, queria não ter corrido, algo atingiu minha nuca com tanta força que fui obrigada a cair e sair rolando por alguns centímetros. Um tênis branco com alguns detalhes pretos, era do Jacob. Afastei-me de joelhos, sussurrando palavras sem nexo algum. E antes que percebesse, algo agarrou meu cabelo. Okay, o Inferno começou ali mesmo, não pude me proteger, apenas fui fardada á aguentar zoações e humilhações, puxões em meu cabelo, socos em meu estômago; tinha uma bela barriga, e isso apenas os deixavam mais vidrados em me atacar,a  maciez. 

Flashback off.

— Algum problema, Lysandre? — Comentei, sem jeito. ele era meu parceiro de trabalho, tão atencioso e carinhoso, nunca pensei que receberia tudo aquilo. — Ah, desculpe se te atrapalhei, só queria ver se tinha terminado ...

Odiava ficar sem jeito perto dele, ainda que fôssemos somente colegas de classe e não nos conhecêssemos tão bem. Ele sorriu. Aquele sorriso raiante e gentil dele, expressava toda sua calma e delicadeza. Foi neste mesmo momento que senti a grande mão dele cobrir meus cabelos, fazendo um leve cafuné ali. Não pude deixar de corar, me encolhendo toda, cobrindo meu rosto com as mãos, ou somente a boca e o nariz. Queria evitar me mostrar tão tímida. 

— Terminei sim, sua nanica. — Ele comentou baixinho, entre risos. Não em segurei e ri também, negando com a cabeça, discordando diversas vezes. — Nem venha com isso, tu sabes o quão pequena és ! Na verdade, um metro e cinquenta e quatro não é ser tão alta, Mia. Aceite sua derrota.

Dei de ombros, bufando, guardando o estojo e cadernos na mochila. Precisava entregar a apostila para o professor Faraize antes que ele fosse embora e entrasse a chata da senhorita Delanay. O albino levantou sem pressa alguma, juntando os poucos materiais que levava numa espécie de bolsa-maleta de empresário, com um sorriso doce, antes de assentir com a cabeça e me pedir para segui-lo. 

— Venha, temos um curto intervalo de vinte minutos. Que tal nos divertirmos com algo? A lanchonete já deve estar aberta á essa hora. eu pago para nós dois desta vez. Ontem foi você, não é?

— Ah, sim ! Mas, não precisa disto, Lys. Eu trouxe dinheiro para me bancar, sabia? Vou pensar que está me ofendendo! 

— Pelo amor de Deus, não ! eu nunca faria isso á uma dama. Mas, pelo que vejo, teremos companhia. Olha lá.

É claro, não poderia esquecer do demônio, Castiel. Lá estava ele, bem na porta que dava ao refeitório, com um largo sorriso cínico. Aqueles cabelos me deixavam com tanta raiva quanto tinha de minha antiga escola. na verdade, só mudei porque meu avô pegou um dos garotos que andavam com o Dave me fazendo bullying, aí sim nos mudamos. Eles quase nunca percebiam meus hematomas, fazia questão de esconder de todos, não é como se fossem se importar com uma mera garota como eu, tão fútil. Assim pensava eu. 

O 'ruivo' se aproximou de mim, tendo a ousadia de agarrar uma das dobras de minha barriga. Naquele mesmo momento, corei, me afastando rapidamente. Ele, insistente como sempre, avançou e começou a apertar minhas bochechas, espremendo-as sem pudor algum, somente para, em seguida, puxá-las para o algo e em fazer dar uma espécie de falso sorriso por expor meus dentes. rosnei de raiva, chutando-o com alguma dificuldade. Lysandre, inerte, apenas ergueu um dos braços e o segurou, negando com a cabeça, desapontado. 

— Que feio, Castiel. Fazer isso com uma dama? É deselegante.

— Ah, qual é, Lysandre, ela é gorda, tem bastante lugares para agarrar. Não é, saquinho de areia? O que comeu hoje? Parece mais rechonchuda. Não que isso seja ruim, mas você já é uma obes-- ... AÍ, CARALHO! — Ele gemeu de dor, se afastando, recuando uns bons passos. Eu mesma já segurava as lágrimas.

—  Se chamar meu panda de gorda novamente, irá levar um chute em suas partes baixas, Castiel! — Rosalya se colocou na minha frente, estava com os punhos fechados pelo soco que deu no rosto dele. Ao que parecia, estava ardendo demais. Segurei-me para não rir, abraçando-a com alguma força na qual eu mesma não pude dizer. Estava contente. — Nossa, não faz nem duas horas que nos vimos e já estava com saudade? Você é tão fofa, Mimi!

— R-Rosa ! Não me chame disto na frente do Lys ... — Senti meu rosto arder de vergonha. Não que fosse mentira, sim, eu gostava do Lysandre, mas ser chamada daquela forma era pior do que meus pais aparecerem do nada gritando ''meu grande bebê rosado'' no meio da rua. Inflei as bochechas, soltando todo o ar em seguida. — eu ... Você sabe que me sinto constrangida quando faz coisas do tipo. 

— Tudo bem, não farei novamente. Vê-la vermelha é tão ... Tão bonitinho. Ah, aliás, seu look hoje está péssimo. Vamos ao Shopping mais tarde! 

Todos, eu, Rosalya, Lysandre e Castiel nos viramos para encarar o corredor após escutar alguns latidos. Cachorros não eram permitidos naquele colégio, então porquê diabos ... Encarei imediatamente todos ali, arqueando o cenho em desespero. Começamos a empurrar um ao outro contra a porta, entrando logo em seguida. A diretora corria atrás de Totó, e se nos visse ali iria pedir para pegá-lo outra vez. Aquele cão não deixava de ser tão atentado não?

— PELO AMOR DE DEUS, ENTREM LOGO ! ESSE CÃO É PIOR QUE O DRAGON !

— CALA A BOCA, SUA ANÃ GORDA, O DRAGON É BONZINHO ! — ele comentou enfurecido, antes de levar outro soco, desta vez foi um do Lys. 

— Castiel, modos com ela. Já cansei de te avisar. — E desta vez, o albino fez questão de abraçar meu pescoço, era a única parte que ele conseguia facilmente alcançar sem se abaixar para me abraçar. — Hoje você paga, escutou? Isso é punição por tê-la ofendido, seu grosso. 

— Delicado como um coice de cavalo. — comentou Rosa, rindo baixinho, tomando um de meus braços. O toque dela me arrepiava. — Vamos todos pedir hambúrgueres e refrigerante, okay? Beijinhos, querido, venha rápido. 

— Sejam úteis e reservem a mesa, ao menos. Hmmmgghh ... — Ele murmurou palavrões baixinho, batendo os pés com força.

Sentei-me numa mesa distante dos demais, juntamente de Rosalya e Lysandre, aguardando por Castiel. poderíamos brigar bastante por causa de coisinhas fúteis como essas, mas gostávamos de nos encontrar, mesmo assim, Lys dizia que não era para mim permitir que ele pintasse e bordasse com a minha cara; bem, admito já ter deixado, por isso ele tinha tamanha liberdade para me ofender, Machucava algumas vezes, mas, já passei por situações piores.

— Vamos ao cinema hoje? — Lys comentou no meu ouvido. Apenas arrepiei-me, assentindo positivamente, com um sorriso.

— Sim, vamos.

Era errado dizer que estava contente por ter amizade com ele? Um rapaz tão calmo e gentil, talvez ele devesse mesmo pertencer á época vitoriana, uma cavalheiro. Ele passou as mãos poe meu cabelos, afagando-os e bagunçando levemente. Não pude evitar de esboçar um sorriso, toda abobalhada. Apesar de tudo, me sentia bem mais livre que o normal. Mas, algo ainda me faltava naquele dia, estava sentindo isso, de alguma forma, era como se estivesse incompleto. Lys provavelmente percebeu meus pensamentos altos, me balançou algumas vezes pelos ombros, tentando acordar-me daquele transe. E foi somente após alguns segundos que neguei rapidamente com a cabeça, dando um sorriso sem graça. Castiel, infelizmente, chegou logo depois com uma bandeja de lanches e refrigerantes, servindo á todos sem paciência; se é que ele tinha alguma.

— Irritado, valentão?

— Cala boca, chupeta de baleia. Apenas odeio essas malditas broncas do Lysandre por te zoar. Não é como se você achasse ruim de ser chamada assim, é a verdade.

— Sim, eu sei, mas ...

Não me limitei á dizer mais nada, não iria chorar ou me limitar á irritar-me logo quando estavam sendo tão doces comigo. Lysandre ofereceu-me um pouco das batatas dele, recusei apenas por saber que aquilo era gentileza dele, apesar de tudo, nem sempre era necessário tamanha atenção. Sem pestanejar, ele enfiou algumas na minha boca, rindo. Castiel quase cuspiu toda a comida dele quando me viu naquela situação, gargalhou, batendo os punhos fechados na mesa. Emburrei, inflando as bochechas, corada, me escondendo. 

— N-NÃO RIAM ! ISSO NÃO TEVE GRAÇA ! Argh, Lys!

— Você fica tão fofa e bonita assim ... — Ele comentou num sussurro, rindo. Aquilo foi o suficiente para fazer esconder-me em minha jaqueta. 

— NÃO ! 

 

Continua.


Notas Finais


Bem, foi isso. Nada muito pesado para não ficar um clima tão ruim.

Espero que tenham gostado.


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