História Encantando o inimigo - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Lucius Malfoy
Tags Drarry, Harry Potter
Visualizações 236
Palavras 3.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Well Well... Aqui temos mais um capítulo...
Bom, no cap passado não tivemos tantos comentarios, eu não sei se foi porque eu mudei o estilo, colando mais dialogos, ou se o cap foi ruim mesmo.
Se vocês puderem me dizer como vocês preferem, seria incrivel e me ajudaria a melhorar cada vez mais!!

Boa leitura meus amores <3

Capítulo 11 - Capítulo 11


Depois que seu pai saiu, Draco e sua mãe foram às compras. Narcisa tomava o cuidado de levar o garoto para as lojas que tivesse menos pessoas possível. Quando Lucius disse que levariam o menino com eles ficou extremamente dividida, parte dela queria que seu Dragão ficasse longe de todo aquele tumulto do Beco Diagonal, mas sabia que ele não podia mais ficar aprisionado dentro da mansão.

Há dois dias Voldemort havia saído, e mesmo com ele longe, Draco não saia de seu quarto e para piorar continuava se recusando a comer. Ela começou evitava olhar para ele, o ato havia se tornado extremamente doloroso, seu menino estava se apagando aos poucos. Ele tinha mudado tanto nessas férias, mas não dava para esperar que ele fosse o mesmo depois de tudo...
 

- Bom, a última loja é a Floreios e Borrões. – Saíram da loja. – Além dos livros da escola tem algum livro que você gostaria de comprar querido? Draco?

- Desculpe, pode repetir?

- Gostaria de comprar algum livro?

- Ah… Não mãe, obrigado.

- Sabe, pode ser bom ter algo para distrair a cabeça...

Draco parou alguns segundos olhando para ela. A preocupação da mulher era tão visível, ao ponto de ser quase palpável. Ele a conhecia bem demais, conseguia ver por cima do Glamour, que lançou em si mesma, que ela estava exausta.

- É uma boa ideia. Faz tempo que eu não leio um bom livro.  – Disse sorrindo levemente. Estava cansado de sentir que sua vida era frangalhos do que já havia sido, mas ele estava mais cansado de preocupar seus pais. Cansado de ver as olheiras profundas que sua mãe vinha escondendo, o peso que Lucius passou a carregar desde o dia em que voltou da missão, ou o ar de exaustão que Severus vinha carregando, por ficar horas e horas produzindo poções do sono para ele.

Os dois caminharam para a livraria. Esta não se encontrava tão vazia quanto as outras lojas, mas Narcisa acreditava que era algo Draco pudesse lidar.

Dentro da loja encontrava-se o trio de ouro. Harry não conseguiu sair da casa de seus tios tão cedo quanto gostaria, então teve de deixar para última hora as compras para o ano letivo, e é claro que a família Wesley não deixaria o garoto ir sozinho ao Beco.

- Hermione eu tenho certeza que vi esse livro na sua mala.

- Essa é uma nova edição Rony, significa que há coisas novas no livro que eu posso não saber ainda. – Rony lançou um olhar indignado para garota que sequer deu atenção e continuou a folhear o livro.

- Dá pra acreditar? – Bateu no ombro de Harry para chamar sua atenção, que somente riu em resposta e voltou a olhar para a estante a sua frente.

Harry ainda não havia voltado a ser o mesmo. A morte de Cedrico o afetou profundamente, e para piorar tudo isso, ninguém acreditar que Voldemort havia retornado. Bufou irritado. Ele não era a merda do garoto-que-sobreviveu? O herói do mundo bruxo? Tudo bem, sempre detestou esses títulos, mas pensou que eles iriam valer alguma coisa. Infelizmente para ele, eles só tinham valor quando era conveniente. E não era conveniente ter pessoas entrando em pânico porque o Aquele-que-não-deve-ser-nomeado havia retornado. Agora o Grande Harry Potter não passava de um grande mentiroso.

Seus pensamentos foram cortados pelo que pensou ser um grito do outro lado da loja. Teve o vislumbre de cabelos loiros conhecidos sumindo atrás de duas prateleiras a sua frente, mas foi rápido demais para que tivesse certeza. Seus olhos permaneceram fixos no local, mas nada confirmava que havia alguém ali. Estava pronto para ir até lá, quando foi chamado.

- Hey cara, a gente precisa ir! Quero passar nas Zonkos antes da mamãe perceber.

- Claro. – Olhou uma última vez para trás antes de sair da loja. Talvez tivesse sido apenas sua imaginação.

Draco estava caminhando entre as prateleiras, livros para si sempre havia sido algo fascinante. Poder juntar tantas palavras no mesmo lugar criando um mundo completamente novo não poderia ser descrito com nada além de fascinante.

Apesar de o ar da livraria o deixar contente, sentia seus pelos eriçarem cada vez que alguém passava perto demais de si. Sinceramente achava patético ter essas reações, mas era algo totalmente irracional. Seu corpo reagia a proximidade dos outros e ele simplesmente não conseguia evitar.

E foi exatamente isso que aconteceu quando um rapaz passou próximo demais de si ao ponto de encostar em seu ombro, antes que pudesse impedir o grito saiu de seus lábios e seu corpo foi ao chão no mesmo instante. Narcisa olhou para trás sentindo sua respiração travar ao ver seu filho tremendo no chão e um rapaz em pé ao seu lado o olhando assustado. Com uma velocidade impressionante chegou a tempo de impedir o rapaz de tocar em Draco.

- Pode deixar, eu cuido dele.
- Ah… eu… Tudo bem.

Narcisa se abaixou ao lado de Draco. Ele estava segurando o cabelo com tanta força que era capaz de arrancar alguns tufos se puxasse, seus olhos estavam marejados, mas ele tinha um sorriso estranho no rosto que assustou sua mãe.
 

- Eu não deveria ter saído… - Ele riu. - Sabe mãe… Talvez eu só sirva para ser o brinquedinho dele mesmo… haha… Eu acho que já estou até me acostumando, quem sabe com o tempo eu não passe a gost-
Narcisa bateu na cara de Draco antes que ele pudesse terminar sua frase. O rosto dela estava tão duro quanto uma pedra, mas dentro de si fervia de tanta raiva que sentia. Nunca imaginou que ouviria algo tão insano sair da boca de seu menino, muito menos que um dia bateria nele. Ela nunca havia levantado um dedo para o garoto… Trincou os dentes ao lembrar do culpado de tudo aquilo. Isso era tudo culpa dele.


- Draco Lucius Malfoy, não envergonhe nossa família dessa forma. Você não é uma criancinha frágil, você é um Malfoy! Aja como tal. Se recomponha e saia da loja. - Fechou os olhos quando viu as primeiras lágrimas descendo pelo rosto do garoto, dizer aquilo doeu de uma forma inimaginável, mas sabia que palavras doces não iriam ajudar naquele momento. Levantou indo para o caixa pagar os livros, deixando um Draco de olhos arregalados e chorosos para trás.


Abaixou a cabeça e limpou as lágrimas que haviam escorrido. Ele estava patético, por Merlin como ele fora capaz de dizer aquilo para sua mãe… Levantou ainda olhando para baixo.  Ele era Draco Malfoy, não a porcaria de um lufano. Quando saiu da loja, já estava agindo como se nada houvesse ocorrido na loja. Fechou os olhos ao sentir a brisa bater no seu rosto, tudo o que queria era que esta levasse junto com ela seus problemas.


- Draco.
- Mãe. Deixa que eu levo. - Disse pegando as sacolas.
- Seu pai mandou uma mensagem, Severus nos convidou para almoçar no castelo.
- Ah… claro.


Os dois entraram na carruagem e seguiram para o castelo. Era possível ver Hogwarts lá de baixo, Draco conhecia aquele lugar desde que se conhecia por gente. Sempre passava alguns dias com Severus, o ajudando a preparar suas poções. E quando o mais velho estava ocupado demais, brincava pelos corredores, hora correndo atrás da Madame Norra, hora conversando com os fantasma. Mesmo sozinho, Draco sempre encontrava uma maneira de se divertir. Queria poder voltar para aquela  época.

- Eu… - Limpou a garganta. - Me desculpe, aquilo não vai se repetir.
- Tudo bem. - Narcisa olhou para o leve vermelho que ainda marcava o rosto dele. - Não devia ter batido em você, Dragão. - Acariciou sua face.
- Eu precisava disso. - Disse segurando a mão dela. - E nem foi tão forte.

Passaram o resto da viajem de mãos dadas sem conversar.

Quando chegaram a mansão, Lucius e Severus os esperavam na porta. Era nítido que ambos não queriam ficar a sós em um lugar onde pudessem conversar. Lucius tinha medo de falar mais alguma coisa que pudesse magoar Severus, por mais que esse fosse seu desejo no momento, e Severus não se sentia pronto para o que ele imaginava que viria. Depois de tantos anos eles iriam terminar… Lucius sempre fora um exímio mentiroso, mas em suas relações íntimas, a mentira era a pior das traições. Ele podia até dizer que se tratava mais de uma omissão do que de uma mentira, mas duvidava que isso faria alguma diferença para o homem ao seu lado.

Caminhou em direção a carruagem ajudando Narcisa sair. Os quatro caminharam para o aposento de Severus em completo silêncio. Não era incomum que a família fizesse alguma refeição no castelo, mas nunca no salão. O silêncio permaneceu durante a refeição inteira. Draco sabia que sua família não era do tipo que passava horas e horas conversando, mas aquilo já era estranho.

- Luc por que você já estava em Hogwarts? - Lucius olhou para Severus, que captou exatamente o que o outro queria. Eles se levantaram e foram em direção a sala de estar.
- Dragão porque você não aproveita que está aqui e já deixa suas coisas no seu quarto. - Draco sabia que aquilo não era um pedido, então se levantou e pegou suas coisas antes de se retirar.

Mesmo depois da saída de de Draco, os três continuaram em silêncio por um tempo, cada um com seus pensamentos.

- Então… Você não me respondeu querido. - Lucius virou de costas para mulher, não estava nos seus planos contar o que havia feito, mas na situação atual, não tinha muito o que fazer, mas antes que pudesse abrir a boca, Severus o entregou.
- Ele fez um maldito voto perpétuo.
- Seu traidor… quem você pensa… - Se virou para Narcisa. - Esse… Ele vem mentindo para nós, por sabe se lá há quanto tempo! Ele é um maldito espião do Dumbledore.
- Você não tem o direito de sair contando as coisas dessa forma.
- Eu só fiz algo que você já tinha feito. - Disse se aproximando do outro.

Narcisa olhava para a cena que se desenrolava em sua frente. Seus maridos nunca foram do tipo violentos, suas brigas, por quaisquer motivos que fossem, nunca tiveram necessidade de levantar a voz. E agora estavam os dois ali, aos berros quase se estapeando feito dois trouxas. Sua risada começou baixa, mas foi aumentando pouco a pouco ao ponto de estar mais alto que os gritos dos homens, que a olharam assustados.

Ela ria descontroladamente, e quando levantou sua cabeça para olhar para os homens, saiam grossas lágrimas de seus olhos, e sua risada foi virando soluços. Os dois esqueceram completamente pelo o que estavam brigando e foram até a mulher que variava entre rir e chorar.

- Eu bati no Draco. - Disse quando seus soluços foram diminuindo. - Eu nunca levantei a mão para ele… Mas hoje, pela primeira vez, eu bati no meu menino. Nossa família… Eu… Encostaram nele na livraria e ele surtou. Sabe o que ele disse? Que talvez pudesse até gostar… -Riu. - Por Merlin… O que está acontecendo com a gente? Quando nossa vida virou esse caos?
- Narcisa eu…
- Calado. - Se levantou limpando as lágrimas que ainda corriam pelo seu rosto. - Eu quero minha fámilia de volta. E se você precisa ser um maldito traidor para isso, ou você tenha que fazer algo tão estúpido quanto o voto perpétuo, que seja.
- Cissa… - Os dois estavam completamente chocados com a reação da mulher.
- Eu não terminei! Nós vamos obliviar Draco. Infelizmente não podemos tirar todas as lembranças desses dias sem a permissão dele, mas antes que volte a Hogwarts, vamos guardar as memórias dos momentos com Voldemort. Esteja pronto para isso Severus. Estou indo embora e espero não ser seguida.

Os dois ficaram apenas olhando para porta pela qual a mulher havia acabado. Lucius sentou no sofá completamente exausto. Sua família estava colapsando, e a maior parte daquilo era culpa sua. Se não soubesse das consequências, seria capaz de pegar um vira tempo e mudar tudo aquilo de alguma maneira.

- Não é sua culpa. - Sentou ao lado do outro. - Se alguém tem culpa de alguma coisa, sou eu…
- Severus… Por que você não me contou? - Pegou a mão do professor de poções, o forçando a encarar seus olhos. Precisava ter certeza que outro não iria mentir novamente. E os olhos de Severus nunca esconderam nada de si.
- Existe uma profecia. Eu contei para ele. E essa foi a sentença de morte dos Potters. Eu… Eu não a amava mais, mas eu não podia simplesmente deixar com que Voldemort matasse eles sabendo que fui eu quem disse que o garoto poderia vir a ser a derrota dele. Então eu contei tudo para Dumbledore e quando eu vi já estava dentro da ordem. E você… o Lorde tinha acabado de sumir, os comensais estavam surtando, você estava surtando… Vocês três são a única coisa que eu tenho, eu não podia contar, se eu contasse eu iria perder tudo. - Severus olhou diretamente nos olhos do mais velho, sem desviar um segundo se quer durante toda sua fala.
- Eu posso entender porque você não contou antes… Mas já fazem mais de 15 anos Severus. Eu mudei, você poderia ter me contado.
- Eu sei… Eu só não sabia como contar isso, especialmente para você.
- Espero que você tenha consciência de que se fosse qualquer outra pessoa, eu não perdoaria. - Puxou o outro para seus braços - Idiota.
- Eu sei. - Enfiou a cabeça no pescoço no outro aspirando seu cheiro.

Ficaram naquele silêncio eternizando o momento. Snape sabia que não estava completamente perdoado, e que corria o risco de Lucius jogar isso em sua cara a todo momento. Mas isso não importava, ele ainda tinha sua família…

- O que você tinha na cabeça para fazer um voto com Dumbledore?
- Ele é único que pode manter Voldemort longe de Draco.
- Mas dessa maneira você vai estar correndo um risco muito grande.
- Nós já estamos correndo risco apenas por estar perto daquele lunático. E eu não estou fazendo nada que você não tenha feito, não é seu espiãozinho duas caras.
- Luc… - Suspirou ao sentir os lábios do mais velho colarem nos seus. - Nós vamos mesmo obliviar Draco?
- Não me parece uma boa opção, mas o que ele disse para Cissa... Nosso Dragão não pode ficar revivendo aqueles momentos sempre que alguém esbarrar nele.
- Eu vou me preparar, no dia anterior a volta dele, eu irei na Mansão.

O resto da semana passou rapidamente, depois do que aconteceu na livraria, Draco passou a ficar vinte e quatro horas dentro de seus aposentos, com a desculpa de estar terminando os deveres de férias. Nem Narcisa, nem Lucius tentou impedir que o garoto se trancafiasse. A verdade é que ambos se sentiam culpados pelo o que estavam prestes a fazer. Saber que era o melhor para o garoto não ajudava, a ideia de guardar parte da memória dele, ainda mais sem a permissão do mesmo não era exatamente acalentadora para eles. Então resolveram ao menos contar antes de enfeitiçar o garoto.

Draco sentou em sua cama observando a mala no canto do quarto. Ela estava menor que o de costume, provavelmente por ter deixado todo seu material no seu quarto em Hogwarts. Ele agradecia imensamente a Salazar Slystherin, por ter decidido que cada  integrante de sua casa merecia ter seu próprio quarto. Não fazia ideia de como seria sua vida se tivesse que dividir o quarto com outros garotos. Caiu para trás na cama. No outro dia o rapaz havia apenas esbarrado em seu ombro e ele tinha entrado em pânico, como iria viver dentro de um castelo cheio de pessoas andando para lá e para cá. Se toda a situação já não tivesse péssima, tinha certeza que ouviu a voz do Weasel naquele momento, o que significava que Potter e a Sangue ruim provavelmente estavam lá, e só a ideia do trio de ouro ter visto o que aconteceu o perturbava.  E ainda tinha aquela maldita missão. Um toque a porta o tirou de seus pensamentos.
- Draco?
- Pode entrar mãe. - Desfez o feitiço que trancava a porta, deixando seus três pais entrarem no quarto.
- Como você está querido?
- Bem eu acho. Minhas coisas já estão prontas para amanhã. Algum problema? - A cara deles não estava das melhores.
- Filho - Lucius sentou ao lado do garoto. Seu pai não era do tipo que sentava para conversar, o que estava tornava a situação ainda mais estranha. - Eu e os seus pais conversamos, e decidimos colocar você sob um obliviate.
Ele olhou para seu pai, ele não era do tipo que brincava, ainda mais sobre isso. Uma das poucas tradições que Lucius não seguia de maneira alguma é enfeitiçar de alguma maneira seu filho. Nunca lançou um cruciato sequer no garoto como punição, ou qualquer outra coisa. Então apesar dele dizer que iria oblivia-lo  e isso parecer surreal demais, o garoto não suspeito nem por um segundo que ele não estivesse sério sobre isso.
- Nós não iriamos te contar. - Draco olhou assustado para sua mãe ao ouvi-la.
- Vocês vão apagar minhas memórias?
- Não... Sinceramente eu adoraria. Mas as chances de sucesso seriam baixas por se tratarem de memórias tão... marcantes. - O olhar de sua mãe não desviou em nenhum momento, ela estava decidida a fazer isso, mesmo sem sua permissão. - Severus me convenceu que se você concorda-se, as chances de dar certo seriam maiores.
- Não quero que elas sejam apagadas. Eu preciso... não. Eu quero me lembrar muito bem quem foi que destruiu nossa família, a quem eu devo direcionar meu ódio. Mas... - Olhou para suas mãos, a cena da livraria se repetia em sua cabeça sem parar. - Eu aceito guardá-las. Ao menos até que esteja resolvido.
- Severus é um ótimo Occluments, tenho certeza que dará tudo certo querido. - Beijou sua testa antes de se afastar. - Vamos deixa-los a sós.
Lucius olhou para Severus, apesar da mentira ainda confiava sua vida a ele, mas não pode evitar ficar receoso por Draco.
- Eu não vou fazer nada errado Lucius. - Disse desencostou da parede onde se encontrava até o momento indo em direção a cama do garoto. - Não precisa me olhar assim. Ele também é meu filho.
Narcisa puxou levemente Lucius para fora, eles ainda tinham muitos problemas para resolver. Mas cada um teria seu tempo, agora a prioridade deles era proteger seu menino.
Snape sentou-se ao lado de Draco que permanecia imerso em sua mente desde que falara. É claro que eles não tinham nenhuma ligação sanguínea, existia a possibilidade dele misturar seus genes ao de Lucius para a fecundação, mas seria minimamente estranho se Draco tivesse nascido com traços de Severus, levantaria suspeitas desnecessárias para o relacionamento dos três. Mas isso não o impediu de juntar sua magia a dos dois durante a gestação, de forma que o garoto fosse ligado a si também, ou ao menos sua magia era.

Foi o primeiro a segurar o garotinho gordo com uma penugem loira sobre a cabeça. Foi um dos poucos momentos que Severus permitiu que algumas lágrimas saíssem, para as parteiras o homem estava apenas emocionado de ver o nascimento de seu afilhado, mas os dois Malfoys entendiam muito bem a importância daquele momento, a insegurança de ser posto de lado morreu no instante em que Draco abriu os olhinhos e encarou Severus com um sorriso lindo no rosto.
- Vamos começar?
- Claro. - Respirou fundo, lançou um feitiço na poltrona a trazendo para perto da cama e sentou-se nela. - É melhor você se deitar, não vai ser uma experiência agradável, então é melhor que esteja o mais confortável possível.
Depois de três horas finalmente saiu do quarto, Draco dormia com o rosto banhado em lágrimas assim como  estava o de Severus. Ele tinha certeza que aquela havia sido o pior momento de sua vida. Não só teve de ver todas as torturas pelas quais o garoto passou, como teve de fazer Draco revivê-las, e isso foi definitivamente o que ele mais odiou fazer. Tentou ser o mais ágil possível,  mas velocidade não iria evitar a dor do outro.

Narcisa estava apoiada na parede oposta a da porta à sua espera. Seu rosto mostrava um misto de feições, raiva, dor, angústia.
- Perguntar como foi seria minimamente idiota. - Disse o abraçando. - Ele voltou... Exigiu ver Draco imediatamente, mas Lucius conseguiu um tempo.
- Como?
- Você sabe como... Eu não podia ficar lá vendo ele ser cruciado por defender nosso menino. - Escondeu o rosto no pescoço do outro. - Eu vou matá-lo. Eu juro por Merlin, que vou ser eu a lançar a imperdoável.


Notas Finais


Gostaram?
Acredito que o próximo episódio nosso Draquinho vai para Hogwarts em segurança <3


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