História Encasamento - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O
Tags Chansoo
Visualizações 545
Palavras 1.393
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ehyehyeh
perdi a inspiração e escrevi baboseira

boa leitura e espero que gostem~

Capítulo 1 - Capítulo Único


Kyungsoo deitou a cabeça no colo de Baekhyun e deu um longo, loooongo suspiro. Baekhyun, que até então lia distraidamente seu livro sobre anatomia humana, espiou o melhor amigo largado em seu colo e deu um sorrisinho curioso.

— Eu tô frustrado — Kyungsoo disse, sem olhar nos olhos de Baekhyun. — Eu quero pedir o Chanyeol em casamento.

Baekhyun arregalou os olhos. Definitivamente não esperava por uma dessas!

— Soo — começou, incerto de como dizer aquilo sem ferir os sentimentos do amigo. — Cê sabe que cês... não podem casar, né? Tipo, a Coreia não legalizou ainda...

— Sei, sei. — Kyungsoo mordeu o lábio inferior, hesitando; seus olhinhos brilhavam. — Mas... mesmo assim eu quero pedir. Chamar ele de marido, comprar uma aliança mais cara que a minha vida, ir pra lua-de-mel... sei lá, Baek. Eu... tô muito fodido, né?

— Tá. — Baekhyun riu, abandonando o livro para fazer um carinho nos cabelos negros de Kyungsoo. — Se apaixonar é uma merda mesmo.

— Eu odeio o Chanyeol — grunhiu. — Odeio o jeito que ele faz meu coração palpitar e meu estômago revirar. Odeio a voz dele, os olhinhos de filhote, aqueles malditos cachinhos cor-de-rosa e aquela porra de altura gigantesca. Odeio a risada dele, a voz dele, o jeitinho que ele me pede carinho e o jeito que diz que me ama. Odeio, odeio!

— Aham, odeia tanto que quer viver com tudo isso e mais um pouco, né? — Sorriu. Baekhyun fingia que não, mas morria de inveja do relacionamento dos dois melhores amigos; Kyungsoo e Chanyeol se conheceram ainda quando moleques, namoraram e terminaram, foram para os braços de outras pessoas, mas o destino acabou os juntando de novo. Era pra ser, fazer o quê?

Kyungsoo suspirou de novo e acabou sorrindo sem querer, bobo só de pensar no Chanyeol.

— E tá frustrado por quê? — Baek perguntou, bagunçando os cabelinhos do outro.

— Porque... sei lá, acho que não vai mudar nada, sabe? — Kyungsoo falou. — Quanto mais eu penso nisso, mais vejo que parece que não vale a pena. Porque a gente não pode oficializar, ele não vai ser meu marido fora da nossa casa, a gente não vai ter os mesmos direitos que os outros casais... porque a gente já mora junto, já se ama, já fode até receber advertência do síndico, já viaja junto, já tem briguinhas domésticas... o que que vai mudar?

— Se nem você sabe, Soo... — Soltou uma risadinha. Não entendia o amigo às vezes; sempre racional demais, até quando tentava ser romântico.

— Ainda assim, quero pedir o Chanyeol em casamento — murmurou, fazendo uma careta. — Caralho, imagina a grana que dava pra economizar se não fosse rolar nada...

— Cê tá me deixando confuso, Soo.

— É, nem eu sei mais o que tô falando — admitiu, se levantando. — Já terminei lá a cozinha. Acho que agora para de vazar.

— Ótimo! — Baekhyun exclamou. — Já vai?

— Vou, preciso passar em mais três casas hoje ainda. — Bufou. Ajeitou a alça do macacão detonado e puxou Baekhyun pela nuca para dar-lhe um beijo na testa, bagunçando os cabelos escorridos do amigo. — Obrigado, Baek.

— Qualquer coisa me liga, tá?

— Eu que devia tá dizendo isso — riu, encaixando o boné na cabeça e pegando sua maleta de ferramentas. Baekhyun sorriu e acenou para o melhor amigo, desejando-lhe sorte em sua jornada casamenteira.

 

*

 

Chanyeol estava deitadinho na cama quando Kyungsoo chegou. Correu para o banheiro, tomou um banho quente e saiu cheirosinho e limpo; foi na ponta dos pés até o quarto dos dois e se esquivou pela cama, abraçando Chanyeol por trás e dando um beijinho nas costas dele, relaxando quase que instantaneamente. Ah, Chanyeol lhe fazia um bem danado!

— Soo? — Chanyeol murmurou arrastado.

— Shh, volta a dormir, amor — respondeu. — Só vim te sentir um pouquinho, eu tenho que comer ainda...

— Eu vou contigo.

— Não precisa, Chan.

— Eu quero. — Virou o rosto, piscando os olhões sonolentos e sorrindo gentilmente. — Tô com saudade, mô.

— Saudade, amor? — Kyungsoo sorriu, achando graça da manha do namorado. — Como saudade se me vê todo dia?

— Vejo, e só isso. — Chanyeol se virou todo, abraçando Kyungsoo com força, escondendo o rosto no peito dele e inspirando seu cheirinho de banho recém-tomado. — Nem lembrava mais teu cheiro, teu calor...

Kyungsoo pegou no rostinho de Chanyeol e lhe deu um beijo na boca, lento e molhado, cheio de paixão. Quando se separaram, Chanyeol sorria bobamente e estava todo quente e entregue; uma das coisas que Kyungsoo mais amava nele: se entregava todinho a Kyungsoo, de corpo e alma, confiava no Soo como ninguém.

Foram para a cozinha. Kyungsoo esquentou um prato de comida, já que nem tinha jantado ainda, e Chanyeol pegou uma xícara de café com leite para acompanhar o namorado. Conversaram sobre como foi o dia de cada um, contando as novidades — “hoje fui chamado pra instalar o Windows XP, acredita?” “e eu que fui numa casa pra consertar um cano do banheiro e tentaram me vender maquiagem?” — e botando o assunto em dia. Kyungsoo, ao terminar sua refeição, se dirigiu até a pia para lavar sua louça, enquanto Chanyeol contava de uma colega de trabalho intrometida.

— Aí ela ficou insistindo em saber no que você trabalha! — Chanyeol reclamou.

— E você?

— Falei que cê é encanador, né? Aí ela riu e falou “que legal! Você tem seu próprio Mario em casa!”.

Kyungsoo riu, achando graça da piadinha infame que já ouvira tantas vezes ao longo de sua carreira. Ouviu Chanyeol rir também e seu coração se aqueceu todinho; jurava que odiava aquela gargalhada gostosa e escandalosa, sério, não a suportava...

— Você é bem Mario mesmo, né, Soo? Tirando o bigodinho, claro... — Chanyeol riu, olhando para o namorado por cima do ombro. — Você é baixinho, usa macacão e boné pra trabalhar, não é de falar muito...

— É — Kyungsoo concordou, secando as mãos num pano de prato e vindo por trás de Chanyeol para murmurar na orelha dele: — E, se cê bobear, te como atrás do armário.

Chanyeol ficou dividido entre rir da piadinha e ficar excitado, se arrepiando todinho quando Kyungsoo deu-lhe uma mordida na orelha. Kyungsoo foi guardar suas louças no armário e Chanyeol foi atrás, agarrando o namorado por trás e apertando-o contra si, todo cheio de dengo. Kyungsoo puxou a cabeça de Chanyeol para poder lhe beijar na boca e se soltou do agarro dele, preferindo pegar em sua mão e trazê-lo de volta para o quarto.

Na cama, um nos braços do outro, depois de descontarem todo aquele amorzinho e saudade numa fodida pra lá de gostosa, Kyungsoo embrenhou os cachinhos desgrenhados de Chanyeol nos dedos e sussurrou:

— Chan, eu te amo, cê sabe, né?

Chanyeol sorriu e confirmou com a cabeça. Kyungsoo sorriu também e respirou fundo, continuando a fazer carinho nos cabelos rosados do namorado.

— Chan, eu quero ficar pra sempre contigo.

Chanyeol ergueu os olhinhos sonolentos e murmurinhou que ele também queria. Kyungsoo admirou a face dele, todo apaixonado.

— Chan, quer casar comigo?

Chanyeol arregalou os olhos e ficou boquiaberto, chocado, sem saber o que dizer. Riu. Gargalhou. Os olhinhos encheram de lágrimas. Gaguejou um “q-que pergunta, c-claro que eu q-quero” contra os lábios de Kyungsoo, que, feliz da vida, fez questão de beijar o noivo com todo o amor disponível em seu corpo e muito mais.

Iam se casar — seja lá como isso fosse acontecer.

 

*

 

Aconteceu com uma reuniãozinha no apartamento deles, com todo mundo usando roupinhas chiques, a namorada de Baekhyun — escritora de mão cheia, a menina — fazendo um discurso emocionante, Chanyeol e Kyungsoo trocando seus votos e dando beijinho para oficializar aquela união. Aí todo mundo vibrou e gritou, brindaram e tal. Foi uma noite muito especial na vida dos recém-casados, com certeza! Apesar de só serem maridos de consideração, já que a Coreia do Sul ainda estava vivendo em 1897 e não aprovava o casamento igualitário, os dois estavam muito felizes com aquele passo no relacionamento. Quem sabe não se mudavam para a Inglaterra dali uns anos e se casavam real-oficial, com todos os direitos que mereciam? Bom, tudo eram planos a serem discutidos. Mas, por enquanto, estavam contentes com o jeito que as coisas estavam.

No fim, quando todos foram embora e só restaram Chanyeol e Kyungsoo no apartamento, todas as luzes foram apagadas e os dois valsearam pela sala, num momentinho só deles. Aí Kyungsoo pegou Chanyeol no colo, carregando-o até o quarto dos dois enquanto ambos gargalhavam corredor adentro, e os, então, maridinhos nunca foram tão felizes.

 

FIM


Notas Finais


já ouviu falar do mario? rsrs
aqui a gente celebra o casamento de chansoo e lê sobre anatomia https://twitter.com/domksoo


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