História Enchanté - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags Drama, Harry Styles, Leighton Meester, Lily Collins, Romance
Visualizações 107
Palavras 6.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


GIF do capítulo: Inteiramente Hivy.

Capítulo 17 - Temptation


Fanfic / Fanfiction Enchanté - Capítulo 17 - Temptation

 

 

- Preciso de um tempo para me recompor. Colocar minha mente no lugar de onde ela nunca deveria ter saído

- Então é melhor ficarmos afastados

- Sim, eu concordo.

- Então vá embora, Harry. Agora. — Ele franziu o cenho e fechou a cara, mal acreditando no que eu disse.

- Quer saber, garota? — Rebateu-me entre os dentes. — Talvez a Libby seja o melhor para mim.

Respirei por um breve momento, a minha cabeça rodou um pouco.

- Você conseguiu bagunçar, destruir, magoar o que eu sentia por você, Ivy. Destruiu o nosso futuro, desrespeitou o que iria ser a nossa história. Não consigo mais te perdoar.

E por fim ele saiu do meu quarto pela varanda de onde entrou.

O desejo que senti de ir atrás dele foi quase incontrolável, mas não quebraria a minha palavra.

Acho que foi melhor assim, cada um pro seu lado.

Cruzamos o caminho um do outro por um mero acaso e no final saímos os dois machucados.

Harry foi apenas o rascunho do livro que eu pensei em escrever. Mas o destino mudou o roteiro...

[08:10pm] Cameron: Ivy, me desculpe. Acabei saindo tarde da aula e não tive tempo de preparar nada. Mas topa almoçar comigo amanhã?

O melhor amor, é o amor sem pudor, mas com todo o respeito.

 

 

 

 

                                 O melhor amor, é o amor sem pudor, mas com todo o respeito.

 

 

 

 

Ivy

 

No dia seguinte, acordei com a cabeça latejando. Mal havia dormido preocupada com o próximo passo que ia dar.

Impulsivamente convidei Cameron para almoçar em minha casa, pensando que assim teríamos um lugar mais tranquilo para estudar.

Mas será que fiz certo…? O que ele iria pensar desse convite…?

 

Ah, deixa isso pra lá, Ivy...

 

Levantei da cama e fui até o meu armário. Peguei uma blusa, uma calcinha e um short em meu guarda-roupas e fui para o banheiro me trocar.

Voltei para o quarto e verifiquei as horas no celular. 09:45. Marquei com ele às 10.

Saí do meu quarto e do topo da escada vi Libby concentrada no notebook à sua frente levando sua xícara branca de bolinhas pretas até a boca.

Seu cabelo estava preso no alto da cabeça em um coque frouxo e os óculos de armação preta enfeitavam seu rosto.

Ela não me viu, mas eu a estava vendo, o bastante para me sentir culpada por tudo que fiz ontem.

Eu jamais iria conseguir viver tranquila… eu precisava lhe contar a verdade.

- Li…

- Ah, bom dia. — Ela finalmente me notou.

- Estudando no computador...? — Desisti de contar naquele momento. — Não é você que só gosta de estudar por livros e revistas?

- Não estou estudando. Estou buscando DJs e espaços legais para festas

- Está pretendendo dar uma?

- Sim. Uma comemoração à recuperação de Harry — Quase me engasguei com a própria saliva. — Mas isso somente quando ele tirar o gesso da mão, obviamente — Ela disse ao varrer a tela do notebook com seus olhos mais uma vez.

- Que… legal... — Realmente não era um bom momento para a minha cabeça.

- Filha? — Olhei-a. — Fiz vitamina de morango, venha. — Minha mãe disse aparecendo na sala.

- Ah, mãe — Me lembrei. — Eu chamei uma pessoa para almoçar aqui hoje… espero que não tenha problema...

- Tudo bem, querida. Mas quem é?

- Digamos que um professor particular. Ele se chama Cameron Dallas — Libby me olhou de um jeito confuso, porém escandalizada.

- Vocês estão ficando?! — Ela soltou um berro.

- Não! — Neguei com a cabeça. — Meu Deus, não!

- Quem é Cameron, que pelo visto só eu não o conheço…? — Nossa mãe quis saber.

- É um garoto que ficou no lugar do Harry na monitoria de matemática lá na escola — Libby respondeu-a.

- Uau, minhas filhas se sentem mesmo atraídas por garotos que entendem de cálculos — Por Deus.

- Não é nada disso, ele só está me ajudando com as aulas de matemática.

- Então por que marcou esse encontro justo aqui em casa? — Investigou Libby. — Um lugar bem íntimo para alguém que acaba de conhecer — Minha nossa, ela estava certíssima...! — A menos que…

- Bom dia à todas. A menos que o que…? — Ouvi a voz dele atrás de mim.

Nós três olhamos na direção da porta.

Libby baixou bruscamente a tela do notebook.

- Bom dia, Harry — Minha mãe o cumprimentou sorrindo.  

- Interrompi alguma coisa...? — Ele estava tão lindo.

- Não, querido. Só estávamos conversando sobre o paquerinha da minha filha. Um tal de Cameron Dallas.

Ele me encarou de forma séria, a sobrancelha erguida, fuzilando-me com os olhos.

- É mesmo? — Disse intrigado, com uma cara nada boa.

- Já disse que não somos nada além de monitor e aluna! Céus! — Proferi à todos antes de seguir na direção da cozinha.

Trêmula… nervosa… ofegante…

Por que isso tinha que acontecer…?

Por que ele tinha que aparecer aqui justo agora…?!

Bebi um pouco de água.

A vitamina de morango já estava engrossando no liquidificador, então decidi bebê-la também.

Preparei um misto quente e comi junto a vitamina. Eu gosto...

- Filha, seu amigo chegou. — Ouvi minha mãe dizer depois de um tempo.

Arregalei os olhos e fiquei em pé de imediato tomando o caminho da sala.

- Bom dia, Ivy — Saudou-me Cameron, com um sorriso amistoso, segurando uma bolsa carteira preta.

Honestamente, ele estava gato.

Quero dizer, Cameron é um rapaz atraente, forte, e tem um olhar bem penetrante.

- Bom dia… — Meus olhos buscaram Harry e felizmente não o encontrei. — Onde está a Libby, mãe?

- Saiu com Harry — Está explicado. — Bom, vou deixá-los sozinhos. — Ela disse antes de sair para a cozinha.

- Tudo bem, Ivy? — Olhei para ele e assenti com a  cabeça.

- Tudo sim, vem. Se importa se estudarmos aqui na sala? É o mais arejado e iluminado cômodo da casa — E além do que estava um dia lindo lá fora.

- Não, aqui está ótimo — Assenti sentando à mesa de vidro na sala.

Ele sentou ao meu lado e abriu sua bolsa retirando alguns livros de lá.

- Como você me disse que deseja focar mais em geometria, eu trouxe alguns livros da minha faculdade — Ele disse ao colocá-los sobre a mesa.

- Obrigada — Ele pegou um livro de figuras planas e abriu na página 60.

- Marquei algumas questões para fazermos juntos — Estavam marcadas a 9, a 13 e a 22. — Podemos começar? — Coloquei algumas mechas do meu cabelo atrás da orelha e assenti com a cabeça.

Ele pegou um lápis e borracha do seu estojo.

- Ia esquecendo o principal — Disse rindo.

- Nossa, que caneta bonita — Apontei para a mesma. Era preta com listras douradas.

- Ah, obrigado. Ganhei da minha namorada.

- Ela tem bom gosto. — Ele sorriu tímido.

 

Meu Deus, será que ele entendeu errado? Eu me referi a caneta… apenas!

 

- Po-demos começar? — Busquei disfarçar.

- Podemos — Ele assentiu antes de iniciar a leitura.

 

 

9. Um empresário possui um espaço retangular de 110m por 90m para eventos. Considerando que cada metro quadrado é ocupado por 4 pessoas, a capacidade máxima de pessoas que esse espaço pode ter é:

a) 32.400

b) 34.500

c) 39.600

d) 42.500

e) 45.400

 

 

- E aí? — Questionou-me.

- Temos que calcular a área do espaço.

- Exatamente.

 

A = base x altura.

 

A = 90 x 110 = 9900 m²

 

 

- Como cabem 4 pessoas por metro quadrado:

 

 

Capacidade = 4 x 9900 = 39.600

 

 

- A resposta é a letra C. — Ele disse.

- Nossa, foi fácil demais...

- Então vamos complicar um pouco essas questões? — Assenti.

- Vamos — Eu adoro desafios.

E então ele pulou para a questão 22.

 

 

22. A quantidade de certo líquido, correspondente a 3/4 de um litro, será colocado em um recipiente de modo que ele fique completamente cheio. Para isso foram selecionados 3 recipientes com formas geométricas e medidas internas descritas a seguir:

I. Um paralelepípedo reto retângulo de dimensões: comprimento 15cm, largura 2,5 cm e altura 20 cm.

II. Um cilindro reto de raio da base 5 cm e altura 10 cm. (use π = 3)

III. Um cubo de aresta igual a 5 cm.

Dos 3 recipientes oferecidos, atende ao que foi proposto

(A) I e II, apenas.

(B) I, II e III.

(C) I, apenas.

(D) I e III, apenas.

(E) II e III, apenas.

 

- Para resolvermos a questão devemos ter o conhecimento prévio que 1 litro pode ser colocado em um recipiente de 1000 centímetros cúbicos. Nosso objetivo será descobrir quais dos 3 recipientes possuem volume equivalente a 750 centímetros cúbicos. (3/4 de 1000 centímetros cúbicos).

 

 

Calculando:

I) Volume do paralelepípedo

V = comprimento x largura x altura = 15 x 2,5 x 20 = 750 centímetros cúbicos

II) Volume do cilindro

V = área da base x altura =  π.5².10 = 3.25.10 = 750 centímetros cúbicos

III) Volume do cubo

V = lado³ = 5³ = 125 centímetros cúbicos

 

 

- Apenas os recipientes I e II. A resposta correta é a letra A.

Assenti com a cabeça, porém minha mente estava longe. Em um lugar que não deveria estar. Em um lugar onde só Harry existia...

 

 

 

                                                        Dois meses depois...

 

 

 

 

Harry

 

Estou feliz.

Tirei o gesso do braço há dois dias e agora com a ajuda da fisioterapia ele ficará ainda melhor. Logo estará novinho em folha.

Apesar de ter retirado o gesso há poucos dias, e ter ido a fisioterapia há apenas um, eu já estava de volta às minhas atividades na escola. Eu não me importei. Até achei bom. Nunca pensei que fosse sentir isso, mas estava com saudades de orientar os alunos.

Quem poderia imaginar...? Nem eu mesmo…

Liam, que havia acabado de chegar ao refeitório, sentou na cadeira a minha frente e chamou a garçonete para fazer nossos pedidos.

- Uma água — Ele disse, usando um guardanapo para limpar o suor de suas sobrancelhas. — E também dois pães de queijo, por favor.

- E você, Harry? — Sorri para ela, já a conhecia. Ela sempre me atendia muito bem.

- O de sempre, Polly. Um suco de laranja batido com gelo, sem açúcar e um hambúrguer bem sequinho — Ela assentiu corada.

- Com licença — Assentimos para ela.

- Eu acho que ela gosta de você — Comentou Liam.

- O que?

- Viu como o olho dela brilha quando olha pra você?

- Não viaja, Liam — Me ajeitei na cadeira.

- Ela tá vindo aí — Ele começou a mexer no seu celular.

Agradeci a garçonete quando ela trouxe o meu pedido e ela mal me olhou nos olhos, estava parecendo um pimentão de tão vermelha e quase derrubou o meu suco na mesa.

- Desculpe — Pediu ela.

Quando dei uma olhada para frente, vi Liam me encarando, tentando não soltar uma risada explosiva.

Tá, talvez ela fique excessivamente nervosa perto de mim, mas isso não significa que ela goste de mim. Significa…?

- Com licença — Ela disse antes de sair.

- Agora acredita em mim? — Olhei para Liam e vi seu sorriso maroto.

- Cala a boca, imbecil — Tomei um grande gole do meu suco, ouvindo seus risos.

Começamos a comer e eu senti, em vez de ouvir, o silêncio que pairou em nossa mesa.

Cerca de cinco minutos depois, ouvi a porta do refeitório se abrir atrás de mim.

- Opa… seus dois amores. — Alertou-me Liam e eu quase engasguei.

Ele me observou, divertindo-se e de imediato girei a cabeça dando de cara com as duas irmãs.

- Puta que pariu… — Murmurei mastigando.

- O que foi?

- Não queria ver a Ivy tão cedo — Confessei evitando olhar para o rosto dela.

- O que aconteceu?  

- Acho que ela está com o Cameron. — Liam era o único dos garotos que sabia do que houve entre Ivy e eu.

- O idiota que ficou no seu lugar aqui na escola? — Assenti com a cabeça.

- Esse mesmo. — Terminei de engolir o que mastigava.

Novamente olhei para o lado e tentei não estudá-la. Mas Ivy estava tão bonita — na verdade linda, que foi praticamente impossível. Bby estava a mesma boneca linda de sempre, que eu já nem me surpreendia mais com tanta beleza…

- Cara, agora entendo como é difícil para você… — Liam disse ao olhar para as duas. — É uma mais linda que a outra. Elas são adoráveis — Comentou enquanto pensava, e eu voltei a mastigar meu sanduíche.

- Não é a aparência delas que me confunde, Payne. — Rebati.

- Então o que é?

- Como cada uma me faz sentir — Ele se inclinou para frente e sussurrou:

- E como elas te fazem se sentir?

- Sei lá, Ivy é tão pequena e tão frágil. Da vontade de proteger ela do vento

- Do vento? — Me olhou esquisito — Cara, você precisa trabalhar mais o seu romantismo — Disse rindo e eu rolei os olhos.

- Não vou me estender nesse assunto, já conversamos sobre como me sinto em relação às duas. — Cortei o assunto.

- Verdade. A Ivy te ganhou por completo — Quase engasguei de novo.

Não respondi, pois não havia o que dizer. Ele estava certíssimo.

Outra vez a olhando, senti meu estômago se apertar, Ivy me notou. Era exorbitantemente tentador olhar para ela mais do que eu deveria. Porém ela me encarava de volta.

Libby estava no balcão, de costas para a nossa mesa, provavelmente fazendo o seu pedido.

Levei o suco até meus lábios, tomando um gole enquanto observava Ivy com os olhos presos aos meus.

Me senti um pouco desapontado. O ar entre nós parecia pesado e não romântico.

- Você está flertando com a Ivy. — Me assustei quando ouvi a voz do Niall do meu lado.

- Que susto, caralho! — Levei a mão ao peito. De onde ele surgiu?

- Você estava definitivamente flertando com ela.

- Eu não estava flertando com ela!

- Sim, você estava.

- Eu não estava!

- Harry!

- Niall!

- Gente, parem de discutir — Liam gemeu cansado da discussão.

- Então diga a ele para parar de mentir na minha cara! — Niall cruzou os braços e olhou para mim arqueando uma sobrancelha.

- Diga a ele para parar de me acusar sobre algo que não fiz! — Rebati e Niall franziu o cenho ainda mais irado.

- Diga a ele para parar de ser covarde e admitir de uma vez que já está apaixonado pela irmã da namorada! — Rosnei.

- Diga a ele para parar de dizer isso...!

- Gente, parou! — Liam quase gritou, estressado. — Niall, se o Harry ama a Ivy… por mais que você seja amigo da Libby, você não pode forçá-lo a aceitar se ele não quer admitir isso. E você, Harry… admite logo, porra! — Ele terminou com um sorriso irônico voltando a olhar para a tela do seu celular.

Niall olhou para mim por trás de seus grossos cílios e assim mostrei o dedo do meio para ele.

- Você sabe onde enfiá-lo. — Ele disse enquanto se preparava para sentar na cadeira de alumínio.

Não demorou muito e eu notei as duas se aproximando de nossa mesa.

- Bom dia, garotos — Libby nos cumprimentou.

Inquieta, Ivy coçou a nuca e mexeu um pouco no seu nariz cheio de sardinhas.

Engoli, observando-a.

- Bom dia. — Respondemos de volta.

- Tudo bem, Pretty? — Libby balançou a cabeça que sim.

- Tudo sim — Ela se inclinou sobre mim, envolvendo os braços ao redor do meu pescoço e tentei não gemer quando ela o beijou. Eu amava e odiava seus abraços, ao mesmo tempo. Eram apertados, quase sufocantes, mas surpreendentemente calorosos.

Tentei com todas as forças não olhar novamente para Ivy quando Libby me abraçou carinhosamente.

Mas olhando de relance, vi sua carinha enciumada, e me fez sentir um aperto no peito.

Prontamente me afastei da minha namorada.

Libby provavelmente percebeu, os seus olhos estudaram meu rosto, mas disfarcei dando-lhe um selinho rápido.

- Na verdade eu — Tentei encontrar palavras. — Já estava de saída, Ma Belle — Limpei a garganta. — Voltamos juntos para a sua casa hoje…? —  Ela inclinou a cabeça, olhando para mim num ângulo diferente.

- Hoje não — Disse perto do meu rosto. — Estou preparando uma surpresa para você — Estremeci e depois suspirei.

Ergui as sobrancelhas e ela riu, endireitando-se antes de me olhar com um sorriso.

- Uma surpresa? — Fiz uma pausa, mordendo meu lábio. — Sua para mim? — Ela riu, balançando a cabeça como se cortasse qualquer ideia maliciosa que eu estivesse tendo.

- Mais tarde verás — Ela me deu mais um selinho, sorri para ela. — Tchau, garotos — Ela abraçou-se com Niall.

- Até mais, meninos... — Despediu-se Ivy.

Olhei para seu rosto bem quando ela desviava o olhar da minha boca para os meus olhos.

Caramba, eu gosto dessa garota. Gosto muito…

- Até — Dissemos eu e Niall.

- Foi um prazer te rever — Liam disse.

Com um sorrisinho ela afastou-se com a irmã.

Niall olhou para Liam:

- ‘’Foi um prazer te rever’’?

- Eu quis ser educado, por que?

- Tá querendo furar o olho do Styles? — Minha boca se entortou de ciúmes.

- Claro que não, eu só quis ser educado com a garota! — Defendeu-se.

- Pareceu outra coisa — Niall rebateu.

Soltei um suspiro.

- Preciso ir. — Murmurei me levantando da cadeira. — Alguém dessa mesa tem que trabalhar.

Eles riram juntos.

- Até mais tarde, trabalhador.

- Até — Respondi e caminhei até a saída do refeitório.

Caminhei com calma pelo longo corredor, prologando pensamentos, discussões internas sobre a Ivy e cheguei a conclusão que talvez nunca consiga esquecê-la.

Estive com Libby durante todos esses meses e nosso namoro têm sido maravilhoso, melhor a cada dia, mas nunca fui capaz de parar de pensar na irmã dela...

Chegando ao corredor B, abri a porta da sala 8 e recebi alguns olhares espantados de alunas que já estavam ali.

- Harry!! — Elas exclamaram e correram até a mim. Elas me encheram de abraços e beijos.

Sorri sem graça, porém meus olhos se fechavam apreciando a afeição e carinho de todas por mim.

Apertei todas ao mesmo tempo em meus braços e beijei a testa de cada uma delas. Confesso que senti saudades dessas garotas.

Todas me fizeram inúmeras perguntas e nenhuma eram sobre cálculos.

- Agora vamos às dúvidas de matemática? — Propus depois de responder todas as perguntas sobre o que aconteceu comigo, e como foi a minha recuperação.

Todas concordaram e seguiram os meus passos.

Caminhei tranquilamente na direção da grande mesa redonda localizada no meio da sala.

- Cameron se saiu bem durante a minha ausência? — Claro que eu iria sondar.

- Ele era bom, mas o senhor com certeza é mil vezes melhor — Sorri abrindo um dos livros.

- Hoje é dia de qual assunto mesmo? — Eu estava meio perdido ainda nos conteúdos.

- Polinômios

- Ele iniciou com vocês esse assunto?

- Só um pouco.

- Ok. Então vamos revisar tudo — Elas então abriram seus livros no tema a ser discutido.

 

 

 

                                                           Horas depois

 

 

 

- Aleluia, é sexta-feira! — Niall batucou na porta aberta do meu quarto enquanto dizia.

Desviei brevemente os olhos dos papéis que estava corrigindo, para olhá-lo, e depois voltei-os para os exercícios das alunas.

- E aí, Styles? Pronto para finalmente relaxar? — Ele disse parando em frente a minha mesa.

- Estou atolado aqui, mas boa diversão para você. — Desejei.

- Vamos lá, Harry. É sexta. Final de semana. Todo mundo está indo para a inauguração de uma casa noturna que abre hoje.

- Talvez um outro dia. — Respondi mantendo minha atenção nos papéis.

Ele então se afastou e foi até a porta.

- Liam? Liam, vem cá! — Ele chamou e voltou a sua posição anterior, em frente a minha mesa.

Logo Liam apareceu na porta, todo arrumado, comendo um brownie que a minha mãe tinha feito.

- O que foi? — Perguntou.

- O Harry não está querendo ir com a gente àquela festinha — Mas quanta insistência!

Liam arregalou os olhos e fez uma leve careta.

- Mas o que é isso? — Ele abriu os braços. — Só por que voltou ao trabalho não anda mais com a ralé? — Soltei um riso.

- Não é isso, vocês sabem disso.

- Então o que é? — Questionou Niall. — Vamos, cara, você tem que ir. Vai ser divertido. Deixa isso aí pra depois

Reclinei-me na cadeira e encarei os dois à minha frente. Aquilo estava muito estranho, por que todo esse empenho e esforço de me levar a essa tal festa?

Eles me olhavam com expectativa.

Passei a mão pelo rosto e decidi que eles tinham razão. Eu precisava me divertir.

- Tudo bem. Vamos lá. — Disse me levantando e caminhando até meu guarda-roupas para escolher uma roupa. Havia tomado banho há poucas horas.

Coloquei uma calça jeans, uma camisa preta e calcei minhas botas marrons.

- Vocês vieram de carro? — Perguntei enquanto descíamos a escada juntos.

- Sim. — Responderam.

Segui para o carro do Liam e Niall foi no seu nos seguindo para a tal festa.

Peguei meu celular no bolso e comecei a escrever uma mensagem para Libby.

 

 

[10:57pm] Harry: Estou indo à uma festa com o Niall e o Liam. Não demorarei muito. Beijo.  

 

[10:58pm] Libby: Ok. Divirta-se.

 

Subi a vista e notei que havíamos chegado ao local.

Liam e eu descemos do carro e esperamos Niall na entrada da boate para entrarmos juntos. Estranhamente nossos nomes estavam na lista.

O lugar era enorme e estava cheio de pessoas conhecidas. A música estava alta, a iluminação baixa e o ambiente abafado.

Encontramos Louis e seguimos para uma área onde não havia tantas pessoas se empurrando e o som estava abafado o suficiente para que conseguíssemos conversar sem que precisássemos gritar.

Achamos uma mesa grande o suficiente para caber todos nós e fomos nos sentar nela. Assim que sentamos, senti uma mão no meu ombro e olhei para ver quem era.

Era uma Libby maravilhosa. Usando um vestido preto, curto, justo e saltos brilhosos.

- Pretty…? — Ela estava tão linda com os cabelos jogados para o ombro direito.

- Seja bem-vindo a sua festa surpresa! — Ela me abraçou e deu um beijo na minha bochecha.

- Minha? — Todos assentiram com a cabeça.

- Sim, sua! Eu organizei tudo isso para você — Ela riu divertida fazendo-me sorrir.

Peguei seu rosto entre as mãos e capturei seus lábios entre os meus pedindo espaço com a minha língua.

Não me importei se estava beijando-a na frente de todos, incluindo alunos da Regent School, eu apenas queria beijar aquela garota linda, cheirosa e amável que era a minha namorada…

- Libby! — Ouvimos alguém chamando e assim paramos o beijo.

Era uma das amigas dela.

- Eu já volto — Ela me deu um selinho antes de sair.

- Cara, eu acho que vi a I… — Louis começou, mas logo parou. — Nada, esquece. Nós vamos pedir alguma bebida ou não?

- Vamos — Limpei os cantos da boca com os dedos.

Fizemos sinal para alguém e quando o atendente veio pedimos algumas cervejas.

- Harry!! — Ouvi e em seguida fui atingido por novos ataques de beijos e abraços de algumas alunas.

Ri abraçando-as de volta.

Algumas ainda não tinham me visto e me perguntaram se eu ia voltar para a escola, esclareci todas as dúvidas.

- Cara, você tem que me ensinar como você faz isso. — Niall disse assim que elas saíram. — Sério, abre o jogo, Harry. Você já tem mulheres suficientes aos seus pés, não precisa de todas as garotas da escola também

Sorri para ele e dei de ombros.

- Nasceu comigo isso. É natural. Ou você tem ou não tem. — Respondi desabotoando as mangas da blusa e dobrando-as até os cotovelos.

- Filho da puta. — Ele me xingou e eu ri, nessa hora o cara chegou nos entregando as garrafas de cervejas.

Coloquei o copo à minha frente e o preenchi até a metade com a bebida.

Tomei um gole.

- Qual dos dois vai me emprestar a chave do carro? — Niall e Liam se entreolharam.

- E pra que você precisa? — O Horan perguntou.

- Pra levar minha namorada em casa

- Ah sim, fica com a minha — Niall me estendeu a chave.

- Valeu. — A coloquei no bolso.

- Vou ao banheiro, galera — Liam disse antes de levantar.

Os minutos se passaram e já com certo nível de álcool no sangue, eu me sentia mais relaxado. Esses meses foram estressantes para mim, não só por causa das dores em minha mão como também por causa das brigas que tive com a Ivy.

- Já estamos sentados aqui tempo demais. Hora de ir à caça, Tomlinson. — Niall disse depois de tomar o último gole da sua bebida e se levantar.

Imitando seu movimento, Louis levantou.

- Vou esperar a Libby voltar — Falei.

- Falow então — E seguiram para a pista de dança.

Incontáveis pessoas mexiam seus corpos ao som da batida contagiante da música do DJ.

Vi os dois se misturando às pessoas e procurando por garotas que estivessem sozinhas.

- Cadê eles? — Liam chegou perguntando.

- Caçando — Respondi observando-os. O Louis já estava beijando uma menina e o Niall ainda estava chupando o dedo.

- Hey. — Ele se aproximou de mim. — Eu vi a Ivy e ela tá linda — Cochichou em meu ouvido para que ninguém visse.

- A Ivy tá aqui??

- Tá, mas ela tava acompanhada de uns caras estranhos — Meus olhos se arregalaram.

- O que?! Onde??

- Ela estava perto do banheiro feminino pró...

Eu nem esperei ele terminar de falar, saí correndo e abrindo caminho por entre as pessoas.

Eu olhava para todos os pontos do lugar, buscando-a.

Cheguei aos banheiros e nenhum sinal dela.

Até que escutei uns gemidos e olhei na direção de onde eles estavam vindo. Pensei em me afastar para continuar procurando, mas tinha algo me incomodando.

Olhei e vi dois caras com uma garota no meio deles, eles estavam tentando beijá-la e só vi que ela cobria o rosto, se esquivando em resmungos. Quando ela tirou as mãos do rosto e pude vê-la melhor, meus olhos se arregalaram e o meu corpo gelou.

 

Ivy??

 

- Ei, vocês! Larguem ela agora! — Eu disse furioso.

Os dois caras me olharam irritados, provavelmente por que eu estava acabando com a diversão deles.

 

Filhos da puta!

 

- Não escutaram?! Soltem ela AGORA!! — Proferi voando em cima deles.

Fui segurado por trás.

- Por que você não dá o fora e nos deixa em paz? — O idiota que me segurava perguntou.

- Por que você não cala a porra da sua boca?! — Engrossei ainda mais a voz. — Me solta!! — Me debati levantando os braços.

Ivy me olhou e sorriu amolecida, encarei seus olhos vidrados e percebi que ela estava bêbada.

- Olha aqui cara… não estamos fazendo nada que ela não tenha pedido, ok?

- É verdade, eu pedi. — Ela disse, com a fala enrolada e quase inteligível. Claramente bêbada.

- Ouviu? Então agora dá o fora daqui.

- Seu filho da puta, o que eu ouvi é que ela está completamente bêbada! — Consegui me soltar e rapidamente envolvi meu braço em sua cintura para apoiá-la. — Sugiro que vocês se mandem antes que eu me arrependa por não arrebentar a cara de vocês por mexerem com ela — Rosnei olhando-os com raiva.

Eles se olharam e parecendo amedrontados foram embora.

Passei o braço dela por meus ombros e segurei firme em sua cintura pegando-a em meu colo.

- Vou te levar para casa.

Ela não discutiu e me permitiu levá-la.

Carreguei-a em direção ao carro do Niall, me entorpecendo com seu cheiro.

Mas o que diabos aconteceu com ela? Ivy não é assim. Encher a cara e se agarrar com qualquer um não combina com a Ivy doce, inteligente e engraçada que eu conheço.

Por falar na Ivy que eu conheço, eu nunca a havia visto usando uma roupa assim.

Olhei para suas pernas à mostra por causa da mini-saia, seus seios saltando para fora da sua blusa justa e decotada.

Engoli em seco.

Não me lembro dela ter crescido desse jeito. Quando isso aconteceu… nesses últimos dois meses sem vê-la?!

Ela sempre foi a menina divertida, muitas vezes até fofa, mas eu não sabia que ela podia ser tão...tão... gostosa.

Ela sempre se esconde, mas é uma garota de deixar qualquer homem louco.

- Ivy, a sua irmã por acaso sabe que você veio?

- Claro que não. Eu vim sozinha… eu só vim para ver o Harry...

- Ivy, eu sou o Harry… não me reconhece? — Ela aproximou o rosto como se não estivesse conseguindo me enxergar direito. Ela me analisou por alguns segundos e então sorriu.

- Você é lindo… — Ela acariciou meu rosto e acabou se desequilibrando.

- Cuidado. — Apoiei-a no carro e segurei seus ombros para que ela não caísse.

- Ivy, aqueles caras te embebedaram? — Perguntei sério.

Ela me encarou com seus olhos distantes e riu.

- Eles me deram bebida, mas eu bebi porque eu quis

- Por que? Você não sabe que é perigoso vir a um lugar como esse sozinha e ainda por cima ficar bêbada? Podem tentar se aproveitar de você, como aqueles filhos da puta estavam fazendo!

- Ninguém se aproveitou de mim. Eu queria me divertir com aqueles caras. — Por um momento acho que entendi errado por causa da sua fala enrolada, mas ela realmente disse isso.

- Ivy, o que aconteceu? Você não é assim. — Olhei-a com preocupação.

- Harry aconteceu… a culpa é toda dele…  

Olhei-a confuso. Como ela não sabia que era eu?

- Ivy, entre no carro. Vou te levar para casa.

- NÃO! — Ela gritou. — Não quero ir para casa. Quero me divertir.

- Chega de diversão para você essa noite. — Disse afastando-a da porta para poder abri-la.

- Não. Eu vim aqui para me divertir e você estragou tudo.

- Ivy

- Eu o vi beijando a minha irmã… e eu nem consegui falar com ele… agora que o perdi eu tenho você — Ela disse e aproximou seu rosto do meu, segurei-a firme para que não caísse. — Você é lindo… tão lindo quanto ele… — Ela disse e antes que eu pudesse assimilar o que ela está prestes a fazer, antes que eu pudesse impedi-la, sua boca já estava na minha.

Surpreso tentei afastá-la, mas ela envolveu seus braços em meu pescoço e se segurou firme.

Tentando afastá-la sem machucá-la, sem querer peguei em vários pontos do seu corpo, sentindo suas curvas delicadas.

Senti seus seios se esmagando contra mim e involuntariamente fiquei excitado. Não deveria, ela estava bêbada e eu a amava. Mesmo minha mente dizendo que eu não deveria continuar, meu coração dizia algo totalmente diferente.

Ela abriu a boca e sua língua acariciou meu lábio. Como reflexo abri a boca e sua língua a invadiu. Senti o gosto de álcool. Era Absinto misturado com cerveja.

Ela devorou a minha boca e quando percebi que estava fazendo o mesmo: Não, Harry! Pare agora! Você não deve, você não pode!

Os protestos de minha mente foram ignorados e assim segurei-a fortemente a puxando para mais perto de mim, até nossos corpos estarem tão grudados que os limites de onde começava um e terminava o outro ficassem confusos.

Encostei-a no carro e passei minhas mãos por sua fina cintura… e depois por seus quadris... nossas línguas travavam uma batalha urgente, mas carinhosa…

Segurei seus cabelos perto da raiz e os puxei... suas mãos estavam em meu rosto…

Aquelas curvas, aqueles lábios doces, aquela pele macia, aquele gosto – que apesar da bebida – é único e delicioso…

Seus lábios desceram para o meu pescoço… o beijando... sugando…

Fechei os olhos, sentindo a minha pressão sanguínea subir uns sete mil milímetros...

Quando foi a última vez que eu estive próximo de explodir tão rápido?

Não sabia. A única coisa que eu sabia é que estava no paraíso…

Senti as mãos dela descendo por meu peito, até meu abdômen. Ela desceu mais e acariciou a saliência na minha calça. Porra! Que delicia…

Nesse momento a minha ficha caiu.

Com a maior força de vontade que eu já tive que usar em toda a minha vida, eu segurei nos ombros dela e a afastei.

Ela me olhou com seus lábios inchados e vermelhos. Ela estava tão sexy que senti vontade de chorar por não poder usufruir de toda aquela beleza.

Seus seios subiam e desciam na sua tentativa de recuperar o fôlego. Tentei respirar profundamente e recobrar a razão.

- Vem... estava tão gostoso! — Ela disse e tentou me agarrar de novo, mas eu a impedi.

- Não, Ivy! Isso é errado, temos que parar!

- Por que é errado? — Ela tentou se afastar, mas eu a segurei.

- Você está bêbada.

- Mas eu estou te dando todas as permissões…

- Você não está em condições de permitir nada. Eu vou levar você embora, em segurança.

- Eu não quero ir. Eu quero me divertir, eu mereço. Não é só ele que pode, eu também posso.

- Ele quem?

- Harry. Se ele acha que eu vou ficar sofrendo por causa dele, ele está muito enganado. Eu vou dormir com quantos caras eu conseguir e depois vou esfregar isso naquela cara linda dele.

- Ivy, eu sou o Harry… olha pra mim… — Ela não conseguia me reconhecer.

- Qual o seu nome…?

- Você não está bem e precisa descansar. Venha, entre no carro… e não discuta.

- Eu não quero… eu não quero... não vou entrar no carro. — Ela protestava enquanto eu tentava frustradamente enfiá-la pela porta do carona.

- Você vai entrar sim.

Finalmente consegui colocá-la sentada no banco, corri até o outro lado e entrei. Assim que fiz isso tranquei todas as portas para não correr o risco de ela tentar escapar.

Coloquei seu cinto de segurança, depois o meu, enfiei a chave na ignição e liguei o motor. Conduzi o carro em direção a casa dela, que parecia meio desmaiada no banco ao lado.

Dirigi no limite máximo da velocidade e dentro de alguns poucos minutos chegamos. Dei a volta no carro e abri sua porta, soltando seu cinto e tentei puxá-la para fora do carro.

- Ivy — Chamei-a. Ela me olhou com os olhos quase fechados, não soube se ela estava consciente ou não.

Puxei-a para fora e ela envolveu seus braços no meu pescoço. Tentei fazer com que ela desse os próprios passos, isso ajudaria a fazê-la acordar, mas ela estava toda mole e não conseguia.

Soltei um suspiro e me abaixei um pouco pegando-a pelas pernas, carregando-a no colo.

- Ivy… você tem a chave de casa? — Ela resmungou algo.

- ...bolso…

Procurei nos bolsos de sua saia e encontrei o que procurava.

As luzes da casa estavam desligadas, rezei mentalmente para que não tivesse ninguém na sala.

Com muita dificuldade consegui pegar a chave e colocá-la na fechadura. Adentrei na casa e fechei a porta com o pé. Fui direto em direção a escada e depois para o seu quarto.

Coloquei ela deitada na cama e no momento que estava fazendo isso ela abriu os olhos e olhou nos meus.

Ela sorriu e puxou meu rosto para mais perto.

- Me faça esquecer ele. — Ela sussurrou antes de me beijar.

Oh Deus, de novo não. Não sei se terei forças para recuar novamente.

Seus lábios macios se fecham sobre os meus e suas mãos me seguravam pela nuca. Prontamente segurei seus pulsos e me desvencilhei do seu aperto, rapidamente me afastei da cama.

- É melhor você ir dormir.

Ela se sentou e tirou os sapatos, jogando-os no chão. Ela se levantou e ficou ao lado da cama, ela me olhava com um sorriso malicioso e levou sua mão para a borda de sua blusa.

- Ivy? — Perguntei com medo.

Ela levantou os braços e sua blusa veio junto.

 

Ah merda!

 

Ela a jogou no chão e seus dedos foram para o botão da curta saia.

- Ivy, o que você está fazendo? Fique vestida… por favor. — Implorei.

Ela riu marota e encaixou os dedos nos cantos da saia, retirando-a, ficando parada na minha frente apenas de calcinha e sutiã azul bebê.

Meus olhos a percorreram com avidez, com desejo.

Ela caminhou em minha direção e eu aos tropeços fugi para a porta numa velocidade impressionante.

- Adeus, Ivy. — Falei rapidamente as palavras e saí do quarto, fechando a porta, deixando ela seminua para trás com uma cara de total frustração.

Ofegante, passei a mão pelo rosto ainda sem acreditar.

 

Meu Deus, eu mereço uma medalha…

 

 


Notas Finais


kdcduhfu Ivy entrou para a lista dos sofredores + álcool.com
Me digam o que acharam do capítulo e até o próximo ❤️


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