História Enchanted - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Kizashi Haruno, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shizune, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Fadas, Hinata, Madrasta, Magia, Naruhina, Naruto, Outro Mundo, Princesa, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 108
Palavras 3.947
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ecchi, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Perdoa se estiver ruim e não desiste de mim ~
Obrigado pelos favoritos, boa leitura <3

Capítulo 4 - Cinco minutos.


Fanfic / Fanfiction Enchanted - Capítulo 4 - Cinco minutos.

A chuva estava se acalmando de certa forma, o que era bom, principalmente à ele, assim que estacionou em frente a sua casa – que não chegava a ser pequena – desceu do carro, abrindo a porta traseira, pegando a pequena menina no colo, pegando também o casaco e colocando na cabeça dela, como as chaves estavam em seu bolso, correu para a casa, abrindo aquela porta com uma das mãos. Suas perguntas voltavam para martelar sua mente, que tipo de pais eram esses? E agora ainda teria de procurá-los, onde fora se meter, mas claro que quando os achasse daria sermões, não se deixa uma menina sozinha, principalmente pela noite.

Com todo o cuidado do mundo a colocou deitada no sofá, sem ao menos se importar se o mesmo molharia ou não, isso não era tão importante, tocou-lhe a testa e logo o pescoço, ela estava demasiadamente quente agora, correra para o quarto para que pudesse pegar uma toalha limpa, para secá-la assim. Segurando o pano sedoso ele parou por completo, não podia trocar uma garota! Mesmo que ela fosse pequena, não importa, não podia. 

Bufou indo até a menina, secando-lhe o rosto e as pernas, assim como os braços, de qualquer forma seria inútil se ele não retirasse o vestido ensopado que ela usava, parece que os pais, além de descuidados, não sabiam comprar roupas para a própria filha! Revirou os olhos irritadiço com a situação que lhe foi importa, passou a mão por entre seus fios negros, tentando se acalmar. 

Sasuke se dirigiu novamente até o carro, havia deixado o celular no mesmo, sequer havia guardado o carro na garagem, sem contar que o mesmo estava aberto, agora presumia que era mais descuidado do que os pais da rosada, não queria nem dizer nada sobre o cabelo dela, francamente! Rapidamente ele pegou o aparelho assim que estacionou o carro na garagem, trancando-o também, correra de volta para dentro da casa já discando o conhecido número, claro que seria mais fácil ter procurando entre as chamadas, mas quem  sabe se levaria mais tempo? Era o que menos precisava. 

–  Alô? – dissera rápido quando a mulher atendeu a chamada no terceiro toque. 

– Estou ocupadinha, mas diga. – a voz feminina soou do outro lado da linha, a mesma dobrava as roupas de sua filha. 

– Oh, desculpe! Deixa quieto então, eu me viro aqui. – já estava pronto para finalizar a chamada, mas a amiga interveio antes.

– Diga o que precisa logo, idiota! – retrucou, deixando o que fazia para lá.

O moreno olhou para a menina que arfava em seu sofá, os olhos dela estavam fechados, parecia realmente mal. 

– É que... – assim ele começou a explicar, a mulher ouvia atentamente de prontidão à ajudá-lo. 

Ele se sentia em meio termo, não queria incomodá-la, mas também não queria resolver aquilo sozinho, estava em um interno conflito, contudo quando explicou para a amiga, ela já concordou com o pedido dele, era óbvio que não deixaria um homem que sequer sabia lhe dar com crianças fazer algo sozinho, sem contar que, seria desastroso ele tentando trocá-la com os olhos fechados. 

– Estou indo, vou só pegar algumas roupas da Nahi, logo chego aí. – ela disse, já levantava-se da cama, para apressar-se. 

– Te espero, e não demora. E por favor não pega o carro e saía descontrolada de novo, se não o Suigetsu vai me matar! – Sasuke bateu a mão na testa lembrando-se de como sua amiga era louca no volante, ouvira ela dar uma gargalhada negando e a chama de finalizou. – Preciso de café, bem amargo de preferência. – suspirou pesadamente, indo até a cozinha. 

°°°

O mundo tinha perdido sua graciosidade, mais escuro que a própria noite, para quem vivia ali não era agradável de se olhar, até a própria água do rio que era tão cristalina agora tinha um desagradável cheiro de morto e principalmente, ela tinha um aspecto negro e lodoso, não chegava nem a ser ficável para as sereias. Havia se transformado em tão pouco tempo, essa era toda a magia negra que a bruxa retinha dentro de si? E eles que achavam que elas foram exterminadas, bem, pelo menos as fracas foram. 

Dentro do ex-caloroso castelo, pelos corredores as fadas retidas estavam, suas feições estavam entristecidas enquanto agarravam os joelhos, os potes de vidro balançavam levemente enquanto pendurados, até mesmo aquele corredor era sombrio. A fada d'água dava pequenas batidas no vidro, no intuito inútil e desesperado, queria sair dali tão quanto as outras. Sentia falta da garota, a madrasta da mesma disse-a que havia jogado-a para outro mundo, que ela jamais retornaria ali, que ela sequer lembraria delas. Como ela se viraria no mundo dos horrendos humanos? Tinha medo só de pensar o que eles poderiam fazer à ela. 

– O que aconteceu com a Hinata? – a loira perguntou, olhando para a fada que desistia de bater no vidro. 

– Não vi ela mais... – Ino murmurou, sentando-se. – Aquela maldita! – esbravejou em um tom mais alto.

– Isso é nossa culpa, espero que ela nos perdoe. – Tenten, a fada elemental da terra, disse. 

– Quem imaginaria que ela seria uma bruxa? Ela sempre foi tão meiga e tratava a todos bem. – a morena comentou, encostando o pescoço da parede de vidro atrás de si. 

Sentiram a ventania bater nos potes, fazendo-os balançarem ainda mais, elas batiam contra eles e aquilo era irritante, sentiam que a mulher que passaram a desprezar estava por perto, e ela realmente estava, o sorriso vitorioso estava nos lábios da loira que as olhava, escolhia uma delas para ser sua querida serva, olhando para a última delas se decidiu. A vento fora direta do pote que balançou frequentemente, desprendendo-se do teto, o som estridente do vidro que não quebrou, soou assim que bateu no chão, dirigiu-se até o pote enquanto recebia olhares amedrontados, ela poderia fazer o que quisessem com elas, não poderiam fazer nada sem suas preciosas magias. Pisou no pote e esse que não fora quebrado com a queda, se quebrou com o pé, agora o mesmo estava em cima da fada loira, que estava para ser esmagada com aquilo. 

De pequena ela passou a ser grande, do tamanho de um ser humano. Tsunade sorriu tirando o pé de cima da barriga da garota, queria que suas amigas estivessem vivas para ver aquele mundo ser dela, era uma pena que ela era a última delas, não, na verdade ainda existia uma além dela. Logo outros viriam até ela, o que deveria fazer com eles? Deixá-los vivos para ver o mundo ser negro? Torturá-los até a morte? Comparado a ela eram insignificantes, uma magia tão fraca quanto a deles não poderia nem mesmo fazer-lhe cócegas, e a que ela previa ser capaz, já não estava mais ali. 

– O que está fazendo no chão ainda, criatura? Levante-se! – ordenou à Ino, que olhava-a apreensiva, não podia fazer nada quanto a ela. 

 

°°°

Fazia pouco tempo desde que a ruiva chegara até a casa do homem que a esperava agoniado, enquanto bebericava seu café amargo descontroladamente, ela havia acordado a pequena menina, medindo sua febre e dando um banho dela, trouxe algumas roupas de sua filha, também algumas calcinhas novas que a mesma ainda não havia usado, dera-lhe remédio e na cama do Uchiha ela dormia tranquilamente, com a respiração mais calma. Não havia dito nada, nem chamado pelos pais, pouco sabia onde estava, apenas olhava para a mulher que cuidava carinhosamente dela. 

Os dois estavam na porta do quarto, mirando a pequena de róseos e curtos cabelos, ele havia perdido sua cama! Deviam ter colocado-a no outro quarto vago, bem, não era tão importante, sentia-se aliviado por ter uma amiga tão boa que deixou a casa para ajudá-lo com a menina, sem ela não saberia o que fazer nesse exato momento, seria um desastre e tanto! Agradeceu-a mentalmente por aquilo, dando meia volta e deixando o quarto, sendo logo seguido pela mulher de aparência madura, era muito bonita, e o óculos de armação preta combinava com ela.

– Então, o que fará com ela? – questionou-lhe, bebericando o liquido preto que havia na xícara que o amigo deu a ela. 

– Preciso encontrar os pais dela, né? Não posso cuidar de uma menina. – respondeu logo, seu pescoço ficava tenso. – Irresponsáveis. – revirou os olhos, arrancando uma gargalhada da ruiva.

– Ela nem mesmo perguntou por eles, não me disse nada. – lembrou-se, deixando a xícara na mesa de centro. – Bem, já te ajudei um pouquinho pelo menos, mas agora devo voltar para casa ou meu marido irá ficar muito bravo, se isso acontecer, direi que a culpa é sua! – novamente a mulher riu, fazendo-o se emburrar. 

– Minha nada, você que tem costume de pegar o carro sem ao menos dirigi-lo direito. – levantou-se do sofá, assim como ela. 

– Se tá ali é para acelerar querido, não me julgue! – brincou, dirigindo-se até a porta. – Cuida bem dela, e espero que os pais dela apareçam logo, primeiramente nem deviam ter filha. – saiu pela porta que gentilmente fora aberta por Sasuke. 

 – Devo concordar. – ergueu as sobrancelhas, incrédulo. – Obrigada de novo, Karin. – sorriu grato para a amiga que retribuiu.

– Sem problemas, estou aqui sempre que precisar. Bem, boa noite. – desejou-lhe, virando-se e seguindo o caminho até o carro. 

– Boa noite. – fizera o mesmo. Sasuke esperou até que a mulher desse partida, para ele entrar.

Fechou a porta, encostando-se na mesma e dando um demorado suspiro, realmente, o que deveria fazer com a menina? Teria de esperar até amanhã para tentar fazer algo sobre isso, mas também tinha seu trabalho, parece que pediria ajuda à amiga uma outra vez, fechou os olhos relaxando os músculos, agora precisava de um banho, e fora isso que foi fazer. Correra para o banheiro, para relaxar com a água quente que caia sobre si. 

Sorte tinha de sua toalha estar no banheiro, assim que terminou, pegou-a e se secou, enrolando-a na cintura, agora devia ser minucioso para ir em seu quarto e pegar algumas roupas sem acordá-la, devia ter feito isso antes. Cauteloso as pegou, correndo para o outro quarto para que pudesse se trocar, logo estava vestido com roupas casuais e negras, sua cor preferida. 

Os olhinhos verdes se abriram lentamente, olhando para aquele teto, piscou algumas vezes, erguendo-se e ficando sentada na cama macia, não sabia onde estava, procurava pela mulher que brevemente cuidou de si, mas não a achou. O quarto estava vazio, como uma boa curiosa já um pouco melhor pelos remédios eficazes, rolou na cama, balançando os pés que já estavam para fora da cama, em um pulo desceu da mesma, mirando novamente o cômodo bem arrumado. Em passos pequenos ela saiu de lá, olhando admirada pela casa, parece que estava sozinha, onde estaria aquela mulher? Olhando alternadamente pelos cantos, bateu nas pernas de alguém, o que a faz voltar para trás, já alisando seu rosto.

– Uh? Acordou? – perguntou-se, mirando a pequenina chorosa. – Deveria estar na cama descansando. – deu um passo em direção a ela que se encantava com a beleza do maior, um príncipe encantado, era o que a menina com a boca entreaberta pensava momentaneamente. 

– Você é meu irmão? – depois de alguns segundos silenciosos, perguntou com voz doce. 

– Irmão? Não, eu... – tossiu. – Você sabe onde estão seus papais? – agachou para ficar na mesma altura que ela, era uma pergunta inútil, mas não pôde deixar de tentar. 

– Não, eu não lembro. – abaixou a cabeça, olhando para a roupa bonitinha que vestia, era um vestido soltinho e rosa, dava a ela um ar gracioso, também combinava com seus cabelos rosados. 

– Mas você tem um irmão, não é? – questionou, observando-a, ela parecia bobinha rodando aquele vestido de um lado para  o outro, não teve como não rir.

– Você? – apontou para o moreno, que torceu a boca, realmente ela não sabia de nada. 

– Uh... – coçou a nuca, ela aparentava ser bastante inocente, já rodava o vestido de novo. – Bem, eu... Na ver- – parou de falar assim que viu alguns raios estranhos aparecer do lado da pequena que também não entendeu.

De repente a menina que segundos atrás era uma criança, tornou-se uma garota, assim que isso aconteceu, seu corpo por ser maior que o vestido fino, rasgou o mesmo na frente do homem que olhava de boca aberta, em instantes tinha uma pequena menina e agora tinha uma garota, praticamente nua em sua frente, com o susto ele que estava agachado fora para trás, batendo a bunda no chão, a garota de longos cabelos róseos assim que viu sua nudez na frente de um desconhecido e tentou se cobrir com os braços, colocando-os em frente aos seus seios não tão grandes e em frente a sua parte intima, que também teve o pequeno pano rasgado.

– O-O quê? – balbuciou olhando para a rosada, que tinha um rosto lembrável a um pimentão vermelho.

– Não me olha, seu pervertido! – exclamou com voz envergonhada, não entendia onde estava, que raios de lugar era aquele? E principalmente, quem era o homem que estava ali, vendo-a nessa situação nada agradante? 

Em um  ato rápido Sasuke que virou o rosto tirou sua camisa, jogando para ela. Por alguns minutos começou a achar que estava ficando louco, coisas assim não acontecem, havia tomado café de mais e a cafeina afetava sua mente? Só podia ser isso. Relutante e corada a rosada pegou a camiseta jogada em seus pés, a vestiu sem se importar, era melhor do que estar despida na frente de um homem, um bonito homem por sinal. 

– Que lugar é esse? – ela perguntou, dando uma puxada na camiseta, ficara boa, dava para cobrir o mais importante. – E o que você está fazendo aqui? – olhou pela casa desconhecida e logo para o moreno que se levantava do chão. 

– Estou aqui porque talvez a casa seja minha? – questionou como se fosse óbvio. – Tá, tá, eu estou tomando muito café, isso não pode estar acontecendo, nenhuma criança virou uma garota bem na minha frente, só estou louco. – fechou os olhos em um ato infantil, beliscando-se em seguida. 

Vagarosamente abriu os olhos, encarando-a, Sakura tinha o cenho franzido, ele estava achando o quê? Que ela era um fantasma que apareceu e  sumiria quando ele abrisse os olhos? Todavia assim como ele estava curiosa, como fora parar nesse lugar? Cadê seu pai, madrasta, amiga? Pelo visto nenhum deles estavam ali. 

– Meu Deus, preciso me internar, estou vendo coisas. – passou a mão no rosto, o beliscão doeu, estava acordado, mas não acreditava que aquilo era de verdade. 

– Onde eu estou? – ignorou os balbucios do homem, andando pela casa. 

 

~ Enchanted ~

– Mas que diabos? – a mulher que olhava aquela cena tentava entender o porque da garota estar na sua forma verdadeira. – Isso não deveria acontecer! – exclamou empurrando com o pé a fada aparentemente humana que no momento massageava seus pés.

– Sakura! – Ino se animou ao vê-la através das imagens que eram mostradas para a bruxa. – Ufa, ela está bem. – pousou a mão no peito, aliviada, havia ignorado completamente o fato de ter sido empurrada pelo pé da maldita que ela praguejava mentalmente.

– Existem falhas nas minhas magias? – a voz soou horrenda, assim como o baque que o vento fez ao fechar as janelas, assustando a mais nova. – Não, não é isso. – tentou manter a calma, magia não funcionava do outro lado, então como ela estava naquela forma? 

Fazendo as imagens se distorcer até desaparecerem ela se dirigiu rapidamente até a masmorra, deixando uma contente e ao mesmo tempo entristecida, fada. Mesmo se ela estivesse bem, ela não estava ali em seu verdadeiro mundo, não queria pensar nas coisas ruins que aquele humano poderia cogitar a fazer com ela. 

Tsunade irritadiça abriu a grade, acendendo também as tochas, observou a garota que olhava para o nada com o olhar baixo, seus pés estavam com vestígios de queimadura demasiada, estava sentindo dor, mas tentava ao todo máximo comprimir o choro e a dor dentro dela, sua vestimenta estava mais rasgada que antes, agora pouquíssimo pano cobria. Sentia-se tão preocupada com a amiga, esperava que ela estivesse bem, esperava mais ainda que ela arrumasse um jeito de voltar, contudo não poderia fazer isso sem magia, sem alguém para ajudá-la. 

Enquanto olhava para o nada, imagens apareceram em sua frente, com isso ela acordou, vendo quem ela queria ver, juntamente com um desconhecido, suspirou dando um minimo sorriso, logo seu queixo fora tomado pelas mãos da mais velha. 

– Como você explica isso? – amuo-a com voz estridente, estava demasiadamente nervosa. 

– Explicar o quê? – questionou encarando-a nos olhos. Ela de fato, não sabia o que queria dizer, e também estava curiosa a respeito de Sakura. 

– Ela caiu como uma criança. – estreitou os olhos, a única coisa que passava por sua mente era que aquilo poderia ser obra de alguém dali de dentro. – Como pode estar na forma verdadeira? – relutou, irritadiça.

– Não sou adivinha, como irei saber? – debochou dando um sorriso de canto. – Parece que sua magia é uma porcaria. 

– Então você gosta assim? – Tsunade deu um sorriso, e em outro estalar de dedos, os pés de Hinata queimavam novamente, fazendo com que a mesma fechasse um dos olhos, o fogo aumentou um pouco para cima, pegando em suas pernas. 

Ah..Ah.. Arf... – ofegou, em seguida mordeu o canto da boca. 

 

°°°

Haviam-se passado quatro minutos desde a volta da rosada, ela havia entendido que não estava em seu verdadeiro lar, e sim na casa de um completo estranho que a ajudou, ele tinha lhe contado sobre tê-la achado na rua, ainda tentava engolir o fato de uma criança ter virado uma garota, uma bela garota por sinal, só que mais que bela, era estranha também, ele havia contado-lhe sobre mais cedo, só que ela não o contou nada, aguardava uma resposta enquanto mantinha-se sentado no confortável móvel de sua casa.

– Oh! O que é isso? – apontou para a televisão, que refletia sua imagem, nunca havia visto uma daquelas.

– Uma TV? – ergueu uma das sobrancelhas, ela não vira uma sequer uma vez? 

– O que ela faz? – questionou com a boca entreaberta, estava curiosíssima sobre a tal TV.

– Bem... – pegou o controle que estava em cima da mesa de centro e a ligou.

– Uau! – passou a tocar toda a extensão da televisão, de onde viera não tinha nenhuma, deveria levar uma para eles verem o que aquela coisa mágica fazia. – Como elas entraram ali dentro? – olhou por detrás da mesma, mas não via as pessoas, aquilo já arrancava risos do moreno.

– É gravado, não estão aí dentro. – balançou a cabeça negativamente, mesmo em outra aparência, ela ainda aparentava ser inocente.

– Incrível! – surpreendeu-se com um enorme sorriso. – Uh. – o sorriso desmanchou, lembrou-se de seu mundo. – Eu tenho que voltar. – levou as mãos até o peito, tinha uma feição triste.

O rapaz a olhou bem, a curiosa agora estava triste, o tinha perguntado tantas coisas que possuía em sua casa que já achava que ela morava no fim do mundo, não sabia o que era uma televisão, pirou a ver o ventilador que ela colocou no estranho buraco, vulgo tomada, parecia uma criança. Mas ela também estava em um confronto interno, uma parte de si estava encantada pelo menos com a casa daquele humano, com as coisas que ele tinha, e a outra estava querendo ir logo para seu mundo.

 

Tic-tac

 

– De onde você é? – questionou-a, a garota estava encolhida no chão, não era muito decente ela estar daquele jeito, já que só tinha a blusa dele. – Er... Qual o seu o nome?

 

Tic-tac

 

Lembrou-se de mais cedo, da hora que estava envolvida pelo abraço da madrasta, da hora onde seu coração e peito estavam apertados pela perda do pai e da fada. A mulher havia falado algo enquanto lhe abraçava, depois daquilo não lembrava de mais nada, só de ter aparecido na casa onde estava no momento. 

 

Tic-tac

 

Uma criança você se tornará, perderá as memórias e jamais voltará. Fora o que a loira havia recitado, então esse era o motivo dela estar ali. Há algo que cutucava profundamente sua mente, como ela se lembrava se não era para lembrar? O encanto da mulher não funcionou esplendorosamente bem? Ah, aquela mulher, ela era a causa do pai ter morrido então? Como não percebera isso? A bruxa estava o tempo todo de seu lado, roubando a vitalidade de seu pai, ela realmente não tinha percebido algo assim? 

 

Tic-tac

 

Odiava bruxas? Que mentira descarada para se contar, por isso ela ficava tão irritada quanto tocava no assunto. Preocupava-se com as amigas que estavam do outro lado, tinha de achar um jeito de voltar para lá o mais rápido possível. O amor que tinha pela mulher estava se esgotando, uma falsa descarada, era isso que ela era. 

– Eu não sou daqui. – respondeu-lhe após alguns segundos de vácuo que o deu. 

 

Tic-tac

 

– E é de onde? – gesticulou, esperando o proceder. 

– Pertenço a um outro mundo, um que você nunca viu. – murmurou, apertando ainda mais os joelhos.

Sasuke franziu o cenho com a resposta dela, como assim pertencia a outro mundo? Ela também tinha batido a cabeça em algum lugar? 

– Meu nome é Sakura. – retomou a fala, levantando-se do chão onde estava agachada. – Sakura Haruno. 

 

Tic-tac

 

O Uchiha a ouvia pensativo, a moça fizera contato visual, olhava bem afundo daqueles olhos negros como a escuridão de uma noite, deveria pedir ajuda de um mero humano? Ele não tinha nada de especial, mas havia ajudado-a quando estava na rua, presumia que ele fora uma boa pessoa, já que não tentou nada para cima dela, apesar de tê-la visto brevemente nua. 

– Qual o seu? – perguntou-lhe, já que ele não falava nada.

Tic-tac

– Hm? Sasuke Uchiha. – engoliu seco. – Um mundo que eu nunca vi? Então você é o quê? Uma maga, uma fada, uma ninfa? – questionou, estava um pouco desacreditado, e sua voz transmitia ironia. – Ainda acho que eu estou sonhado, coisas assim não existem. – molhou os lábios, dizendo o que realmente achava sobre isso. 

Tic-tac

– Humanos são tão bobinhos. – rira com a mão fechada próxima à boca. 

Deveria pensar em onde estava se metendo; achara-a na rua, perdida, a menina ficou em uma forma adolescente do nada, estava balbuciando coisas estranhas, haveria uma pitada de verdade? Dizer que não – mesmo querendo – aparentava ser uma péssima ideia, não existe um humano na face da terra que possa alternar de criança para uma possível adolescente. Queria realmente que estivesse dormindo, que acordasse pela manhã com o alarme o tirando do sonho bom, já que era hora de ir trabalhar.  Seu amigo acreditaria nisso na hora, possivelmente ele cogitaria a ajudá-la sem pensar sequer uma vez, no entanto, era tão estranho, não acreditava nessas coisas. Oh, café, seria você? Não, não seria ele.

 O que diria agora se o perguntasse se ele acredita em fadas? 

Tic

.

.

.

– Você pode me ajudar? – em um tom doce a voz da garota o tirou dos pensamentos. 

– Você realmente é de verdade? – incrédulo ele perguntou, vendo-a revirar os olhos.

– Ainda está nisso? Humanos são real- – os raios que a transformaram, novamente estavam de seu lado, o Uchiha se surpreendeu novamente quando viu que a garota voltara para criança. 

Tac

– Voltou? – se perguntou, agora a camiseta dele ficava demasiadamente grande na menina.

A pequena Sakura via que não estava mais com o bonito vestido de antes, aquela camisa era muito enorme! Fez bico, seu semblante estava um tanto bravo, queria o vestido de novo! Sasuke olhou para a menina, vendo a expressão chorosa ao mesmo tempo irritadiça, agora não podia afirmar que ela não era real, ok, seu dia estava sendo estranho. De qualquer forma, agora não precisava se preocupar quanto aos pais irresponsáveis, e sim com ele. Pediria mais explicações quando, e se, ela voltasse a ser adolescente de novo, pois naquela forma não saberia de nada.

– Acho que eu posso ser o seu irmãozinho. – aproximado dela, ele pousou a mão na cabeça na menina, que novamente tinha cabelos curtos. 


Notas Finais


Espero que tenha ficado bom, até o próximo ~


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