História Encontre-se - Capítulo 24


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Palavras 4.275
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu sei que eu demorei e foi apenas por um motivo: Reescrevi varias vezes. Não sei se está bom mas eu tentei meu máximo. Espero que gostem.

Capítulo 24 - Cada peça em seu lugar.


Fanfic / Fanfiction Encontre-se - Capítulo 24 - Cada peça em seu lugar.

Narrador

O sol raiou e brilhou forte, intenso, poético. O casal apaixonado acordou e sorriram bobos, tomaram banho e se arrumaram, era cedo e estavam sozinhos, tomaram café da manhã entre risos. A vida era plena, leve, tranquila quando estavam juntos, sabiam que teriam dias onde não seria fácil mas queriam isso, queriam viver os altos e baixos da vida mas queriam que fossem juntos.

-Cheollie.-Ela chamou a atenção dele.-Vamos fugir?-Ele sabia que estava tendo um escândalo  sobre seu casamento, se sentia mal por Hye Sung.- Eu vou cuidar de tudo, amor. – Ela disse entendendo o olhar distante dele.

-Vamos, Lena.

E eles foram, sem olhar para trás, sem avisar ninguém, apenas foram. Depois de uma semana eles se pronunciaram publicamente, aos poucos o escândalo diminuiu mas eles não voltaram. 15 dias depois eles continuavam na Alemanha e recebendo todo o apoio dos fãs.

Era uma noite estrelada quando eles ficaram andando por uma praça linda, ficaram tomando sorvete e conversando sobre o pai da Helena ter assumido a Thawdorff  por um ano, andando de mãos dadas pela praça, num ritmo só deles, em paz, calmos, sem telefones tocando. Ela parou e se ajoelhou na frente dele, pegou a caixinha dentro da bolsa.

-Sei que ta cedo mas já perdemos 7 ano... Casa comigo Choi Seungcheol?-Ele riu e se ajoelhou na frente dela, tirando uma caixinha de dentro do bolso do sobretudo.

-Eu te faço a mesma pergunta, Helena Thawdorff...A minha resposta é sim, e a sua?

-Também é sim.-Eles riram do momento inusitado e selaram os lábios levemente.-Será que a gente volta?

-Acho que sim.- Ele disse a ajudando a levantar.- Sua família ainda ta na Coréia?

-Está, a Thawdorff já foi pra lá.Quero dizer, os documentos, etc.

Eles foram jantar mas por algum motivo Helena não sorria, Seungcheol achou estranho, quando saiu do restaurante ele tocou o rosto dela, sabia que a tristeza dela não vinha do fato de agora ser sua noiva, era algo mais profundo. Helena suspirou e se recostou no banco do motorista, ela não sabia como explicar  para Seuncheol então foi direta.

-Minha mãe morreu dois dias depois do julgamento do meu padrasto. Ela definhou, morreu gritando por abstinência, não podia tomar medicações por tinha acabado com todas as veias do corpo. Meu pai trouxe ela para cá para poder ser trata mas ela não resistiu, minha mãe morreu porque aquele filho da puta a viciou. Ela foi tão linda e se acabou...

-O que você quer fazer?

-Voltar para o Brasil, eu quero olhar no fundo dos olhos dele, pra ele saber que eu venci. Amanhã o Heitor vai vir para espalhar as cinzas dela comigo, já mandei irem busca-lo.

-Independente do que aconteça, eu estarei com você.

-Eu sei, mas preciso que você vá para Coréia, precisamos estar separados por um tempo, antes de anunciarmos nosso noivado. Você está muito tempo fora da mídia, sinto muito.

-Esta tudo bem, dentro de alguns meses você será a minha esposa e nunca mais estaremos separados.

-Eu te prometo isso.

Ela deu partida no carro e foi para casa, dormiram agarradinhos e quando a manhã surgiu, o café já estava pronto e ela esperava por ele sentada a mesa, conversou e riu um pouco, beijou a testa dele e se demorou no abraço antes dele sair pela porta e ir para o aeroporto. Helena se sentou no parapeito da janela, era aqueles grandes que pareciam um mini divã e ali esperou Heitor, o frio castigava e ela viu o enorme cabelo preto do irmão se mexer assim que ele saiu do carro. Quando ela era pequena essa era a cena que ela mais gostava de ver, sabia que assim que Heitor chegasse tudo ficaria bem. O irmão entrou em casa e deixou a mala perto da porta, andou até a irmã e sentou na frente dela.

-Por que agora?

-Porque a gente conseguiu.-Uma lagrima caiu.- Antes da mamãe morrer ela disse para sermos felizes e agora somos.

-Helena... Posso ficar com as cinzas dela.

-Ela disse que queria ficar num lugar bonito, correr com o vento, ser livre. –Helena chorava e o irmão a abraçou.

-Você quer realmente fazer isso?

-Quero mas você me prometer uma coisa.

-O que?

-Amar de novo.

-Helena, eu tenho uma filha de 10 anos.

-E eu tenho histórico de depressão e alcoolismo e mesmo assim estou noiva do Seungcheol. Alem do que Alexia quer uma... Como que ela diz? Alguém que faça você ser menos chato.

-Alexia não me acha chato.

-Heitor, todos nós achamos, todos nós. Quanto tempo que tu não toma um porre?

-Helena quando você vai entender que eu sou pai?

-E quando você vai entender que não está morto? Eu posso ficar com a Alexia, o papai pode, agora você tem mais 13 babás diferentes! E falando em papai você vai ter que se resolver com ele.

-Helena, ele  escondeu que eu era filho dele.

- E isso mudou alguma coisa? Você deixou de ser meu irmão? Deixou de ser um Thawdorff?Apagou o fato de que ele te criou?! Ele te amou assim como meu amou. Lutou por você, ele pagou os melhores detetives mais de uma vez só pra ter sua morte solucionada porque era tão difícil pra ele quanto pra mim deitar a cabeça no travesseiro a noite e pensar o por quê de sua vida ter sido tirada. Ele descobriu pouco tempo antes de você morrer, pra que a mídia saber isso? Pra que entrar na justiça para ter sua guarda como pai biológico?Isso só fez papai sofrer ainda mais.

-Helena...

-Você não tem motivos para estar com raiva. Fale com ele ou eu subo sozinha naquele altar.

-Helena... Papai não cuidou de você, eu estou chateado com ele ainda.

-Ele fez o melhor que pode.

-Te mandando morar com 13 homens e cuidar da carreira deles! Helena, ta na hora de você ver como as coisas são.

-E daí? Olha pra mim agora, formada na melhor faculdade da Alemanha, dona de uma das maiores multinacionais do mundo, olha só pra mim, olha só o que ele fez por você. O juiz não queria dar a guarda da Alexia pra gente pelo o que aconteceu comigo, mas ele conseguiu reverter a situação, provou ser um bom avô. Se tua filha está bem foi porque ele conseguiu tira-la do Brasil- Heitor mordeu o lábio e suspirou.

-Eu só...Me sinto culpado, ele estava cuidando da fábrica, fazendo de tudo por nós, ele financiou o meu apartamento no Brasil e eu falhei com você quando ele mais precisou. A empresa tava numa fase critica quando tudo aconteceu.

-E você paga com ingratidão?

-Eu te criei por 9 anos e você viveu muito bem, em um ano com ele você praticamente viveu num hospital.

-Dopada, dormindo a maior parte do tempo, com antidepressivos e tarjas pretas. Mas to viva meu irmão, estou bem, tenho sucesso em todas as áreas e outra, papai também sofreu, como você quer que ele cuide de alguém tão debilitado psicologicamente quanto ele?

-Eu vou conversar com ele, vamos nos arrumar, já sabe aonde quer levar as cinzas da mamãe?

-Eu não, mas você sabe, eu sei que sim.

-Então arrume uma malinha para você.

E assim ela fez e ambos foram se arrumar. Entraram no carro e Heitor dirigiu, agradeceu por terem saído cedo de casa, ele dirigiu por horas, levou ela para uma floresta, ajudou a irmã a andar, eles por muito tempo só tiveram um ao outro então ficar sozinhos, andar de mãos dadas, cuidar um do outro se tornou normal. Ele parou perto de uma grande arvore, olhou ao redor e reconheceu o lugar, sempre ia ali no verão.

-É aqui, quando eu era pequeno, eu, mamãe e papai costumávamos vir aqui no meu aniversário e foi aqui que a mamãe entrou em trabalho de parto na sua gravidez, naquele dia eu tive um lindo piquenique em família e ganhei você.

-Ela merece descansar aqui. Quer falar alguma coisa?

-Não, mas você sim.

-Mãe, eu vou me casar. Cheollie me pediu em casamento, na verdade essa parte da história é engraçada, eu lamento por você não estar com a gente nesse dia importante, sinto muito por demorar tanto tempo pra me despedir de você apropriadamente mas agora eu to pronta. Mãe, não te culpo pelos seus problemas, quando estamos apaixonados não pensamos muito bem, você foi a melhor que pode e só por isso somos gratos, perdoei o papai por ele ter deixado você ir mas ele só queria te ver feliz. Fique em paz, mãe, a gente te ama.-E ambos derramaram as cinzas pela floresta.-Heitor, eu quero ir pro Brasil.

-Fazer o que?

-Falar com Ricardo, ele me disse antes de ser preso que eu não seria feliz. Preciso dizer que ele está errado.

-Helena... Isso pode não te fazer bem.

-Se você quiser ficar ou ir pra Coréia ficar com a Lexy tudo bem, mas eu vou pro Brasil.

Heitor não discutiu, ele com o tempo aprendeu que não valia a pena discutir com Helena, ele apenas ia com a irmã. O dia da viagem chegou e o voo foi tranquilo, Helena estava com cada centímetro do corpo tenso, assim que colocou o pé no Brasil olhou a hora local, era hora de ir para penitenciaria, dessa vez Heitor tentou debater, tentou convencê-la mas de nada adiantou. Helena entrou no carro e foi para a penitenciaria com Heitor, ela não sabe ao certo como ela conseguiu chegar até a sala, só saiu do seu transe quando Ricardo ficou de frente para ela e a chamou.

-Minha Leninha, como você cresceu. Achei impossível sua beleza aumentar mas hoje... Hoje você está mais bonita do que jamais esteve. Tudo isso pra mim?- Ele tentou toca-la e ela desviou, ele viu o anel na mão dela.- Que anel é esse?

-Meu anel de noivado. Eu vou me casar.

-Com aquele coreaninho? Nunca!

-Eu vou Ricardo, dentro de 1 ano, eu vou ser a mulher mais feliz do mundo e você vai continuar aqui.

-Não, sua mãe... Onde ela está?  Ela não pode permitir esse absurdo.

-Você a matou! Ela morreu agonizando, implorando por uma ultima seringa de heroína, minha mãe morreu na minha frente, alucinando. Ela não reconheceu o próprio filho! Você é um monstro!

-Eu fiz tudo por amor, eu só precisava tirar tudo de você, ai você só teria a mim.

-Mas você não conseguiu.-Ela tremia da cabeça aos pés.- Eu tenho a empresa, o Heitor, meu pai, a Alexia e agora vou ter o Cheollie, lamento todos os dias por não ter feito nada pela minha mãe mas só de saber que você vai apodrecer nessa cadeia eu já consigo pelo menos respirar.

-Você não vai ser feliz Helena!- Ele tinha levantado e posto ela na parede.- Não vai.- Os policiais a soltaram das mãos dele.- Não vai! Você é minha por direito! Você nunca vai ser feliz, Helena!

-Tenho uma péssima notícia: Eu já sou.

Ela saiu dali se encostando no irmão, sendo levada dali direto para o velho apartamento de Heitor, ela dormiu no sofá, exausta, Ricardo fora morto naquele mesmo dia após uma briga com um outro preso. 3 dias depois Helena voltou para Coréia, paparazzis a fotografavam, pediam uma entrevista e ela nada dizia. Foi direto para a empresa Thawdorff, não podia perder tempo, entrou na empresa e foi para sua sala, Alexia a abraçou e ela sorriu.

-Oi pequena, o que está fazendo aqui?

-Vovô ta me explicando um pouco sobre economia, é fascinante!-Ela disse com olhinhos brilhantes.

-Achei que Heitor tivesse dito que não queria que nós a influenciássemos.

-Ela só me perguntou porquê você não saia dessa empresa.

-Pai, como estamos? Como foi a coletiva da HyeSung?

-Foi boa, levando em conta tudo o que você fez pelos meninos, você ta perdoada pelas carats, mas que negócio é esse de casamento Helena? Você só tem 24.

-Aos 24 mamãe já tinha o Heitor, e por isso não vejo problema de estar me casando.

-Helena Thawdorff, você é nova demais!

-Tenho 24 anos, sou dona de uma multinacional, a golden touch, eu posso e vou me casar. Com ou sem a sua permissão.

-Nunca disse que não permitiria, eu te dou a minha benção, mas queria que você tivesse me contado.

-Falando nisso, quem te contou?

-Eu!-Alexia disse.-Tio Coups sai comigo toda tarde, e ele me  contou já escolhemos até as alianças.

-Pró atividade é muito importante no ramo administrativo, lexy.

-Helena, não influencia minha menina!-Heitor disse entrando na sala dela.

-Ok.Pai, eu quero saber sobre as ações da Thawdorff e da Pledis, como está a imagem dos meninos, eu preciso trabalhar.

-Apenas vá atrás do seu noivo, é isso o que você quer, eu cuido de tudo.- O pai disse com um sorriso.

Helena saiu correndo pela sala, passou no hotel, tomou banho e se arrumou, nada de terninhos, nada de roupas sociais ou próprias para negócios, saia de cós alto, blusa de manga e sapatilha, era isso que ia vestir, era assim que ia ver  Seungcheol. Ela pegou um carro e foi para Pledis,  quando abriu a porta da sala de treino um Dino animado a deixou entrar, ele saiu correndo na frente dela e gritou para os Hyungs.

-Helena está aqui!- E então um S.Coups correu na direção dela e abraçou.-Hyung, vai devagar.

-Você contou pra eles?-Ela sussurrou.

-Você que é boa em contar essas notícias, Woozi ta puto porque a gente fugiu.

-Helena, você pode até fugir mas custava deixar o S.Coups?  A situação não ficou boa.

-Woozi querido, você queria mesmo ficar me ouvindo gemer? Ver a gente todo marcado? Com cheirinho de sexo?-Ele arregalou os olhos.- Eu cuidei de tudo antes de ir embora.

-Helena.- Jeonghan a cortou.

-Sim, oppa.

-Belo anel.

-Gostou? É minha aliança de noivado.

-Você viaja com Seungcheol e fica noiva?- Seungkwan grita e se levanta, mas ele para, pensa e olha pra mão do seu Hyung.- AI MEU DEUS, VOCÊS VÃO SE CASAR? LenaCoups é real. Vocês podem me pagando meus 50 mil wons!

-Vocês apostaram?- Ela perguntou.

-Eu disse que vocês se casariam, outros apostaram que S.Coups Hyung ficaria com a HyeSung.

-Querido, já escolheu os seus padrinhos?- Ela perguntou ignorando a tal aposta.

-Não, aceito sugestões.

-Chame Vernon e Sophia, eu vou colocar o Jeonghan e a irmã dele.

-Amor, nem temos data.

-Eu sei, mas você me conhece, odeio perder tempo.

-Não vai me dizer que já foi ver um vestido?

-Eu já comprei, cheollie. E já reservei uns ternos pra você, Jeonghan e Vernon experimentarem.

-O da HyeSung tava tão ruim assim?

-Tava horroroso, nunca vi tanto mal gosto no mesmo lugar. Treine hoje, vou sair com Alexia para ver o vestido dela.

-Amor, de novo, não temos uma data.

-Seungcheol, eu posso não ter tempo depois, e aquele casamento não foi só mau gosto, foi falta de organização. Temos vestidos, convidados, Buffet, salões para ver, não vamos casar de qualquer jeito.

-Eu só te amo a cada dia mais.- Ele sorria devido ao jeito dela, essa era a melhor parte dela: você não sabia o que ela ia fazer em seguida mas sabia que ela estava pronta pra tudo.

-Tenho que ir, preciso pegar Alexia enquanto meu pai se resolve com o meu irmão.Eu te amo.-Ela o beijou na bochecha e antes de sair da sala olhou para os meninos e pegou o tablet.-Ver ternos para todos os 13.-Ela anotou.- Amanhã as 14 na loja que o Seungcheol levar vocês. Até mais meninos.

-Minha noiva não é demais?-Os membros apenas zuaram S.Coups.

 Eles tiveram que esperar 2 anos,  1 ano para o escândalo do casamento de Seungcheol ser esquecido, 6 meses para ele assumir um namoro  e mais seis para declararem um casamento.

“Herdeira Thawdorff muda a principal sede da Thawdorff.”

“Golden Touch ataca novamente?”

“Um amor antigo resurge?”

Os jornais, revistas e noticiários não perdoaram, queriam explicações, mais e mais informações, eles dois lidaram com tudo na maior calma e cuidado. Finalmente era chegado o dia, o salão era arrumado, a comida ia chegando e os noivos se arrumavam... Helena ria de Heitor sofrendo para ajudar Alexia a se vestir, mesmo tendo 12 anos ela sabia como dar trabalho ao pai e só fazia por um motivo: Achava divertido.

Como o bom noivo que era estava verificando tudo, vendo se os meninos estavam prontos, suspirou aliviado e foi receber os convidados após um tempo Heitor foi até ele e era visível a alegria, a euforia em Seungcheol.

-Minha irmã está pronta.

-E a lexy?

-Revoltada com a tia mas ela supera.

Então Seungcheol foi para o altar, se posicionou e esperou, disse mentalmente para segurar a onda e não chorar, mas assim que Alexia entrou jogando as pétalas de flores pelo chão ele sentiu as pernas tremerem, o coração acelerar e o ar pesar em seus pulmões. Ela estava deslumbrante, o vestido de mangas longas a deixou elegante demais, o buquê de flores azuis, roxas e vermelhas representava o bom gosto dela mas como era Helena ali não podia faltar o elemento surpresa, que fizeram todos ali ficarem surpresos, ela entrou com o pai e com o irmão. Eles a entregaram a S.Coups que só então percebeu o quão longo era o véu dela, que estava preso na tiara meio coroa que ela usava. A cerimônia começou e eles só queriam dizer aceito mas estavam ali, prestando atenção, ouvindo cada mínima palavra, com o coração tremendo em alegria, eles se amavam de tal maneira que a descrição era difícil.

-Choi Seungcheol, você aceita Helena Thawdorff como sua legítima esposa?

-Aceito.

-Você, Helena Thawdorff aceita Choi Seungcheol como seu legítimo esposo?

-Aceito.

E foi assim que eles se aceitaram perante de Deus e da lei, eles se casaram e a festa estava feita. Os convidados foram para a festa deles e dançavam e davam os parabéns a Helena e a S.Coups que sorriam inocentes, quando a música parou todos olharam para a mesma direção o palco. Alexia respirou fundo e andou até o microfone e segurou firme o discurso. A tia a encorajou com o olhar e ela disse mentalmente para si mesma que estava tudo bem caso ela erra-se ou começa-se a chorar.

-Boa tarde, sou Alexia Thawdorff. Bem, creio que alguns me conhecem daquele pesadelo... Digo,casamento ...- Todos riram.- É de costume alguém fazer um discurso para os noivos e esse bagaço da laranja sobrou pra mim mas tudo bem, a gente só aceita e segue com a vida.-Ela olhou para o discurso pronto ali e resolveu jogar fora, todos olharam para ela assustados.- Eu não vou fazer um discurso que escrevi em alguma noite antes do dia de hoje, bancar Shakespeare e dizer coisas lindas aos meus tios,- Ela sorriu.- vocês não imaginam como é bom falar isso. Eu quero começar com uma pequena história, quando eu tinha 7 anos eu fugi para ver minha tia, ela era a única pessoa que eu sabia que não ia me fazer perguntas, ela era afastada de nós, e no meio de uma briga entre meu pai e meu avô, eu fugi. Meu pai me procurou desesperadamente junto do meu avô mas eles nunca imaginaram que eu estava na Thawdorff.  Aquela noite estava tendo uma festa, para comemorar um negócio que minha tia tinha fechado, quando eu cheguei ela estava no palco, falando para mais de mil pessoas. Naquela época existiam duas tias na minha cabeça, a tia que era feliz e que eu vi por pouco tempo e a tia que era a golden touch, mas independente da tia que estava ali, eu admirava a mulher, eu admirava Helena Thawdorff, após o discurso minha tia subiu comigo até o seu escritório e me deixou lá até eu me acalmar. Hoje eu vejo a minha tia, não a golden Touch, nem a Helena Thawdorff, lembro da tia que me contou a lenda dos elementos. A melhor parte do dia de hoje é que um sonho meu se realiza, por muito tempo eu tomei cuidado pra não deixar que minha tia soubesse que falava com Tio Coups, ele sempre me perguntava como estava, como as coisas iam, como meu inglês tinha melhorado tanto, obrigado por aprender inglês por minha causa. Obrigado, essa é a única palavra que eu consigo pensar agora, é a única palavra que eu quero dizer pra vocês. Aos noivos.- Ela levantou a taça e todos olharam estranho pra ela.- A gente é sprite mas vocês acham mesmo que eu vou brindar nesse copo aqui. Pera- Ela desceu do palco e pegou o copo dos minions que a tia deu pra ela antes do casamento.- Com isso aqui? Que pesado né tia?- Helena ria.- Enfim, aos noivos todo o amor, paz, saúde, felicidade e bênçãos! Agora tia, vem ca jogar esse buque porque se tem uma coisa que eu gosto nessa vida é de ver o circo pegar fogo.E mais uma coisa, magoa minha tia que você vai ver só, eu mordo hein.- Helena se levantou  e foi até o palco.

-Ok meninas, se juntem.- E todas se juntaram para pegar o buquê, ela olhou para Seungcheol que piscou para ela, ele estava em sua posição.- 1...2...3...

 Ela jogou o buque e saiu correndo, soltou uma parte da saia do vestido no corredor do salão o que fez que o vestido ficasse de saia curta, soltou o véu e juntos mais uma vez eles fugiram. Alexia riu da cara dos convidados.

-Acho que isso virou meu bordão mas... É assim que foge de um casamento.

Eles correram, entraram no carro e foram embora, no aeroporto o avião já estava pronto, fizeram o check in vestidos de noivos ainda mas aquilo não importava. Loucos, duas crianças apaixonadas, fugitivos da própria festa, talvez fosse assim que as pessoas falariam deles mas eles não ligavam pois eram, de fato, tudo aquilo. Um voo para um lugar onde só Helena sabia, mais um sonho em menos de 24 horas, ligações de Heitor e de Alexia tornaram o voo mais divertido, Heitor revoltado pela fuga dois e Alexia os parabenizando pelo mesmo ato e mandando fotos e vídeos dos meninos um tanto bêbados se divertindo na festa. O avião pousou já era noite no país, Helena suspirou, o abraçou e disse:

-Nosso novo refúgio.

-Onde estamos?

-Na Italia.

Eles eram apenas humanos, duas pessoas entre 7 bilhões tiveram uma vida inesperada, passaram anos longe um do outro mas mesmo em lugares tão distantes o amor não acabou. Eles cresceram em lados opostos do mundo, com culturas diferentes, com passados diferentes, ele não era rico mas tinha uma família sem problemas, ela era rica, mas perderá o irmão, a mãe era uma viciada, contudo, a cultura, o passado, a distancia não os separou. 7 anos separados e tiveram uma segunda chance e fizeram ela valer a pena, não fizeram história porque algum dia o nome deles se perderá no tempo, os bisnetos talvez nem falem deles, o que eles viveram não vai para um livro, o que eles viveram não foi história, foi benção.

Sem se preocupar com empresa, com debut, com ações, com nada eles estavam naquele país, comendo queijo, bebendo vinho, comendo pizza e macarrão, rindo e recebendo olhares estranhos. Na vida, cada casal é Romeu e Julieta, com ou sem um final feliz, com altos e baixos, indas e vindas, com primeiras, segundas e terceiras chances se assim for preciso, há casais que dão certo, casais que não, que desistem e os que lutam.

No meio de uma das correrias por Veneza, Helena segurava S.Coups com uma mão e na outra um pote de sorvete, ela corria e o arrastava, entrou na gôndola que logo deu partida. Ele não entendeu nada daquilo, apenas ria da euforia da esposa, S.Coups olhou para ela que reluzia, que comia o sorvete como uma criança que fora boazinha na escola. Helena olhou para o marido e sorriu, estava tudo certo, no seu devido lugar, não havia dores, nem magoa ou medo, esses sentimentos podiam voltar em outras situações, relacionados a outras áreas da vida ou até mesmo na relação entre os dois mas naquele momento não.

-Está feliz, meu bem?

-Estou e você, querido?

-Estou bem, agora só falta nossos filhos.

-Bem, 3 deles.

-Achei que você também quisesse 4 filhos, amor.

-E quero, mas só faltam mais 3.- Ela deu mais uma colherada no sorvete e ele arregalou os olhos para ela.

-Você está me dizendo que você...

-Eu estou grávida, Cheollie.

Ele se jogou nela e beijou todo o rosto dela, sussurrando que a amava, a agradecendo. Ele a olhou no fundo dos olhos, lagrimas já brotavam nos olhos dos dois.

-Não posso dizer que vou ser perfeito, mas vou tentar ser. Eu prometo nunca te abandonar e nem desistir dessa família.

-E só por isso nós já somos os melhores pais que esse neném pode ter.

Não posso dizer se foi menino ou menina, se eles tiveram os tão sonhados 4 filhos mas posso dizer que eles os queriam, e que a essa criança que estava vindo terá todo o amor e carinho que eles podem dar. Não existe casal perfeito, pessoa perfeita ou pais perfeitos mas existiam aqueles que davam o melhor de si e isso é o mais próximo da perfeição que conseguimos. Helena e Seungcheol não desistiram um do outro, deram o melhor de si, foram o que puderam ser, não o que deveriam ter sido. O futuro deles não se sabe o que aconteceu, mas se sabe que é incerto mas que com fé os dois seguiriam e tendo um ao outro e a Deus nada faltaria.


Notas Finais


Obrigada a todos que acompanharam, me apoiaram e torceram por Helena e S.Coups. Um beijo, fiquem com Deus!


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