História Encontro Com O Passado - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 5
Palavras 1.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo Dois


POV BROOKE

Lembrei, com tanta saudade, como era o caminho até a casa de minha mãe. Cheguei no começo da noite e logo ao passar na portaria o porteiro me falou:

- Oi, quanto tempo não vem aqui. Já estávamos todos com saudades.

Morava ali desde que nasci e meu pai, antes de conhecer minha mãe. Aquela era e sempre será a minha casa. Entrei e vi as crianças (que já não eram mais tão crianças assim) sentadas e rindo.

Subi as escadas do prédio de mansinho e abri a porta grintando:

- QUERIDA, CHEGUEI.

Sempre fiz isso e minha mãe sempre se assustou e eu sempre ria. Estavam todos em casa: minha mãe, pai, irmãs, sobrinho e cunhados.

- Olha quem chegou! - Minha irmã um ano mais velha falou, e veio me abraçar.

- Oi Ellie. - Disse a abraçando mais forte.

- Como você está? - Antes que eu pudesse responder ela foi me empurrando para dentro e me fazendo outras perguntas, uma em cima da outra. - Como foi a viagem? Cadê a Joe? Achei que ela fosse vir. Se divertiu muito?

Ri com a animação dela, senti saudades disso também.

- Calma Ellie, deixa ela entrar em casa primeiro. - Disse minha mãe, calma como sempre.

Dei "oi" para todo mundo e abracei a todos. Minha queridíssima mãe tinha feito quase que um banquete com tudo o que eu gostava.

- Agora sim, como foi a viagem Brook? - Falou minha irmã mais velha, Ashley, tentando segurar o seu filho quieto no colo.

- Foi incrível... - E eu contei tudo o que eu vi e vivi enquanto estive fora. - ...chegamos cansadas, por isso acabei não vendo sua mensagem de imediato mãe.

- Não tem problema, o que importa é que você chegou bem. - Minha mãe disse isso e meu pai brincou.

- Ela estava quase louca porque você não respondia nada, parecia que ia ter um treco. - Todos rimos, sabíamos como era a minha mãe, e o que meu pai falou não era um exagero.

- Mas... Trouxe lembrancinhas para vocês. - Peguei as sacolas que trouxe cmg e tirei as coisas que eu tinha comprado, perfumes para as minhas irmãs, boné para o Kiran, namorado de Ellie e uma blusa para o Ross, esposo da Ashley, quit de cosméticos para minha mãe e uma blusa para o meu pai.

Ficamos conversando por horas, eles me contando tudo o que aconteceu enquanto estive fora e lembrando momentos passados. Até que chegou mensagem dos meus amigos, me pedindo para descer. Falei para minha família que ia descer mas antes de ir embora eu voltava para dar tchau.

Desci e os encontrei em frente ao meu prédio, abracei todos. Fomos até a piscina colocar o pé na água, estava uma noite muito bonita, mas muito abafada também.

Estávamos colocando o assunto em dia, até que Paul, um dos meus amigos, mencionou um nome não muito confortável para mim: Cameron. E o assunto não era confortável para sua irmã que estava junto. Paul estava ansioso para me contar tudo o que aconteceu enquanto estava fora, mas ás vezes acho que ele não tem muita noção do que sai da boca dele, pois quando perguntei a Rachel como andava a família dela e ela respondeu que todos estavam bem, Paul a interrompeu falando:

- Mais ou menos né Ray. - Chamando-a pelo apelido, como se a coisa que ele iria dizer era a coisa mais legal e nornal do mundo. - Sabe quem veio aqui Brook? Cameron.

Ao dizer isso me encolhi, aquele nome me trazia lembranças que eu lutara tanto para apagar e até hoje luto contra elas, seja em sonhos, pesadelos ou acordada.

- Ah, é mesmo? - Eu tinha que fingir pelo menos um pouco de interesse, mas minha voz não saiu tão firme quanto eu gostaria. - Que bom!

- Sim, quer dizer, nem tanto, ele finalmente volta e quando volta faz uma coisa daquelas.

- Que coisa? - Não consegui conter minhas palavras. Abaixei meus olhos em direção as minhas mãos, que estavam cruzadas em meu colo. Então Paul começou todo ansioso.

- Ele veio aqui e parecia bem, aquele garoto que sempre conhecemos. Deu oi para todo mundo e até ficou um pouco aqui embaixo conosco, mas em poucas horas desde quando subiu para sua casa, conseguiu brigar com todo mundo, quebrar a mesa de centro e fazer sua mãe chorar. Pelo visto, não é mais o mesmo de antes.

  Todos ficaram de cabeça baixa, inclusive eu, percebi que esse assunto incomodou Rachel além do normal. O pior é que acho que ela percebeu que me incomodou na mesma intensidade.

Antes eu era a primeira pessoa a falar dele. Hoje em dia eu evito até ouvir seu nome.

Alguns dos meninos, para tentar mudar o assunto, se levantaram e falaram que iriam comprar bebida. O resto do pessoal continuou conversando sobre outro assunto. Rachel estava no canto, sozinha, parecia pensativa e triste, então fui falar com ela.

- Eai Ray?! - Dei um pequeno sorriso para ver se conseguia outro e consegui. Ela me deu um sorriso triste que partiu meu coração. A abracei e ela começou a chorar, o que só fez com que eu a abracasse mais forte.

- Foi tão triste Bu, tão triste - Ela me disse me chamando pelo meu apelido. Sussurrava entre os soluços. - Minha mãe sente tanto a falta dele e a sua também, e eu também sinto. Só você conseguia fazer ele ficar calmo.

Abaixei a cabeça, não gostava de falar disso, não gostava de falar dele. Era tão dolorido, as lembranças boas que me invadiam e me faziam bem, logo eram substituídas por cenas dele e dela, cenas minha chorando e isso doia muito.

- Eu sei que você não gosta de tocar no assunto, nunca contou para mim o que aconteceu e nem vou pedir para que me conte. Eu vejo o quanto te incomoda. - Ela me disse afagando meu braço. Eu realmente não gostava daquele assunto, mas sabia que ela precisava desabafar e que eu era a única pessoa com quem ela faria isso.

- Não se preocupa, pode contar comigo. O que aconteceu?

- Ele chegou em casa, feliz. Mas depois de alguns copos de bebida... ele começou a ficar muito agressivo e... - Então ela começou a chorar. Eu não precisava que ela terminasse a frase, sabia bem do que ele era capaz quando estava bêbado.

Quando eu ela já estava mais calma. Perguntei:

-E depois?

- Depois ele saiu e não tivemos mais notícias dele. - Entre ela e Adam, o mais velho, ela era a que mais se importava com Cameron.

- Isso faz quando tempo?

- Dois meses, ele voltou do exterior e sei que está morando em algum lugar luxuoso. Já que a gente sabe que agora, dinheiro não é uma preocupação. Eu só queria que voltassem ao que éramos antes dela entrar em nossas vidas. - Ela fala da ex namorada dele como se fosse uma praga e de certa forma foi mesmo. Uma praga que ficou por muito tempo e deixou marcas profundas em todos.

- Ele voltou uma vez, quem sabe ele volta denovo. - Sabia que isso seria quase impossível de acontecer, ele era muito orgulhoso.

- Você vai lá em casa hoje? - Ela me peeguntou mudando de assunto.

- Hoje não, já está muito tarde. Esse final de semana eu dou uma passadinha aqui e vou lá na sua casa ok? - Ela fez que sim com a cabeça.

Vi as horas e já eram 11h da noite, subi em casa para dar tchau, minhas irmãs queriam ir para casa e meus pais precisavam dormir. Falei que iria ficar mais um pouco com meus amigos e depois ia embora direto. Minha mãe não gostou muito da ideia, ela acha muito perigoso dirigir essas horas.

Ficamos bebendo até ás duas da manhã, eu bebi só refrigerante, me despedi de todos e fui para minha casa.

Parei no posto de gasolina para encher o tanque e comprei alguns doces. Cheguei em casa e a Joe parecia já estar no décimo sono. Deixei as chaves na mesinha e os doces na mesa.

Me arrumei para dormir e quando peguei no sono, lembranças de um beijo roubado invadiram meus sonhos.



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