História Encontro de Almas Gêmeas - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Adam Milligan, Balthazar, Bobby Singer, Castiel, Charlene "Charlie" Bradbury, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Gabriel, Gadreel, Garth Fitzgerald IV, Hannah, Jo Harvelle, John Winchester, Kevin Tran, Mary Winchester, Meg Masters, Miguel, Naomi, Personagens Originais, Ruby, Sam Winchester
Exibições 121
Palavras 3.820
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, people! Olha eu chegando com atualização na área! As outras duas também terão atualização, pois já as estou escrevendo e assim que eu revisar, postarei as duas. Parece que no último capítulo eu fui muito mal, mas foi necessário para o andamento da história! Dedicado como sempre à: CassWNovak, ZETORNO, priscilajp, CherryBomb (me perdoa... mereço beijinhos ainda?), nyxnyx... Mara_Matsukaze, Destiel_is_life, s2_Destiel_s2, MayPani, xXDarkMoonXx . E ainda, ainda torço e tenho a esperança que esses mesmo que não estejam mais comentando, estejam acompanhando: AliceHufflepuff, M24, DannyBeggins, SevenBlue, Aiki_Otsutsuki - Clan Wasahira (antiga Malena_Uchiha...kkk) e GregK.
Abraços!

Capítulo 31 - Capítulo XXXI - A Impotência de Dois Alfas-Superiores


Fanfic / Fanfiction Encontro de Almas Gêmeas - Capítulo 31 - Capítulo XXXI - A Impotência de Dois Alfas-Superiores

- Sam... Sam... Você está bem? - Castiel questiona o amigo e cunhado.

- Cas... eu... eu... acho que es-estou... sangrando... - O mais alto consegue dizer entre ofegos de dor.

Castiel olha do rosto contorcido de dor de Sam, para a parte traseira da calça de tecido fino que o maior usava. E foi com desepero que ele viu o tecido claro da calça aos poucos ser tingido pela cor vermelha...

O inconfundível tom rubro do sangue...

Foi com desespero que Castiel via cada vez mais a mancha escura de sangue na calça de Sam aumentar. Porém, acorrentado do jeito que estava, ele não poderia fazer nada, a não ser gritar. E foi o que o moreno fez. Começou a berrar a plenos pulmões por ajuda. Pois seria impossível não haver mais ninguém ali naquele lugar com eles e não ter um pingo de compaixão.

O Novak mais novo já estava quase ficando rouco de tanto gritar por ajuda, quando a porta da prisão deles, na falta de um termo melhor para onde se encontravam, e uma jovem loira passar por ela.

Através do cheiro da jovem, Castiel descobriu que ela era uma beta e também pôde notar que ela estava claramente contrariada, como se estivesse sendo obrigada a estar ali. O moreno tentava decifrar o que ela estaria fazendo ali, quando ele percebe que ela está vestida toda de branco, fazendo o moreno imaginar se ela seria alguma espécie de médica ou enfermeira.

Suspeitas essas confirmadas ao ver a reação da jovem ao ver a poça de sangue que se formava aos pés do mais alto. Mais do que depressa, ela estava junto dele, fazendo algum tipo de exame preliminar e fechando a cara em desprezo, vendo o que aquele ser odioso fez ao jovem.

- Aquele miserável... Ele não tem coração? - A jovem exclama furiosa, antes de sair da sala.

Castiel estava meio confuso com a atitude da moça, porém ele não teve tempo nem de sequer tentar entender quando a jovem volta acompanhada por um homem corpulento, carregando uma espécie de maca. Assim que os dois chegam perto de Sam, a jovem manda o homem ao seu lado montar a maca e abrir as correntes que prendiam o rapaz, o deixando quase suspenso.

Assim que é obedecida, a jovem pede ajuda e os dois juntos, colocam o Winchester mais novo deitado na maca. Mais do que depressa, a jovem misteriosa começa a despir Sam, para saber qual é a gravidade de seu estado. Quando o seu acompanhante fez menção de ajudá-la, a jovem se recusou e ordenou que ele fosse buscar o resto das coisas que ela precisava.

A jovem então, termina de despir Sam e com um pano que ela trouxe dentro de um balde, que Castiel pôde perceber pela ligeira fumaça que saía de dentro do recipiente, era de água quente ou morna, começa a limpar o sangue em excesso do corpo do mais alto. Após ela remover uma quantia considerável do líquido espesso rubro, ela mergulha mais uma vez o pano no balde e após torcê-lo bem, a jovem o coloca na entrada de Sam, tentando estancar o sangue que teimava em sair dali em uma profusão absurda.

Incicialmente, junto com a confusão que estava sentindo, Castiel também sentia receio por medo da jovem machucar ainda mais Sam, mas ao perceber o cuidado com que ela estava cuidando do companheiro do seu irmão, ele se permitiu relaxar um pouco. Ainda mais quando ele, graças à sua audição apurada, ouviu a jovem sussurrar ao ouvido de Sam que tudo ficaria bem e que ele teria que ser forte por ele e pelo filhote que ele estava esperando, enquanto enxugava o suor da testa do moreno com outro pano que ela tinha trazido consigo.

O barulho da porta sendo aberta novamente, assustou o Novak que tinha toda a sua atenção voltada para a garota que estava cuidando de Sam. Virando o rosto em direção ao barulho, ele viu alguns homens carregando algo que o moreno deduziu como sendo aparelhos e instrumentos médicos e outras coisas próprias para se tratar da saúde de alguém. Ao ver que o quer tinha pedido tinha chegado, a jovem cobre o corpo de Sam cuidadosamente com um lençol fino e prontamente começa a instruir os recém-chegados onde cada coisa deveria ficar.

Logo em pouco tempo, uma mini-enfermaria foi montada e dispensando os homens daquele local, a jovem se pôs a analisar o real quadro clínico de Sam. Fazendo um rápido exame, ela descobre o tipo sanguíneo de Sam e vasculhando em uma caixa, ela pega uma bolsa com o mesmo tipo de sangue do moreno e com o auxílio de uma agulha, ela conecta a bolsa à veia do braço do rapaz, repondo o sangue o mesmo havia perdido. Ela estava prestes a ligar um outro aparelho, quando é questionada pela primeira vez por Castiel, que não conseguiu assistir a tudo calado.

- Ei... Ei moça? Ele vai ficar bem? - O ômega perguntou, torcendo para que a jovem fosse mais receptiva do que os captores deles.

A jovem se assusta com o chamado do ômega, pois se focou tanto em ajudar Sam, que havia esquecido do outro homem lá dentro. Se virando para Castiel, ela lhe dirige um sorriso sincero e responde:

- Não sei ainda qual é o atual estado da saúde dele, mas eu prometo que farei de tudo para que ele fique bem. - A voz da garota era suave, mas estava carregada de desprezo ao continuar. - Aquele Crowley... Acha que todos temos que nos curvar perante a ele e o que ele fez a este rapaz... É desumano!

- Você então conhece o Crowley? - Castiel não consegue conter a sua curiosidade.

- Sim, mas gostaria de nunca tê-lo conhecido. Nem a ele e nem aquela bruxa ruiva da mãe dele. - A jovem responde, passando um gel sobre o abdômen de Sam. - A propósito, meu nome é Jéssica Moore. Mas pode me chamar de Jess.

- Sou Castiel... Castiel Novak. - O moreno responde. - Mas pode me chamar de Cas.

- Novak? - Jéssica se surpreende. - Você é o irmão de Miguel Novak?

- Sim sou... - Castiel responde, surpreso por ela saber disso.

- Você é o ômega... O troféu que Crowley tanto está se gabando. - A loira diz.

- Troféu? - O moreno fica confuso com as palavras da loira. - Como assim troféu?

Jéssica suspira fundo, percebendo que os dois ali, junto com ela são mais duas vítimas nas mãos daquela insana família MacLeod.

- Olha Cas... - Jéssica decide revelar o plano de Crowley e Rowena para Castiel. - Tenho muita coisa para te contar e não são boas... Mas antes, precisarei da sua ajuda para tratar do seu amigo.

E dizendo isso, ela vai até a porta e dá duas ligeiras batidas na madeira. A mesma se abre, revelando o mesmo cara que abriu as algemas das correntes que prendiam Sam.

- Preciso da ajuda dele. - Jéssica falou com firmesa ao homem. - Liberte-o das correntes, agora!

Sem questionar, o homem, que ainda era mais alto do que Sam, abre as algemas de Castiel, e rapidamente volta por onde entrou, trancando novamente a única saída dali. O Novak mais novo sente um imenso alívio ao ter suas mãos livres do aperto daquelas argolas de metal. Ele ia aagradecer a Jéssica, porém essa fez um gesto para que o moreno a seguisse até a amaca onde o corpo de Sam repousava. Dando algumas intruções a Castiel, Jéssica começa então a contar o plano desvairado de Rowena e Crowley.

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- VOCÊ FEZ O QUÊ? - A indignação contida no tom de voz de Rowena transparecia o estado emocional em que a ruiva se encontrava nesse momento. - Pedeu a cabeça, o juízo, Fergus?

- Ora, mamãe... - Crowley dizia enquanto andava calmamente até o bar na outra extremidade da sala, se servindo de uma generosa dose de uísque. - Aconteceu em um momento de raiva. Aquele ômega Novak soube como me tirar do sério e acabei descontando no companheiro do irmão dele.

- Mas é nessas horas que você deve manter a cabeça fria, meu filho. - A ruiva fala, já mais calma. - Da próxima vez que ele tentar lhe tirar do sério novamente, coloque aquele ômega desprezível no lugar de direito dele, o de submisso ao seu alfa.

- É o que pretendo fazer se ele me desafiar novamente, mamãe... Mas em realação ao outro, eu já mandei ajuda médica para ele. - O moreno diz bebericando um gole de sua bebida. - Enviei aquela vadia da Moore para cuidar dele.

- Hum... Excelente, Fergus! - Rowena se surpreende com a rápida ação do filho. - Assim nós não perderemos os nossos preciosos troféis e nem corremos risco de sermos delatados, pois senão o pai daquela menina irá sofrer pelos atos dela.

- É isso aí, mamãe. Mas por ora, temos que nos preparar, pois o filhote do Novak escapou e a essa altura ele já sabe do rapto de seus dois tesouros e não irá medir esforços para conseguir encontrá-los.

- Não se preocupe, meu bem. - Rowena retruca com um sorriso sádico em seu rosto. - Enquanto você colhia o feijão, eu já estava com a feijoada pronta. Nossos álibis já estão forjados e são perfeitos.

- Essa é a minha querida mãezinha, que sabe agir nos momentos certos! - O moreno diz se levantando e dando um beijo estalado na bochecha da mãe.

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A mistura de emoções que estavam tomando conta de Dean não eram apenas perceptíveis através de seu cheiro, como que parecia que poderiam ser tocadas de tão densas que exalavam do loiro. E a demora daquele elevador em subir até o andar que ficava a sala de Miguel, apenas aumentava ainda mais a confusão de sentimentos do Winchester mais velho.

Era tanta coisa que sentia, entre elas medo, angústia, dor e desespero, todas em um nível de intensidade tão grande, que nublavam todos os sentidos do alfa. Nublavam de tal maneira que foi seu irmão Adam que veio dirigindo o carro de Dean, trazendo-o para a Corporação Novak.

E Charlie havia vindo junto, pois ambos, Adam e ela estavam preocupados com Derek, com quem os dois desenvolveram uma forte amizade. Ao ver o irmão bufar pela enésima vez em impaciência, Adam não resiste:

- Dean... Dean... - O loiro de olhos azuis consegue a atenção do irmão, se assustando com a intensidade de dor que transparecia nos antes brilhantes olhos verdes do irmão, agora sem vida, opacos. - Se acalme. Vai tudo dar certo. Nós iremos achar o Castiel e o Sam.

Dean ao mesmo tempo que ficou orgulhoso do homem que o irmão estava se tornando, não tinha palavras para rebater o as palavras do mesmo. Parecia que todos os sentimentos negativos que ele estava sentindo estavam apagando toda e qualquer esperança que o loiro possuía de encontrar o seu irmão e o seu amado. Charlie, sendo ômega, sentia de um modo mais claro o que Dean estava sentindo e sem dizer nada, a ruiva estreia o seu líder e amigo em um forte abraço, sinalizando para Adam se juntar a eles.

Ao sentir o apoio de sua família, Dean não aguenta mais segurar e deixa as lágrimas que ele pensou que tinham acabado, rolarem livremente pelos seus belos olhos, apertando um pouco mais seus braços ao redor dos dois que lhe estavam dando apoio e consolo, querendo transmitir através desse gesto a gratidão que ele estava sentindo pelos dois nesse momento.

Enfim o elevador dá sinal que chegaram no andar desejado e imediatamente suas portas abrem, revelando o saguão que dava para a sala de Miguel. Dean murmurou um “obrigado” a Adam e Charlie e sai andando a passos largos com os dois em sua cola até a sala de Miguel. Eles estavam quase chegando a sala do alfa moreno, quando são interceptados por um agitado Kevin, que os direciona até a sala de reuniões, que era onde Miguel os estava esperando.

Ao entrarem na sala, os três levam um susto ao ver o estado em que o moreno se encontrava. Ele estava ajoelhado, com suas mãos sobre o seu abdômen e suas roupas estavam rasgadas, mostrando claros arranhões em sua pele, que Dean deduziu ter sido feitos pelo próprio Miguel em sua angústia ao saber do rapto de Sam. Mas o que deixou o loiro confuso foi a dor que emanava no cheiro de Miguel. Porém o mais estranho era que a dor não parecia vir dele e sim de outra pessoa.

Só então Dean percebeu que aquela dor era similar aquela que ele sentiu vindo de Cas. A dor que exalava de Miguel, era de Sam e estava sendo manifestada através da ligação que Miguel tinha com Sam. E se a dor de Sam vinha do seu abdômen, siginifica que a vida do filhote deles estava em perigo.

Se sentindo extremamente impotente, Dean apenas se ajoelha a frente do alfa e o envolve em um abraço apertado, como se quisesse carregar parte da dor que o mais velho sentia, abraço esse retribuído por Miguel. Apesar de4 aparentar estar sentindo muita dor e estar mais desesperado do que ele, Dean sentia pouco a pouco as batidas de seu coração se acalmarem ao sentir as batidas suaves e rítmadas do coração de Miguel contra seu peito. E isso faz o efeito contrário ao do alfa loiro: ele queria consolar e acalmar o moreno, mas que estava fazendo isso com ele, era Miguel.

O cheiro de Dean, que antes estava carregado com uma confusão de sentimentos, aos poucos foi abrandando seu odor, até ficar apenas os sentimentos de calma e preocupação. O cheiro de Miguel também foi abrandando, quase não sendo possível mais distinguir a dor que antes estava presente em seu odor, restando apenas a mesma preocupação que Dean sentia, a preocupação pelo bem-estar de seu companheiro.

Afrouxando um pouco o abraço, Dean ajuda o moreno a se levantar e assim que os olhos de ambos se focalizam, Dean não precisou das palavras do alfa-superior Novak lhe agradecendo por esse apoio, pois o olhar deste já dizia tudo.

- Dean... - A voz do moreno estava carregada de dor. - Eu... eu senti o medo do meu menino através de nosso elo e não pude fazer nada...

- Eu também senti, Miguel. - A voz do loiro também estava igualmente carregada de dor. - O que senti foi tão intenso que cheguei a desmaiar.

- Temos que descobrir quem fez isso, essa barbaridade, Dean. - O alfa moreno limpa as lágrimas de seus olhos e tenta se recompor, mas a sua camisa e o seu terno já não tinham mais salvação. - Derek presenciou tudo e acho que ele pode nos ajudar.

Só nesse momento Dean percebeu que o filhote passou por mais esse trauma e se sentiu culpado de só pensar na própria dor.

- E ele como está? - Dean pergunta.

- Abalado. - Miguel diz, guiando Dean, Charlie e Adam até a sua sala. - Parece que quando estava acontecendo esse rapto, Sam usou de sua voz de comando e a usou em Derek para poder salvá-lo. E enquanto ele corria para bem longe, ele se encontrou com Gadreel que ao saber do que tinha acontecido, não perdeu tempo e rapidamente o trouxe para cá.

- E onde eles estão? - Questiona Dean.

- Na minha sala. - Miguel responde automático. - Que é pra onde vamos.

Ao entrarem no ambiente de trabalho do Novak mais velho, Dean sentiu seu coração se apertar. Gadreel estava sentado no chão com Derek em seu colo, agarrado ao loiro com força, como se ele fosse abandoná-lo a qualquer momento. O alfa enfermeiro com uma mão afagava os fios negros da cabeça de Derek, tentando consolá-lo e na outra estava seu celular, indicando que havia acabado de fazer uma ligação.

O desespero que todos sentiam no cheiro do menor, chegava a machucar o olfato dos quatro recém-chegados de tão forte que emanava do filhote. Notando a presença do pai e do tio de Derek ali, Gadreel com delicadeza ajuda o filhote a se levantar e assim que o garoto vê Dean, ele se agarra ao loiro, com o desespero em seu cheiro ainda mais.

- Tio Dean! - O menor falava com a voz abafada. - Me... me per-perdoa! Eu... eu não... não con-consegui ahudá-los...

- Oh, meu anjo! - Dean estreita ainda mais o filhote em seus braços. - Você não teve culpa... Graças aos céus que pelo menos você se salvou, assim poderemos salvar seu tio e seu pai Sam.

- É tudo culpa minha! - O menor insistia em se culpar pelo o que aconteceu. - Eles estavam preocupados comigo e se eu fosse mais forte, eles poderiam estar aqui conosco...

Dean com cuidado afasta o filhote um pouco até seus olhos se encontrarem. Ali, olho no olho, o alfa loiro tenta tranquilizar o filhote:

- Derek... Isso não foi culpa sua. Momentos como esse podem acontecer na vida de qualquer um e não se tem como prever quando, como ou onde irá acontecer. - O filhote abraça novamente o tio, que continua a falar, afagando as costas do menor. - Agora eu preciso que você se acalme e nos diga tudo o que você puder se lembrar para podermos achar Sam e Castiel...

- Tá... - A voz do filhote sai mais calma depois das palavras do alfa loiro.

E enquanto Dean conversava com o filhote, Gadreel havia feito um sinal para Miguel e ambos se encontravam do outro lado da sala, conversando.

- Miguel... Meu companheiro é detetive e acabei de explicar a ele o que aconteceu. E ele se ofereceu para ajudar a encontrar Sam e Castiel.

- Oh, Gadreel! Eu agradeço e aceito... Qualquer ajuda para encontrar o meu irmãozinho e o meu amor é bem-vinda! - Miguel diz emocionado com a atitude do enfermeiro. - Peça para ele vir aqui, para podermos traçar um plano de busca.

- Pode deixar, Miguel. Já vou ligar para ele...

E dito isso, Gadreel deixa a família a sós para poder falar com seu marido.

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- E eu aposto que darão um jeito de te implicar nesse sequestro, Naomi. - Rafael termina de colocar a par o rapto do Novak e do jovem desconhecido.

- Hum... Quer dizer então que o filho da Rowena enlouqueceu de vez? - A morena retruca pensativa. - A obsessão dele pelo ômega irmão do Novak o fez a cometer tal ato? E impensado pelo jeito, pois o filhote de Miguel conseguiu escapar. E ele será uma testemunha valiosa caso eles consigam ligar os fatos e chegarem até Rowena e Crowley...

- Por isso que eu acho que a senhora tem que tomar providências imediatas. Senhora Kreuss. - Rafael fala. - Eles com certeza irão forjar álibis e podem cogitar a desviar a culpa deles à senhora ou até mesmo ao Salazar...

- Bem... Nessa o Mathias se safou, pois aquele alfa nanico viajou a trabalho há algumas semanas atrás e pelos meus contatos, ele agora está na Austrália, o que o deixa com um álibi inquestionável. - Naomi suspira antes de continuar. - De qualquer forma, acho que as suspeitas ainda recairão sobre a família MacLeod, já que o alfa da família nunca escondeu o fato de que algum dia o ômega Novak seria seu.

- Mas... - Rafael é interrompido pela morena.

- Nada de “mas” Rafael. Agradeço a sua preocupação, mas eu não serei acusada de um crime que não cometi. Ao contrário, preciso que você descubra tudo sobre esse rapto e quem sabe essa não será a primeira vez que ajudarei o alfa Novak... E realmente foi uma pena... O dossie que Bartolomeu fez para mim das atividades diárias dos Novaks estava tão detalhado...

A princípio Rafael fica confuso, mas depois entende as palavras da alfa Kreuss e com um sorrisinho nos lábios, ele se despede da alfa, indo colher informações para poder acabar com os MacLeods de uma vez por todas.

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Após os cuidados de Jéssica e Castiel, Sam agora descansava na maca que fora trazida mais cedo. A loira se mostrou competente e fez todos os exames que aquele “centro médico” permitia e constatou que tanto Sam quanto o filhote que estava carregando estavam bem. O sangramento que o moreno teve foi em conseguência dos socos de Crowley terem atingido alguns vasos sanguíneos perto do intestino delgado do moreno, o que fez o líquido rubro descer através do ânus do maior.

Castiel ainda processava todo o plano que Crowley tinha para eles e que tinha descoberto através de Jéssica. A loira também contou a sua história ao moreno e se lamentava por estar compactuando com isso, porém ela não tinha tido escolha. Havia caído em uma armadilha de Rowena e se ela não cumprisse o acordo de escravidão de cinco anos imposto pela ruiva, quem pagaria o preço, e que era alto demais, era o seu pai.

O Novak mais novo ficou abismado com a crueldade de Crowley para com a garota e decidiu que se saíssem dessa, ele iria ajudar a jovem. Eles estavam sentados no chão, perto da maca de Sam conversando, quando a atenção de ambos é atraída pelo barulho da porta sendo aberta. Sentindo e reconhecendo o cheiro da pessoa que estava entrando ali, Castiel institicamente se coloca diante de Jéssica, a protegendo.

Quando Crowley passou pela porta e viu a atitude do ômega, soltou um riso de puro deboche.

- Você acha que pode me vencer, Castiel? - A voz irônica do moreno enojava Cas. - Sei que você sabe lutar, meu ômegazinho, mas é de conhecimento geral que os alfas são mais fortes do que vocês, ômegas, que nasceram apenas para nos satisfazerem.

- Porém nada me impede de tentar. - Castiel sustenta o olhar maligno de Crowley. - Porque você só conseguirá algo de mim apenas à força.

- Ah é, meu pequeno valente? - Crowley ri como alguém que tem algo na manga. - Mas eu posso submetê-lo, esqueceu? Eu sou um alfa e eu tenho a voz de...

- Comando... - Jéssica completa. - Mas isso seria muito cruel.Por que você não aceita que ele já achou o seu companheiro e desiste disso?

- Porque ele é meu por direito. Eu descobri o seu status primeiro e era lógico que ele fosse entregue a mim... Mas aquele idiota do irmão dele me negou esse direito ancestral.

- Direito ancestral? - Cas estava estupefato. - Eu não sou um objeto e jamais serei seu, Crowley! JAMAIS!

- Tem certeza? - Crowley pergunta. - Pois então, vamos ver se você resiste: CASTIEL EU ORDENO QUE VOCÊ VENHA ATÉ AQUI, COMPLETAMENTE NÚ E SE ENTREGUE DE BOA VONTADE A MIM...


Notas Finais


Espero que tenham gostado e comentem. Mandem o sarrafo pra cima de mim que eu aguento... Preciso saber o que eu tenho que melhorar... E mandem sugestões do que querem ver na fic... Eu juro que tento adaptar as idéias de vocês no enredo... Blz?
Abraços e um recadinho:
Dêem uma olhada nas minhas outras fics:
Supernatural - Destiel: https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-supernatural-a-maior-forca-do-mundo--o-amor-4804283
Teen Wolf - Peterrish: https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-teen-wolf-o-caminho-para-redencao-5820574


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