História Encontro Marcado - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Exibições 128
Palavras 1.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


História sem fins lucrativos, feita de fã para fã, o único intuito é divertir.
Boa leitura! ;)

Capítulo 6 - Proteção


- Que ideia é essa de se banhar? – Alexandre resmungava enquanto acompanhava Giovanna por entre as tendas.

- Ora, eu sou uma mulher! – ela exclamou e ele arcou as sobrancelhas ao ouvir a palavra mulher – Não posso ficar a vida inteira me higienizando com panos.

Ele não disse nada, apenas continuou a andar com ela em seu encalço. Giovanna percebera que desde o curativo que fizera, Alexandre tentava ser um pouco mais benevolente com ela, mas a maioria das vezes não conseguia. 

Caminharam alguns minutos por entre a floresta que ficava perto do acampamento e logo chegaram a beira de um rio com uma fraca correnteza.

- Banhe-se, então. – ele disse, se sentando em uma pedra. Giovanna o olhou com as sobrancelhas erguidas.

- Pretende ficar e assistir?

- Não espera que eu a deixe aqui sozinha não é? – ele riu fingindo graça.

- Não vou fugir, já lhe prometi! – Giovanna disse irritada. Alexandre não respondeu e ela bufou – Pode pelo menos virar um momento?

- Pra você sair correndo? De jeito nenhum.

Giovanna o olhou nervosa mas desistiu. Foi até a beira do rio e agachou. Colocou as duas mãos sobre a água que estava morna.

- Pretendo continuar a viagem hoje ainda. – ela ouviu a voz dele e revirou os olhos – Então ande com isso.

Giovanna se levantou e começou a desfazer os nós de suas roupas com o olhar na outra margem do rio. Alexandre desviou o olhar dela, mas não conseguiu desviar os pensamentos. Logo já estava lembrando-se do dia anterior, em que ela o fez o curativo com suas pequenas mãos que roçaram por sua pele. Ele a olhou novamente, ao escutar o barulho da água. Giovanna entrava vagarosamente no rio, vestindo suas roupas de baixo. A presença de Alexandre não permitiria que ela tomasse um banho de verdade. Mas ele não sairia dali mesmo se sentindo desconfortavelmente quente ao vê-la com as roupas molhadas e coladas ao corpo.

- Devia fazer isso também, sabia? – ela falou notando que ele a observava – Às vezes é bom.

- Está me convidando para entrar aí com você? – Alexandre levantou uma sobrancelha – O que faz aqui Leonardo? – Giovanna se assustou com a voz de Alexandre que aumentou várias oitavas.

Um rapaz de olhos claros e feições duras saiu de dentro da mata e caminhou até eles.

- Queria saber se partiremos hoje mesmo.

Giovanna se encolheu ao ver que o olhar dele caíra sobre ela. Foi o pior olhar que ela recebera em sua vida. Nem o olhar sarcástico de Alexandre transmitia coisas tão ruins como aquele.

- Que pergunta é essa? É claro que vamos. – Alexandre disse irritado. Percebeu o olhar de Leonardo sobre Giovanna e avançou até ele – Suma daqui. ANDA!

Ele esperou até ver a silhueta de Leonardo desaparecer por entre as árvores, e se virou para Giovanna.

- Saia daí! – ele falou pegando uma toalha. A jovem o olhou exasperada.

- Mas eu nem comecei!

- Não discuta comigo, menina.

Giovanna saiu a contra gosto. Torceu os cabelos e um pouco da roupa que agora marcava-lhe totalmente o corpo. Alexandre resmungou alguma coisa que ela não entendeu enquanto a enrolava na toalha.

A morena já havia perdido a conta de quantas horas tinham se passado desde que voltaram a viagem. O cenário continuava o mesmo e aquilo a entediava. Para ajudar, o único barulho que ouvia além do trote do cavalo era a respiração profunda de Alexandre. Ela se ajeitou o melhor que pode no desconfortável banco e procurou voltar sua atenção para a janela. Alguns segundos depois escutou Alexandre a chamando e voltou sua atenção para ele. Sorriu ao perceber que ele dormia profundamente e que a chamara inconscientemente. Como ele dormia, Giovanna pode lhe olhar melhor. Era estranho saber que alguém tão rude tinha traços tão delicados e que, pelo menos enquanto dormia, aparentava uma serenidade que ele não tinha. Ela ficou de pé e se aproximou mais, tencionando vê-lo mais de perto quando a carruagem parou abruptamente, a derrubando no colo dele. Alexandre despertou assustado e percebeu que Giovanna estava sentada desajeitadamente em seu colo. Ela tinha as faces avermelhadas e o encarava de olhos arregalados.

- Me perdoe, foi um acidente. – ela murmurou, sem desviar o olhar dos dele. 

Giovanna fez menção de se levantar quando percebeu que Alexandre tinha as duas mãos em sua cintura, a segurando. Desta vez, ele não usou nenhuma força, apenas a olhava de um jeito que ela não se lembrava de ter visto antes, a fazendo perder o controle de si. Estava com o rosto próximo ao rosto dele quando alguém bateu na porta da carruagem com força. Ela se levantou rapidamente e se sentou em seu banco, ainda com o rosto vermelho. Alexandre não desviou o olhar dela tão cedo e tampouco o fez enquanto discutia com os outros homens detalhes do local aonde acampariam aquela noite.

Já era tarde, ela sabia. Fazia tempo que já não ouvia voz de ninguém do lado de fora. Estava rolando pelo colchão desde a hora que deitara. Não ia conseguir dormir. Estava preocupada pensando se Amélia estava melhor ou se já havia chegado em casa. Pelo menos ela poderia dar notícias a seu pai. Giovanna também não podia parar de pensar em como seria quando chegasse à Inglaterra e fosse, finalmente apresentada ao ilustre conde Lewis Jones. Só de pensar nesse momento ela sentia as lágrimas chegarem ao seu rosto.

Desistiu de ficar deitada. Pegou o lampião que estava ao seu lado, no chão e caminhou até a saída da tenda. A noite estava quente e terrivelmente silenciosa. Mas ela já havia acostumado com a escuridão. Até conseguia ver a silhueta das montanhas ao norte, só não conseguia enxergar Alexandre. Ele deveria estar ali, sempre estava a postos para impedi-la de uma possível fuga. Mas ela não fugiria, não depois do que acontecera com Amélia.

- Nero? – ela perguntou apertando os olhos para uma figura que via ao longe. Só que ele não respondeu. Giovanna deu vários passos em direção a ele, erguendo o lampião na altura de seu rosto para enxergar melhor – Senhor Nero?

Ela viu que a figura a notara e se mexia em sua direção. Ele foi chegando perto e mais perto de modo que Giovanna pode notar, que não se trava de Alexandre. Mas era tarde demais. Seus dedos soltarão o lampião ao mesmo tempo em que uma mão era pressionada fortemente contra sua boca. Ele a arrastou sem dificuldades apesar dela se debater entre seus braços.

Giovanna foi jogada contra um tronco de árvore e sua cabeça ali bateu fazendo com que ela perdesse os sentidos por alguns segundos. Mas ela podia sentir mãos a invadindo por todas as partes, rasgando sua roupa e uma boca sedenta por seu pescoço.

- PARE! – ela berrou, mas não sabia se foi alto suficiente. Não sabia se estava longe ou perto dos outros. Sua cabeça latejava de dor e as forças que conseguia juntar eram apenas para estapear o homem que estava em cima de seu corpo.

Ela desatou a berrar, apesar do homem tentar calá-la com a mão. Giovanna se debatia e alguns fiapos de madeira entravam em sua pele, mas ela não se importava, só queria que ele parasse. Então, um estampido forte que pareceu queimar sua orelha cortou a noite, e o homem parou. Uma luz fez com que ela fechasse os olhos bruscamente.

Quando os abriu, viu Alexandre com uma arma na mão.

- Meu Deus. – ela murmurou com a voz tremula sentindo um líquido quente molhar sua roupa.

Alexandre se abaixou e tirou o corpo de Leonardo de cima de Giovanna. O olhar da menina era de puro desespero. Seus olhos e rosto estavam encharcados e sua roupa rasgada com uma mancha enorme de sangue. Ele se assustou ao ver que ela o agarrava com todas as forças e começava a soluçar sobre o seu peito.

- Eu sinto muito. – com dificuldade, ela soltou entre os soluços – Eu não devia ter saído... Eu não queria... – Ela chorava e o agarrava pelas roupas em sinal de desespero.

- A culpa não foi sua. – ele disse em uma voz diferente do normal – Ele a desejava faz tempo. – Giovanna o olhou, ainda com o braço envolta dele. Alexandre parecia falar mais para si do que para ela – Todos estão assim, menos Giane que parece ter a cabeça no lugar.

A luz estava fraca, mas Alexandre pode ver o medo passando pelos olhos de Giovanna.

- Não vai deixar eles me fazerem nada, não é? – o tom de suplica em sua voz era evidente – Por favor, senhor Nero, me proteja.

- Matei um dos meus homens por você. – ele respondeu pensativo – Acho que já estou fazendo isso, não?

Giovanna concordou silenciosamente, secando as lágrimas. Pode ver que a maioria do resto do grupo havia acordado com seus berros e o barulho do tiro. Eles agora olhavam, surpresos, o corpo ensanguentado de Leonardo estendido no chão.

- Que isso sirva de lição! – Alexandre falou alto para que todos ouvissem – Ninguém encosta na futura noiva do conde Lewis Jones.



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