História Encontro Marcado - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Exibições 170
Palavras 1.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


História sem fins lucrativos, feita de fã para fã, o único intuito é divertir.
Boa leitura! ;)

Capítulo 7 - Beijo de verdade


- Pode me dizer por que está me seguindo? – Alexandre perguntou ao chegar perto dos cavalos, se voltando para trás e dando de cara com Giovanna.

- Não quero ficar sozinha. – ela murmurou abaixando os olhos. Ele comprimiu os lábios e soltou um resmungo.

- E por isso vai me seguir o dia todo? Não acho que seja uma boa opção.

Giovanna deu de ombros e ele bufou. Ela não ficaria sozinha, não depois do que acontecera na noite anterior.

- Volte para sua tenda. – ele disse arrogantemente.

- Não, por favor. – ela deu um passo na direção dele – Tenho medo.

Alexandre a olhou por um momento e Giovanna teve certeza que ele a expulsaria aos gritos. Mas não foi o que aconteceu.

- Sabe andar a cavalo? – ele perguntou a surpreendendo.

- O quê? Não, eu nunca o fiz.

Giovanna sentiu então as mãos de Alexandre apertarem sua cintura e logo estava sendo levantada. Ela não se surpreendia mais com o fato dele a segurar e a levantar como se não pesasse nada.

- Segure-se bem. – Alexandre disse ao colocá-la sob um cavalo marrom.

- E se eu cair? – Giovanna perguntou nervosa ao ver que ele arrumava as rédeas do cavalo.

- Não vai.

 Giovanna ia contestar a resposta, mas parou ao vê-lo subir às suas costas. O medo que sentiu se esvaziou, e tudo o que ela pode sentir foi o corpo quente de Alexandre grudado ao seu.

- Isso são as rédeas. – sua voz rouca e sua respiração quente passaram pela pele do pescoço de Giovanna que sentiu um arrepio incomodo, sem imaginar o motivo – Segure-as. – ela o obedeceu.

- O que eu faço com elas?

Alexandre pousou as duas mãos sobre as dela que seguravam firmes as cordas. Giovanna chegou a se assustar porque o contato não havia sido nenhum pouco brusco.

- Assim. – ele bateu as rédeas contra o cavalo que começou a andar devagar. Giovanna segurou a respiração, surpresa – Vê?

Ela concordou com a cabeça e se ajeitou com cuidado, arrastando o corpo levemente para trás. Não era tão ruim, e ela sabia que ele não a deixaria cair. Alexandre estava tão próximo, que Giovanna podia quase sentir as batidas do coração dele em suas costas. Sentia o calor, o ar que lhe saía, o perfume e tudo que Alexandre tinha a oferecer. Ele por um outro lado se sentia em um campo de batalha, lutando contra uma pequena e frágil figura que ela representava. Tudo nela o atraía terrivelmente. Os cabelos sedosos, a pele quente e macia que agora roçava em seu corpo, o olhar, a voz. Tudo aquilo o fez desejar não ter subido naquele cavalo.

- Achei que seria bem pior. – ela disse quando ele novamente pousou as mãos sobre sua cintura e a desceu do cavalo.

A noite já tinha caído, mas Giovanna se quer tinha percebido o tempo que ficara com Alexandre. Tinham se afastado razoavelmente do acampamento e aquilo a aliviava. Não gostava de ficar em meio a tantos homens.

- Isso quer dizer que você gostou da experiência? – ele perguntou enquanto passava a mão no cavalo.

- Sim. – ela sorriu sincera – Podíamos andar amanhã não acha, senhor Nero?

Ele riu para si mesmo da sinceridade de Giovanna e do fato que ela realmente acostumara a chamá-lo de senhor.

- Posso ensiná-la a cavalgar sozinha, se quiser. – ele disse a observando sentar sobre a grama.

- Sozinha? – ela o olhou exasperada – Mas eu tenho medo.

Giovanna ouviu os passos de Alexandre às suas costas, anunciando que ele se aproximava.

- E pode me dizer quando você não sente medo?

Ela suspirou, com o olhar no céu estrelado.

- Quando estou com você, acho.

Ele não respondeu. Ficou parado ao lado dela, em pé, olhando a sombra de Giovanna sob a grama.

Os únicos barulhos audíveis eram os de grilos e de corujas que se escondiam por entre a mata que cercavam o campo onde estavam. Estava escuro, apenas a fraca luz que vinha do acampamento, que estava há uma distancia razoável, os iluminava. Alexandre porém, podia ver Giovanna perfeitamente. Seus cabelos castanhos, caindo sobre o ombro, suas mãos pequenas pousadas sobre as coxas e as linhas curvas que lhe enchiam o decote.

- Você entende de estrelas?

- Quê? – Alexandre perguntou chocado.

- Estrelas. – ela repetiu e logo se deitou sobre a grama – Olhe ali. – Giovanna apontou para um ponto no céu.

Alexandre levantou o rosto e seguiu o olhar dela.

- Não assim. – Giovanna protestou o olhando – Deite-se. – ela percebeu o olhar incrédulo dele – Só tem graça quando se olha dessa perspectiva, senhor Nero.

Ele suspirou e se deitou, desconcertado, mantendo certa distância dela.

- Não vejo. – Alexandre apertou os olhos, mas desistiu de procurar ao sentir que Giovanna levara o corpo para mais perto dele.

- Aqui. – ela fez um circulo com a mão, com o braço esticado para o céu, não percebendo que a respiração dele parara por senti-la quase em cima de seu corpo – Agora vê?

A pele do braço de Giovanna roçava levemente contra a do braço de Alexandre, que sequer olhara para onde ela apontou. Seus olhos estavam fixos nela, admiravam os olhos dela que brilhavam mesmo em meio ao breu.

- Vejo.

- Não é linda? – ela perguntou com tom sonhador.

Se virou para Alexandre e percebeu que ele a olhava. Só então se deu conta de como estavam próximos. Podia ver o contorno dos lábios finos e dos olhos negros. Os cabelos levemente cacheados que caiam sobre o rosto, o peito cheio, forte, as feições limpas e perfeitas que chamavam sua atenção.

Giovanna não tinha mais medo dele e pouco a pouco percebia que também não o odiava. Nem mesmo quando Alexandre colocava suas mãos fortes sobre ela... Na verdade ela se pegava desejando que ele assim o fizera e aquilo a confundia. Não sabia que tipo de sensação era aquela, mas foi aquilo que a fez se aproximar mais e levar o rosto até o dele. Alexandre não moveu um músculo. Apenas a deixou descobri-lo. Mas Giovanna não sabia o que fazer, nunca havia estado tão intimamente perto de um homem. Porém, ela não pode controlar a vontade que tinha de grudar seus lábios nos dele.

Ela o fez devagar, temendo que Alexandre a impedisse, mas ele não o fez. Sentiu os lábios dela passarem sobre sua boca e se arrepiou totalmente. Ela era tão ingênua que não entendia que aquele simples ato o colocara a beira da loucura. Giovanna fez de novo, roçando a boca sob os lábios dele, sem grudá-los totalmente. Tinha medo de estar fazendo errado, mas era o que sabia, o que imaginava. Desceu, involuntariamente a boca para o queixo de Alexandre e o ouviu arfar alto. Se afastou alguns centímetros, certa de que ele a repreenderia, mas ele pousou uma mão sobre sua cintura e a apertou. Outra mão foi parar na nuca de Giovanna que sentiu o rosto sendo abaixado devagar e logo seus lábios foram invadidos pela boca de Alexandre. Era quente, macia. Ele acariciava seu pescoço, seus ombros e costas enquanto movia, devagar sua língua. Um frio no estomago incomodo a atormentou. Primeiro ela apenas sentiu como ele apertava a boca contra a dela. Depois ela o imitou, fazendo com que ele apertasse mais a mão que mantinha em sua cintura. Enfim, Giovanna sabia o que era um beijo de verdade.


Notas Finais


Mais um capítulo pra compensar o sumiço. :D


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