História Encontro Marcado - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Exibições 138
Palavras 1.877
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


História sem fins lucrativos, feita de fã para fã, o único intuito é divertir.
Boa leitura! ;)

Capítulo 8 - Dia ruim


Alexandre concordou com a cabeça distraidamente, sem prestar atenção em Gianecchini. Ele dizia algo sobre o atraso da viagem, mas Alexandre não o ouvia. Tinha seu olhar voltado para a tenda de certa morena, que a essa altura devia dormir tranquilamente, apesar do sol já ter nascido há horas. E ele sabia o motivo daquilo, sendo o principal responsável. Esse pensamento o atormentava de tal maneira, que até Giane – que nunca discordava de alguma ordem de Alexandre – estranhava a atitude.

- O que você tem?

- O quê? – Alexandre piscou com força e se virou para Gianecchini – Estava prestando atenção no que dizia.

- E o que pensa a respeito? – Giane ergueu uma sobrancelha, desconfiado.

- A respeito de quê?

- De nos livrarmos do peso extra, a fim de ganhar velocidade. – Giane explicava pela terceira vez o que dizia – E de virarmos noites, afinal poderíamos nos revezar.

- Certo, certo. – Alexandre murmurou distraído ao ver que Giovanna agora se espreguiçava em frente a sua tenda – Resolveremos isso mais tarde.

- Mas senhor...

- MAIS TARDE, GIANE! – ele concluiu, fazendo Gianecchini se afastar.

- Giane! – Giovanna chamou o moreno que agora atravessava o acampamento com pressa. Ele parou ao ouvir a voz de Giovanna e sorriu enquanto se aproximava dela – Aconteceu algo?

- Nada, só mais um ataque de mau humor matinal do Nero. – ele comentou, deixando Giovanna confusa – Está se sentindo bem?

- GIANE!

- Começou cedo hoje... – Gianecchini murmurou antes de se virar e dar de cara com Alexandre – Pois não senhor?

- Comece a se desfazer do que é desnecessário agora.

- Mas não íamos resolver isso só...

- Agora! – ele respondeu secamente e observou Giane andar em direção as carruagens. Quando considerou a distancia entre Gianecchini e Giovanna suficiente, Alexandre se voltou para ela, que o olhava atentamente – E quanto a você, precisa se desfazer de algumas coisas.

- De algumas coisas? O que o senhor diz quando...

- Aquele seu baú enorme, por exemplo. – ele percebeu que Giovanna ficara pálida ao ouvir aquilo, mas não demonstrou nada – Você podia se livrar daquilo.

- Mas e minhas roupas? Minhas jóias? – Giovanna começou a andar de um lado para o outro, parando repentinamente na frente de Alexandre – Você quer que eu me apresente ao conde com estes trapos? – ela segurou a blusa larga que usava.

- Você ganhará roupas e jóias novas, não precisa dessas porcarias.

Alexandre bufou e deu as costas para Giovanna. Ele parecia desconfortável com algo, mas ela não entendeu com o quê. Ela se aproximou dele e colocou a mão em seu ombro, com um sorriso incerto nos lábios. Ela percebeu que ele respirou fundo e esperou uma resposta rude, mas quando Alexandre falou, aparentava mais calma.

- Escolha um vestido. APENAS um. – ele disse, tentando ignorar a proximidade dela.

- Me ajude a escolhê-lo, senhor Nero.

Alexandre se voltou para Giovanna e percebeu que ela não estava brincando. Soltou um riso nervoso, que ela julgou como sarcasmo, já estava desacostumada com a ironia dele.

- Não entendo de vestidos menina. – ele recomeçou a andar – Escolha o que julgar mais apropriado e me avise quando terminar.

- O senhor não entende! – Giovanna voltou a andar atrás de Alexandre – Eu preciso da sua ajuda!

- Não entendo de vestidos, já lhe disse. – ele continuava a andar rapidamente, obrigando Giovanna a praticamente correr para alcançá-lo – Então por que precisa de minha ajuda?

- Bem, eu não conheço o conde e como você trabalha para ele, deve saber qual lhe agradará ou não. – Alexandre parou de andar e segurou Giovanna pelo braço. Ela sentia que ele a apertava com mais força que o habitual, mas não entendia o porquê.

- Se vista e volte aqui, então lhe direi se é apropriado ou não. – ele a soltou – E faça isso rápido, não tenho o dia todo para perder lhe ajudando.

- Voltar... aqui? – Giovanna correu os olhos pelo lugar, haviam vários homens conversando tranquilamente não muito longe de onde ela e Alexandre estavam.

Ele olhou o grupo de homens que ria e falava sobre mulheres. Não podia expor Giovanna e arriscar perder mais um homem. E não queria que ninguém a visse arrumada como antes, somente por garantia. Alexandre percebeu que seria imprudente fazer aquilo, mas não imaginava outra solução.

- Não pode ficar comigo enquanto escolho? – ela perguntou enquanto olhava para o chão.

- Que ideia absurda menina... – ele não parecia acreditar no que Giovanna havia dito.

- Por favor, senhor Nero. – Giovanna ergueu os olhos para Alexandre, que a encarava.

Ele não saberia explicar como ou porque, mas alguns segundos depois Giovanna o segurava pela mão enquanto caminhavam em direção a sua tenda.

- Já pode abrir os olhos. – ele ouviu a voz de Giovanna, vinda do outro lado da tenda.

Ele estava de costas para ela e mantinha os olhos fechados, assim como ela pedira. Mas Alexandre só havia concordado com aquilo porque se sentiria menos tentado.

Ele abriu os olhos e se virou para Giovanna, ficando de costas para a entrada da tenda, que ela verificou se estava fechada pelo menos três vezes antes de experimentar o vestido escolhido. Ela usava um vestido champagne, com detalhes cor de ouro envelhecido e que marcava a sua fina cintura. Ele percebeu que ela segurava a parte de cima de seu vestido com ambas as mãos, só não imaginou o motivo.

- Pode me ajudar a fechar isso? – ela se virou de costas para ele, mostrando que ao contrário da maioria dos espartilhos, este tinha as amarras na parte de trás.

Alexandre caminhou até Giovanna e percebeu que os longos cabelos castanhos dela estavam sobre as amarras, dificultando ainda mais aquela tarefa.

- Seu cabelo. – ele murmurou secamente.

- Segure o espartilho com força, por favor. – ela murmurou e ele levou as mãos até as amarras – Não, eu digo pela cintura.

Alexandre engoliu em seco e colocou ambas as mãos na cintura de Giovanna, mantendo o espartilho junto ao corpo dela, enquanto a morena prendia seus cabelos em um coque.

- Grata. – ela disse voltando a segurar o espartilho – Prenda o máximo que puder, sim?

Ele tentou não olhar para nada além das amarras que transpassavam o espartilho, mas não conseguiu.

Alexandre olhava a pele branca de Giovanna, mas logo desceu o olhar lentamente, acompanhando o desenho de suas costas. Suas mãos não conseguiam prender o espartilho e ele só queria terminar aquilo o mais rápido possível para se afastar dela. 

- Pronto. – ele deu vários passos para trás e ela se virou, ainda segurando o espartilho com as mãos.

- Não está bom. – ela disse criticamente e soltou o espartilho, que escorregou alguns centímetros para baixo, mostrando mais o seu colo – Veja senhor Nero, por isso ele precisa ficar bem preso. – afirmou e Alexandre revirou os olhos impaciente – O que eu lhe fiz, senhor Nero?

- Do que você está falando menina?! – ele perguntou com a sobrancelha erguida.

- Fiz algo que o senhor não gostou ontem... Durante a noite. – seu tom de voz era baixo e ela tinha o olhar perdido – Mas não sei o que fiz de tão errado assim pra ser tratada desta maneira.

- Não sei do que você está falando. – ele disse secamente, mantendo o olhar que ela lhe dava.

- Como não sabe... Se passamos a noite toda juntos. – Giovanna agora levou a mão ao rosto de Alexandre. Ela contornou seus traços finos com os dedos e segurou de leve em seu queixo. Ele fechou os olhos, sentindo o carinho que ela lhe fazia – E pela manhã, o senhor está mal humorado... Creio que sou eu o motivo de tamanha irritação.

A respiração de Alexandre falhou por um momento e ele sentiu que a respiração acelerada de Giovanna se aproximava de seu rosto a cada segundo que passava. Como podia explicar a ela que sim, era ela a responsável por seu mau humor, mas não pelo motivo que imaginava? Ele sentiu que ela apoiava a outra mão em sua nuca e um arrepio lhe passou pelo corpo, fazendo com que ele desse vários passos para trás. Ele agradeceu mentalmente pelo momento de lucidez, amaldiçoando a ingenuidade de Giovanna e se virou para sair da tenda em passos firmes.

- Senhor Nero! – a voz de Giovanna se fez presente antes de Alexandre alcançar a saída da tenda – Não vai me ajudar a tirar o espartilho?

- Não o amarrei com tanta força, pode muito bem tirá-lo sozinha. – ele percebeu que ela se aproximava e não se virou.

- Creio que não. – ela disse calmamente – Mas Giane pode me ajudar, já que isso o incomoda tanto.

A menção do nome de Gianecchini fez Alexandre se virar para Giovanna que estava parada ao seu lado. A segurou pelo braço com força, virando a morena de costas. Olhou irritado para aquelas amarras que estavam folgadas e respirou fundo. Colocou a mão no meio delas e as puxou com força, arrebentando-as de uma só vez.

Giovanna segurou o espartilho com ambas as mãos rapidamente, com os olhos arregalados. Agora as amarras do espartilho estavam jogadas ao chão, logo atrás dela.

- Obrigada, senhor Nero. – ela disse irritada e magoada ao vê-lo sair apressado da tenda.

Giane estava distraído olhando a fogueira feita com as roupas de Giovanna e coisas que Alexandre considerava inúteis, quando sentiu que alguém se sentava ao seu lado. Não precisou se virar para saber quem era, pois nenhuma outra pessoa que estava ali agiria com tanta calma e chegaria sem fazer barulho.

- Oi, Gio.

- Oi. – ela murmurou e encostou o queixo sobre o joelho, abraçando as pernas.

- É uma pena não acha? – ele continuava olhando a fogueira seriamente – Queimarem todas as suas roupas... Me pareceram vestidos bons.

- E eram. – ela disse tristemente – Foram feitos sob medida, mas isso não me importa mais. – Giovanna se calou e ele respeitou seu silêncio, sendo o único barulho o dos estalos que as chamas faziam.

Alguns minutos depois Giane a ouviu suspirar e se virou para olhá-la, Giovanna tinha os olhos vermelhos. Ela abaixou o rosto e respirou fundo. Ele continuava a olhando com uma expressão compreensiva estampada no rosto.

- Está tendo um dia ruim?

- Péssimo. – ela murmurou antes de perceber que Alexandre ouvia toda a conversa com cara de poucos amigos.

Giovanna respirou fundo e se cobriu com mais um lençol. Aquela noite conseguia ser ainda mais insuportável que o normal, tamanho o frio que fazia. Ela se revirou e ficou olhando para o teto de sua tenda. Amélia fazia mais falta do que ela imaginara, mas se por um lado sentia falta dela, por outro se tranquilizava ao saber que ela voltava pra casa. Fechou os olhos por alguns segundos, mas logo ouviu passos rápidos do lado de fora.

Um barulho feroz a avisou que Alexandre adentrava em sua tenda.

- O que você quer? – ela perguntou nervosa enquanto ele fechava a tenda – Está surdo? – ela insistiu enquanto se colocava de joelhos.

- Vim lhe avisar. – ele começou, mas parou quando seu olhar pousou sobre o corpo dela. Alexandre desviou rapidamente e olhou pro chão, soltando o ar com força – Vim lhe avisar que amanhã sairemos mais cedo.

- Ótimo! – ela concordou rudemente, se lembrando da arrogância dele mais cedo – Pode se retirar.



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