História Encontro Marcado - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Exibições 84
Palavras 1.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


História sem fins lucrativos, feita de fã para fã, o único intuito é divertir.
Boa leitura! ;)

Capítulo 9 - Febre das manchas


- GIANE! – Alexandre olhava ao redor e percebia que somente uma tenda ainda estava montada – Por que não desmontou aquela ali?

- Giovanna ainda não acordou, senhor.

- NÃO ACORDOU OU ESCAPOU NO MEIO DA NOITE, SEU IMPRESTÁVEL? – a voz de Alexandre subiu várias oitavas e ele caminhou rapidamente em direção a tenda de Giovanna. A abriu com violência e percebeu que a morena dormia enrolada em todos os lençóis, apesar do sol que fazia ali fora – Levante-se menina! Não temos o dia inteiro. – ele se abaixou e a puxou pelo braço, deixando-a de pé.

Giovanna entreabriu os olhos e tentou se firmar no chão sem sucesso, caindo nos braços de Alexandre.

- Ande, acorde! – ele dizia irritado, mas ela não abria os olhos mesmo assim.

Alexandre sentiu que o corpo de Giovanna estava quente e levou uma mão ao seu rosto. Assim como o resto do corpo, ela o tinha mais quente que o normal.

- GIANE! – gritou enquanto colocava Giovanna deitada novamente. Ela batia os dentes de frio, mesmo com os lençóis que Alexandre a cobrira.

- O que foi? – Gianecchini colocou somente a cabeça dentro da tenda e arregalou os olhos ao ver Giovanna encolhida e coberta, com Alexandre ajoelhado a seu lado.

- Ela está doente! Como você não percebeu isso Giane?! – Alexandre disse secamente, observando Giovanna murmurar coisas.

- Senhor, ela norm...

- Onde fica a cidade mais próxima?

- Creio que em três dias alcançaremos um pequeno vilarejo. – Giane agora entrou na tenda e se aproximou de Giovanna – O que acha que ela tem?

- NÃO SOU MÉDICO, GIANE! – Alexandre levantou e se aproximou de Gianecchini raivosamente – E SE ALGO ACONTECER COM ELA?

- Senhor, eu só... – Giane começou, mas parou ao ouvir Giovanna chamando por Alexandre. Ele e Alexandre olharam para Giovanna, que voltava a murmurar coisas sem sentido – Ela está delirando.

- FAÇA ALGUMA COISA, GIANE! – Alexandre colocou ambas as mãos sobre a gola da camisa de Gianecchini e o olhou.

- Eu, senhor? – Giane percebeu o olhar desesperado de Alexandre e apenas tirou suas mãos de sua camisa – Trarei água fria para que o senhor resfrie o corpo dela.

- O que eu faço enquanto isso? – Alexandre murmurou desoladamente.

Ao ouvir Giovanna o chamando de novo, ele se ajoelhou ao seu lado e colocou a mão sobre sua testa.

- Por que não tenta se acalmar? – Gianecchini apoiou a mão sobre o ombro de Alexandre, mas logo saiu da tenda, deixando Giovanna e ele a sós.

- Nero... Nero... – Giovanna murmurava nervosamente. Alexandre parou de molhar a testa de Giovanna com um pano e a olhou. Já haviam se passado algumas horas e ela não havia melhorado. Pelo contrário, parecia ainda pior que antes – Por favor, Nero, não deixe que ele me leve.

- Giovanna, o que você...

- NERO! – seu tom de voz era choroso e ela parecia aflita – NÃO QUERO ME CASAR COM ELE!

- Giovanna... – Alexandre deixou o pano que segurava de lado e segurou a mão dela, que tateava em busca de alguém.

- Que bom que você veio Nero, não quero me casar com ele. – ela se acalmou quando sentiu que Alexandre segurava sua mão – Não me deixe, por favor.

- Eu não vou deixá-la. – ele murmurou enquanto colocava uma mecha de cabelo que estava em sua testa de lado.

- Você prometeu que me protegeria, se lembra? Você se lembra Nero?!

- Claro que me lembro. – ele viu que ela deu um meio sorriso e sentiu sua voz falhar – E irei cumprir minha promessa.

- Senhor. – ele ouviu a voz de Giane, mas não soltou a mão de Giovanna.

- Não podemos esperar mais Giane. – ele murmurou a olhando – Passamos perto de uma pequena cidade ontem. Vamos voltar pra lá.

- Mas iremos nos atrasar mais, senhor.

- Não me importo. – ele resmungou enquanto pegava Giovanna no colo - Partiremos agora.

A carruagem corria o máximo que podia enquanto Alexandre segurava Giovanna. Ela tinha o rosto encostado em seu peito e estava sentada no colo dele, que a segurava com firmeza com um braço. Com a outra mão, ele continuava a molhar a sua testa com o pano. Estava ocupado fazendo isso, quando percebeu que ela ergueu o rosto para olhá-lo.

- Nero... – ela sussurrou, mas se calou ao sentir um dedo de Alexandre sobre seus lábios.

- Não fale nada Giovanna, poupe suas energias.

- O que eu... – ela recomeçou, mas foi interrompida por ele.

- Você está febril e estamos indo para um vilarejo, pra cuidar de você melhor.

- Me perdoe, senhor Nero. – Giovanna murmurou e fechou os olhos.

- Me chame de Nero. Esqueça o senhor. – ele colocou a mão sobre os cabelos de Giovanna e fez ela recostar sua cabeça em seu peito novamente.

- Certo. – ela disse e ele sentiu que o pequeno corpo de Giovanna voltara a desfalecer.

O único barulho que se podia ouvir era o das botas de Alexandre que batiam no chão enquanto ele andava de um lado para o outro no quarto. Giovanna tinha as roupas dobradas e não estava com nenhuma coberta, enquanto a dona da pensão colocava panos molhados sobre seu corpo.

- Essa febre contínua... – ela disse observando Giovanna com ar pensativo – Me parece se tratar da febre das manchas.

- Febre das manchas?

- Os sintomas batem! Febre alta, agitação durante o sono, delírio e veja... – a mulher levantou um pouco o braço de Giovanna e apontou uma mancha perto do ombro – Ela está cheia de marcas.

Alexandre olhou para Giovanna e suspirou aliviado. Sabia muito bem como e quando ela havia conseguido aquelas manchas.

- Pare de falar asneiras. – ele disse irritado, parando de andar pelo quarto – Ela já devia ter melhorado. 

- O senhor chegou há pouco tempo. – a mulher disse pacientemente – Por que não dá uma volta enquanto eu cuido de sua esposa?

- Não vou deixá-la sozinha. – ele recomeçou a andar.

- Nero? – a voz fraca de Giovanna fez com que ele atravessasse o quarto em centésimos de segundo e parasse ao seu lado – Nero?

- Vou deixá-los a sós. – a mulher disse seriamente – Qualquer coisa me chame, senhor.

Alexandre se sentou na cama de Giovanna e segurou sua mão, fazendo-a sorrir tranquilamente. E com a mão livre, ele pegou o pano que a mulher deixara de lado, recomeçando o que fizera durante o dia todo.

Giovanna abriu os olhos devagar e prendeu a respiração por um momento. Estava em um quarto desconhecido e segurava a mão de alguém, que estava no chão. Olhou para a mão que apertava a sua e não acreditou de imediato, precisando se sentar e olhar que era realmente Alexandre que estava deitado no chão.

- Nero?

- Giovanna? – ele se levantou sem soltar a mão dela e a olhou. Sorriu aliviado ao perceber que ela estava melhor e não o chamava apenas em seus delírios – Você está melhor?

- Onde estamos? – ela parecia confusa – Aconteceu algo?

- Lembra da última cidade que passamos? – ele se sentou sobre a cama e viu que ela concordava com a cabeça – Voltamos a ela porque você não estava bem. E creio que ainda não está totalmente recuperada, por favor, volte a dormir.

- Eu tive um sonho estranho e você estava nele. – ela disse ignorando o pedido de Alexandre.

- Sonhou comigo?

- Você não me levava até o conde. – ela fechou os olhos como se buscasse se lembrar de algo mais – E estávamos andando a cavalo. – Giovanna abriu os olhos novamente e encarou Alexandre, fazendo carinho na mão que segurava – Podemos fazer isso quando eu me sentir bem?

- Todos os dias se quiser, assim que você melhorar. – ele murmurou com um meio sorriso.

- Então voltarei a dormir e sonhar com esse momento enquanto não melhoro. – Giovanna murmurou e se ajeitou entre os travesseiros, sentindo que Alexandre agora passava a mão sobre seu rosto devagar.



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