História Encontro Marcado - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Vegeta
Tags Bulma, Romance, Vampiro, Vegeta
Exibições 171
Palavras 1.745
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo Quatro


Bulma terminou de se alimentar com tudo que havia na bandeja e, enquanto comia, o silêncio do aposento era estranhamente natural, consideradas as circunstâncias.
             Depois de deixar o guardanapo, levantou as pernas, colocando-as sobre a cama e recontando-se nos travesseiros, cansada, embora não narcotizada. Enquanto olhava a bandeja, teve o absurdo pensamento de que não se lembrava da última vez em que se permitira terminar uma refeição. Estava sempre de dieta, de modo que também estava sempre com um pouco de fome. De qualquer forma, isso a ajudava a manter o nível de agressividade, deixava-a mais perspicaz e aumentava a concentração.
              Agora, todavia, sentia-se um pouco confusa. E.... estava bocejando?
              -- Não vou me lembrar disso? -- perguntou.
              O homem negou com a cabeça de cabelos espetados. A combinação do ruivo com o negro era estupenda.
               -- Por que não? -- questionou Bulma.
               -- Apagarei tuas lembranças antes que te vás.
               -- Como?
               Ele encolheu os ombros.
               -- Não sei. Eu apenas.... apenas as encontro no meio de teus pensamentos e as enterro para sempre.
               Bulma puxou o edredom de veludo e cobriu as pernas. Tinha a sensação de que, se o pressionasse em busca de mais detalhes, ele não teria mais o que oferecer. Era como se ele não compreendesse muito bem a si mesmo ou a sua própria natureza. Interessante. A senhorita Leeds era humana, pelo menos até onde Bulma sabia. Portanto, evidentemente o pai dele teria sido....
                Caramba, ela estava realmente levando aquilo a sério?
                Bulma levou a mão ao pescoço e sentiu a marca, quase já desaparecida, da mordida. Sim.... sim, ela estava levando aquilo a sério. E, embora seu cérebro se debelasse ante a ideia de que, de fato, os vampiros existiam, ela tinha uma prova irrefutável disso não é mesmo?
                Pensou em Tonma, que também era um tanto quanto.......diferente, certo? Bulma não sabia o que ele era, mas sua estranha força unida à sua óbvia idade... hum, algo não cheirava nada, nada bem.
                O silêncio estendeu-se, os minutos fluíram passando pelo quarto, escorrendo-se rumo ao invisível infinito. Uma hora tinha se passado? Meia hora? Três horas?
                 Por mais estranho que parecesse, Bulma adorava o som dos suaves traços que o lápis desenhava no papel.
                 -- No que está trabalhando? -- perguntou - lhe.
                 Ele parou.
                 -- Por que querias ver meus olhos?
                 -- Por que não? Eles completariam a imagem que tenho de você.
                 Ele soltou o lápis. Quando levantou a mão, estava tremendo.
                 -- Preciso.... ir até ti. Agora.
                 As velas começaram a se apagar uma a uma.
                 O medo fez o coração de Bulma palpitar como se o próprio diabo a perseguisse. O medo e.... Ah, Santo Deus, por favor, não permita que esse arrebatamento seja parcialmente a causa de um sentimento de imaturidade!
                 -- Espere! -- ela o interrompeu -- Como sabe que não.... que não beberá muito?
                 -- Posso sentir a pressão sanguínea e sou muito cuidadoso. Não suportaria ferir-te de forma alguma.
                 Ele parou diante da escrivaninha. Mais velas apagaram-se.
                 -- Por favor, não nos deixe completamente no escuro -- disse ela quando apenas a vela sobre o criado-mudo continuava acesa -- Não lido muito bem com isso.
                 -- É melhor assim....
                 -- Não! Deus, não... não é. Você não sabe o que sinto. A escuridão me deixa apavorada.
                 -- Então o faremos sob a luz.
                 Quando ele começou a se aproximar da cama, o que Bulma ouviu primeiro foram as correntes arrastando-se. Em seguida, viu emergir da escuridão a enorme sombra daquela criatura.
                  -- Talvez queiras ficar de pé? -- perguntou-lhe -- Assim poderei fazê-lo novamente por trás e tu não terá que me ver. Desta vez, demorarei um pouco mais.
                   Bulma suspirou. Seu corpo estava esquentando, seu sangue ardia nas veias. Desejava desentranhar os porquês de sua perigosa falta de senso de preservação, mas que diferença faria? Ela estava onde estava, afinal de contas.
                   -- Acho.... acho que quero vê-lo.
                   Ele duvidou.
                   -- Estás certa disso? Uma vez que começo, é difícil deter-me na metade....
                   Santo Deus! Eles soavam como dois vitorianos apreensivos falando sobre sexo.
                   -- Preciso vê-lo.
                   Ele respirou profundamente, como se estivesse inquietamente refreando-se para superar a ansiedade.
                   -- Talvez poderias te sentar na beirada da cama e assim eu talvez pudesse ajoelhar-me em tua frente.
                   Bulma trocou de posição de modo que suas pernas ficaram penduradas na beirada do colchão. Ele agachou-se um pouco, dobrando os joelhos, mas logo sacudiu a cabeça.
                   -- Não -- ele murmurou -- Terei de me sentar ao teu lado -- sentou de costas para a vela, para que seu rosto permanecesse na escuridão -- Posso pedir para que tu vires para mim?
                   Ela trocou de posição e levantou os olhos. A luz da chama formava um halo ao redor da cabeça dele e Bulma desejou poder ver-lhe o rosto. Desejava ansiosamente olhar para a beleza daquele rosto.
                   -- Vegeta -- sussurrou -- Deviam chamá-lo assim. Era o nome de um belo guerreiro da Antiguidade.
                   Ele levantou a mão e deslizou-a pelos cabelos dela, afastando-os para trás. Depois colocou Bulma no colchão enquanto inclinava-se sobre ela.
                   -- Agrada-me esse nome -- disse-lhe brandamente.
                   Primeiro, Bulma sentiu os lábios sobre o pescoço, uma suave carícia de pele roçando pele. Em seguida, a boca afastou-se e ela percebeu que aqueles lábios estavam se abrindo, revelando as presas. A mordida foi rápida e decidida e Bulma deu um singelo salto, muito mais consciente desta vez. A dor foi mais intensa, mas também o foi a doçura que a seguiu.
                   Bulma gemeu quando o calor percorreu seu corpo e as danças da sucção se espalharam, depois daquela boca macia estabelecer um ritmo. Ela não sabia exatamente quando o tocou. Simplesmente aconteceu. Suas mãos apoiaram-se nos ombros dele. Ponto.
                   Agora era ele quem vibrava e, quando se afastou, a luz revelou parte de seu rosto. A respiração era forçada, os la´bios estavam entreabertos e a ponta das presas levemente à mostra. Estava faminto, mas emocionado.
                  Ela percorreu-lhe os braços com as mãos. Os músculos eram fortes e bem delineados.
                  -- Não posso parar -- disse ele com a voz distorcida.
                  -- Eu apenas... apenas desejo tocá-lo.
                  -- Não posso parar.
                  -- Eu sei. E eu desejo tocá-lo.
                  -- Por quê?
                  -- Por que quero senti-lo -- ela não conseguia acreditar, mas inclinou a cabeça e expôs a garganta -- Tome o que precisa. E eu farei o mesmo.
                  Desta vez ele equilibrou-se sobre ela, segurando-lhe a cabeça com uma mão que se apoiava do outro lado da delicada garganta mordendo-a com força. O corpo dela agitou-se; os seios fizeram contato com a rija parede do peito dele. O cheiro daquele homem era um rugido. Agarrando-se àquele forte bíceps, Bulma deixou-se cair para trás, sobre os travesseiros, e ele a seguiu naquela enternecida dança.
                  Agora o corpo de Vegeta estava inteiramente em cima dela, o peso dele a esmagava contra o colchão. Ele estava bloqueando a luz da vela, motivo pelo qual Bulma não conseguia ver nada com clareza. Mesmo assim, o brilho que vinha detrás dele evitava a escuridão profunda. De certa forma, ela se sentia bem, embora por um motivo perigoso. A escuridão fazia com que as sensações fossem muito mais vívidas: o úmido contato da boca cálida dele, os puxões que ele dava enquanto engolia o fluido vermelho e a corrente sexual que havia entre eles.
                 Que Deus a ajudasse, mas ela gostava do que ele estava fazendo.
                 Bulma estendeu a mão e encontrou os cabelos de Vegeta. Com um grunhido de satisfação, enredou os dedos nos sedosos fios, agarrando-os em grandes mechas, sentindo sua mão tocar-lhe o couro cabeludo.
                 Quando ele ficou imóvel, ela aquietou-se e sentiu o tremor que lhe atravessa o corpo. Esperou para ver se ele continuaria. E ele continuou. Quando passou a beber dela novamente, o quarto começou a girar, mas Bulma não se importou. Afinal, ela agora podia agarrar-se a ele.
                 Pelo menos até que se separassem rapidamente e ele a deixasse na cama. Retirando-se para o canto escuro, com apenas as correntes para registrar seus movimentos, Vegeta praticamente desapareceu.
                 Bulma voltou a si. Quando sentiu a umidade entre os seus seios, baixou os olhos. O sangue corria por seu peito e era absorvido pela camisola branca. Praguejou e lutou para cobrir as incisões que ele tinha feito..
                  Instantaneamente, Vegeta estava à sua frente, afastando  suas mãos.
                  --  Sinto muito, não fechei o ferimento adequadamente. Espera. Não, não lutes contra mim. Devo fechá-lo. Deixa-me fechá-lo para que cesse o sangramento.
                  Ele segurou os punhos de Bulma com uma mão, afastou os cabelos dela para trás e colocou novamente a boca sobre sua garganta. Com a língua, acariciou-lhe a pele. E voltou a acariciá-la outra vez. E outra vez.
                   Não passou muito tempo antes que Bulma se esquecesse da ideia ridícula que lhe ocorrera sobre sangrar até a morte e tal.
                   Vegeta soltou as mãos dela e tomou-a no colo. Bulma abandonou-se nos braços fortes dele e deixou a cabeça cair para trás enquanto ele a lambia e a acariciava com o nariz.
                    Então começou a diminuir o ritmo. Mais devagar, mais devagar, mais devagar. Até que finalmente parou.
                    -- Deves dormir agora -- ele sussurrou.
                    -- Não estou cansada -- o que, ambos sabiam, era uma mentira.
                    Quando ele a deitou sobre o travesseiro, Bulma sentiu a cortina de seus cabelos cair para frente e tocar-lhe a pele.
                     Quando ele ia afastar-se, ela agarrou-lhe as mãos.
                      -- Seus olhos. Vai me deixar vê-los. Se nos próximos dias vai continuar fazendo o que acaba de fazer, deve-me pelo menos isso.
                      Depois de um longo instante, Vegeta levantou lentamente as pálpebras. Suas pupilas eram de azul vívido e flamejavam como neon. Cintilavam, a bem da verdade. Contornando-as, uma tênue e maravilhosamente bem desenhada linha negra. Os cílios eram espessos e largos.
                      O olhar de Vegeta era hipnótico. De outro mundo. Extraordinário.... Assim como todo o rosto dele.
                      Ele baixou a cabeça.
                      -- Dorme. Provavelmente precisarei de ti antes do café da manhã.
                      -- E quanto a você? Você não dorme?
                      -- Sim -- ele respondeu. Quando ela olhou para o outro lado da cama, ele murmurou -- Não o farei aqui esta noite. Não te preocupes.
                      -- Onde, então?
                      -- Não te preocupes -- disse, antes de desaparecer repentinamente na escuridão.
                      Abandonada à luz da única vela que permanecera acesa, Bulma sentiu-se como se estivesse flutuando na enorme cama, à deriva no que era tanto um deleitável sonho quanto um assombroso pesadelo.


Notas Finais


Então lindas, mais um esclarecimento. Vegeta é um vampiro, então seus olhos não serão daqueles negros profundos que amamos. Será como o do SSJ4, azuis.
É isso. Beijos e até!


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