História Encontro Marcado - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Vegeta
Tags Bulma, Romance, Vampiro, Vegeta
Exibições 160
Palavras 1.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi lindas! Estou vendo que vcs estão bem apaixonadas por esse vampiro. Ia postar o capítulo só no meio da semana, mais vou adiantar aqui para vocês. E para quem não conhece(acho meio difícil vcs não conhecerem), colocarei a imagem do SSJ4 e como idealizo ele. Só tirem os pêlos e a cauda!
Vamos lá?

Capítulo 5 - Capítulo Cinco


Fanfic / Fanfiction Encontro Marcado - Capítulo 5 - Capítulo Cinco

Bulma despertou com o ruído da ducha. Empurrando-se para fora da cama, pôs os pés no chão e decediu explorar um pouco o ambiente enquanto Vegeta estava ocupado. Levantou a vela e caminhou na direção da escrivaninha. Ou pelo menos na direção de onde acreditava estar o maldito móvel.
             Sua canela foi a primeira a encontrá-lo, esbarrando contra um pé de madeira maciça. Praguejando, Bulma inclinou-se e esfregou o que sem dúvida se transformaria em uma enorme mancha roxa. Malditas velas! Avançando com mais cuidado, seguiu em busca da cadeira em que Vegeta se sentara e baixou a luz quase completamente imprestável para ver no que ele estivera trabalhando.
              -- Santo Deus.... -- sussurrou.
              Era um retrato dela. Um assombroso, preciso e sensual retrato dela olhando diretamente para fora da página.
              Mas ele nunca a tinha visto. Como sabia....
              -- Por favor, afasta-te disso -- disse Vegeta do banheiro.
              -- É bonito -- ela inclinou-se mais sobre a mesa e observou uma grande quantidade de diferentes desenhos, todos contemporâneos. O que a surpreendeu -- Todos eles são bonitos -- completou.
              Havia bosques e flores distorcidos. Vistas panorâmicas da casa e dos jardins dos Leeds, todas surreais. Representações dos quartos da mansão, todas elas um pouco livres em seu estilo, mas de igual forma visualmente belas. O fato de ele ser modernista a surpreendeu, dada a sua formalidade ao falar e seus modos.... arcaicos.
              Estremecendo, Bulma voltou a olhar seu desenho. Era um retrato clássico. De um realismo clássico.
              As outras obras de Vegeta não tinham um estilo, na verdade. As representações eram distorcidas porque ele não via o que estava desenhando há mais de cinquenta anos. Fazia tudo recorrendo unicamente a uma memória que não era renovada há décadas.
              Bulma levantou seu retrato. fora executado com amor e cuidado. Uma homenagem a ela.
              -- Gostaria que não olhasses nada disso -- disse novamente, agora ao ouvido dela.
              Bulma ofegou e virou-se com agilidade. Quando seu coração se acalmou, um pensamento surgiu em sua mente: Inferno! Como ele cheira bem.
              -- Por que não quer que os veja?
              -- São pessoais.
              Houve uma pausa enquanto algo lhe ocorrera.
              -- Você desenhou as outras mulheres?
              -- Deverias voltar para a cama.
              -- Desenhou?
              -- Não.
              Aquilo de qualquer forma, era um alívio. Por razões que Bulma não sabia como (ou não queria saber como) precisar.
              -- Por que não?
              -- Elas não... não me eram agradáveis aos olhos.
              Sem pensar, Bulma perguntou:
              -- Esteve com alguma delas? Teve relações sexuais com elas?
              Vegeta tinha deixado a ducha aberta e o som de água correndo e chocando-se contra o mármore quebrava o silêncio.
               -- Responda -- insistiu Bulma.
               -- Não.
               -- Você disse que não teria relações sexuais comigo. É porque não....  é porque não pode se relacionar com humanas?
               -- É uma questão de honra.
               -- Então os vampiros.... fazem sexo? Quer dizer, eles.... vocês... podem fazer, não podem? -- certo, porque diabos ela estava levantando esse assunto? Cale essa maldita boca, Bulma...
               -- Posso ficar excitado. E posso... me masturbar.
               Bulma teve de fechar os olhos quando o imaginou deitado na cama, gloriosamente nu. Viu uma daquelas mãos largas e fortes em volta de seu membro, acariciando-o para cima e para baixo, arqueando o corpo no colchão e....
                Ouviu-o inspirar profundamente e dizer:
                -- Por que isso te atrai?
                Deus, ele tinha os sentidos aguçados demais. E como poderia ser de outra maneira?
                Embora, na realidade, ele não precisasse saber os pormenores do que a excitava.
                -- Já esteve alguma vez com uma mulher?
                A cabeça dele moveu-se de um lado para o outro.
                -- A maioria delas tinha medo de mim. O que lhes era um direito. Recuavam em minha presença. Especialmente enquanto eu me .... quando me alimentava delas.
                Bulma tentou imaginar como seria ter contato apenas com pessoas que o veem como um monstro. Não era de se espantar que ele fosse tão reprimido e tímido.
                -- E aquelas que não me achavam... repugnante... -- continuou -- Com aquelas que se acostumavam com minha presença, que não se negavam.... faltava-me vontade. Não as achava atraentes.
                -- Alguma vez beijou alguém?
                -- Não. Agora, responda minha pergunta. Por que pensar em mim.... aliviando-me, te deixa excitada?
                -- Por que eu gostaria de... -- assistir -- Acho que você deve ser lindo fazendo isso. Acho você.... lindo.
                Ele ofegou.
                Quando, durante um longo momento, não se ouviu mais do que o som do chuveiro, Bulma disse:
                -- Desculpe-me tê-lo horrorizado.
                -- Sou agradável aos teus olhos?
                -- Sim.
                -- Sinceramente? -- sussurrou.
                -- Sim.
                -- Sinto-me abençoado -- as correntes arrastaram-se pelo chão quando Vegeta deu a volta e retornou ao banheiro.
                -- Vegeta?
                Os elos de metal continuaram se arrastando.
                Bulma voltou para a cama e sentou-se, segurando a vela com ambas as mãos enquanto ele tomava banho. Quando a água deixou de correr e Vegeta finalmente saiu do banheiro, ela disse:
                -- Também gostaria de tomar banho.
                -- Fique à vontade -- a água voltou a correr, como se ele a fizesse correr apenas com a vontade -- Asseguro-te de que terás privacidade.
                Ela entrou no banheiro e deixou a vela sobre o balcão. O ar estava quente e úmido por conta do banho recente; a atmosfera cheirava a sabonete e estava impregnada com os cheiros enternecedores de Vegeta. Bulma tirou a camisola e a roupa íntima e entrou debaixo da ducha. A água caía-lhe sobre o corpo, umedecia-lhe os cabelos e limpava-lhe a pele.
                Bulma estava chocada com a falta de compaixão que Vegeta recebera nas últimas cinco décadas. Com a crueldade do fato de suas únicas companheiras terem de ser sequestradas, terem os direitos violados para que ele pudesse sobreviver. Com aquele encarceramento que continuaria a menos que ele fosse libertado. Com o fato de que ele nem mesmo soubesse que era tão lindo.
                Bulma odiava o fato de ele ter vivido sozinho toda a vida.
                Saiu da ducha, secou-se, vestiu novamente a camisola e colocou a calcinha e o sutiã no bolso.
                Quando saiu do banheiro, disse:
                -- Vegeta, onde você está? -- caminhou pelo aposento. -- Vegeta?
                -- Estou na escrivaninha.
                -- Poderia acender algumas velas?
                As velas flamejaram instantaneamente.
                -- Obrigada -- ela olhou-o fixamente enquanto ele se mexia para ocultar o que estivera desenhando -- Vou levá-lo comigo -- ela falou.
                Ele levantou a cabeça e, por um instante, seus olhos resplandeceram. Deus! A forma como eles brilhavam era incrível.
                -- Perdão?
                -- Quando Tonma vier me buscar, vou fazer com que você saia daqui -- o mais provável era que ela conseguisse isso golpeando o mordomo com o mesmo candelabro que nesse momento tinha nas mãos. -- Vou encarregar-me dele.
                -- Não! -- Vegeta deu um salto, colocando-se de pé -- Tu não deves fazer nada. Deves partir exatamente como chegaste, sem violência.
                -- O inferno que farei isso.  Isso está errado. Tudo isso. É errado para as mulheres e é errado para você e tudo isso é culpa da sua mãe. E de Tonma.
                E ela colocaria as coisas no lugar certo e  apropriado. Aquela maldita mulher e seu mordomo valentão deviam ir para trás das grades. E o fato é que Bulma pouco se importava que eles fossem dois malditos velhos. Infelizmente, entregá-los à polícia por manter um vampiro preso no porão não era exatamente o que ela gostaria de alegar quando estivesse tentando mandar para a prisão uma das mais proeminentes cidadãs de Cladwell. Afinal, entender algo desse tipo seria um verdadeiro inferno. Portanto, libertá-lo era o melhor a se fazer.
                -- Não posso permitir que resistas -- disse ele.
                -- Não deseja sair daqui?
                -- Eles vão machucar-te -- a expressão nos olhos de Vegeta era séria -- Prefiro ficar preso aqui pelo resto de minha vida a permitir que te aconteça alguma coisa.
                Bulma pensou na força sobrenatural de Tonma, apesar da idade aparentemente avançada. E no fato de que ele e a senhorita Leeds vinham sequestrando mulheres há cinquenta anos e nunca tinham sio descobertos. Se eles a matassem, então seria um incômodo para eles se justificarem. Mas corpos podem desaparecer.... Claro que sua assistente sabia onde ela tinha ido, mas a senhorita Leeds e Tonma eram, sem dúvida alguma, hipócritas o suficiente para fazer todos otários. Além disso, tinham as chaves de seu carro e o testamento assinado. Podiam se desfazer do veículo e garantir que Bulma tinha chegado, feito o que tinha ido fazer e partido logo em seguida, de modo que, se algo de ruim lhe tivesse ocorrido, isso não teria nada a ver com eles.
             Caramba.... Bulma ficou surpresa de que a tivessem escolhido pelo simples fato de sua personalidade ser tão enérgica. Mas, por outro lado, ela se comportava de forma diabolicamente delicada quando estava com a senhorita Leeds. E supõs que era alvo aceitável, uma mulher solteira viajando soinha no último fim de semana prolongado do verão.
              Era evidente que aqueles velhos malditos tinham um modus operandi que funcionara ao longo de cinco décadas. E certamente tentariam se defender. Pela força, de acordo com os temores de Vegeta.
              Bulma precisaria de ajuda para tirá-lo dali. Talvez pudesse fazer com que ele.... não, provavelmente ele não ofereceria o tipo de ajuda de que ela precisava, dado o maldito trabalho de lavagem mental que lhe tinham imposto. Inferno.... ela teria de voltar para buscá-lo e sabia quem traria consigo. Tinha amigos na polícia, amigos que estariam dispostos a deixar o crachá na gaveta e manter a arma na cintura. Amigos que poderiam cuidar de uma complicada cena de crime; que cuidariam de Tonma enquanto ela cuidava de Vegeta.
              Sim, ela voltaria para buscá-lo.
               -- Não -- disse Vegeta -- Tu não te lembrarás de nada. Não poderás voltar.
               Uma onda de fúria alagou Bulma. O fato de ele obviamente poder ler sua mente não a enfurecia tanto quanto a ideia de que ele pudesse evitar que ela o ajudasse .... embora fizesse aquilo movido pelo desejo de protegê-la.
               -- Por mil demônios, eu me lembrarei.
               -- Apagarei tuas lembranças....
               -- Não, não apagará -- disse, colocando as mãos nos quadris -- Não apagará porque vai jurar, por sua honra, aqui e neste momento, que não  vai.
               Ela soube que tinha vencido porque pressentia que ele não podia negar-lhe nada. E ela confiava plenamente no fato de que, se ele lhe prometesse não apagar suas lembranças, cumpriria a promessa até o fim.
               -- Jure -- ainda calado, Vegeta afastou os cabelos molhados do ombro -- Isso precisa acabar. É errado por vários motivos e desta vez sua mãe escolheu mal a garota para trancafiar neste lugar com você. Você vai sair daqui e serei eu quem vai tirá-lo. Ou não me chamo Bulma Briefs!
               O sorriso que Vegeta lhe dedicou era melancólico, uma levíssima elevação do canto da boca.
               -- Tu és uma lutadora.
               -- Sim. Sempre. E algumas vezes valho por um exército completo. Agora, me dê sua palavra.
               Ele caminhou pelo quarto com um sentimento de desejo e saudade estampado em sua expressão. Olhava fixamente como se estivesse tentando ver, pelas paredes de pedra, a terra e o céu que lhe haviam sido arrebatados.
                -- Não sinto o ar fresco há.... muito... tempo.
                -- Deixe-me ajudá-lo. Dê-me sua palavra.
                Ele olhou para ela. Tinha olhos bondosos, inteligentes e cálidos. O tipo de olhos que Bulma desejaria que um amante tivesse.
                Ela tentou voltar para a realidade: ser sua " boa samaritana" não incluía dormir com ele. Embora.... que noite não seria! O enorme corpo dele sem dúvida era capaz de....
                


Notas Finais


Pronto! Deixá-las curiosas... Próximo capítulo promete esquentar...
Beijos e até lá!


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