História Encontros - Capítulo 17


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Categorias Originais
Tags Originais, Romance
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Palavras 2.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Situações


Sophie

 

Meu pai desce do carro e o acompanho. Não consigo tirar os olhos da casa, casa não, castelo a minha frente.

Tá, um pouco exagerado, mas aquela casa era uma das visões mais lindas que já vi.

Parecia ter saído das telas de cinema. Não sei como descrever exatamente. Só sei dizer que parece daqueles filmes de época.

Combinamos de ir para o almoço e ficar o restante da tarde.

Meu pai tocou a campainha e não demorou muito para alguém atender a porta. May.

– Olá meus queridos!  – May sorria enquanto dava pequenos abraços em nós.

Nos levou para a sala de jantar, estava terminando de ser posta. Greta já havia chegado. Vi que sorriu quando nos viu.

Estranho. Tudo estava muito estranho ultimamente.

A mesa já estava preparada e nos sentamos. May fez questão para que eu ficasse ao seu lado, que era na ponta da mesa, óbvio. E meu pai ao meu lado. Á minha frente ficou vazio, sei que é o lugar de John, e ao lado da cadeira vazia, sentou Greta. De frente com o meu pai.

John chegou na hora em que terminamos de sentar;

– Bem na hora querido – May falou enquanto ele sentava á minha frente. Minha respiração de repente ficou irregular, meu coração parecia vibrar de tão rápido que batia. Ele estava apenas de camisa social e calça Jeans, o cabelo estava um pouco solto e para o lado. Estava muito lindo. Quase sorri boba, me controlei antes que parecesse alegre com a presença dele. Não vou dizer que não estava feliz, mas ninguém precisava saber.

Ele olhou para mim sério, enquanto eu estava olhando, foi rapidinho, desviei o olhar. Senti minha face arder levemente. Espero que ele não tenha notado. Droga, estou quase aceitando o fato de que estou mesmo apaixonada por ele. Os sinais indicam isso. Sim, eu pesquisei sobre isso, e posso dizer que estou assustada em ver os resultados.

Eu não sei mais o que fazer, digo a mim mesma que eu não posso, eu tento evitar contato, mas sempre que eu acho que tenho algum progresso, ele aparece do nada e bagunça tudo.

Eu tô ferrada mesmo.

O pior é que não posso ter nenhuma esperança, o que ele iria querer com alguém como eu? Uma adolescente que não sabe nada da vida, uma pirralha que como costumam dizer, mal saiu das fraldas.

Não estou me rebaixando nem nada, eu sou realista. Eu vi aquelas mulheres na festa de May, sei que ele tem contato com elas, aquele tipo de contato, qualquer um ser com inteligência sabia que havia um rolo ali. Elas são mulheres lindas e bem mais experientes, do jeito que os homens como John gostam. Então eu tenho que dar um jeito de acabar com isso. Tento evitar olhar para ele de novo e minha atenção fica toda para o meu prato.

O almoço foi tranquilo, com minha pessoa evitando contato visual e dando atenção apenas quando me perguntavam algo.

A piscina que havia na casa era enorme e a água estava com a aparência bastante convidativa me deixando com muita vontade de cair nela. E além dela estava um belo jardim florido que deixava tudo muito mais belo. Minha contemplação foi interrompida com o som de um celular tocando, era do meu pai.

– Sim – uma pausa – Você não consegue resolver sozinho? – ele parecia querer ficar de fora, eu até entendo, com certeza merece uma folguinha – Já estou indo - suspirou derrotado.

Desligou o celular, olhando triste para mim.

– Houve um problema com o restaurante, tenho que ir logo.

Apesar de tudo, eu gostaria mesmo de ficar mais um pouco ali. May é um ótima companhia e disse que passaríamos a tarde na piscina. Não consegui evitar mostrar meu desapontamento. Me movimento para ir embora com meu pai quando somos interrompidos.

– Anthony, deixe Sophie aqui, mais tarde mandarei deixá-la em casa – May fala rápido.

Olho de May para o meu pai e ele parece pensar.

– Está bem - respondeu por fim – só peço que não chegue muito tarde. Vá para o restaurante tá?

Meu pai se aproxima de mim e me dá um beijo na testa.

Escutamos alguém se aproximar de onde estávamos.

John havia saído quando terminamos de comer e agora dá pra ver que era porque foi trocar de roupa. Estava de terno novamente, nem preciso dizer que estava lindo.

– Muito obrigado pelo convite May, estava tudo muito maravilhoso – ele fala enquanto se aproxima da mulher.

Deu um beijo em seu rosto e se afasta.

– Tenho que resolver um um pequeno assunto, preciso sair. – John fala para May quando se aproxima de meu pai.

– Até mais – papai se despede.

– Logo estarei de volta Tia – informa John.

Ele olha rapidamente para mim sem transparecer o que sente e sai juntamente com meu pai.

Quando os dois saem, sinto uma confusão de sentimentos. Estava aliviada por não ter a presença de John perto, ainda mais porque nós viemos para tomar banho de piscina, e eu teria que usar roupas apropriadas para o banho, e sinceramente falando eu ficaria bem desconfortável. Tudo por causa de um pouquinho de timidez que tenho. Mas ao mesmo tempo, sinto aquela pontadinha de decepção por ele ter saído e não poder vê-lo. Confuso, não? Eu não sei o que sentir, porque eu nunca passei por esse tipo de conflito.

– Acho que seria bom trocar de roupa, depois de esperarmos o tempo necessário para cair na água, é bom não perder nem um pouco de tempo, não acham queridas? – May fala para Greta e eu, já que restavam apenas nós três a beira da piscina.

Concordamos e fomos nos preparar.

.

.

Posso dizer que quando vi Greta naquele biquíni me senti inferior. Qual é, sei que a gente tem que ter amor próprio, mas já sabemos que sou realista ao extremo, apesar de notarem, não estar funcionando muito. Essa mulher é espetacular. E olha que nem curto mulheres. A cor do biquíni era vermelho, calcinha normal e sutiã tomara que caia, que combinavam perfeitamente com sua pele branca e cabelos loiros.

E eu estava como uma tímida adolescente normal. Com um sutiãzinho normal de listrinhas coloridas que amarram com laço e um short de banho curto branco com florzinhas rosas, verdes e azuis. Mas tudo bem, sou praticamente uma criança perto dela e contando que fique apenas nós por aqui, está bom pra mim.

May usava um maiô, o que não era de se estranhar e vestia uma saída de banho azul. Estava sentada em uma das várias espreguiçadeiras ao redor da piscina, na sombra daqueles guarda sol enormes. Me sentei em uma também contemplando as flores do jardim que estavam bem próximas de onde estávamos.

Ouvi alguém chegando e me vi surpresa quando Jimmy se aproximava de nós.

– Olá meu querido! – saudou May quando ia ao encontro dele e lhe dando um abraço – Que bom que veio.

Ela parecia mesmo bem contente.

– Mas é claro – responde entusiasmado – Não perderia a chance de passar a tarde com belas damas em uma piscina.

Ela sorri para ele.

– Bem galanteador hein garoto.

Ele se aproxima de mim com um belo sorriso no rosto.

– Que prazer em revê-la Sophie.

– Digo o mesmo Jimmy. – meu sorriso e alegria são verdadeiros.

Acredito que nossa amizade foi algo bem inesperado, mas que está se tornando bem especial. Mas amizade, entendam. E ele me abraça também, tudo na amizade. Logo depois ele vê Greta e se aproxima dela também.

– E esta bela senhorita que ainda não sei o nome – falou se aproximando dela lhe dando um beijo em cada lado do rosto dela – Sou Jimmy Stone.

– Greta – responde a loira com um sorriso sedutor.

– Está quente, vou pedir um suco, o que vocês preferem? – May se pronunciou indo devagar em direção a porta que ia para a cozinha.

Nos olhamos e Jimmy foi o que falou primeiro.

– Limonada?

Greta e eu concordamos.

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Passou um tempo e estava dentro da água com Jimmy. Ele realmente é muito agradável e conversar com ele é fácil.

– Já viu Game of Thrones? – perguntou quando fomos para a borda da piscina onde tinha sombra e sentamos ali.

– Vi as primeiras temporadas, mas depois que meu pai abriu o restaurante, não tive tempo para colocar em dia – respondi meio triste.

Gosto de assistir séries, mas ultimamente o tempo estava corrido, estudando o último ano e trabalhando me consumia o dia inteiro.

– Mas quando terminar o ano letivo vou ter tempo – respondi sorridente com a possibilidade de tempo livre.

– Não vou dar spoiler, mas posso dizer que é espetacular, mas se prepare para as mortes, que não são poucas – avisa – eu posso dizer que com algumas, eu chorei – sussurrou baixo para que ninguém escutasse – mas ninguém precisa saber – terminou.

Sorri dele e do tom que usou de vergonha.

– Tá bem – concordei, mas então me dei conta – Mais mortes? Cara, eu nem me recuperei do Ned – suspirei.

– Mas se anime, vai acontecer muitas coisas boas, e a última temporada que saiu, é a melhor de todas, na minha opinião – falou empolgado.

– Agora fiquei curiosa.

Nos calamos por um momento e fitamos a água da piscina que parecia brilhar por causa dos raios do sol que penetravam. Até que lembrei do assunto com a namorada dele, Não sei se é uma boa hora pra perguntar, mas eu realmente queria saber o que havia acontecido depois daquele dia. Não vou forçar a barra, mas se ele se abrir, vou tentar ajudar.

– E aquele assunto com a sua namorada? – perguntei meio receosa.

Jimmy ficou calado, baixou a cabeça e então pensei que ele não conseguiria falar, então não insisti. Ouvi ele suspirando.

– Terminei com ela – respondeu meio triste – Mas isso não muda o fato de não eu estar bem. Apesar de ela me trair, eu ainda gosto dela, e terminar com ela me doeu muito. E ainda dói.

Sua voz falhou um pouco e parecia que ele poderia chorar.

– Sinto muito Jimmy, mesmo não tendo experiência com isso, mas já ouvi muito que vai passar e você vai seguir em frente e encontrar alguém que vai valer a pena. Ok?

Falei para animá-lo e lhe dei uma leve cotovelada.

– Agora, vamos mudar de assunto que hoje é para nós nos divertimos! – falei entusiasmada para que ele se animasse também.

– Ok – ele assentiu.

Logo em seguida ele levanta e me estende a mão para que possa me ajudar a levantar. quando estou em pé ao seu lado ele fala rápido.

– Prende a respiração  – não entendo muito bem até ele me abraçar e me puxar para dentro da piscina.

Puxo o ar rápido e logo nós caímos na água com tudo. Sabemos que quando caímos de surpresa na água, entra no nariz e me demoro um pouco para me recuperar. Quando subimos para a superfície, lhe dou um tapa.

– Seu maluco! – falo um pouco indignada, mas depois rindo – Quase me matou de susto e afogada.

– O que é a vida se riscos, Sophie – explica com a maior naturalidade do mundo.

– Gente, da próxima vez avisem, pra eu me proteger – exclama Greta.

Com o pulo desajeitado que demos, a água salpicou em Greta, que estava se bronzeando.

– Minhas sinceras desculpas senhorita – fala Jimmy – Da próxima vez traremos você junto conosco.

Sorri alto com a cara de pau dele, enquanto que ela levantou uma sobrancelha sem acreditar no que acabara de ouvir. E logo em seguida se deitar novamente na espreguiçadeira.

Jimmy joga água em mim e também faço o mesmo, assim começa uma guerra de água entre nós dois. E então ouvimos Greta novamente pedir para parar.

May havia saído pois alguém queria falar com ela no telefone, então éramos só nós três ali na piscina.

Continuei brincando com Jimmy na água até me sentir cansada, então decidimos parar um pouco e sair da água. Só então percebi alguém ao lado de Greta, usando blusa, short e chinelo.

John. De um jeito bem diferente do que eu estava acostumada.

Preciso dizer que estou desconcertada? E lá vem aquelas sensações me invadirem novamente. Todos juntos como uma onda. Toda descontrolada, coração batendo forte e a respiração cansada piora, aquele friozinho na barriga só pra me dizer que tô perdida mesmo. E ele simplesmente, conversando com Greta de forma descontraída como se só estivessem eles ali. Quero sair da piscina, mas me lembro que estou em trajes de banho. E tenho vergonha.

Mas meus dedos estão enrugados e preciso mesmo sair da água, Jimmy saiu primeiro e foi cumprimentar John. Aproveitei então a distração para sair rápido da piscina pelos degraus. Saí rápido da água e fui procurar pela toalha, apressei o passo tendo cuidado para não escorregar porque estava descalça e porque depois de  “guerra” de água com Jimmy, perto da piscina estava tudo alagado.

Mas a bendita toalha estava longe e me apressei mais um pouco. Então o pior aconteceu, meu pé escorregou, tentei me equilibrar em pé mas o chão liso não contribuiu. Logo caí para o lado, mas estava muito próxima a beira da piscina e senti meu joelho direito bater na chão, mas o outro não então caí no lado esquerdo e me senti sendo abraçada pela água.

Não estava tão preocupada com a situação, pois era só voltar pra superfície, até sentir uma cãibra na minha perna e não conseguir nadar para subir, aí sim me bateu desespero. Como ia ia conseguir sair da água?



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